sábado, 6 de novembro de 2010

Nenhum estudante vai ser prejudicado, diz presidente do Inep


Nenhum estudante vai ser prejudicado,

diz presidente do Inep

Soares Neto afirmou que estudantes poderão reclamar em site.
Provas podem ter correção 'invertida'.

Débora SantosDo G1, em Brasília
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto, disse que nenhum estudante vai ser prejudicado por causa do erro na impressão no caderno de respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Foi dada a orientação para que os estudantes seguissem rigorosamente a numeração [das questões", disse ele, em entrevista coletiva no fim da tarde deste sábado (6).
Mais cedo, a assessoria de impresa do Ministério da Educação havia admitido que houve uma inversão nos subtítulos do caderno de respostas. No caderno de questões, os primeiros 45 itens eram de ciências humanas e suas tecnologias e os outros 45, de ciências da natureza e suas tecnologias. Na folha de respostas, o primeiro subtítulo, referente às primeiras 45 respostas, era de ciências natureza. E, depois, havia o anúncio das respostas de ciências humanas.
Na entrevista, Soares Neto informou que o Ministério da Educação deve abrir um espaço, no site, a partir da semana que vem, para que os alunos que se sentirem prejudicados possam abrir um requerimento. De acordo com ele, cada caso será analisado separadamente e pode haver uma "variação" na correção. "Quem preencheu invertido, o Inep vai corrigir de forma invertida", falou.
A decisão de abrir um espaço para as reclamações dos estudantes foi tomada pelo presidente do Inep, em conjunto com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo a assessoria, os dois conversaram por telefone sobre a falha de impressão.
De acordo com Soares Neto, o índice de abstenção foi de 27% neste sábado. A média, nas outras edições, foi de 28%.
Domingo
Soares Neto disse que foi informado sobre o erro na impressão do caderno de respostas por volta das 13h deste sábado. Segundo ele, a orientação aos monitores foi passada "imediatamente". "Amanhã [domingo, 7], temos outro dia de exames e os estudantes devem planejar seu dia com tranquilidade. Com a prova de amanhã, está tudo garantido, tudo certinho. É importante passar essa calma para os estudantes."
No domingo, a prova será realizada das 13h às18h30, com perguntas sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, além de redação, e matemática e suas tecnologias.
InvestigaçãoPara Soares Neto, a falha não compromete a credibilidade do exame e não há risco de cancelamento da prova. Além disso, o presidente do Inep garantiu que não haverá atraso na correção.
“Você tem um exame dessa dimensão planejado de forma bastante grande e com quantidade de ocorrências pequena. Você tem problemas localizados e tem que dar solução aos problemas. É um exame que tem expectativa muito grande da sociedade. Não prejudica a credibilidade de forma alguma. Teve um problema que estamos tratando para resolvê-lo para que ninguém seja prejudicado”, afirmou.
O presidente do Inep disse que o problema será apurado internamente por meio de uma investigação administrativa. Ele conversou com responsáveis pela gráfica, mas reforçou que a prioridade era tranqüilizar os estudantes.
“Tenho que ver o problema e tenho que apurar administrativamente o problema. Conversei com a gráfica, mas primeiro passo é tomar as providências para que nenhum estudante seja prejudicado. Agora sim, vou tomar providências sobre a razão do problema”, disse.
Cadernos amarelosA assessoria do Ministério da Educação também já confirmou ao G1 que havia cadernos de questões amarelos com problemas de impressão. Segundo o ministério, os fiscais foram orientados a trocar as provas que tinham erros.
Soares Neto afirmou que a possibilidade de ter havido outros erros ainda precisa ser apurada. Segundo ele, há relatos de que algumas provas traziam páginas duplicadas, mas ainda é necessário verificar. “Orientamos os ficais a trocarem. Temos uma reserva técnica, todos os colégios têm uma reserva técnica de 10% de provas. Ainda não recebi os cadernos por questões de segurança. Ainda não temos a prova no Inep. É uma questão de ordem gráfica e que também vamos apurar. Tenho que ver a dimensão do problema e ninguém vai ser prejudicado em relação a essa questão.”
Segurança reforçadaDe acordo com dados do Inep, 4,6 milhões de estudantes se inscreveram no Enem 2010. O exame foi realizado em 1.698 cidades, com a montagem de 11.646 locais de provas em 128,2 mil salas. As provas foram distribuídas pelos Correios por 1.800 rotas e recebidas pelos coordenadores com segurança reforçada.

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