domingo, 29 de julho de 2012

[PDF] UMA PEDAGOGIA DA SOLIDÃO EM NIETZSCHE ESTE E OUTROS ARTIGOS INTERESSANTES É SÓ CLICAR NO TÍTULO..


[PDF] UMA PEDAGOGIA DA SOLIDÃO EM NIETZSCHE

FL Britto - Educação e Filosofia, 2012
... classe – a dos professores universitários alemães que se levantam contra a tecnicização dos
estabelecimentos de ensino... FOUCAULT, M. História da sexualidade, vol. ... Graal, 1985; HUMBOLDT,
W. von, “Sobre a organização interna e externa das instituições superiores em ...

[PDF] A competência informacional no ensino superior tecnológico:

 um estudo sobre os discentes e docentes do curso de análise e

 desenvolvimento de sistemas da união …

RES Costa - 2012
... de informação.....107 Gráfico 18: Comparativo das estratégias de busca mais
utilizadas.....110 Gráfico 19: Comparativo das estratégias de busca mais
utilizadas.....111 Gráfico 20: Comparativo dos ... IES Instituições de Ensino Superior ...

[PDF] Ensino de geografia ea cegueira

APN Chaves - 2012
... Aceitar todos na escola - uma escola com histórico seletivo - de fato não era e não tem ... aqueles
que recebem em suas escolas matrículas de estudantes cegos no ensino regular, neste ... A partir
da identificação das instituições de ensino, foram analisados os Centros de Apoio ...

[PDF] Serviços e atendimento bancário de clientes pessoa jurídica:

 um estudo na agência Horizontina do Banco do Brasil

FA Braun - 2012
... O tipo de instituição financeira dominante no Brasil é o Banco Múltiplo, que atua em ... Após muitas
transformações ao longo de mais de 200 anos de história, o BB atua ... Considerando o item
escolaridade, 5% responderam terem concluído o ensino fundamental, 50% o ensino ...

[PDF] A extrafiscalidade tributária como mecanismo de concretização

 do direito fundamental à educação

MLC de Araújo, SN de Carvalho Almeida - Pensar-Revista de Ciências Jurídicas, 2012
... Direito de ensino fundamental gratuito. ... Não se sabe precisamente, numa perspectiva histórico-
cronológica7, como se iniciou o processo de responsabilidade social das ... pelas empresas, nos
anos iniciais da década de 90, com a criação do Grupo de Instituições, Fundações e ...

[PDF] ENTREVISTA COM CARLOS ARTHUR RIBEIRO DO NASCIMENTO

AT Ferreira - Educação e Filosofia, 2012
... Antes e depois desse doutorado, ele trabalhou em diversas instituições no Brasil, atuando em
várias ... acima referidas da busca de rigor e clareza, assim como de atenção à história... em novembro
de 1994, recebi um convite do Instituto Metodista de Ensino Superior para ...

[PDF] Dogmática jurídica, senso comum e reforma processual penal:

 o problema das mixagens teóricas

LL Streck - Pensar-Revista de Ciências Jurídicas, 2012
... também atinge o Judiciário (eo Ministério Público), embora sejam estas instituições também
sustentadoras ... Entrementes, nestes mais de vinte anos, alguns avanços tinham que acontecer. ...
comento, careceu de o Tribunal explicitar com mais detalhes a história institucional do ...

[PDF] PRÁTICA DE ENSINO EA IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO

 CONTINUADA NA REDE MUNICIPAL DO RECIFE: UM ESTUDO DE CASO

MSB de Barros¹, SM de Oliveira Santos…
... 8 ... um postulado central tem guiado as pesquisas sobre o conhecimento dos professores nos
últimos vinte anos... educativa. A construção de uma educação de qualidade no ensino de uma
escola ... instituições, os educadores não recebam formações continuadas apenas fora ...

[PDF] A EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASil: O RETORNO PRIVADO E AS

 RESTRIÇÕES AO INGRESSO

MM de Carvalho - SobRE oS AUToRES8 A DESoRDEM Do MUNDo10
... 1, 4% 3, 8% 31, 24 Geologia 5.742 0, 1% 5, 2% 74, 23 História 106.145 2 ... caso de uma pessoa
matricu- lada no ensino superior atualmente, sabemos se essa instituição é pública ... A próxima
subseção apresenta algumas informações sobre os ingressantes do ensino superior. ...

[PDF] As Transformações no espaço rural ea emergência da agricultura

 familiar de base agroecológica-Pelotas/RS

RA Finatto - 2012
... Page 20. 2 ... o intuito de contemplar o objetivo principal, buscou-se de maneira mais pontual,
recuperar o processo histórico de inserção ... roteiros semi-estruturados (apêndices A e B) - foram
realizadas com informantes qualificados3 ligados às três instituições que desenvolvem ...

sábado, 28 de julho de 2012

PARTO DOMICILIAR PLANEJADO ASSISTIDO POR ENFERMEIRAS


Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação em Enfermagem, da Universidade
Federal de Santa Catarina, como requisito
para obtenção do título de Mestre em
Enfermagem-Área de concentração:
RESUMO
INTRODUÇÃO: o número de atendimentos ao parto domiciliar
planejado vem crescendo nos últimos anos. A Organização Mundial da
Saúde recomenda o domicílio como local de parto, desde que atendido
por profissional qualificado e com um plano de transferência.
OBJETIVO: avaliar os resultados da assistência obstétrica e neonatal
do trabalho de parto, parto e puerpério imediato domiciliares,
planejados, assistidos por enfermeiras. MÉTODO: trata-se de um
estudo transversal com amostra composta por todos os partos das
mulheres assistidas por enfermeiras no domicílio, de forma planejada,
incluindo as transferidas para uma instituição de saúde, e seus recémnascidos,
no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2009. Os dados
foram coletados dos prontuários e das gravações audiovisuais
arquivados pelas enfermeiras da Equipe Hanami e da Caderneta de
Saúde do recém-nascido, com base em formulário padronizado.
Realizou-se análise estatística descritiva, teste qui-quadrado ou exato de
Fisher, teste t de Student e teste de Mann-Whitney. O nível de
significância adotado foi de 5%. RESULTADOS: foram apresentados
em dois artigos. No artigo 1, do total de 100 mulheres assistidas no
domicílio a maioria era primípara (73,0%), com ensino superior
completo (53,0%), teve acompanhante (99,0%), apresentou batimentos
cardíacos fetais sem alteração (94,0%), com traçado do partograma sem
alteração na curva de alerta (61,0%) e não apresentou distocia funcional
(70,0%). A taxa de amniotomia foi de 9,0% e de líquido amniótico
meconial de 7,0%. O tempo entre a primeira avaliação no domicílio e o
parto foi < 5 horas em 46,1% dos casos, sendo mais frequente nas
multíparas do que nas primíparas (p=0,0402). O parto de cócoras na
água foi o mais escolhido (66,3%), e em especial pelas primíparas
(p=0,0030). Praticamente metade das mulheres (49,4%) não necessitou
de sutura perineal e apenas em 1,1% foi indicada a episiotomia. A
12
maioria dos recém-nascidos (96,6%) recebeu escore de Apgar do 1°
minuto ≥ 7, 100,0% tiveram contato pele a pele e 70,8% sucção efetiva.
A icterícia neonatal foi a intercorrência mais comum (44,3%). O artigo 2
apresenta os resultados das transferências maternas e neonatais de um
recém-nascido e 11 parturientes. A maioria era primípara (63,6%),
100,0% foram transferidas no período de dilatação, sendo que parada da
dilatação cervical e da descida do feto foram as indicações mais
frequentes. A única transferência neonatal foi por anomalia congênita.
Dos neonatos nascidos no hospital, 81,8% receberam escore de Apgar
do 1° e 5° minuto ≥ 7 e não houve internação em Unidade de Terapia
Intensiva. CONCLUSÕES: Os resultados obstétricos e neonatais
indicam que é seguro o parto domiciliar planejado, assistido por
enfermeira obstétrica, sob rigoroso protocolo assistencial e planejamento
para as transferências. Os achados são semelhantes aos de pesquisas
realizadas em países em que essa prática é consolidada e reconhecida
pelo sistema de saúde. A comparação das características
sociodemográficas e dos desfechos obstétricos e neonatais com a
paridade, não mostrou diferença estatisticamente significativa na
maioria das variáveis. Sugerem-se estudos com maior amostragem para
verificar associações ou identificar variáveis preditoras de alguns
desfechos e de transferências maternas.
Palavras-chave: Parto Domiciliar. Parto Humanizado. Enfermagem
Obstétrica.

Praticar Exercícios pode Adiar a Morte em até Meia Década segundo Pesquisa - Saúde - Psicologado Notícias - Notícias sobre Psicologia

Praticar Exercícios pode Adiar a Morte em até Meia Década segundo Pesquisa - Saúde - Psicologado Notícias - Notícias sobre Psicologia. Click no título para ler o artigo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Ciúme e Suas Influências na Relação de Casais Heterossexuais em uma Perspectiva Analítica - Psicologia Analítica - Abordagens - Psicologado Artigos

O Ciúme e Suas Influências na Relação de Casais Heterossexuais em uma Perspectiva Analítica - Psicologia Analítica - Abordagens - Psicologado Artigos

O Ciúme e Suas Influências na Relação de Casais Heterossexuais em uma Perspectiva Analítica

Escrito por Larissa Dantas Guimarães | Publicado em 23 de Julho de 2012

Resumo: O presente estudo pretende discorrer a respeito do ciúme e suas influências na relação de casais heterossexuais em uma perspectiva analítica, na tentativa de compreender um dos sentimentos mais universais na vida do indivíduo. Mesmo que para alguns o ciúme possa representar um sentimento negativo, ele pode ser uma manifestação do amor, sendo essencial no relacionamento de casal. É necessário conhecer esse sentimento e os processos da psique que estão envolvidos nele, para que se compreendam seus efeitos e causas.
Palavras-chave: ciúme; psicologia analítica; relação de casal.
Introdução
O presente estudo tem como tema o ciúme e suas influências na relação de casais heterossexuais em uma perspectiva analítica. Assim, abordar o tema do ciúme se refere aos conflitos que tal sentimento pode gerar na relação a dois. Por que os casais se desentendem por causa do ciúme? Por que o ciúme influencia tanto na relação do casal? Como a psicologia poderia investigar as consequências do ciúme no relacionamento entre casais? Portanto, analisar as possíveis influências que o ciúme causa na relação de casais heterossexuais, utilizando os conceitos da psicologia analítica para compreender as situações psíquicas envolvidas no relacionamento de casal, a partir da psicologia analítica, requer uma compreensão do quanto o ciúme é importante e como, ao mesmo tempo, ele pode gerar conflitos. Além disso, alguns objetivos do presente estudo seriam: identificar as concepções da psicologia analítica que dizem respeito às questões femininas e masculinas do sujeito e analisar os relacionamentos entre casais heterossexuais na contemporaneidade e o efeito do ciúme, relacionando-os com os conceitos junguianos.

Uma Dicotomia Antropológica nas informações ao Povo e a/ao Lula (todos são de corpo mole)? OBS:Uma metáfora para os meus alunos...

Analfabetos na Universidade?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Linha do Tempo - História da Educação no Brasil Hoje estou publicando a Linha do Tempo da História da Educação no Brasil, que faz parte do meu estudo deste semestre. Espero que gostem e utilizem!



Período Joanino (1808–1821)
A mudança da Família Real, em 1808, permitiu uma nova ruptura com a situação anterior. Para atender às necessidades prementes da nova capital e centro do Império Português, D. João VI refundou a academia militar que havia (atual Academia Militar das Agulhas Negras), criou duas escolas de medicina – um no Rio de Janeiro e outro em Salvador, transferiu a Biblioteca Real para cá (atual Biblioteca Nacional), criou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Imprensa Régia (primeira imprensa oficial que criou o primeiro jornal impresso do Brasil).
Há de se notar que todas essas intervenções mudariam a condição cultural do Brasil que antes era relegado à dependência colonial. O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada, preparando terreno propício para as questões políticas que permearam o período seguinte da História do Brasil; apesar de tudo infelizmente não se conseguiu implantar um sólido sistema educacional nas terras brasileiras.
A educação continuou a ter uma importância secundária. O professor Lauro de Oliveira Lima disse: “A ‘Abertura dos portos’, além do significado comercial da expressão, significou a permissão dada aos ‘brasileiros’ de tomar conhecimento de que existia, no mundo, um fenômeno chamado civilização e cultura”. Não existiam universidades.
Período imperial (1822-1889)
D. João VI volta a Portugal em 1821. Em 1822, seu filho D. Pedro I proclama a Independência do Brasil e, em 1824, outorga a primeira Constituição brasileira. O Art. 179 desta Lei Magna dizia que a “instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”.
Em 1823, tentando suprir a falta de professores, institui-se o Método Lancaster, pelo qual um aluno treinado ensinava um grupo de 10 alunos sob a vigilância de um inspetor.
Em 1826, um Decreto institui quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primárias), Liceus, Ginásios e Academias. Em 1827 um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas, além de prever o exame na seleção de professores, para nomeação. Propunha ainda a abertura de escolas para meninas.
Em 11 de agosto de 1827 o imperador D. Pedro I cria duas faculdades de Direito no País. Tal empreendimento é de ordem prática: assim não era mais necessário deslocar-se para a Europa (para a Universidade de Coimbra na época colonial) – e estava assegurada a formação dos advogados e administradores públicos do nascente Império Brasileiro.
Por todo o Império pouco se fez pela educação brasileira e muitos reclamavam de sua qualidade ruim.
República Velha (1889-1929)
A República proclamada adotou o modelo político estadunidense baseado no sistema presidencialista. Na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica.
Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte; pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais.
A Reforma Rivadávia Correa, de 1911, pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. Retomando a orientação positivista, prega a liberdade de ensino, entendendo-se como a possibilidade de oferta de ensino que não seja por escolas oficiais, e de freqüência. Além disso, prega ainda a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transfere os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades. Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira.
Num período complexo da História do Brasil surge a Reforma João Luiz Alves que introduz a cadeira de Moral e Cívica com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Artur Bernardes.
A década de vinte foi marcada por diversos fatos relevantes no processo de mudança das características políticas brasileiras. Foi nesta década que ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922), a Semana de Arte Moderna (1922), a fundação do Partido Comunista do Brasil (1922), a Rebelião Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927).
Segunda República (1930-1936)
A Revolução de 30 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no modelo capitalista de produção. A acumulação de capital, do período anterior, permitiu com que o Brasil pudesse investir no mercado interno e na produção industrial. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação. Sendo assim, em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1931, o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes. Estes Decretos ficaram conhecidos como “Reforma Francisco Campos”.
Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. Em 1934, a nova Constituição (a segunda da República) dispõe, pela primeira vez, que a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. Ainda em 1934, por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira, foi criada a Universidade de São Paulo. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades Brasileiras de 1931. Em 1935 o Secretário de Educação do Distrito Federal, Anísio Teixeira, cria a Universidade do Distrito Federal, no atual município do Rio de Janeiro.
Estado Novo (1937-1945)
Refletindo tendências fascistas é outorgada uma nova Constituição em 1937. A orientação político-educacional para o mundo capitalista fica bem explícita em seu texto sugerindo a preparação de um maior contingente de mão-de-obra para as novas atividades abertas pelo mercado. Neste sentido a nova Constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional. Por outro lado propõe que a arte, a ciência e o ensino sejam livres à iniciativa individual e à associação ou pessoas coletivas públicas e particulares, tirando do Estado o dever da educação. Mantém ainda a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário
O contexto político do estabelecimento do Estado Novo faz com que as discussões sobre as questões da educação, profundamente ricas no período anterior, entrem “numa espécie de hibernação”. As conquistas do movimento renovador, influenciando a Constituição de 1934, foram enfraquecidas nessa nova Constituição de 1937. Marca uma distinção entre o trabalho intelectual, para as classes mais favorecidas, e o trabalho manual, enfatizando o ensino profissional para as classes mais desfavorecidas.
O ensino ficou composto, neste período, por cinco anos de curso primário, quatro de curso ginasial e três de colegial, podendo ser na modalidade clássico ou científico. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico, de preparatório para o ensino superior, e passou a se preocupar mais com a formação geral. Apesar dessa divisão do ensino secundário, entre clássico e científico, a predominância recaiu sobre o científico, reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial.
República Nova (1946-1963)
A nova Constituição, na área da Educação, determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação. Além disso, fez voltar o preceito de que a educação é direito de todos.
Baseado nas doutrinas emanadas pela Carta Magna de 1946, o Ministro Clemente Mariani, cria uma comissão com o objetivo de elaborar um anteprojeto de reforma geral da educação nacional. Esta comissão, presidida pelo educador Lourenço Filho, era organizada em três subcomissões: uma para o Ensino Primário, uma para o Ensino Médio e outra para o Ensino Superior. Em novembro de 1948 este anteprojeto foi encaminhado à Câmara Federal, dando início a uma luta ideológica em torno das propostas apresentadas. Num primeiro momento as discussões estavam voltadas às interpretações contraditórias das propostas constitucionais. Num momento posterior, após a apresentação de um substitutivo do Deputado Carlos Lacerda, as discussões mais marcantes relacionaram-se à questão da responsabilidade do Estado quanto à educação, inspirados nos educadores da velha geração de 1930, e a participação das instituições privadas de ensino.
Depois de 13 anos de acirradas discussões foi promulgada a Lei 4.024, em 20 de dezembro de 1961, sem a pujança do anteprojeto original, prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros.
Se as discussões sobre a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional foi o fato marcante, por outro lado muitas iniciativas marcaram este período como, talvez, o mais fértil da História da Educação no Brasil: em 1950, em Salvador, no estado da Bahia, Anísio Teixeira inaugura o Centro Popular de Educação (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), dando início a sua idéia de escola-classe e escola-parque; em 1952, em Fortaleza, estado do Ceará, o educador Lauro de Oliveira Lima inicia uma didática baseada nas teorias científicas de Jean Piaget: o Método Psicogenético; em 1953, a educação passa a ser administrada por um Ministério próprio: o Ministério da Educação e Cultura; em 1961, tem início uma campanha de alfabetização, cuja didática, criada pelo pernambucano Paulo Freire, propunha alfabetizar em 40 horas adultos analfabetos.
Ditadura Militar (1964-1985)
Em 1964, um golpe militar aborta todas as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira, sob o pretexto de que as propostas eram “comunizantes e subversivas”.
O Regime Militar espelhou na educação o caráter antidemocrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos; universidades foram invadidas; estudantes foram presos e feridos nos confronto com a polícia e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar; o Decreto-Lei 477 calou a boca de alunos e professores.
Neste período deu-se a grande expansão das universidades no Brasil. Para acabar com os “excedentes” (aqueles que tiravam notas suficientes para serem aprovados, mas não conseguiam vaga para estudar), foi criado o vestibular classificatório.
Para erradicar o analfabetismo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização, aproveitando-se a didática do expurgado Paulo Freire. O MOBRAL se propunha a erradicar o analfabetismo no Brasil: não conseguiu. Entre denúncias de corrupção, acabou por ser extinto e, no seu lugar, criou-se a Fundação Educar.
É no período mais cruel da ditadura militar, onde qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante.
Nova República (1986-2003)
No fim do Regime Militar a discussão sobre as questões educacionais já haviam perdido o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político. Para isso contribuiu a participação mais ativa de pensadores de outras áreas do conhecimento que passaram a falar de educação num sentido mais amplo do que as questões pertinentes à escola, à sala de aula, à didática, à relação direta entre professor e estudante e à dinâmica escolar em si mesma. Impedidos de atuarem em suas funções, por questões políticas durante o Regime Militar, profissionais de outras áreas, distantes do conhecimento pedagógico, passaram a assumir postos na área da educação e a concretizar discursos em nome do saber.
Neste período, do fim do Regime Militar aos dias de hoje, a fase politicamente marcante na educação, foi o trabalho do economista e ministro da Educação Paulo Renato de Souza, que tornou o Conselho Nacional de Educação menos burocrático e mais político. Jamais houve execução de tantos projetos na área da educação.
Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o “status quo”, para aqueles que freqüentam os bancos escolares, e menos de oferecer conhecimentos básicos, para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas.
Título: História da Educação no Brasil – Linha do tempoAutor: Thiago Dutra VilelaSite: http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2009/06/linha-do-tempo-historia-da-educacao-no-brasil/




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Educação Básica
A educação básica é o primeiro nível do ensino escolar no país e compreende três etapas: a educação infantil (para crianças de zero a cinco anos), o ensino fundamental (para alunos de seis a 14 anos) e o ensino médio (para alunos de 15 a 17 anos).
Ao longo desse percurso, crianças e adolescentes devem receber a formação comum indispensável para o exercício da cidadania, como aponta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Também é um objetivo da educação básica fornecer os meios para que os estudantes progridam no trabalho e em estudos posteriores, sejam eles no ensino superior ou em outras modalidades educativas.
Marcello Casal Jr/ABrCada uma das etapas da educação básica possui objetivos próprios e formas de organização diversasAmpliar
  • Cada uma das etapas da educação básica possui objetivos próprios e formas de organização diversas
Apesar da correlação existente entre a idade dos alunos e o nível e as modalidades de ensino, as leis e regulamentos educacionais garantem o direito de todo cidadão frequentar a escola regular em qualquer idade. No entanto, também é uma obrigação do Estado garantir os meios para que os jovens e adultos que não tenham frequentado a escola na idade adequada possam acelerar seus estudos e alcançar formação equivalente à educação básica.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas em Educação Anísio Teixeira (Inep), cerca de 51,5 milhões de estudantes freqüentam a educação básica. Nesse montante, estão incluídos também os alunos das modalidades de ensino técnico, educação especial (para pessoas com deficiência) e educação de jovens e adultos.
Etapas
Cada uma das etapas da educação básica possui objetivos próprios e formas de organização diversas.
A educação infantil tem como foco o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança. As atividades realizadas são um complemento à ação das famílias e das comunidades. Crianças de zero a três anos podem frequentar as creches ou instituições equivalentes. No caso de crianças entre quatro e cinco anos, o ensino é realizado em pré-escolas.
Os pais não são obrigados a matricular as crianças de zero a cinco anos, mas o Estado deve garantir a possibilidade de que frequentem uma instituição educacional. Pela legislação brasileira, os municípios são os responsáveis pela oferta da educação infantil pública e gratuita e pela gestão das instituições privadas.
Já o ensino fundamental é obrigatório. Isso significa que toda criança e adolescente entre seis e 14 anos deve estar na escola, sendo obrigação do Estado oferecer o ensino fundamental de forma gratuita e universal. A obrigatoriedade do ensino fundamental também implica reconhecê-lo como a formação mínima que deve ser garantida a todos os brasileiros, de qualquer idade. Em sua conclusão, o estudante deve dominar a leitura, a escrita e o cálculo. Outro objetivo desta etapa é desenvolver a capacidade de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família.
A partir de 2006, a duração do ensino fundamental passou de oito para nove anos. Esta medida busca aumentar o tempo de permanência das crianças na escola, mas principalmente melhorar a qualidade da formação inicial, especialmente no que diz respeito à alfabetização.
Municípios e estados devem trabalhar de forma articulada para oferecer o ensino fundamental. Já o ensino médio, com duração de três anos, é de responsabilidade dos estados.
Nesse período, são aprofundados os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, buscando articular o conteúdo com a preparação básica para o trabalho e a cidadania. Outra função do ensino médio é propiciar a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico e a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos.
Tudo isso permite ao estudante concluir a educação básica dominando conhecimentos e habilidades que possibilitem escolher rumos na vida adulta. Ele deve estar preparado para a inserção no mercado de trabalho e também para poder seguir o caminho do ensino superior.

A Educação do Brasil





Bolsa-Formação


Modalidade oferece cursos técnicos e de qualificação a alunos dos 2º e 3º anos do ensino médio da rede pública e a trabalhadores
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A Cronologia Histórica do Brasil.


A Linha do Tempo do Portal Brasil apresenta, por meio de textos, fotos e vídeos, diferentes assuntos, divididos por ano. Mostra os fatos mais marcantes e principais personagens da história do País, em diversas áreas.

História do Brasil