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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Educação, Aqui, É Sinônimo de Cultura!!!: Mudança climática não pode ser desculpa para falta...
Educação, Aqui, É Sinônimo de Cultura!!!: Mudança climática não pode ser desculpa para falta...: "DA BBC Brasil O aumento da incidência de chuvas em consequência das mudanças climáticas globais não pode servir de desculpa para os govern..."
Mudança climática não pode ser desculpa para falta de ação contra enchentes
DA BBC Brasil
O aumento da incidência de chuvas em consequência das mudanças climáticas globais não pode servir de desculpa para os governos não agirem para evitar enchentes, na avaliação de Debarati Guha-Sapir, diretora do Cred (Centro de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres), de Bruxelas, na Bélgica.
"Não é possível fazer nada agora para que não chova mais. Mas temos que buscar os fatores não ligados à chuva para entender e prevenir desastres como esses (das enchentes no Brasil e na Austrália)", disse ela à BBC Brasil.
"Dizer que o problema é consequência das mudanças climáticas é fugir da responsabilidade, é desculpa dos governos para não fazer nada para resolver o problema", critica Guha-Sapir, que é também professora de Saúde Pública da Universidade de Louvain.
O Cred vem coletando dados sobre desastres no mundo todo há mais de 30 anos. Guha-Sapir diz que eles indicam um aumento considerável no número de enchentes na última década, tanto em termos de quantidade de ocorrências quanto em número de vítimas.
Segundo ela, as consequências das inundações são agravadas pela urbanização caótica, pelas altas concentrações demográficas e pela falta de atuação do poder público.
"Há muitas ações de prevenção, de baixo custo, que podem ser adotadas, sem a necessidade de grandes operações de remoção de moradores de áreas de risco", diz, citando como exemplo proteções em margens de rios e a criação de áreas para alagamento (piscinões).
Para a especialista, questões como infraestrutura, ocupação urbana, desenvolvimento das instituições públicas e nível de pobreza e de educação ajudam a explicar a disparidade no número de vítimas entre as enchentes na Austrália e no Brasil.
"A Austrália é um país com uma infraestrutura melhor, com maior capacidade de alocar recursos e equipamentos para a prevenção e o resgate, com instituições e mecanismos mais democráticos, que conseguem atender a toda a sociedade, incluindo os mais pobres, que estão em áreas de mais risco", afirma.
Para ela, outro fator que tem impacto sobre o número de mortes é o nível de educação da população. "Pessoas mais educadas estão mais conscientes dos riscos e têm mais possibilidades de adotar ações apropriadas", diz,
Apesar disso, ela observa que a responsabilidade sobre as enchentes não deve recair sobre a população. "Isso é um dever das autoridades. Elas não podem fugir à responsabilidade", afirma.
Estímulo de nervo no pescoço pode reduzir zumbido crônico nos ouvidos, diz estudo
DA FRANCE PRESSE
Cientistas norte-americanos conseguiram eliminar zumbidos (conhecidos como acúfeno) nos ouvidos e crânio de cobaias, através do estímulo de um nervo no pescoço. Isso abre caminho para um tratamento da síndrome, segundo estudos.
O estímulo ao nervo vago ou pneumogástrico é uma terapia que parece ajudar as zonas do cérebro que interpretam sons a reprogramar-se, retornando ao estado inicial e fazendo desaparecer a fonte do zumbido, indica a pesquisa.
"Pensamos que a região do cérebro que se ocupa dos sons, a córtex auditiva, utiliza muitos neurônios, células nervosas, para algumas frequências, e o sistema começa a se desordenar", explica Michael Kilgard, professor adjunto de ciências cerebrais da Universidade do Texas (EUA) e principal autor do trabalho, publicado na revista britânica "Nature".
A terapia equivale a apertar um botão no cérebro para reiniciar circuitos, como se faz no computador, comentou Kilgard.
"O tratamento atual para o acúfeno consiste basicamente em aprender a ignorá-lo", disse James Battey, diretor de um instituto americano para a surdez e problemas de comunicação, que financiou a maioria dos trabalhos.
No entanto, a síndrome --sofrida por 23 milhões de americanos, 10% dos anciãos e 40% dos veteranos de guerra-- parece derivar, em algumas pessoas, na perda da definição auditiva.
Genômica não rende patentes ao Brasil, mostram dados da USP
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
O Brasil saiu na frente em biologia molecular quando sequenciou o genoma da Xylella fastidiosa, causadora do "amarelinho" da laranja, em 2000. Mas os resultados do investimento, pelo menos em número de patentes, foram abaixo do esperado. É isso que mostra um levantamento feito pelo cientometrista da USP Rogério Meneghini e pelo seu orientando Estêvão Gamba.
Brasil deveria extrair lições da trajetória sul-coreana
Em um artigo que será publicado em maio nos anais da ABC (Academia Brasileira de Ciências), eles revisaram dez anos de patentes de biologia molecular, de 1996 a 2007 (em geral, esse tipo de análise se debruça a partir dos últimos três anos).
A base verificada foi a americana USPTO, em que são registradas marcas e patentes de todo o mundo.
Nesse período, o Brasil teve um total de 279 registros de patentes em biologia molecular. O número é menos da metade do México (776) e de um terço da China (996). Mesmo assim, o crescimento de patentes do país na área foi de 3.700%.
"É preciso lembrar que partimos praticamente do zero em patentes de biotecnologia. Sob esse ponto de vista, crescemos muito", explica o engenheiro agrônomo Sérgio Salles-Filho. Ele é especialista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em política científica.
No entanto, o aumento da China no mesmo período foi de 5.275%. Em 1996, esse país só tinha quatro patentes em biologia molecular. "Os números do Brasil mostram que a atividade de produção tecnológica é baixa", explica Salles-Filho.
De fato, em termos de produção científica em biologia molecular, ou seja, artigos publicados, os números são bem diferentes.
Num ranking feito por Meneghini a partir da base de dados bibliográfica "Scopus", o país teve um crescimento de 515% em artigos na área --e só perdeu para a China (que cresceu 1.243%).
"Isso se deve a uma questão cultural. Ainda temos pouca cultura de patenteamento", complementa Salles-Filho, da Unicamp.
PIONEIRISMO
Em 2000, o sequenciamento da bactéria do "amarelinho", que causa o entupimento dos vasos da planta e atinge cerca de 30% dos laranjais paulistas, foi capa da revista "Nature" e colocou o Brasil como protagonista na genômica internacional.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) investiu cerca de US$ 12 milhões nas pesquisas da Xylella, que reuniram quase 200 cientistas em 35 laboratórios do país.
Hoje, porém, a rede de sequenciamento foi desfeita, e a doença do citrus continua sem cura --apesar de que a "cura" não era um objetivo inicial das pesquisas. O foco, de acordo com a Fapesp, era formar pessoas na área. Além disso, algumas empresas de base tecnológica emergentes acabaram mudando de percurso.
Exemplos disso são a Allelyx e a Canavialis, compradas pela multinacional Monsanto em 2008 por R$ 612 milhões. Ambas foram fundadas em 2002 com capital de risco da Votorantim.
Para o biólogo Fernando Reinach, fundador da Allelyx e diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, é esperado que empresas de fundo de risco sejam vendidas.
Mas, na época, a negociação foi criticada pelo governo e, conforme a Folha apurou, acabou retraindo os investimentos públicos em empresas de base tecnológica.
De acordo com Reinach, a Allelyx teve cerca de 30 patentes registradas na USPTO entre 1996 e 2007. "Mas não basta analisar número de patentes. É preciso ver o que elas geraram de lucro", diz.
Em editorial recente publicado na "Nature", a revista cobrou uma postura mais agressiva da ciência brasileira na área de biotecnologia. Mas afirmou: "A Xylella mudou a percepção do Brasil de si mesmo e seu lugar no mundo da ciência."
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
A figura é insuspeita: Daryl J. Bem é professor emérito de psicologia social da prestigiosa Universidade Cornell, em Nova York. Também já lecionou em Harvard e Stanford, entre outras instituições de elite dos EUA.
Ele, entretanto, escreveu um artigo no qual afirma ter demonstrado a existência da percepção extrassensorial (PES), isto é, da capacidade de pressentir o futuro.
Bem relata nove experimentos nos quais colocou um total de 1.100 universitários para adivinhar o futuro.
Eles tinham de realizar tarefas como predizer se uma fotografia vai aparecer do lado esquerdo ou direito da tela do computador ou descobrir onde está a imagem erótica.
Em oito dessas nove situações, sustenta o psicólogo, os alunos se saíram um pouco melhor que o autorizado pelo acaso.
Para completar, o "paper" foi aceito para publicação pelo "Journal of Personality and Social Psychology", um dos mais influentes periódicos dos EUA nessa área.
Como não poderia deixar de ser, a notícia está causando polêmica. O "The New York Times" dedicou uma página especial com nove artigos de opinião sobre a suposta descoberta. As blogosferas cética e parapsicológica também estão agitadas.
Entre os cientistas mais ortodoxos, as opiniões também se dividem entre dois extremos: os que acham graça e os que estão furibundos.
Para os representantes da primeira categoria, é importante preservar a liberdade de acadêmicos seniores de investigar o que quiserem.
Além disso, não há mal na publicação de uma pesquisa assim, pois seus resultados não serão replicados por nenhum laboratório, e ela cairá no esquecimento, a exemplo de várias outras tentativas de dar credibilidade à parapsicologia. Por enquanto, três tentativas de reproduzir os experimentos fracassaram. Há outras em curso.
Cada vez mais presentes no mundo da ciência, os estatísticos têm sua própria linha de crítica. Um grupo liderado por Eric-Jan Wagenmakers, da Universidade de Amsterdã, foi convidado para escrever uma revisão na mesma edição da revista em que sairá o polêmico artigo.
Para os holandeses, o professor emérito errou ao tratar dados colhidos de forma exploratória com um instrumental estatístico concebido para confirmar hipóteses.
Ao fazê-lo, ele inadvertidamente superestimou as evidências contrárias à hipótese de que o fenômeno não existe.
Outros, porém, fazem críticas mais severas a Bem e, em especial, ao periódico que decidiu publicar seu artigo.
Para eles, a existência de PES é uma teoria extraordinária e, como tal, só poderia ser publicada num "journal" se fosse sustentada por evidências extraordinárias --o que não seria o caso mesmo se as conclusões de Bem fossem aceitas pacificamente.
Douglas Hofstadter, professor de ciência cognitiva da Universidade de Indiana, coloca o problema de forma veemente na página de debates do "New York Times".
"Se algo disso [a PES] fosse verdade, então todas as bases da ciência contemporânea ruiriam, e nós teríamos de repensar a natureza do universo. Por essa razão, publicar um artigo como esse é um ato muito grave."
Pelo menos no que diz respeito à natureza do universo, Hofstadter tem razão. Se a PES é uma realidade, então o futuro afeta o presente (retrocausalidade), o que torna urgente modificar todos os livros de física, segundo os quais o tempo é linear.
O professor Bem, é claro, discorda e, a exemplo de homeopatas e novos gurus, recorre à mecânica quântica para explicar seus achados.
Agência espacial europeia registra ondas cósmicas na Via Láctea
DA FRANCE PRESSE
A ESA (sigla em inglês da agência espacial europeia) divulgou uma imagem feita pelo telescópio Planck Suveyor, que mostra a Via Láctea em ondas de radiação cósmica em micro-ondas.
Um rastro de poeira é visível no sentido horizontal. Ao norte e ao sul da imagem, a variação de temperatura da radiação cósmica também pode ser observada.
Lançado em maio de 2009, o telescópio providenciou, desde então, um catálogo de imagens com aproximadamente 15 mil novos objetos celestiais, além de mais 30 aglomerados de galáxias, informaram cientistas durante uma conferência que acontece em Paris nesta terça-feira.
O Planck, que está a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, é essencialmente designado para captar até as menores variações de energia liberadas depois do Big Bang.
Ainda em andamento, o estudo sobre a radiação cósmica de fundo em micro-ondas (também conhecida como CMB) --a radiação remanescente do Big Bang e uma de suas maiores evidências-- deve ser publicado em 2013.
ESA/AFP
A ESA, agência espacial europeia, divulgou imagem feita por satélite que mostra radição cósmica na Via Láctea
PLANCK
Uma das tarefas que o telescópio tem superado é remover uma "névoa" de emissões de micro-ondas --um brilho difuso que durante décadas tem distorcido a visão de regiões empoeiradas do espaço profundo.
Os dados coletados pelo Planck confirmam a teoria de que a "névoa" vem dos grãos em escala nanométrica espalhados ao rodopiar várias dezenas de bilhões de vezes por segundo, por colisão com átomos em grande movimento ou com raios de luz ultravioleta.
Os cientistas agora devem ser capazes de filtrar este sinal, podendo se concentrar nos vestígios genuínos de CMB nas ricas quantidades de dados do Planck.
"Estes novos resultados são peças vitais de um quebra-cabeça que pode nos dar um quadro completo da evolução do próprio quintal cósmico em que vivemos, a Via Láctea, bem como do início da história de todo o Universo", afirmou David Parker, diretor de ciência espacial da ESA.
A grande ferramenta do Planck é um telescópio de 1,5 metro de comprimento que concentra a radiação em dois conjuntos de detectores, que são refrigerados a quase zero absoluto.
O telescópio realizou missão de 15 meses, mas as suas operações já foram prorrogadas por dois anos.
Seu nome é em homenagem ao físico alemão Max Planck, fundador da teoria quântica
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Na turma dos piores
Avaliação da OCDE ressalta que o ensino no Brasil avançou na última década - mas não o suficiente para aproximar o país dos melhores na sala de aula
Malu Gaspar
Revista Veja – 15/12/2010
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É consenso que o Brasil tem muito que avançar na sala de aula para ombrear com os melhores países do mundo em educação. Três novos rankings divulgados na semana passada, resultado do mais abrangente levantamento internacional existente sobre a qualidade do ensino, ajudam a mensurar quanto exatamente o país precisa caminhar. Não é pouco. Na prova aplicada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mediu o conhecimento dos estudantes de 65 países, os brasileiros figuram nas piores colocações tanto em ciências e leitura (53ª) como em matemática (57ª).
Os jovens submetidos ao exame, todos na faixa dos 15 anos, foram sorteados em escolas públicas e particulares. É verdade que as médias do Brasil melhoraram como as de poucos países na última década - um fato a comemorar, fazendo-se as necessárias ressalvas diante da espantosa situação trazida à luz pelo relatório da OCDE. Ele mostra que uma parte dos brasileiros está chegando ao fim do ensino fundamental com lacunas tão graves quanto não conseguir interpretar textos indicados para os primeiros anos escolares, ter dificuldade em discernir órgãos do corpo humano e tropeçar em operações de soma e subtração. Diante disso, olhar para os países que encabeçam a lista é lição de casa mais do que obrigatória para o Brasil. Pela primeira vez presente na avaliação da OCDE, a China está no topo dos três rankings.
Ponderado o fato de que a prova foi aplicada apenas na cidade de Xangai (a mais rica do país), o feito é ainda assim notável. Reflete o pragmático esforço que os chineses vêm fazendo nas últimas três décadas para proporcionar bom ensino a milhões de estudantes. Um ponto central para o salto chinês foi canalizar esforços para o aprimoramento dos professores, que receberam treinamento maciço, assim como salários mais atrativos - a ponto de hoje essa carreira figurar entre as mais cobiçadas pelos estudantes de Xangai. Em contraste, no Brasil o ofício é tão desprestigiado que apenas 2% dos alunos de ensino médio manifestam algum interesse em segui-lo. Atenta a especialista Maria Helena Guimarães: "A experiência internacional mostra que conseguir atrair os melhores cérebros para a docência é o único caminho realmente eficaz rumo à excelência acadêmica".
Sem exceção, todos os países que habitam o topo da pirâmide do ensino se beneficiam de uma situação da qual o Brasil está ainda muito longe: nesses lugares, a qualidade não se restringe a um reduzido grupo de escolas particulares, mas se irradia por todo o sistema educacional. O caso brasileiro é justamente emblemático do contrário - aqui saltam aos olhos as enormes discrepâncias de nível entre os colégios particulares e os da rede pública. De acordo com o estudo da OCDE, elas só se agravam. Eis o dado: enquanto os alunos de escolas privadas brasileiras alcançam notas semelhantes às de países como Estados Unidos e Inglaterra (em posição mediana no ranking), os de colégios públicos estão mais próximos do Cazaquistão e da Albânia, na rabeira do ranking. É preocupante, segundo alerta Claudio de Moura Castro, especialista em educação e colunista de VEJA: "Massificar o bom ensino é condição básica para qualquer país ascender economicamente".
Os reflexos do ainda sofrível ensino básico brasileiro se fazem sentir em outros indicadores ruins. Para se ter uma ideia, o Brasil responde por exíguos 2,6% dos artigos publicados em periódicos científicos de relevo internacional (um quarto da participação da China) e por não mais que 0,3% dos pedidos internacionais de patentes. O país deveria mirar-se aí no exemplo das nações asiáticas em destaque nos rankings da OCDE, como Japão e Coreia do Sul, onde, desde muito cedo, os estudantes são apresentados a tais disciplinas de maneira disciplinada - e atraente. Resume o matemático Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências: "Não dá para almejar avanço tecnológico e inovação sem uma boa aula de ciências no ensino fundamental".
AVANÇO LENTO
A mais recente avaliação do ensino em 65 países, conduzida pela OCDE, mostra que o desempenho dos estudantes brasileiros melhorou um pouco na década passada — mas não o suficiente para tirar o Brasil das últimas colocações
MATEMÁTICA
1º China*
2º Singapura
3º Hong Kong
4º Coreia do Sul
5º Taiwan
57º BRASIL
Média dos estudantes brasileiros (numa escala de zero a 1 000)
2000 - 334
Hoje – 386
LEITURA
1º China*
2º Coreia do Sul
3º Finlândia
4º Hong Kong
5º Singapura
53º BRASIL
Média dos estudantes brasileiros (numa escala de zero a 1 000)
2000 - 396
Hoje – 412
CIÊNCIAS
1º China*
2º Finlândia
3º Hong Kong
4º Singapura
5º Japão
53º BRASIL
Média dos estudantes brasileiros (numa escala de zero a 1 000)
2000 - 375
Hoje – 405
*A avaliação foi realizada na cidade de Xangai
Alerta sobre os enxaguatórios bucais no Brasil
O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.
Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.
De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.
"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.
O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas –e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.
"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.
Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.
Indicações
Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.
Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose –e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
Especialistas ouvidos pela Folha criticam a falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los –somente notificá-los à agência.
Leia mais: http://www.bondinho24horas.com/2010/09/alerta-enxaguante-bucal-favorece-cncer-de-boca/1843#ixzz1AgJrY5yd
Hiperatividade x Boa Noite de Sono
Uma boa noite de sono pode reduzir a hiperatividade e o mau comportamento entre crianças, segundo um estudo feito na Finlândia.
Já se sabia que crianças que não dormem bem podem, apesar de nem sempre demonstrar cansaço, apresentar mudanças de comportamento.
O novo estudo, publicado na revista científica Pediatrics, obteve dados concretos que parecem comprovar a teoria.
Boa noite de sono reduz hiperatividade e mau-comportamento
Ele concluiu que, entre as 280 crianças participantes, as que dormiam menos de oito horas por noite eram as mais hiperativas.
Os especialistas responsáveis acreditam que o sono adequado poderia melhorar o comportamento das crianças saudáveis e reduzir os sintomas das que sofrem do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (ADHD na sigla em inglês).
A equipe por trás do novo estudo disse que pouco se sabe sobre o papel do sono nas vidas das crianças, mas segundo estimativas, um terço das crianças nos Estados Unidos não dormem o suficiente.
Monitoramento
A equipe da University of Helsinki e do National Institute of Health and Welfare da Finlândia estudou 280 crianças saudáveis com idades entre sete e oito anos.
Os especialistas queriam saber se as crianças saudáveis que dormiam menos eram as mais propensas a apresentar sintomas associados com ADHD.
Nenhuma das crianças participantes sofria de transtorno de atenção.
Os pais preencheram questionários sobre os hábitos de dormir dos filhos e depois anotaram a quantidade de horas que as crianças dormiram durante um período de sete noites.
As crianças foram equipadas com actigraphs, pequenos dispositivos eletrônicos que registram a atividade física do portador – e também períodos de repouso – 24 horas por dia.
Ligação
As estimativas dos pais dos períodos de sono dos filhos se revelaram maiores do que as medidas.
Segundo os pesquisadores, isso pode ocorrer porque as estimativas dos pais foram baseadas no horário habitual de os filhos irem para a cama, ou porque os pais achavam que a criança estava dormindo quando na verdade ela estava acordada na cama ou lendo.
Os pais também responderam perguntas sobre o comportamento dos filhos, baseadas em questionários usados para diagnosticar o transtorno de déficit de atenção.
As crianças com períodos médios de sono inferiores a 7,7 horas por noite apresentaram maior hiperatividade e maiores índices de comportamento impulsivo.
Elas também apresentaram mais sintomas de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.
"Nós fomos capazes de demonstrar que o sono de duração curta e a dificuldade para dormir estão associados a sintomas de ADHD", disse a pesquisadora responsável pelo estudo, Juulia Paavonen, do Finnish National Institute of Health and Welfare.
"Os resultados indicam que manter horários de sono adequados entre crianças pode ser importante na prevenção de sintomas comportamentais."
Leia mais: http://www.bondinho24horas.com/2010/08/dormir-bem-pode-reduzir-hiperatividade-infantil-diz-estudo/2962#ixzz1AgItCDRG
Estudo vincula, pela 1ª vez , hiperatividade a problema genético
Jane Dreaper
Repórter de Saúde, BBC News
Estudo descarta que TDAH seja causado por inabilidade dos pais em educar
Cientistas britânicos dizem ter encontrado, pela primeira vez, evidências da existência de uma raiz genética para a condição conhecida como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH, ou ADHD na sigla em inglês).
A equipe, da Cardiff University, no País de Gales, Grã-Bretanha, disse em um artigo na revista científica Lancet que a condição, que afeta crianças em todo o mundo, resulta de um problema no cérebro - como o autismo, por exemplo - e não de uma inabilidade dos pais em educar seus filhos.
O estudo envolveu análises de partes do DNA de 366 crianças diagnosticadas com a condição.
Outros especialistas, no entanto, questionaram veementemente as declarações da equipe, argumentando que apenas um pequeno grupo das crianças com TDAH estudadas apresentou as alterações no DNA e que, na maioria dos casos, a condição seria resultante de uma combinação entre causas genéticas e fatores externos.
Na Grã-Bretanha, estima-se que 2% das crianças sofram do problema.
Elas tendem a ser agitadas e impulsivas e podem ter tendências destrutivas, além de apresentar problemas sérios na escola e na vida familiar.
Estudo
Os pesquisadores compararam amostras do DNA de crianças com TDAH com o DNA de 1.047 pessoas que não sofriam da condição.
Eles constataram que 15% das crianças com o distúrbio tinham alterações grandes e raras no seu DNA, em comparação com apenas 7% no outro grupo.
Uma das integrantes da equipe da Cardiff University, Anita Thapar, disse: "Descobrimos que, em comparação com o grupo de controle, as crianças com TDAH têm muito maior incidência de pedaços de DNA duplicados ou faltando".
"Isso é muito empolgante porque nos dá o primeiro vínculo genético direto com TDAH".
"Analisamos vários fatores potenciais de risco no ambiente - como a contribuição dos pais ou o que acontece antes do nascimento - mas não há evidências que confirmem que (esses fatores) estariam associados ao TDAH".
"Há muita incompreensão por parte do público em relação ao TDAH", ela disse. "Algumas pessoas dizem que não é um transtorno, ou que o problema resulta da inadequação dos pais".
"A descoberta de um vínculo direto deveria corrigir esse estigma".
A equipe de Thapar enfatizou que não há um único gene por trás da condição e que a pesquisa está em um estágio muito inicial para que haja algum teste para o problema.
Mas o grupo espera que o estudo auxilie na compreensão das bases biológicas do TDAH, o que poderia, um dia, resultar em novos tratamentos.
Repercussão
Andrea Bilbow, diretora executiva de uma entidade britânica de apoio a famílias que enfrentam o problema, a ADDIS, disse estar animada:
"Sempre soubemos que havia um vínculo genético, com base em estudos e evidências empíricas. Esse trabalho vai nos ajudar a lidar com os céticos de maneira mais confiante. Eles estão sempre prontos a culpar os pais ou os professores".
Outros especialistas, no entanto, foram bastante críticos em relação ao estudo.
O diretor de uma entidade britânica ligada à saúde mental, Tim Kendall, disse que o TDAH é causado por vários fatores, e que associá-lo exclusivamente a causas genéticos poderia resultar em tratamentos incorretos.
"Tenho certeza de que esses estudos não vão produzir evidências inquestionáveis de que o TDAH é causado apenas geneticamente".
"Estou dizendo que (a condição resulta de) uma mistura de fatores genéticos e ambientais e que o importante é que não acabemos pensando que isto é um problema biológico sujeito apenas a tratamentos biológicos como (o remédio) Ritalina".
Um psicólogo infantil, Oliver James, citou estudos anteriores que observaram o efeito da ansiedade entre mulheres grávidas e dificuldades de relacionamento entre mães e seus bebês logo após o nascimento.
Ele disse: "Apenas 57 das 366 crianças com TDAH tinham a variação genética que seria a suposta causa da condição".
"Isso indica que, na vasta maioria dos casos, outros fatores são a causa principal".
Medicina Ortomolecular: Perguntas e respostas
Quem se beneficia da medicina ortomolecular?Todas as pessoas que desejam prevenir doenças podem se beneficiar da medicina ortomolecular, especialmente as que já sentem os sintomas inespecíficos de desgaste orgânico, e somente depois que forem descartadas outras doenças que também podem dar origem a esses sintomas. Os mais comuns incluem:
cansaço maior que o habitual
falta de motivação
perda de memória
dificuldades sexuais
sono não reparador
infecções repetitivas
sinais e sintomas de estresse
Muitos atletas, esportistas e freqüentadores de academias de ginástica também procuram a Medicina ortomolecular para aprimorar sua performance e muito especialmente não ficar ingerindo indiscriminadamente aditivos alimentares que podem “detonar” com o organismo.
essalto que nenhum complexo de micronutrientes pode substituir um modo de vida adequado, como nutrição equilibrada e atividade física entre outros hábitos de saúde.
Mas sem dúvida, a alimentação inadequada, fumo, álcool, radiação, poluição, metais de transição e tóxicos, contribuem para a geração de radicais livres que, em excesso, superam os mecanismos de defesa naturais das células e provocam o estresse oxidativo, onde milhões de células são danificadas e perdem sua função. E aí que a medicina ortomolecular entra, junto com a mudança nos hábitos de vida, em direção à saúde.
A medicina ortomolecular procura também retardar o envelhecimento patológico. O uso orientado e individualizado de substâncias antioxidantes fortalece as defesas imunológicas, melhora a qualidade das células e ativa as funções orgânicas que tendem a diminuir com o passar do tempo.O tratamento da medicina ortomolecular é observado somente a longo prazo?Em geral alguns dos efeitos benéficos, como o aumento da disposição e ânimo, aumento da libido, melhora do sono e da performance física aparecem nas primeiras semanas de tratamento. Mas tudo irá depender de cada organismo em particular para que se possa dizer por quanto tempo há necessidade de suplementação, que deve sempre ocorrer junto com mudanças de hábito de vida, como melhorar a alimentação, fazer ginástica, parar com o fumo.São utilizadas doses muito altas, as chamadas “megadoses” de vitaminas? Não. Não existe a necessidade de altas doses de vitaminas, na verdade o mais importante é reconhecer a deficiência, se existir, e administrar de modo harmônico. Muitas pessoas estão ingerindo vitaminas com doses abaixo do ideal. Se tomarmos como exemplo os Estados Unidos, país bem mais desenvolvido que o nosso, veremos que pesquisas sérias já constataram deficiência de vitaminas básicas naquela população. Veja abaixo a percentagem da população norte-americana que está ingerindo doses menores que as mínimas recomendadas.
vitamina A vitamina E vitamina B6 cálcio magnésio zinco
homens 60,9% 64,4% 52,6% 55,4% 65,7% 67,6%
mulheres 59,9% 73,0% 64,2% 78,0% 75,7% 82,6%
Essa é a realidade norte-americana. No Brasil não conheço nenhum estudo com essa extensão, imagino que a situação não deve ser tão diferente assim.A Medicina Ortomolecular é conhecida por combater os “radicais livres”. Como é feito esse combate?Sabemos que nossas células são formadas por moléculas, e essas moléculas são constituídas por átomos. De modo característico, os átomos das moléculas das células possuem um número par de elétrons em sua última camada.
Diante de certas doenças, e também com a entrada de contaminantes químicos presentes na alimentação ou na poluição do ar, formam-se várias substâncias que possuem um número ímpar de elétrons na sua última camada. Como nosso organismo exige que esses elétrons estejam em número par, várias células começam a “roubar” elétrons de uma outra célula para completar o elétron que está faltando. O resultado final é uma reação em cascata, em que vários átomos da parede da célula “roubam” um elétron de outra célula, e desse modo acaba por provocar lesões em alguns tecidos. Postula-se que certas vitaminas e minerais possuem capacidade de interromper ou dificultar esse processo.O que provoca o aparecimento desses adicais Livres?As mudanças na nutrição, junto com o sedentarismo e o estresse, certamente contribuem para a formação de radicais livres, e o aparecimento de doenças do coração e o câncer, que vem aumentando assustadoramente. Contribuem ainda para o aparecimento das doenças, a ingestão de frutas e verduras poluídas com agrotóxicos, o excesso de sal de cozinha e açúcar refinado, o cozimento excessivo de alimentos, o refinamento dos cereais e a inclusão dos aditivos alimentares.
A medicina ortomolecular fornece ao organismo nutrientes anti radicais livres ou mesmo substâncias que facilitam no combate aos mesmos. espiramos ar contaminado por poluentes, nossa água é contaminada com minerais, recebemos radiação o tempo todo. Todos esses fatores produzem radicais livres.E o organismo não consegue sozinho enfrentar essas mudanças?Nosso organismo possue um extraordinário mecanismo de compensação e reequilíbrio contra os radicais livres. No entanto, pela presença de doenças ou pelo simples passar do tempo, o organismo vai perdendo sua eficiência natural.
É nesse momento que a Medicina Ortomolecular age, jamais substituindo uma alimentação equilibrada ou a necessidade de atividade física, mas fornecendo ao organismo nutrientes que facilitam o combate, ou mesmo substâncias que são anti-radicais livres.
O uso orientado e individualizado de substâncias antioxidantes fortalece as defesas imunológicas, melhora a qualidade das células e ativa as funções orgânicas que tendem a diminuir com o passar do tempo.Sabemos que existe um tipo de exame que é realizado através do fio de cabelo. Como é feito e para que serve?O mineralograma, que pode ser realizado pelo cabelo mas também de outras formas, é um dos exames que são utilizados. Ele mensura a quantidade de minerais pesados (tóxicos) e também nutrientes, e o resultado quando interpretado corretamente pode auxiliar no diagnóstico e no tratamento. Existem também outros exames, como o HLB, um exame que utiliza algumas gotas de sangue do dedo, realizado no próprio consultório, e que serve especialmente como triagem, já que é rápido e barato.
Nenhum desses exames substitui o bom exame clínico, que muitas vezes inclui os exames de laboratório habituais, que todo médico costuma solicitar.Qual a importância da alimentação na produção de radicais livres? Somos descendentes de pessoas que tinham alimentação muito diferente da nossa. Temos um sistema digestivo preparado para outro tipo de alimento, Para ilustrar essas mudanças, pode-se lembrar do fato de que durante 2,5 milhões de anos nossos antepassados ingeriram todos os alimentos crus, e nos últimos 500 mil anos passaram a processar a comida pelo calor. Se você parar para pensar, vai ver que do café da manhã ao jantar, a maioria do que ingerimos é de algum modo assada, cozida ou frita.
Esse processo não é ruim em si mesmo, foi graças a ele que podemos ingerir e digerir feijão, lentilha ou ervilhas secas, que não conseguimos absorver se não forem modificadas pelo calor. O problema começa no desequilíbrio no uso tanto do calor quanto da ingestão de várias substâncias.
Calor em excesso destrói cerca de 40 % das vitaminas A e D, cerca de 60 % da vitamina E, 80% do ácido fólico e da vitamina B1 e 100 % da vitamina C. O problema prossegue com a refinação dos cereais, que chegam a perder de 60 a 80 % de seu valor nutritivo e 90% de suas fibras. Continua com a inclusão de substâncias totalmente estranhas, os aditivos alimentares, a ingestão em excesso do sal de cozinha, e persiste com o excesso de açúcar refinado.
Durante milhões de anos, nossos antepassados consumiam algo em torno de 8 gramas de frutose por dia (o tipo de açúcar proveniente das frutas e do mel), e cerca de 300 gramas de glicose, provenientes principalmente de alimentos ricos em amido, e nosso organismo se acostumou a processar essa quantidade por dia.
É preciso lembrar que o açúcar comum, ingerido em largas quantidades , quando entra em contato com a água, forma quantidades iguais de frutose e glicose, o que provocou um sério desequilíbrio na proporção dos açúcares que ingerimos, sobrecarregando o organismo com aproximadamente 10 vezes mais frutose do que nosso corpo foi preparado para processar.
A lista de problemas é parcial, mas já dá para perceber que não é à toa que as doenças degenerativas, desde o diabetes ou a hipoglicemia até as doenças do coração e o câncer estejam aumentando assustadoramente. Já se tentou argumentar que essas doenças só apareceram porque o homem vive mais que seus antepassados, que morriam antes que elas tivessem oportunidade de aparecer, mas isso não corresponde à verdade dos fatos. Junto com o sedentarismo e o estresse, as mudanças na nutrição certamente contribuem para a geração de radicais livres, e com o aparecimento de doenças. Os suplementos, vitaminas e minerais, precisam mesmo de um médico ou podem ser adquiridos na forma de complemento industrializado? Para se ter idéia da necessidade de que a suplementação seja feita por médico e de modo individualizado, considere o seguinte:
A ingestão de vitamina E, por exemplo, traz duas armadilhas: em primeiro lugar, sua ingestão diária, durante um longo período de tempo, pode inibir as defesas orgânicas encarregadas de eliminar radicais livres. Com o tempo o organismo diminui suas próprias defesas! É também importante que vitamina esteja sob a forma de Alfa-TocofeOL (com OL no final). Se estiver sob a forma de Alfa-TocofeIL (com IL no final), convém não ingerir.
Algumas vitaminas “importadas” trazem a vitamina E nessa forma, bem mais barata, mas prejudicial à saúde se não for administrada de forma equilibrada com selênio, vitamina C e Beta Caroteno.
O Beta Caroteno, que é um precursor da vitamina A, não provoca intoxicação mesmo em doses relativamente elevadas. Já a vitamina A, usada sem controle e durante longos períodos de tempo, pode provocar reações de intoxicação. Infelizmente alguns milagrosos polivitamínicos misturam Beta-caroteno e Vitamina A em doses que podem intoxicar a médio e longo prazo.
A ingestão de ferro só está justificada se a pessoa tiver determinados tipos (não todos) de anemia, o que só pode ser verificado por médico através de exame clínico e laboratorial. O ferro é um potente oxidante, ele provoca a formação de radicais livres, que aumentam o desgaste das células e promovem o envelhecimento. Exatamente o inverso do que se procura!!!
O complexo B não traz grandes complicações. Mesmo assim, doses altas de vitamina B12 aumenta o apetite e engorda. E mesmo a vitamina C, que parece ser realmente benéfica para aumentar a resistência do organismo, deve ser administrada com cuidado em portadores de cálculo renal e gota, assim como pode interferir no resultado de alguns exames de laboratório.
Como você pode perceber, falar em só tomar vitaminas sob controle médico não é apenas um jargão: existem riscos reais e a lista acima é apenas um resumo. A administração de vitaminas e sais minerais pode ser um valioso instrumento terapêutico, mas necessitam sempre de orientação de um médico.
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O que é Medicina Ortomolecular?
Imagine dois vasos, cada um com uma planta. Num desses vasos você coloca qualquer terra, rega de vez em quando e deixa as coisas acontecerem ao acaso.
No outro vaso você coloca nutrientes apropriados na terra, põe o tipo de adubo adequado, na dose correta, rega com água periodicamente, protege do vento forte, expõe ao sol de modo controlado, retira as ervas daninhas, pulgões, fungos e outros agressores.
Em qual desses vasos a planta terá melhores condições de se desenvolver? Qual dessas plantas conseguirá crescer melhor, ter mais saúde, enfrentar os agressores do meio ambiente com mais êxito?
Claro que a do segundo vaso. E é assim que a Medicina Ortomolecular atua. São administrados complementos de vitaminas, minerais, ervas, e outras substâncias comprovadamente benéficas, com o objetivo de fornecer melhores condições ao organismo tanto para enfrentar as agressões do dia-a-dia quanto facilitar o tratamento médico convencional durante ou após uma doença.
Somos formados por substâncias químicas, que o tempo todo reagem umas com as outras visando por exemplo reparar as células, facilitar aos órgãos funcionar de modo harmônico, permitir com isso que nossas capacidades de manter a saúde e a vitalidade estejam num estado ótimo.
Essas substâncias químicas naturais constituem o grande arsenal que lanço mão para auxiliar as pessoas, são elas que permitem ao organismo exercer suas funções com excelência. São essas substâncias que são administradas de modo equilibrado, controlado e adequado às necessidades de cada pessoa.
Como Funciona?
Após alguns exames especializados, é possível inferir o nível de desgaste orgânico, as carências nos componentes químicos de que somos formados, e aí então, se necessário, inicia-se uma suplementação com substâncias que tem por objetivo principal manter o organismo no seu melhor estado.
O que busco então, é uma Medicina voltada para a saúde, para o bem estar, para a longevidade.
Quais as Vantagens?
Do modo como vejo as coisas, não basta estar sem doença, embora esse seja um objetivo importante e jamais esquecido. É preciso também buscar ativamente as melhores condições para se viver com plena vitalidade, bem estar, ânimo e disposição.
Precisamos ter um cérebro atuante, capaz de responder aos desafios do dia-a-dia.
Desejamos manter a memória em sua máxima capacidade.
Queremos um sono reparador, que permita ao organismo reparar o desgaste natural durante a noite.
Temos que dispor de um sistema digestivo em ótimo estado, capaz de absorver os nutrientes e eliminar boa parte das toxinas presentes nos alimentos.
Devemos possuir plena capacidade de responder aos agressores físicos (como as radiações ionizantes), biológicos (como as bactérias, fungos e vírus), químicos (como os metais pesados ou os poluentes que estão no ar e nos alimentos) e até mesmo aos pensamentos tóxicos.
Essas são as principais diretrizes de meu trabalho, e são em linha geral as grandes vantagens de quem mantém o organismo pleno de saúde e vitalidade.
Claro que não basta ingerir algumas substâncias para se alcançar esse estado. Muitas vezes alguns hábitos de vida devem ser modificados, como implementar a atividade física adequada, ingerir água na quantidade necessária, manter distância de substâncias tóxicas e também semear a mente com pensamentos positivos e otimistas.
O que percebi com muita clareza nos mais de 20 anos de prática médica, é que existe um grande paradoxo que pode ser utilizado a nosso favor. Muitos desses hábitos podem ser mais facilmente alcançados quando os desvios do organismo são corrigidos, quando substâncias tóxicas são retiradas.
Desse modo, podemos dar início a um belíssimo círculo virtuoso, aonde mente e corpo, funcionando melhor, facilitam as mudanças para hábitos de vida mais saudáveis, o que leva inexoravelmente a uma melhora no funciomamento da mente e do corpo.
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Transtorno Bipolar
O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.
Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.
Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.
Exemplo de como um paciente se sente
…Ele se sente bem, realmente bem…, na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.
Sintomas
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar. O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial. O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo. Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.
Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.
Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.
Tratamento
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada “virada maníaca”, que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos
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Por quê os homen ficam carecas?
Pesquisadores identificaram um novo gene relacionado ao crescimento dos cabelos, uma descoberta que poderá abrir o caminho para futuros tratamentos da calvície masculina e outras formas de queda de cabelo, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista “Nature”.
A equipe, liderada por Angela Christiano (Universidade de Columbia, EUA), identificou um gene chamado APCDD1, que causa uma forma rara de queda de cabelos, a hipotricose simples hereditária.
Essa doença é provocada pela miniaturização do folículo piloso, estrutura da pele que produz pelos. Isso faz com que os cabelos cresçam cada vez mais finos.
“A identificação deste gene presente na hipotricose simples nos dá uma melhor visibilidade do processo de miniaturização do folículo piloso, que é observado na queda regular de cabelos no homem”, afirmou Angela Christiano.
No entanto, “é importante notar que o gene descoberto para a hipotricose simples não explica a complexidade da calvície masculina”, completou.
Famílias
A identificação do gene APCDD1 foi feita graças à análise dos dados genéticos de algumas famílias paquistanesas e italianas que têm o gene que provoca a hipotricose simples hereditária.
Os pesquisadores descobriram uma mutação do gene APCDD1, situado em uma região do cromossomo 18, já relacionado por estudos anteriores em outras formas de queda de cabelo.
Os pesquisadores mostraram que o gene APCDD1 inibe a via de sinalização celular, denominada Wnt, cujo papel no controle do crescimento piloso foi demonstrado em ratos.
“A descoberta sugere, pela primeira vez no homem, que a manipulação da via Wnt poderia ter um efeito sobre o crescimento do folículo piloso”, declarou Angela Christiano.
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Estudo traz esperança para a cura da calvíce
Poucas coisas despertam tanto pavor nos homens quanto o aparecimento das famosas “entradas” no cabelo, mas um estudo revolucionário divulgado nesta quarta-feira aponta pela primeira vez para um tratamento genético capaz de curar a calvície.
Em experiências com ratos, os cientistas da Universidade da Pensilvânia demonstraram que a pele de animais feridos é capaz de regenerar naturalmente os folículos de onde nascem os fios de cabelo.
Os pesquisadores também identificaram o gene vital responsável pelo crescimento normal do cabelo, e conseguiram estimular ou interromper o crescimento do cabelo, através da manipulação da atividade protéica ao nível molecular. Ao contrário de outros tipos de terapia contra a calvície, este método é não-invasivo.
Os resultados surpreenderam muitos cientistas, que há tempos haviam concluído que os folículos capilares dos mamíferos não eram capazes de se regenerar. A cabeça humana nasce com cerca de 100 mil desses pequenos órgãos geradores de cabelo, mas uma vez que sua função cesse, o couro cabeludo vai aos poucos ficando exposto.
A pesquisa, publicada na revista científica britânica Nature, é mais do que surpreendente porque reproduz resultados semelhantes observados há 50 anos atrás em coelhos, camundongos e humanos, largamente divulgados porém ignorados desde então.
Coordenador do estudo, o dermatologista George Cotsarelis, é também co-fundador de uma empresa, a Follica, que obteve licença para usar essa tecnologia para desenvolver tratamentos de restauração capilar.
A calvície sempre foi motivo de angústia para milhões de pessoas em todo o mundo. Confrontados com o problema, elas gastam bilhões de dólares todos os anos em medicamentos (em geral fraudulentos ou pouco eficientes) só nos Estados Unidos, de acordo com dados da Federal Drug Administration (FDA), agência federal americana que regula os medicamentos e os alimentos.
Pequenas fortunas também são gastas em dolorosos implantes capilares e outros tipos de substitutos mais ou menos convincentes.
Durante as experiências com camundongos, os pesquisadores descobriram que remover uma pequena área da epiderme (camada mais externa da pele) entre 1 e 2,5 centímetros de diâmetro, “desperta células tronco” com capacidade de gerar novos folículos. Depois de cicatrizada, a pele volta ao aspecto normal.
“Os novos folículos capilares crescem, cumprindo o ciclo capilar, e no fim não é possível sequer distingüí-los do cabelo remanescente”, explicou Cheng-Ming? Chuong, patologista da Universidade da Southern California, em comentário também publicado na Nature.
“Estas descobertas inesperadas podem mudar toda a nossa atual compreensão acerca da cicatrização e regeneração em mamíferos adultos”, disse, mas lembrou que a pele do homem e do camundongo cicatrizam de formas diferentes.
Para entender o que acontecia ao nível molecular durante o processo, Cotsarelis e sua equipe usaram camundongos nos quais as células que geram os fios foram geneticamente marcadas previamente para que pudessem ser rastreadas depois que o pedaço de pele fosse retirado.
A ferida ativou uma via de sinalização de um gene, chamado Wnt, essencial para que o cabelo se desenvolva naturalmente. Quando os cientistas inibiram a sinalização, a renovação capilar foi sensivelmente reduzida.
Por outro lado, os camungondos cuja atividade do Wnt foi estimulada tiveram um “aumento significativo” no número de novos folículos capilares.
“Isso abre uma janela para a manipulação genética dos folículos capilares, além de tratamentos para feridas, perda de cabelo e outras doenças degenerativas”, concluíram os pesquisadores.
Chuong vê aplicações ainda mais abrangentes para o estudo. “A medicina regenerativa promete identificar as capacidades naturais de cicatrização, além de uma mudança positiva da reparação para a regeneração”, declarou.
“Se simplesmente alterarmos o ambiente das células tronco durante a cicatrização da ferida, é possível que futuras feridas talvez se regenerem melhor”.
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Mudanças no cérebro explicam porque adolescentes não têm medo
WASHINGTON, 10 Jan 2011 (AFP) -O cérebro sofre mudanças na adolescência que suprimem os medos aprendidos na infância, revelou um estudo divulgado esta segunda-feira e que pode explicar porque os adolescentes parecem tão destemidos para seus pais.
Quando os cientistas compararam a forma com que um rato jovem reage ao medo, com respeito à reação de ratos ainda mais jovens ou mais velhos, os cientistas descobriram que os adolescentes não paralisam na mesma medida e que suprimem suas reações ao medo contextual.
Um exame da atividade cerebral em ratos adolescentes demonstraram que as duas áreas do cérebro associadas ao processamento de experiências de medo - a amígdala basal e o hipocampo - tinham menos atividade.
Não se trata de que os ratos adolescentes não tenham conseguido aprender a ter medo, mas seus cérebros não enviavam os mesmos sinais que os ratos adultos ou as crianças.
"Quando os ratos começam a transição para a adolescência, ocorre uma supressão do medo contextual e da atividade sináptica associada", destacou o estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
Embora possa ser cansativo para os pais, a resposta destemida pode ser útil porque acontece em um momento em que os adolescentes estão explorando e pondo à prova os limites de sua independência, o que não poderiam fazer caso se sentissem de medo.
"De uma perspectiva evolutiva, uma supressão temporária do medo contextual durante a adolescência pode ser altamente adaptativa, pois se produz justamente quando o rato adota condutas exploratórias para sair do ninho", ressaltou o estudo.
Família britânica produziu apenas uma sacola de lixo em 2010
A família Strauss afirma ter produzido apenas uma sacola de lixo em 2010. Reciclagem e plantação de parte da própria comida estao entre os meios que tornaram isso possível
Foto: BBC Brasil
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Uma família britânica diz ter conseguido produzir apenas uma sacola de lixo em todo o ano de 2010. O casal Richard e Rachelle Strauss e a filha Verona, 9 anos, reciclam praticamente tudo, plantam grande parte da própria comida e transformam restos de alimento em adubo.
Além disso, eles compram produtos diretamente de produtores locais para evitar embalagens em excesso e quando vão ao açougue, por exemplo, eles levam os próprios recipientes. Em 2009, eles conseguiram reduzir sua produção de lixo para apenas uma lata. Em 2010, os Strauss, que vivem em Longhope, no condado de Gloucestershire, eles decidiram aumentar o desafio e não produzir lixo nenhum.
"Estamos muito felizes com o resultado. Nós sabíamos que produção 'zero' de lixo seria impossível, mas se você não colocar as metas lá no alto, nunca vai saber o que pode alcançar", disse Rachelle Strauss. A pequena sacola de lixo continha alguns brinquedos quebrados, lâminas de barbear, canetas e negativos fotográficos.
Contaminação por plástico
A ideia de reduzir drasticamente a produção de lixo da família surgiu em 2008, mas quando Rachelle falou com o marido sobre sua proposta, percebeu que ele não estava interessado. "Richard só resolveu encampar a ideia depois de ler uma série de artigos sobre os danos causados à vida marinha pela contaminação por plástico. Ele ficou muito impressionado", disse Rachelle à BBC Brasil.
Os Strauss começaram o desafio reduzindo o uso de plástico. Depois, passaram a reciclar e reaproveitar cada vez mais, além de usar baterias recarregáveis e painéis solares para gerar energia. A experiência foi contada em um site na internet, o www.myzerowaste.com, que acabou virando referência sobre reciclagem e tem mais de 70 mil visitantes por mês.
"Para quem quer reduzir a produção de lixo, minha primeira dica seria pensar no que você está comprando e escolher produtos com menos embalagem e com invólucros que sejam recicláveis. Em segundo lugar, é importante evitar o desperdício de alimento. Aqui na Grã-Bretanha, um terço da comida que compramos acaba no lixo. Em terceiro lugar, tente reciclar o máximo que puder", aconselha Rachelle.
Yoga pode ajudar a amenizar a asma
Até pouco tempo atrás, diziam que asma era uma doença pulmonar. A teoria atual diz que a asma é uma enfermidade alérgica e não um problema exclusivo pulmonar e tem as seguintes características:
- obstrução da via aérea total e parcialmente reversível, seja espontaneamente ou com tratamento;
- inflamação bronquial com inflamação da mucosa;
- hiperatividade bronquial, ou resposta aumentada da via aérea frente a distintos estímulos.
Os sintomas mais freqüentes são: tosse, chiado e opressão no peito, secreções e fadiga. Mas a asma também pode ser assintomática.
Os sintomas podem durar alguns dias e ceder posteriormente, ou ser contínuos com crises ocasionais mais intensas. De forma atípica, a asma pode manifestar-se em forma de tosse persistente com opressão torácica e não ter nenhum outro sintoma. É característico o predomínio noturno dos sintomas.
Há vários mecanismos que desencadeiam uma inflamação alérgica: cheiros fortes, mudanças bruscas de temperatura, estresse, nervosismo, grande esforço físico, alternação da digestão, refluxo gástrico, etc.
A evolução esperada é da cura com grande porcentagem de crianças com asma, já que a prevalência da infância é de 11% e no adulto oscila entre 4% e 6%. Por isso, mais da metade das crianças com asma deixa de padecer dessa doença depois da puberdade.
A experiência vem demonstrando que as posturas de Yoga abrem o peito, e a que mantém o queixo em contato ou perto do esterno (jalandhara bandha) tem resultados muito eficazes no alívio dos sintomas da asma. Por outro lado, as posturas de relaxamento são muito valorosas, pois também relaxam a mente, outra causa de transtornos como o que estamos vendo.
1. Sukhasana com cadeira
2. Abertura do peito com bloco e peso nas mãos
3. Salamba sarvangasana
4. Uyjjayi pranayama
5. Shavasana com peito elevado
Criador do Digg afirma que iPad 2 chega em poucas semanas
Criador do Digg, Kevin Rose, afirmou aos assinantes de sua newsletter e postou em seu blog pessoal que a Apple deve lançar o iPad 2 dentro de "três ou quatro semanas", e deu a data provável de 1º de fevereiro para que o anúncio ocorra. O executivo sugeriu aos que pensam em comprar um iPad que "adiem por enquanto".
Rose afirmou inicialmente que o tablet terá duas câmeras, uma frontal e uma traseira, e que terá tela semelhante a do iPhone, a retina display. Porém, em uma postagem posterior, Rose disse que outra fonte da Apple disse que a tela terá uma resolução maior que a atual, mas que tecnicamente não será igual à do smartphone, com uma definição superior a do tablet da Apple.
O site AppleInsider publicou que a Apple está proibindo alguns funcionários de suas lojas de tirarem férias em um perído de três semanas entre janeiro e fevereiro. Esse período em que as férias estariam proibidas começa na última semana de janeiro e vai até a primeira quinzena de fevereiro, o que poderia ser um prenúncio de que um produto significativo poderia chegar às lojas.
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