segunda-feira, 9 de setembro de 2013

[PDF] A expansão do sindicalismo docente ea interiorização da estrutura do sindicato no Piauí (1970 a 2000)

MC Gonçalves, APC Lopes

... Antonio Nóvoa (1998: 153) destaca que um dos eixos para discutir o processo de profissio-
nalização dos docentes é a organização de associações que aglutinam filiados para lutar pelos ...
Nóvoa, António. Histoire et comparaison (Essais sur l'éducation). Lisboa: Educa, 1998. ...


[PDF] O LONGO CAMINHO DA INTERDISCIPLINARIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

VB Machado - Revista Eletrônica de Educação, 2013

... interdisciplinares. O suporte teórico das reflexões foi alicerçado em Frigotto (2008),
Thiesen (2008), Nóvoa (2001), Gramsci (1984), Choo (2006), entre outros.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade; História; Sociologia. Abstract ...


[PDF] O Congresso Educacional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (SindiUpes): contribuições para a formação e profissionalização …

JP de Faria Cardozo

... A formação de professores: novas perspectivas baseadas na investigação sobre o pensamento
do professor. In: Nóvoa, António (Coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: ... ideologia e
potencial. In: Nóvoa, António (Coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom ...


[PDF] DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES DE CASOS DE …

ISAMCS DOMINGUES

... de ensino: Alarcão (2000, 2005); Domingues (2007); Duek (2011); Josso (2002,
2010); Marcelo Garcia (1999); Merseth (1991, 1994, 1996); Mizukami (2000, 2002,
2004); Nono (2001, 2005, 2011); Nóvoa (1992, 1995, 2010 ...


[PDF] La educación formal: acercamiento desde cinematografía venezolana

CAP Zerpa, JAP Zerpa

... (2000): Filmografía venezolana 1973-1999 Largometrajes. Fundación Cinemateca Nacional,
Caracas. Feo, Iván y Llerandi Antonio. (1978): País Portátil. Venezuela. Ficciones Productora
Cinematográfica. Novoa, José. (2006): El Don. Venezuela-España-Chile. ...


Ascending monoaminergic systems alterations in Alzheimer's disease; Translating basic science into clinical care

L Trillo, D Das, W Hsieh, B Medina, S Moghadam, B Lin… - … & Biobehavioral Reviews, 2013

Extensive neuropathological studies have established a compelling link between abnormalities
in structure and function of subcortical monoaminergic (MA-ergic) s.


[PDF] “Um Computador Por aluno” em rondônia

EAL de Moraes Martines, LS de Souza, DB Brasil… - Projeto Um ComPUtador Por …

... Ao mesmo tempo, desde a década de 1990, vários pesquisadores/formadores (Josso, Dominicé,
Pineau, Delory-Momberger, Nóvoa, entre outros) sistematizaram conhecimentos a respeito da ...
educadores desta escoladizaaçda área rural): EMEF Irineu Antônio Dresch irineu. ...


[PDF] Título: Traslado del recién nacido quirúrgico hacia el centro regional de cirugía neonatal de la región oriental. Evaluación de los resultados.

YH Marrero, GV Rodríguez, RC Luis

... Dra. Romey Camué Luis Email: amaldonado@hpuh.hlg.sld.cu Dirección: Narciso López #53 /
Sol y Antonio Saco. Guantánamo Teléfono: 53104410 ... 2003; 19(1): pag1-11 10. Novoa P Jose
M, Milad A Marcela, Vivanco G Guillermo, Fabres B Jorge, Ramírez F Rodrigo. ...


[PDF] Plan de empresa Empakarte SAS: empresa especializada en empaques

M Vergara, M Isabel - 2013

... MARÍA ISABEL MORA VERGARA Trabajo de grado creación de empresa Asesor de Tesis: Amalia
Novoa UNIVERSIDAD EAN FACULTAD DE ADMINISTRACIÓN, FINANZAS Y CIENCIAS
ECONÓMICAS PROGRAMA DE ADMINISTRACIÓN DE EMPRESAS BOGOTÁ 2013 ...


[PDF] 1. Imagen: testimonio o representación. la historia frente a la imagen

M Cabrera, O Guarín

... 12 Antonio Costa, Saber ver el cine (Barcelona: Paidós, 1988). ... 18 Jorge Nóvoa; Soleni Fressato
y Kristian Feigelson, eds., Cinemató- grafo: um olhar sobre a história (Salvador, Sao Paulo, Brasil:
EDF- BA/UNESP, 2009). conseguidos gracias al análisis de las pinturas19. ...


LLE, Yves de La.
Limites: três dimensões educacionais.
São Paulo: Ática. Os jovens são reflexos da sociedade em que vivem. Se for verdade que eles carecem de limites, é porque a sociedade como um todo deve estar privada deles. “Limite” remete à ideia de fronteira, de linha que separa territórios. “O limite de meu jardim está ali”, significa que há algo que não é mais o meu jardim. “Atingi o limite de idade” significa dizer que, atingida essa idade, existem coisas que não posso ou não me deixam mais fazer. Os dois exemplos nos remetem à ideia de restrição. “Limite” significa também aquilo que pode ou deve ser transposto. Na vida e na moralidade as duas possibilidades existem: o dever transpor e o dever não transpor. Para Piaget não é a maturação biológica que explica o desenvolvimento, mas as múltiplas interações com o meio físico e social. É ao agir sobre os objetos que a criança os assimila e constrói estruturas cada vez mais complexas e abrangentes de assimilação. Toda conduta é uma adaptação e toda adaptação é o restabelecimento do equilíbrio entre o organismo e o meio. Só agimos se estamos momentaneamente em desequilíbrio. Devemos aproximar a criança da cultura e não o contrário. O adulto não deve engatinhar, pois é a criança que deve andar. Mas se todos à sua volta engatinham ou fazem de conta que engatinham, que motivo ela terá pra levantar? Se todos se comprazem na mesmice e na mediocridade, que estímulo ela terá para procurar a excelência? Procurar a excelência é procura rir além de si mesmo, não necessariamente ser melhor que o outro. Implica em competição consigo mesmo, o que pode nos acompanhar a vida toda e é a clara tradução de uma procura por superação de limites. A excelência deve ser entendida como um ideal que move. Uma boa educação moral não deve se restringir ao ensinamento de múltiplas regrinhas a “conter”, a “impor limites”, do tipo “não faça isso”, “não faça aquilo”. Essa colocação de limites é necessária, assim como deve existir o movimento contrário da transposição de limites. Educar moralmente é levar a criança a compreender que a moral exige de cada um o melhor de si.
Conseguir ser “realmente” justo é empreendimento inatingível para quem limita sua moral à morna obediência a meia dúzia de regras, por melhores que sejam. Conseguir ser realmente solidário não se confunde com a “boa ação” que reza que se dê uma esmola por dia. E para conseguir ser  realmente honrado, não basta evitar apenas as más ações, é preciso também cultivar as virtudes. O filosófo Kant escreveu que existem dois objetivos morais para os homens e que esses objetivos são, para eles, deveres: a felicidade do outro e o aperfeiçoamento de si mesmo. Procurar o bem do outro é mais do que apenas evitar atos que o prejudiquem: é dar o melhor de si, é praticar a virtude. Se não roubar é uma coisa boa, ser generoso é ainda melhor. Se não ferir é uma coisa boa, ser doce é ainda melhor. E assim por diante. Não se pode dizer que um homem é justo se ele não sentir alegria ao agir de forma justa. A educação moral das crianças, em vez de ser uma constante imposição de limites, só terá real êxito se também for um estímulo a transpor aqueles que as separam do exercício das virtudes. Nos dias de hoje, a educação moral acaba falhando porque as virtudes, assim como os sentimentos de honra e dignidade andam esquecidos. No mundo capitalista da competição valoriza-se a superação do outro e não a superação de si ou a excelência; estimula-se o egoísmo, e não a generosidade. Ajudar e estimular a criança a transpor limites, eis a prática essencial a seu caminhar para a idade adulta, para saciar seus desejos de excelência e também para fazê-la viver a moralidade como busca de dignidade, de autorespeito. Os limites restritivos: levantam sérias questões políticas, éticas, existenciais. Limites normativos: aqueles que a sociedade resolve criar e impor. Não posso pular 10 metros de altura, não posso ouvir música no mais alto volume em plena madrugada. As leis da física me permitem fazer, as leis dos homens, não. Os limites físicos colocam a dimensão do impossível, os limites normativos colocam a dimensão do proibido, restringem a liberdade em nome de valores. O problema da liberdade não se restringe às limitações inevitáveis a quem vive em sociedade. É preciso ainda saber que ações os homens aceitam normatizar em nome da cultura. Para os antigos, o mundo da infância não tinha valor próprio. Por isso, limitavam a liberdade e forçavam um contato com o mundo adulto. Hoje, pelo contrário, o mundo da infância é visto de forma positiva, seus objetos intelectuais têm valor, seus desejos e vontades são dotados de discernimento. Se antigamente a colocação de limites recebia legitimação na suposta imaturidade das crianças e adolescentes, hoje tal legitimação está sob suspeita: porque um adulto saberia melhor que o seu filho o que é melhor para ele? Os adultos de hoje não têm mais tanta certeza de que sabem mais que seus filhos, quais os caminhos que levam à felicidade e, portanto, colocam bem menos limites. Trata-se de uma posição honesta. Mas, em alguns casos, pode-se tratar de uma posição covarde: ao dizer aos filhos “façam o que quiserem” alguns adultos também lhes dizem, de forma velada: “virem-se, não tenho nada a ver com isso”. A não colocação de limites pode tanto ser prova de humildade quanto de descompromisso em relação aos filhos e ao futuro do mundo. E verifica-se, que muitos jovens acabam se queixando da posição de seus pais e educadores: o que poderia ser interpretado como generosidade libertária acaba sendo visto por eles como simples ausência.Vamos explorar o binômio liberdade/responsabilidade. Duas opções educacionais extremas podem traduzir a decisão de não impor limites. A primeira é agir em relação aos jovens segundo a máxima: “A vida é deles, que tenham liberdade de escolha de fazer o que quiserem”. A segunda é assumir uma postura inspirada em: “Que façam o que quiserem, sempre que não der certo, eu conserto”. A primeira opção associa de forma coerente liberdade e responsabilidade: concede-se a primeira, desde que vinculada à segunda. Todo o problema está em saber se essa atribuição de responsabilidade é sempre desejável. Nem precisamos comentar os casos em que essa postura simplesmente traduz um total descaso pela educação dos jovens e, nos quais, em nome da liberdade conferida, justifica-se a indiferença e o desleixo. É importante refletir o que embasa a escolha do jovem: conhecimento, “modismo”, desejo, bem como as consequências do ato. Dar liberdade pode significar dar demasiada responsabilidade. Cada vez que damos liberdade, damos responsabilidade. O valor pedagógico da primeira deve ser avaliado em função da importância da segunda, pois dar liberdade sem dar responsabilidade é, na verdade, não dar a liberdade. A conduta moral provém do sentimento de obrigatoriedade. Para a psicanálise freudiana, esse sentimento de obrigatoriedade tem suas raízes numa instância psíquica inconsciente, responsável pelas condutas morais, o superego. No Behaviorismo de Skinner, ele é fruto de condicionamentos bem sucedidos que criam hábitos de comportamento que correspondem a uma espécie de  “segunda natureza‟. Par a o sociólogo francês Durkheim, o sentimento de obrigatoriedade é consequência de outro maior, o sentimento do sagrado, despertado por “seres” considerados mais fortes e melhores (como Deus ou a sociedade). Para o construtivismo piagetiano, se a moral for heterônoma, conformista, o sentimento que nos domina pode ser explicado como o faz Durkheim, mas, se a moral for autônoma, o sentimento de obrigatoriedade é explicado pelo respeito mútuo entre duas pessoas que se consideram iguais e livres. Abordagens mais recentes procuram explicar o fenômeno através de estudos de personalidade: pessoas altamente morais experimentariam uma forte relação entre a moralidade e identidade e, para elas,agir moralmente equivaleria a agir coerentemente com a imagem que têm de si, agir para preservá-la. Essas explicações e outras não são necessariamente contraditórias; algumas podem até ser vistas como complementares. Mas o fato é que até hoje não há o menor sinal de unanimidade a respeito dessas explicações e a honestidade intelectual deve nos levar à humildade: o mistério persiste. Devemos notar dois aspectos. O primeiro é que essas teorias referendam a idéia de que o sentimento de obrigatoriedade é necessário à moralidade. O segundo aspecto se refere à educação: seja qual for a teoria escolhida, ela nos dirá que o sentimento de obrigatoriedade não “nasce do nada”, mas consequência de uma educação moral que “coloca” limites. É uma espécie de interiorização de limites antes colocados por forças exteriores ao sujeito. Freud: Seu diagnóstico de que muitos adultos permanecem a vida toda dependentes de controles externos equivale a dizer que muitos homens permanecem a vida toda num estágio pré-moral: na terminologia kantiana, poder-se-ia dizer que agem conforme o dever, mas não por dever. Alguém age conforme o dever quando suas ações são coerentes com alguma regra, mas não inspiradas pelo valor moral que a legítima. Por exemplo, alguém que não mata por medo de ser preso obedece ao imperativo “não matar”, mas não porque tenha aderido intimamente ao valor da vida. Já alguém que age por dever o faz porque está convencido de que o dever representa o bem. Limites restritivos: pais que não os colocam falharão na educação moral de seus filhos tanto na fase pré-moral quanto na próxima, que corresponde à instauração do superego. Falharão na primeira fase porque seus filhos não terão outras balizas além de seus próprios desejos para decidir como agir, e na segunda, porque serão a encarnação de modelos moralmente ambíguos para os filhos. A teoria de Durkheim também enfatiza a necessidade de que seus pais e educadores em geral coloquem limites. Para que a criança desenvolva o sentimento do sagrado do qual provém os valores e regras morais (religião, pátria, sociedade, etc), várias estratégias são necessárias. Ao lado daquelas que visam promover o apego da criança a grupos sociais, existem outras de caráter claramente coercitivo, como a disciplina e os castigos. Durkheim, assim como Alain, referendou o ensino tradicional, com sua disciplina e seus dispositivos penais que foram criticados pelos adeptos da “escola nova”, em particular daqueles que democratizaram radicalmente as relações entre professores e alunos. Todavia, mesmo esses críticos da velha educação moral não dispensaram referências a limites restritivos e à necessidade de sua presença na educação. É o caso de Piaget, autor sempre associado à educação libertária e que opôs-se em vários pontos à teoria de Durkheim e a um tipo de ensino essencialmente disciplinador, voltado para obtenção de uma silenciosa obediência por parte das crianças ou dos alunos.Verifica-se que muitos adultos permanecem essencialmente heterônomos a vida toda,limitando sua interpretação da moralidade a um certo número de regras prontas e impostas por autoridades consideradas como especialmente esclarecidas; outros caminham francamente rumo à autonomia e tornam mais leves as coações sociais milenares que pesam sobre suas mentes. O que Piaget descobriu é que a criança entra no mundo da moral através da heteronomia. Suas pesquisas e várias outras, mostram que crianças de 4 a 7 anos sempre interpretam a moral em referência ao prestígio e à autoridade dos mais velhos, dos pais e outros educadores. Portanto, o nascimento do sentimento de obrigatoriedade é contemporâneo dessa moral e, para explicar seu nascimento, Piaget se refere a um tipo de relação social: a coação. Por um lado, a criança tende a ver os adultos como superiores, oniscientes e dotados de poderes ainda inatingíveis para ela, e,por outro, está submetida a suas ordens, vontades, punições. Essa mistura de admiração, dependência e medo, decorrentes da relação assimétrica que a liga aos pais, explica o surgimento de um novo sentimento, o respeito. E, ao respeitar os pais, tende a assumir seus valores e obedecer às suas ordens. Se a criança não encontrar pessoas que exerçam sobre ela alguma forma de autoridade, não desenvolverá esse sentimento necessário à moralidade. Portanto, assim como Freud e Durkheim, Piaget interpreta o surgimento da moral como resultado de uma pressão externa à criança. Se os adultos não desempenharem essa função de autoridade, para Freud, não inspirarão medo, para Durkheim, não desenvolverão, na criança, o espírito de disciplina e, para Piaget, não desencadearão nela o surgimento do sentimento do respeito moral. E a moral autônoma? Ora, ela representa uma superação possível da moral heterônoma. Sendo a experiência uma condição necessária a uma genuína assimilação desconhecimentos e valores, é necessário que a educação moral encarne os valores que se quer ensinar. Não adianta explicar à criança a razão de ser da justiça se ela não a experimenta em suas relações cotidianas. Não adianta explicar à criança a razão de ser dos limites morais que lhe são colocados se ela verifica que limites não valem para os próprios adultos. É por essa razão que as pedagogias modernas enfatizam a importância de a criança viver num mundo claramente regido pelos valores que se quer ensinar.

Ética e Motivação Prof. Dr. João Malheiro- Parte 2 de 2

terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Alasdair Macintyre" como Ombro Teótrico!!


A Mente de Cristo: a humildade e a Intelecto no início de Teologia Cristã

ST Pardue - 2013

Page 17 ... 3. A mente de Cristo I. A Volta à Virtude em Teologia Contemporânea e
Filosofia Em 1981, o filósofo moral Alasdair MacIntyre propõe que o estado de
discurso moral no mundo moderno estava irremediavelmente confuso ....


Cognição incorporada, a formação do caráter e da virtude

WS Brown, KS Reimer - Zygon ® de 2013

... Frase, como "uvas verdes" ou "Crying Wolf".. A importância das histórias em
compreensão do mundo e gerir as nossas vidas é fortemente expresso por
filósofo Alasdair MacIntyre. É através de ouvir histórias sobre mau ...


Judaísmo prático

AC Ferency - Judaísmo Conservador, 2013

... Em seu livro After Virtue, filósofo escocês e especialista em ética Alasdair MacIntyre define uma prática
[Fim da página 83] como "qualquer forma coerente e complexa do socialmente estabelecido humana cooperativa a actividade através da qual bens internos para essa forma de actividade são realizados no decurso da ...


Como os americanos fazem Raça: histórias, instituições, espaços

CR Hayward - 2013

Página 1. Americanos fazem Histórias Corrida, instituições, espaços cmmm », página 2. Como
Americanos fazem corrida Como é que as pessoas produzem e reproduzem identidades? Em Como
Americanos fazem raça, Clarissa Rile desafios Hayward que ...


[PDF] Repensando a comunidade no rescaldo do comunitarismo: contornos de um caminho fenomenológico

A Pirni - ética @-uma revista internacional de Filosofia Moral, 2013

... Comunitarismo. Comunitarismo, cujos expoentes incluem, em primeira aproximação,
autores de diversas formações e orientações, como Alasdair MacIntyre, Michael Sandel,
Charles Taylor, Philip Selznick, Robert Bellah, Amitai Etzioni ...


O Manual Routledge Internacional de Educação, Religião e Valores

J Arthur, T Lovat - 2013


[PDF] VISÃO SOCIAL é a meta DA LEI

C Kaveny, PHD JD

... As proibições negativas de um quadro jurídico focado na autonomia são suficientes para permitir a
"Pessoa razoável" para prosperar. Mas a vulnerabilidade e-pendência são aspectos fundamentais da
o ex-periência humana, Kaveny nos lembra, citando o filósofo Alasdair MacIntyre ....


[HTML] Livro Virtudes do Review-Direito: Promovendo Autonomia e Solidariedade na Sociedade Americana de setembro a outubro 2013

K Curran

... As proibições negativas de um quadro jurídico focado na autonomia são suficientes para permitir a
"Pessoa razoável" para prosperar. Mas a vulnerabilidade ea dependência são aspectos fundamentais da
experiência humana, Kaveny nos lembra, citando o filósofo Alasdair MacIntyre ....


[PDF] Romanssi, satiiri Vai yhteiskunnallinen kannanotto:? Virpi Hämeen-Anttilan Suden vuosi 2000 luvun suomalaisena yliopistoromaanina

E Fabritius - 2013

Página 1. Romanssi, satiiri Vai yhteiskunnallinen kannanotto? Virpi Hämeen-Anttilan Suden vuosi
2000 luvun suomalaisena yliopistoromaanina Eija Fabritius kirjallisuuden pro gradu-tutkielma
Taiteiden ja kulttuurin tutkimuksen laitos Jyväskylän yliopisto 2013 Page 2 ....


[PDF] Master: Menção Philosophie et Sociologie

D Salle

Página 1. 1 UFR Sociologie ET INFORMATIQUE POUR LES CIÊNCIA humaines
Directeur: Pierre Demeulenaere Master: Menção Philosophie et Sociologie Spécialité: «
Sociologie »finalité: Recherche 2013-2014 SECRETARIA ...

sexta-feira, 26 de julho de 2013



A análise de conteúdo é hoje uma das técnicas ou métodos mais comuns na investigação empírica realizada pelas diferentes ciências humanas e sociais. Trata-se de um método de análise textual que se utiliza em questões abertas de questionários e (sempre) no caso de entrevistas. Utiliza-se na análise de dados qualitativos, na investigação histórica, em estudos bibliométricos ou outros em que os dados tomam a forma de texto escrito.

A análise de conteúdo segundo a conhecida definição de Berelson, é “uma técnica de investigação para a descrição objectiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação” (Berelson, 1952). Para que seja objectiva, tal descrição exige uma definição precisa das categorias de análise, de modo a permitir que diferentes pesquisadores possam utilizá-las, obtendo os mesmos resultados; para ser sistemática, é necessário que a totalidade de conteúdo relevante seja analisada com relação a todas as categorias significativas; a quantificação permite obter informações mais precisas e objectivas sobre a frequência da ocorrência das características do conteúdo.

É uma metodologia de análise que pode ser usada em planos quantitativos de tipo survey, para tirar sentido das informações recolhidas em entrevistas ou inquéritos de opinião, como, por exemplo, quando temos em mãos um grande volume de dados textuais dos quais há que extrair sentido (Ghiglione & Matalon, 1997, [1977]).

Este trabalho aborda as análises de conteúdo efectuadas sobre o material de inquérito habitual: as entrevistas. A estrutura deste trabalho está associada a uma possível cronologia das interrogações do investigador:

→ Será que o problema que se me põe é passível de um tratamento revelante com base na análise de conteúdo?
→ Quais são os métodos de análise de conteúdo?
→ Como se aplicam?
→ Como testar a sua fidelidade, a sua validade?
→ Quais são os tipos de análise de conteúdo de que dispomos no quadro de um inquérito?

Veremos agora cada um dos tópicos acima em mais detalhes.

→ Será que o problema que se me põe é passível de um tratamento revelante com base na análise de conteúdo?

O método das entrevistas está sempre relacionado com um método de análise de conteúdo. Os métodos de entrevista são uma aplicação dos processos fundamentais de comunicação que quando são correctamente utilizados permitem ao investigador retirar das suas entrevistas elementos de reflexão muito ricos. Nos métodos de entrevista, contrariamente ao inquérito por questionário, há um contacto directo entre o investigador e os seus interlocutores. Esta troca permite o interlocutor do investigador exprimir as suas ideias, enquanto que o investigador, através das suas perguntas, facilita essa expressão e não deixa fugir dos objectivos de investigação.

No âmbito da análise de histórias de vida, o método de entrevista é extremamente aprofundado e detalhado com muitos poucos interlocutores, o que leva a que as entrevistas sejam divididas em várias sessões. O método de entrevista é especialmente adequado na análise que os actores dão às suas práticas, na análise de problemas específicos e na reconstituição de um processo de acção, de experiências ou acontecimentos do passado. Tem como principais vantagens o grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos, a flexibilidade e a fraca directividade do dispositivo que permite recolher testemunhos dos interlocutores. Quanto a desvantagens, a questão de flexibilidade também pode vir ao de cima. Isto porque o entrevistador tem que saber jogar com este factor, de forma a estar à vontade, mas também de forma a não intimidar o interlocutor, o que poderia ocorrer caso por exemplo a linguagem ou a postura do entrevistador fossem de tal forma flexíveis. Outra desvantagem comparativamente ao método de inquérito por questionário é o facto de os elementos recolhidos não se apresentarem imediatamente sob uma forma de análise particular.

→ Quais são os métodos de análise de conteúdo?

Os métodos de AC foram propostos por Henry e Moscovici (1968), na qual distinguiam procedimentos fechados e procedimentos abertos ou exploratórios.

Os procedimentos fechados são aqueles que fazem intervir “categorias pré definidas” anteriormente à análise propriamente dita. A análise está associada a um quadro empírico ou teórico que se sustém e do qual se formulam as questões da entrevista. Depois comparam-se os textos produzidos à luz do quadro fixado para se chegar a uma particularização.

Os procedimentos abertos ou exploratórios são aqueles que não fazem intervir “categorias pré definidas”, tendo por isso um carácter puramente exploratório.”… os resultados são devidos unicamente à metodologia de análise, estando isenta de qualquer referência a um quadro teórico pré-estabelecido” (Ghiglione & Matalon, 1997, [1977]:210). Devemos começar por colocar em evidência as propriedades dos textos produzidos na entrevista, definir as diferenças e as semelhanças e eventualmente as transformações que, devem ser interpretadas de forma a permitir uma caracterização dos comportamentos observados.

→ Como se aplicam?

Quantos mais elementos de informação conseguirmos aproveitar da entrevista, mais credível será a nossa reflexão. O investigador tenta construir um conhecimento analisando o “discurso”, a disposição e os termos utilizados pelo locutor.
No decorrer de uma entrevista, o investigador, numa das etapas do seu trabalho, vê-se confrontado com os textos produzidos pelo discurso de um certo número de pessoas, todas interrogadas segundo a mesma técnica. Assim podemos enumerar algumas das perguntas que ele é levado a colocar na sua investigação:

- Como colocar cada discurso sob uma forma mais fácil de abordar, de maneira a nele conservar tudo o que é pertinente e nada mais do que isso?
- O que disse cada um a propósito de um ponto particular?
- Que diferenças e semelhanças existem entre os discursos das pessoas interrogadas?

Uma análise de conteúdo não tem sentido se não for orientada para um objectivo. Assim, relativamente à primeira questão obteremos um resumo de cada entrevista para, sob uma forma mais cómoda, podermos comparar várias entrevistas; em relação à segunda questão, trata-se simples e aparentemente, de isolar em cada discurso o que nos interessa; e relativamente à terceira questão, ele pressupõe a sistematização das diferenças e semelhanças e a postulação de hipóteses sobre as condições que originaram discursos diferentes nas entrevistas.

→ Como testar a sua fidelidade, a sua validade?

A metodologia geral da análise de conteúdo responde essencialmente a dois tipos de questões: como codificar? Como assegurar a fiabilidade do procedimento?

Como codificar?

O objectivo da investigação é transformar a informação obtida junto dos participantes em algo que seja interpretável, que tenha significado para o investigador: as chamadas categorias de análise. Berelson, a propósito da escolha das categorias, dizia:”Os estudos…serão produtivos na medida em que as categorias sejam claramente formuladas e bem adaptadas ao problema e ao conteúdo (a analisar)”. Existem diversas categorias usuais de análise como “objecto”, “valores”, métodos”, “tempo” e outros. Um exemplo de um estudo sobre as motivações dos alunos finalistas da escola dentária, foi realizado um tratamento das entrevistas a partir das categorias “valores” e “tipo de comunicação”.

Tratar o material é codifica-lo. A codificação corresponde a uma transformação, efectuada segundo regras precisas, dos dados brutos do texto que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo capaz de esclarecer o analista acerca das características do texto.

Depois de efectuado o trabalho de definição de categorias, é conveniente analisar a entrevista. Par tal, são tomadas em consideração três tipos de unidades: Unidade de registo, Unidade de contexto e Unidade de numeração. A unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões (superiores às da unidade de registo) são boas para que se possa compreender a significação da unidade de registo, como por exemplo, ser a frase para a palavra e o paragrafo para o tema.

No campo da análise das entrevistas as unidades de registo podem ser, por exemplo, as frases e as unidades de contexto correspondentes podem ser, por exemplo, os parágrafos. Quanto à unidade de numeração, esta será aritmética e servirá para contar o número de vezes que se repete a unidade de registo (as frases).

Como assegurar a fiabilidade do procedimento?

Para garantir o rigor e qualidade dos dados recolhidos e das conclusões da investigação, é necessário que esta possua duas características fundamentais: a validade e a fidelidade. São estas que poderão garantir ao investigador que o resultado das observações efectuadas é o mais correcto. “A parte referente à avaliação da tarefa concentra-se em duas características ou qualidades de todas as técnicas de medida, ou seja, a validade e a fidelidade” (Tuckman, 2000, p.561).

A Validade

A validade poderia ser definida como a adequação entre os objectivos e os fins sem distorção dos factos. Refere a qualidade dos resultados da investigação no sentido de os podermos aceitar com “factos indiscutíveis”
Tuckman (2000, p.8) refere dois tipos de validade: validade interna e validade externa. Segundo ele, um estudo tem validade interna quando o “seu resultado está em função do programa ou abordagem a testar” e tem validade externa “se os resultados obtidos forem aplicáveis no terreno a outros programas ou abordagens similares” (p.8). A validade externa está directamente ligada à confiança nos resultados da investigação, a fim de ser possível generalizá-los. “A validade externa tem pouco valor sem um razoável grau de validade interna, dando confiança às nossas conclusões, antes de tentarmos generalizá-las” (p.9).

Num projecto de investigação é necessário procurar o ponto de equilíbrio entre os dois tipos de validade. Assim, o investigador deverá procurar atingir um nível satisfatório de validade interna, para que a investigação possa ser conclusiva. Simultaneamente deverá tentar que ela se mantenha integrada na realidade em estudo, para ser representativa e generalizável, isto é, ter validade externa.

Uma vez construídas as categorias de análise de conteúdo, estas devem ser sujeitas a um teste de validade interna para o investigador se assegurar da sua exaustividade e exclusividade. Pretende-se assim garantir, no primeiro caso, que todas as unidades de registo possam ser colocadas numa das categorias; e, no segundo caso, que uma mesma unidade de registo só possa caber numa categoria.

Existem vários tipos de validade, como validade de conteúdo, validade preditiva, validade comparativa, validade interpretativa e outras. Como exemplo considere um trabalho sobre alcoólicos. Uma bateria de rácios sintácticos permite identificar fases diferentes na vivência do alcoólico. Esses rácios são construídos a partir da selecção frequencial de palavras (verbos, adjectivos, nomes, etc.) Poderia querer medir o vocabulário dos alcoólicos e, neste caso, estaria interessada na validade de conteúdo; poderia igualmente tentar predizer a duração da cura de desintoxicação e seria remetida para a validade preditiva; poderia comparar o vocabulário dos alcoólicos e dos não-alcoólicos e teria uma validade comparativa; poderia querer fazer inferências sobre capacidades mnemónicas dos alcoólicos e teria uma validade interpretativa. Entretanto, o problema da validade atravessa todas as etapas de uma análise de conteúdo e não há questões de validade específicas. Como em qualquer outro procedimento de investigação, também neste o investigador deve assegurar-se e deve assegurar os seus leitores que mediu o que pretendia medir.

A Fidelidade

A fidelidade dos resultados refere o grau de confiança ou exactidão que podemos ter na informação obtida. Os resultados devem ser independentes daqueles que os produzem. A fidelidade do instrumento está ligada ao processo de codificação de que ele dispõe. Assim, os testes de fidelidade serão para testar a fidelidade do codificador e a das categorias de análise. Um conjunto de codificadores, operando sobre um mesmo texto, deve chegar aos mesmos resultados e analisando o mesmo texto em dois momentos diferentes, deve reproduzir a mesma análise. A fidelidade é completa quando a categoria de análise não é ambígua, ou seja, permite classificar sem dificuldade a unidade de registo.

→ Quais são os tipos de análise de conteúdo de que dispomos no quadro de um inquérito?

O investigador necessita de utilizar métodos de análise de conteúdo que implicam a aplicação de processos técnicos relativamente precisos, não se devendo preocupar apenas com aspectos formais, estes servem somente de indicadores de actividade cognitiva do locutor. Hoje em dia a importância da análise de conteúdo na investigação social é cada vez maior, sobretudo devido à forma metódica com que tratam informações e testemunhos que apresentam algum grau de profundidade complexidade.

Ao analisarmos um conjunto de entrevistas, verifica-se que não são homogéneas e assim é necessário fazer delas uma síntese, ou seja, obter do seu conjunto um discurso único. Deveria ser um discurso que tomasse em consideração tanto os traços comuns às diferentes entrevistas como as suas diferenças, organizando-os na medida do possível.

Consideremos o caso mais frequente das análises de conteúdo, em que o método utilizado reduz cada entrevista a um conjunto de preposições. A actuação mais elementar poderá consistir na procura de intersecção desses conjuntos, quer dizer, das proposições comuns a todas as entrevistas. Poderíamos ainda alargar este núcleo procurando pontos comuns para além das preposições, essencialmente as relações entre elas.

Relativamente às diferenças, três abordagens são possíveis. Em primeiro lugar, podemos evitar o problema postulando a homogeneidade do conjunto dos sujeitos, ou de certos subconjuntos definidos segundo critérios exteriores às próprias entrevistas. Em segundo lugar, uma abordagem alternativa consiste em procurar tipos, quer dizer, subconjuntos de indivíduos apresentando traços comuns. Em terceiro, poderemos procurar organizar as diferenças, ou seja, considerar dois ou mais traços diferentes como modalidades distintas de uma mesma variável. Podemos assim dizer que não existe um, mas vários métodos de análise de conteúdo.



A análise de conteúdo é hoje uma das técnicas ou métodos mais comuns na investigação empírica realizada pelas diferentes ciências humanas e sociais. Trata-se de um método de análise textual que se utiliza em questões abertas de questionários e (sempre) no caso de entrevistas. Utiliza-se na análise de dados qualitativos, na investigação histórica, em estudos bibliométricos ou outros em que os dados tomam a forma de texto escrito.

A análise de conteúdo segundo a conhecida definição de Berelson, é “uma técnica de investigação para a descrição objectiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação” (Berelson, 1952). Para que seja objectiva, tal descrição exige uma definição precisa das categorias de análise, de modo a permitir que diferentes pesquisadores possam utilizá-las, obtendo os mesmos resultados; para ser sistemática, é necessário que a totalidade de conteúdo relevante seja analisada com relação a todas as categorias significativas; a quantificação permite obter informações mais precisas e objectivas sobre a frequência da ocorrência das características do conteúdo.

É uma metodologia de análise que pode ser usada em planos quantitativos de tipo survey, para tirar sentido das informações recolhidas em entrevistas ou inquéritos de opinião, como, por exemplo, quando temos em mãos um grande volume de dados textuais dos quais há que extrair sentido (Ghiglione & Matalon, 1997, [1977]).

Este trabalho aborda as análises de conteúdo efectuadas sobre o material de inquérito habitual: as entrevistas. A estrutura deste trabalho está associada a uma possível cronologia das interrogações do investigador:

→ Será que o problema que se me põe é passível de um tratamento revelante com base na análise de conteúdo?
→ Quais são os métodos de análise de conteúdo?
→ Como se aplicam?
→ Como testar a sua fidelidade, a sua validade?
→ Quais são os tipos de análise de conteúdo de que dispomos no quadro de um inquérito?

Veremos agora cada um dos tópicos acima em mais detalhes.

→ Será que o problema que se me põe é passível de um tratamento revelante com base na análise de conteúdo?

O método das entrevistas está sempre relacionado com um método de análise de conteúdo. Os métodos de entrevista são uma aplicação dos processos fundamentais de comunicação que quando são correctamente utilizados permitem ao investigador retirar das suas entrevistas elementos de reflexão muito ricos. Nos métodos de entrevista, contrariamente ao inquérito por questionário, há um contacto directo entre o investigador e os seus interlocutores. Esta troca permite o interlocutor do investigador exprimir as suas ideias, enquanto que o investigador, através das suas perguntas, facilita essa expressão e não deixa fugir dos objectivos de investigação.

No âmbito da análise de histórias de vida, o método de entrevista é extremamente aprofundado e detalhado com muitos poucos interlocutores, o que leva a que as entrevistas sejam divididas em várias sessões. O método de entrevista é especialmente adequado na análise que os actores dão às suas práticas, na análise de problemas específicos e na reconstituição de um processo de acção, de experiências ou acontecimentos do passado. Tem como principais vantagens o grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos, a flexibilidade e a fraca directividade do dispositivo que permite recolher testemunhos dos interlocutores. Quanto a desvantagens, a questão de flexibilidade também pode vir ao de cima. Isto porque o entrevistador tem que saber jogar com este factor, de forma a estar à vontade, mas também de forma a não intimidar o interlocutor, o que poderia ocorrer caso por exemplo a linguagem ou a postura do entrevistador fossem de tal forma flexíveis. Outra desvantagem comparativamente ao método de inquérito por questionário é o facto de os elementos recolhidos não se apresentarem imediatamente sob uma forma de análise particular.

→ Quais são os métodos de análise de conteúdo?

Os métodos de AC foram propostos por Henry e Moscovici (1968), na qual distinguiam procedimentos fechados e procedimentos abertos ou exploratórios.

Os procedimentos fechados são aqueles que fazem intervir “categorias pré definidas” anteriormente à análise propriamente dita. A análise está associada a um quadro empírico ou teórico que se sustém e do qual se formulam as questões da entrevista. Depois comparam-se os textos produzidos à luz do quadro fixado para se chegar a uma particularização.

Os procedimentos abertos ou exploratórios são aqueles que não fazem intervir “categorias pré definidas”, tendo por isso um carácter puramente exploratório.”… os resultados são devidos unicamente à metodologia de análise, estando isenta de qualquer referência a um quadro teórico pré-estabelecido” (Ghiglione & Matalon, 1997, [1977]:210). Devemos começar por colocar em evidência as propriedades dos textos produzidos na entrevista, definir as diferenças e as semelhanças e eventualmente as transformações que, devem ser interpretadas de forma a permitir uma caracterização dos comportamentos observados.

→ Como se aplicam?

Quantos mais elementos de informação conseguirmos aproveitar da entrevista, mais credível será a nossa reflexão. O investigador tenta construir um conhecimento analisando o “discurso”, a disposição e os termos utilizados pelo locutor.
No decorrer de uma entrevista, o investigador, numa das etapas do seu trabalho, vê-se confrontado com os textos produzidos pelo discurso de um certo número de pessoas, todas interrogadas segundo a mesma técnica. Assim podemos enumerar algumas das perguntas que ele é levado a colocar na sua investigação:

- Como colocar cada discurso sob uma forma mais fácil de abordar, de maneira a nele conservar tudo o que é pertinente e nada mais do que isso?
- O que disse cada um a propósito de um ponto particular?
- Que diferenças e semelhanças existem entre os discursos das pessoas interrogadas?

Uma análise de conteúdo não tem sentido se não for orientada para um objectivo. Assim, relativamente à primeira questão obteremos um resumo de cada entrevista para, sob uma forma mais cómoda, podermos comparar várias entrevistas; em relação à segunda questão, trata-se simples e aparentemente, de isolar em cada discurso o que nos interessa; e relativamente à terceira questão, ele pressupõe a sistematização das diferenças e semelhanças e a postulação de hipóteses sobre as condições que originaram discursos diferentes nas entrevistas.

→ Como testar a sua fidelidade, a sua validade?

A metodologia geral da análise de conteúdo responde essencialmente a dois tipos de questões: como codificar? Como assegurar a fiabilidade do procedimento?

Como codificar?

O objectivo da investigação é transformar a informação obtida junto dos participantes em algo que seja interpretável, que tenha significado para o investigador: as chamadas categorias de análise. Berelson, a propósito da escolha das categorias, dizia:”Os estudos…serão produtivos na medida em que as categorias sejam claramente formuladas e bem adaptadas ao problema e ao conteúdo (a analisar)”. Existem diversas categorias usuais de análise como “objecto”, “valores”, métodos”, “tempo” e outros. Um exemplo de um estudo sobre as motivações dos alunos finalistas da escola dentária, foi realizado um tratamento das entrevistas a partir das categorias “valores” e “tipo de comunicação”.

Tratar o material é codifica-lo. A codificação corresponde a uma transformação, efectuada segundo regras precisas, dos dados brutos do texto que, por recorte, agregação e enumeração, permite atingir uma representação do conteúdo capaz de esclarecer o analista acerca das características do texto.

Depois de efectuado o trabalho de definição de categorias, é conveniente analisar a entrevista. Par tal, são tomadas em consideração três tipos de unidades: Unidade de registo, Unidade de contexto e Unidade de numeração. A unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões (superiores às da unidade de registo) são boas para que se possa compreender a significação da unidade de registo, como por exemplo, ser a frase para a palavra e o paragrafo para o tema.

No campo da análise das entrevistas as unidades de registo podem ser, por exemplo, as frases e as unidades de contexto correspondentes podem ser, por exemplo, os parágrafos. Quanto à unidade de numeração, esta será aritmética e servirá para contar o número de vezes que se repete a unidade de registo (as frases).

Como assegurar a fiabilidade do procedimento?

Para garantir o rigor e qualidade dos dados recolhidos e das conclusões da investigação, é necessário que esta possua duas características fundamentais: a validade e a fidelidade. São estas que poderão garantir ao investigador que o resultado das observações efectuadas é o mais correcto. “A parte referente à avaliação da tarefa concentra-se em duas características ou qualidades de todas as técnicas de medida, ou seja, a validade e a fidelidade” (Tuckman, 2000, p.561).

A Validade

A validade poderia ser definida como a adequação entre os objectivos e os fins sem distorção dos factos. Refere a qualidade dos resultados da investigação no sentido de os podermos aceitar com “factos indiscutíveis”
Tuckman (2000, p.8) refere dois tipos de validade: validade interna e validade externa. Segundo ele, um estudo tem validade interna quando o “seu resultado está em função do programa ou abordagem a testar” e tem validade externa “se os resultados obtidos forem aplicáveis no terreno a outros programas ou abordagens similares” (p.8). A validade externa está directamente ligada à confiança nos resultados da investigação, a fim de ser possível generalizá-los. “A validade externa tem pouco valor sem um razoável grau de validade interna, dando confiança às nossas conclusões, antes de tentarmos generalizá-las” (p.9).

Num projecto de investigação é necessário procurar o ponto de equilíbrio entre os dois tipos de validade. Assim, o investigador deverá procurar atingir um nível satisfatório de validade interna, para que a investigação possa ser conclusiva. Simultaneamente deverá tentar que ela se mantenha integrada na realidade em estudo, para ser representativa e generalizável, isto é, ter validade externa.

Uma vez construídas as categorias de análise de conteúdo, estas devem ser sujeitas a um teste de validade interna para o investigador se assegurar da sua exaustividade e exclusividade. Pretende-se assim garantir, no primeiro caso, que todas as unidades de registo possam ser colocadas numa das categorias; e, no segundo caso, que uma mesma unidade de registo só possa caber numa categoria.

Existem vários tipos de validade, como validade de conteúdo, validade preditiva, validade comparativa, validade interpretativa e outras. Como exemplo considere um trabalho sobre alcoólicos. Uma bateria de rácios sintácticos permite identificar fases diferentes na vivência do alcoólico. Esses rácios são construídos a partir da selecção frequencial de palavras (verbos, adjectivos, nomes, etc.) Poderia querer medir o vocabulário dos alcoólicos e, neste caso, estaria interessada na validade de conteúdo; poderia igualmente tentar predizer a duração da cura de desintoxicação e seria remetida para a validade preditiva; poderia comparar o vocabulário dos alcoólicos e dos não-alcoólicos e teria uma validade comparativa; poderia querer fazer inferências sobre capacidades mnemónicas dos alcoólicos e teria uma validade interpretativa. Entretanto, o problema da validade atravessa todas as etapas de uma análise de conteúdo e não há questões de validade específicas. Como em qualquer outro procedimento de investigação, também neste o investigador deve assegurar-se e deve assegurar os seus leitores que mediu o que pretendia medir.

A Fidelidade

A fidelidade dos resultados refere o grau de confiança ou exactidão que podemos ter na informação obtida. Os resultados devem ser independentes daqueles que os produzem. A fidelidade do instrumento está ligada ao processo de codificação de que ele dispõe. Assim, os testes de fidelidade serão para testar a fidelidade do codificador e a das categorias de análise. Um conjunto de codificadores, operando sobre um mesmo texto, deve chegar aos mesmos resultados e analisando o mesmo texto em dois momentos diferentes, deve reproduzir a mesma análise. A fidelidade é completa quando a categoria de análise não é ambígua, ou seja, permite classificar sem dificuldade a unidade de registo.

→ Quais são os tipos de análise de conteúdo de que dispomos no quadro de um inquérito?

O investigador necessita de utilizar métodos de análise de conteúdo que implicam a aplicação de processos técnicos relativamente precisos, não se devendo preocupar apenas com aspectos formais, estes servem somente de indicadores de actividade cognitiva do locutor. Hoje em dia a importância da análise de conteúdo na investigação social é cada vez maior, sobretudo devido à forma metódica com que tratam informações e testemunhos que apresentam algum grau de profundidade complexidade.

Ao analisarmos um conjunto de entrevistas, verifica-se que não são homogéneas e assim é necessário fazer delas uma síntese, ou seja, obter do seu conjunto um discurso único. Deveria ser um discurso que tomasse em consideração tanto os traços comuns às diferentes entrevistas como as suas diferenças, organizando-os na medida do possível.

Consideremos o caso mais frequente das análises de conteúdo, em que o método utilizado reduz cada entrevista a um conjunto de preposições. A actuação mais elementar poderá consistir na procura de intersecção desses conjuntos, quer dizer, das proposições comuns a todas as entrevistas. Poderíamos ainda alargar este núcleo procurando pontos comuns para além das preposições, essencialmente as relações entre elas.

Relativamente às diferenças, três abordagens são possíveis. Em primeiro lugar, podemos evitar o problema postulando a homogeneidade do conjunto dos sujeitos, ou de certos subconjuntos definidos segundo critérios exteriores às próprias entrevistas. Em segundo lugar, uma abordagem alternativa consiste em procurar tipos, quer dizer, subconjuntos de indivíduos apresentando traços comuns. Em terceiro, poderemos procurar organizar as diferenças, ou seja, considerar dois ou mais traços diferentes como modalidades distintas de uma mesma variável. Podemos assim dizer que não existe um, mas vários métodos de análise de conteúdo.

Voltar ao Índice Survey