segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Linha do Tempo

Em 1917 foi criado, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, o Curso de Medicina Pública que desdobrou-se ao longo do tempo em vários outros cursos de especialização, destacando-se o de Higiene e Saúde Pública, institucionalizado em 1925 com a reforma do ensino superior. Para que os interessados pudessem matricular-se nesse curso, era necessário o certificado de aprovação no Curso de Aplicação, ministrado pelo Instituto Oswaldo Cruz.

Em 1941, o curso de Higiene e Saúde Pública, sob denominação de Curso de Saúde Pública, foi anexado ao IOC, na época subordinado ao Departamento Nacional de Saúde (DNS). A partir de então ficava dispensada a exigência de conclusão prévia do Curso de Aplicação do IOC, já que foram acrescentadas ao novo curso disciplinas como parasitologia, bacteriologia e imunologia.

No ano seguinte foram criados os cursos do Departamento Nacional da Criança e do DNS, destinando-se o primeiro à formação de médicos puericultores e o segundo à formação de médicos sanitaristas, ao qual foi incorporado o Curso de Saúde Pública.

A lei nº 3750, de 11/04/1960, transforma o Serviço Especial de Saúde Pública em Fundação.
Em junho, o Ministério da Saúde, por intermédio da ENSP, firmou com a Secretaria Geral de Saúde Pública do Estado da Guanabara (ou Secretaria Geral de Saúde e Assistência do Estado da Guanabara) e a Fundação Serviço de Saúde Pública - SESP, um convênio para cooperação no ensino profissional e de saúde pública na área rural. De conformidade com este ato, o Estado da Guanabara transferiu à administração direta da ENSP o Posto Samuel Libânio, até então subposto do Hospital Carlos Chagas, localizado em Vargem Grande, Jacarepaguá com a finalidade de ser utilizado no treinamento de alunos dos cursos ministrados pela Escola visando, principalmente, às atividades sanitárias de natureza rural.
Em maio são iniciadas as obras da sede da Escola, com o aproveitamento do "esqueleto" de um edifício abandonado, em uma área de 14 mil m2, situada em Manguinhos.
Inauguração da nova sede da ENSP no campus Manguinhos, em 23 de março.
A ENSP e outros estabelecimentos passaram a integrar a Fundação Ensino Especializado em Saúde Pública (Fensp), criada com a finalidade de ministrar ensino especializado em saúde pública através de cursos de pós-graduação, para pessoal de nível técnico-científico e de cursos de preparação de pessoal auxiliar-médico, além de realizar estudos e pesquisas de interesse para o aperfeiçoamento técnico e científico do pessoal de saúde pública.
A ENSP Inicia três cursos de Mestrado em Saúde Pública dentro de um regime especial e com currículos próprios.
Realiza-se na ENSP a IV Conferência Internacional de Saúde.
Criação da Unidade de Treinamento Germano Sinval Faria, atual Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria.
A Fensp passou a denominar-se Fundação Recursos Humanos para a Saúde, tendo por finalidade a avaliação dos quantitativos e da qualificação do pessoal de que poderia dispor o Sistema Brasileiro de Proteção e Recuperação da Saúde, assim como a promoção de medidas para a formação e o aperfeiçoamento de pessoal.
A Fundação Recursos Humanos para a Saúde transformou-se em Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esta passou a integrar sete institutos, entre eles o Instituto Presidente Castelo Branco, nova denominação da Escola Nacional de Saúde Pública, que permaneceu com as mesmas atribuições.
Portaria n.º 263 de 08 de setembro de 1970 aprovou o Regimento Interno do Instituto Presidente Castelo Branco.
Portaria n.º 374 de 31 de dezembro de 1970 aprovou o Regulamento de Ensino do Instituto Presidente Castelo Branco da Fundação Instituto Oswaldo Cruz.
Cassação dos direitos políticos e aposentadoria de dez renomados cientistas da Fiocruz pela ditadura militar. O grupo se opunha às diretrizes governamentais de restringir a atuação do órgão à produção de vacinas, esvaziando as outras áreas, sobretudo a de pesquisa, e defendiam a criação de um Ministério da Ciência para abrigar essas áreas. O episódio passou a ser conhecido como "Massacre de Manguinhos".
1974- Firmado em 13 de novembro convênio entre o Instituto de Nutrição do Centro de Ciências da Saúde, da UFRJ, e o IPCB , da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, para instalação e funcionamento de um centro de educação e recuperação nutricional na Unidade de Treinamento Germano Sinval Faria do Instituto Presidente Castello Branco.
1975- Inicia o processo de descentralização dos seus cursos de saúde pública, implantando os dois primeiros em Belém e Porto Alegre, em parceria com as Secretarias de Saúde locais.
Em julho, começa no Rio de Janeiro, o I Curso Básico de Saúde Pública, considerado como primeira etapa do processo de formação do sanitarista.
A Escola propõe a hierarquização dos cursos de preparação de profissionais de saúde pública, em níveis de aperfeiçoamento, especialização e pós-graduação stricto sensu, através de cursos Básico, de Especialização e de Mestrado em Saúde Pública, obedecendo-se a um esquema modular, a um sistema de créditos e uma progressiva seletividade.
1976- A ENSP volta a denominar-se Escola Nacional de Saúde Pública.
Inicia os Programas de Estudos Socio-econômicos em Saúde (PESES) e de Estudos e Pesquisas Populacionais e Epidemiológicos (PEPPE), no esforço de renovação de Manguinhos, propiciado pelo I PBDCT/Finep, que inaugura a fase contemporânea da pesquisa e da pós-graduação na ENSP.
Criado na ENSP o Curso Avançado em Epidemiologia.
1977- A Comissão de Pós-Graduação da Fundação Oswaldo Cruz aprovou a criação, na ENSP, do Curso de Mestrado em Saúde Pública (já dentro das normas estabelecidas pela Lei 5540/68) a ser iniciado no mesmo ano.
Criado o Treinamento Avançado em Serviço - TAS como um modelo identificado com a Residência, apoiado pelo INAMPS. Extinto em 1980.
Realizado o Seminário de Avaliação dos Cursos Básicos Regionalizados de Saúde Pública no exercício de 1976.
1978- É criado o Centro de Estudos da ENSP.
 Grupo de docentes da ENSP, Fiocruz e Faculdade de Saúde Pública da USP, constituído por sugestão do Ministério da Saúde, analisa o currículo dos cursos de saúde pública, ministrados por ambas as escolas, em face à criação de carreiras específicas para profissionais de saúde nos quadros funcionais da União de alguns Estados da federação.
Proposta de curso para treinamento das equipes do PLUS (Plano de Localização de Unidades de Serviço) no âmbito do Sistema Nacional de Saúde.
    1979- Implantada a Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela ENSP.

    1980- Em julho a ENSP participa, em Washington, do "Taller del Programa Ampliado de Imunizações (PAI) para Escuelas de Saúde Pública", patrocinado pelo PAI-OPS, onde foram discutidos sua metologia e conteúdo, aprovando-se a inclusão do material nos currículos dos Cursos de Saúde Pública.
O curso de formação geral passou a ser denominado Curso de Especialização em Saúde Pública, e as especializações se mantiveram como Cursos de Preparação para suas áreas correspondentes com títulos definidos.
Criado um grupo de trabalho com docentes da ENSP, que junto a Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde (SNABS), do Ministério da Saúde, organizou o primeiro curso prático do PAI, contando com participação de técnicos em Vigilância Epidemiológica e Imunização das Secretarias Estaduais de Saúde e professores de Epidemiologia dos cursos de Saúde Pública.
Foi aberto o Doutorado em Saúde Pública na ENSP.
1982- Criada a Associação de Docentes da Fundação Oswaldo Cruz - ADFOC, homenageando os cientistas do "Massacre de Manguinhos".
1984- Implantação do Programa RADIS - Reunião, Análise e Difusão de Informação em Saúde.
O Ministério da Saúde, com apoio da OPAS, elabora o Protocolo de Aferição da Mortalidade e Morbidade por Sarampo no Brasil. Participam dos trabalhos ENSP/Fiocruz, MS/DNE/SNABS, FSESP e Secretarias de Saúde de MG, SP e RS.
1984- É criado o Programa de Educação Continuada (PEC/ENSP) voltado para a produção de material impresso destinado a apoiar o desenvolvimento dos trabalhos dos profissionais da área de saúde pública em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
1985- Inicia a publicação dos Cadernos de Saúde Pública, o periódico científico da ENSP.
Ato da Presidência n.º 009/85-PR de 08 de março, aprova o Regimento Interno da Escola Nacional de Saúde Pública (Código: DJ1985.03.08).
No contexto da redemocratização tem seu primeiro diretor eleito pela comunidade, Frederico Barbosa.





ARTIGOS LIDOS: DICAS J.ROBSON



[PDF] On the epistemic status of borderline cases

Z Vecsey - Principia: an international journal of epistemology, 2012
... In the possibilist approach at hand, we are not con- ceptually or a priori prevented from making
knowable statements about border- line cases.5 Quite the contrary, there ... Neste artigo, sustento
que a explicação epistemicista da vagueza não pode estar inteiramente correta. ...


[PDF] CARTAS DO LEITOR NA REVISTA CLAUDIA: MUDANÇAS DISCURSIVAS

 E SOCIAIS SOB O VIÉS DA ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO

GMGS Meira
... Década de 90 Infidelidade “Parabéns pelo artigo “Reatando laços partidos”. Distribuí cópias
entre meus colegas, não por achar que fosse o caso deles, mas por acreditar que a informação
seria útil. ... São Paulo: Parábola, 2010. BORDIEU, P. A dominação masculina. ...

[DOC] A avaliação entre a lógica classificatória ea lógica emancipatória: concepções concorrentes no cenário educacional atual

ILP de Medeiros
... O presente artigo apresenta uma análise sobre o modelo seletivo e classificatório de avaliação
escolar, enquanto vertente que se constituiu ... da década de 1960, com a emergência das teorias
da reprodução e dos estudos, por muitos pesquisadores (Bordieu; Passeron, 1975 ...

[PDF] AS CAUSAS DO DESINTERESSE E BAIXO RENDIMENTO DE 70% DOS

 ALUNOS DO ENSINO MÉDIO REGULAR NOTURNO DO COLÉGIO ESTADUAL

PM PINTO
... saber vai norteando o currículo.” Sabe-se que a LDB, em seu artigo 13, inciso III, deixa claro
que compete aos docentes “zelar pela aprendizagem dos seus alunos”. ... 1- Motivação3 Segundo
Bordieu, 1996: “Assim, o que na teoria de Parsons é apresentado ...

Bons Artigos!!! Sugestão: J.Robson e Daniele


História das instituições de ensino dos últimos 20 anos ]

[PDF] Historia da educação em Minas Gerais”: 10 anos de histórias de pesquisa e ensino

CG Veiga - Revista Educação em Perspectiva, 2012
... 26 - 13 - - 29 12 - 87 7. Instituições educacionais e/ou científicas 9 44 20 32 28 133 Page 12.
Educação em Perspectiva, Viçosa, v. 3, n. 1, p. 9-31, jan./jun. 2012 20 8. Pesquisas sobre o ensino
da história da educação 8. Ensino de História da educação 1 - - 2 - 1 - - - ...

[PDF] OS EGRESSOS NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO

MS da Costa Coelho, NCM de Oliveira - Revista Científica e-curriculum ISSN 1809- …, 2012
... prática pedagógica destes licenciados pelas instituições contratantes ou pela comunidade ... ensino,
avaliação da aprendizagem utilizada, assim como a relevância e compromisso social ... Pedagogia,
37 do curso de Letras e Artes, 07 de História, 06 de Matemática e 07 de ...

[PDF] Práticas inclusivas na rede de atenção à saúde mental: entre dificuldades e facilidades

EB Azevedo, MO Ferreira Filha - Ciência & Saúde, 2012
... de Campina Grande terão um grande desafio: tornar-se uma escola inclusiva, e desta forma,
oferecer um ensino de qualidade ... interesse, estão incutindo mais essa questão e de certa forma
aderindo, [... a essa luta e até a história do não ... “[... o apoio das instituições, quando a ...

[PDF] Formação inicial de professores eo curso de Pedagogia: reflexões sobre a formação matemática

MB Almeida, MG Lima - Ciência & Educação, 2012
... Essas duas modalidades não se farão por opção das instituições de ensino por uma ou ... uma
compreensão profunda da matemática, da sua natureza e da sua história, do papel ... aprendizado
do saber matemático trabalhado ao longo dos últimos anos do Ensino Fundamental e ...

[PDF] A formação do professor universitário no percurso de pós-graduação em química

AL Quadros, DC Silva, FC Silva, FP Andrade… - Ciência & Educação, 2012
... A história da educação brasileira nos mostra que o exercício docente era visto como vocação,
exigindo que o interessado detivesse um pouco mais de conhecimen- to para se transformar
em um ... Os concursos para as instituições federais de ensino avaliam também a ...

[PDF] Feminismo e as identidades no cerne dos princípios de pesquisa

JP Pinto, SC Badan - Calidoscópio, 2012
... a crítica feminista de dentro dos países do Norte e uma crítica do “exterior” da modernidade,
da história dos países ... 2002) faz o mesmo quando discute a tradução feminista: “Através deste
descompasso em relação às instituições, a escrita ... Língua, literatura e ensino, 3:107-116. ...

[PDF] Sexualidade nas NEE–Trissomia 21: perspetivas dos docentes do Ensino Regular do 1. º, 2. º e 3. º Ciclo

JR Franco - 2012
... demonstrada ao longo dos últimos meses e pelas suas palavras de encorajamento ... Joana
Rodrigues Franco Sexualidade nas NEE – Trissomia 21: Perspetivas dos docentes do ensino
regular do ... Trissomia 21 atender aos aspetos da anamnese, à sua história de saúde, ao seu ...

[PDF] A investigação em tecnologia educativa entre 2000 e 2010 em Portugal

A Martins - 2012
... Ao longo da história da Humanidade verificaram-se grandes transformações ... da formação
pós-secundária, incluindo Cursos de Especialização Tecnológica, envolvendo as instituições
de ensino ... População com o ensino secundário (em % do grupo etário 20-24 anos) 65 ...

[HTML] Evaluation of the pedagogical training process of preceptors of medical internship

JCM Jesus, VMB Ribeiro - Revista Brasileira de Educação Médica, 2012
... a residência médica ou como médico em exercício na instituição, participação em ... interpretar,
compreender e confrontar a realidade, coautora de sua história, capaz de ... produzidas no curso
possibilitaram compreender a complexidade do processo ensino-aprendizagem e do ...

[PDF] ENGENHARIA DE RELAÇÕES

FR de Almeida - 2012
... anteriores e elaboramos uma proposta de disciplina baseada nas melhores práticas de
ementas de outras instituições de ensino superior verificadas pelas três esferas de ... engenharia
na Escola Politécnica da Universidade e nos últimos quatro anos ...

sábado, 1 de setembro de 2012

O ENFOQUE HISTÓRICO-FILOSÓFICO DA CIÊNCIA NO ENSINO E NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE FÍSICA: ESTUDO DE CASO COM LICENCIANDOS EM SITUAÇÃO DE ESTÁGIO DE DOCÊNCIA


RESUMO
Esta pesquisa tem por  objetivo analisar no processo de formação inicial de 
licenciandos em  Física, de uma universidade pública, o desenvolvimento da 
História e  Filosofia da Ciência e o que dizem  esses licenciandos sobre a 
utilização desse enfoque em situações de estágio de regência. Para isso, 
acompanhamos um grupo de licenciandos de uma universidade pública 
durante o ano de 2010, nas atividades desenvolvidas na disciplina de Prática 
de Ensino e Estágio Supervisionado em Física, buscando elementos de HFC 
na formação inicial desses licenciandos, bem como conhecendo a noção de 
enfoque histórico-filosófico apresentada pelos mesmos. Ainda, procuramos 
levantar os fatores que influenciam no planejamento e execução das atividades 
didáticas propostas pelos sujeitos da pesquisa para utilização desse enfoque. 
Desta forma, esta investigação compreende um estudo de caso com três 
licenciandos no qual utilizamos diferentes fontes para a constituição dos dados: 
questionário, entrevista, observação e análise de documentos.  Nossa 
fundamentação teórica baseia-se em autores que discutem a inserção da HFC 
no  Ensino de Ciências no intuito de construir com os estudantes do Ensino 
Médio uma visão mais adequada de Ciência, entendendo-a como uma 
construção humana e desenvolvida num contexto histórico-social. Também, 
abordamos autores que refletem sobre a formação docente numa perspectiva 
que busca entender os conhecimentos necessários ao professor e defendem 
uma postura diferenciada do docente em relação à sua prática como um 
profissional crítico e reflexivo. Para analisar parte de nossos dados, utilizamos 
alguns elementos da Análise de Discurso advindos de uma orientação teórica 
francesa que busca unir o lingüístico e o sócio-histórico. A partir dos resultados, 
concluímos que, apesar de existir, por parte dos licenciandos, uma noção do 
enfoque histórico-filosófico na educação em Ciências e de seus objetivos, não 
há uma concepção bem fundamentada de como atuar efetivamente segundo 
esse enfoque em sala de aula. E é notável uma diferença entre o pensamento 
dos licenciandos baseada possivelmente na existência de uma formação 
anterior em uma das  situações especificamente.  Por último, é possível 
perceber um distanciamento entre o discurso dos licenciandos em relação ao 
Resumoii
enfoque histórico-filosófico da ciência e sua prática em sala de aula e suas
percepções do enfoque dentro da Licenciatura em Física. 

Palavras-chave: Enfoque histórico-filosófico da ciência, Formação de 
Professores, Ensino de Física.


ABSTRACT

This research  aim to analyze the process of pré-service Physics teacher 
education, of a public University, the development of History and Science 
philosophy and what appears in these undergraduates’ discourse on the use of 
this approach in teaching internship. For that, we followed a group of 
undergraduates in a public university during the year 2010, in the activities 
developed during the interns hip in Physics Education, seeking HPS elements 
in the initial education of these undergraduates, as well as knowing the notion of 
historical-philosophical approach presented by them. We also looked to factors 
that influence planning and accomplishment of activities proposed by the 
research subjects for the utilization of this approach. This investigation includes 
a case study with three pré-service teachers in wich we used different sources 
for  data constitution such as: survey, interview, observation and document
analisys. The theoretical background is based in authors that discuss insertion 
of HPS in the Science teaching with the interest of build a more adequate vision 
of Science, understanding it as a human construction and developed in a socihistorical context. We  also looked to authors that discuss on the instructor 
education in a perspective that seeks to understand the knowledge needed to 
the teacher and the ones that defend a distinguished stance of the instructor in 
relation to his practice as a critical and reflexive professional. To analyze part of 
our data, we used some elements of the Discourse Analysis from a french 
orientation that seeks to combine the linguistic and the socio-historical. From 
these results, we concluded that, despite of existing, by the undergraduates, a 
notion of the historical-philosophical approach in Science education and of it’s
goals, there is not a well founded conception of how to act effectively acording 
this approach in the classroom. Ther is very distinct between undergraduate’s 
thoughts based on the existence of a previous education, specially with of the
pré-service. At last, it is possible realize a detachment between the pré-services 
discourse in relation to the historical-philosophical approach of Science; their
practices in  the  classroom, and their perceptions of the approach in the 
undergraduation program of Physics Education.

Keywords: Historical-Philosophical approach of Science, Teacher Education, 
Physics Teaching.

Aviso de redirecionamento

Aviso de redirecionamento


RESUMO 

Este trabalho trata da implantação da primeira política pública de proteção à 
maternidade e à infância no Brasil, através da criação do Departamento Nacional 
da Criança durante o Estado Novo, período governado por Getúlio Vargas. Assim 
como a repercussão desta no Estado do Paraná mediante o Departamento 
Estadual da Criança. A partir da implantação destes órgãos, procurou-se 
compreender a recepção destas políticas públicas nas municipalidades, tomando 
como ponto de partida a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná. Para tal, 
observaram-se, além da documentação produzida pelas instâncias políticas, que 
tratam das formulações dos departamentos sob foco,  as entrevistas realizadas 
com pessoas que tiveram suas experiências de vida marcadas por questões 
relacionadas a essa política pública. 

Palavras-chave: Políticas públicas – gênero – maternidade – memória. 

ABSTRACT 

This work deals with the establishment of the first public policy of protection of 
motherhood and childhood in Brazil, through the creation of the National Children's 
Department during the Brazilian historical period, ruled by Getúlio Vargas, called 
Estado Novo (1937 to 1945). It also deals with the  impact of it in the State of 
Paraná by the Child State Department. After the implementation of these organs, 
we sought to understand the reception of these public policies in the 
municipalities, taking as its starting point the city of Guarapuava, county of Paraná. 
To this end, there were observed, besides the documentation produced by the 
political bodies that deal with the formulations of the departments under focus, 
interviews with people who have had their life experiences marked by issues 
related to this policy. 

Keywords: Public policy - gender - Maternity - memory. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

maroon 5 - moves like jagger ft Christina Aguilera Official music video

B O B feat Bruno Mars Nothin On You (tradução / legendado)PT

Nothing on you - B.O.B Feat Bruno Mars (Ao Vivo Legendado PT-BR, MTV)

Just The Way You Are-Bruno Mars Official Video (Legendado)

Bruno Mars It Will Rain - Legendado

Bruno Mars - The Lazy Song [Official Video]

Justin Bieber - As Long As You Love Me ft. Big Sean

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Folha de S.Paulo - Educação - Investimento deve ser em treinamento, diz professora americana - 28/08/2012

Folha de S.Paulo - Educação - Investimento deve ser em treinamento, diz professora americana - 28/08/2012


Investimento deve ser em treinamento, diz professora americana

MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA

A proposta do MEC (Ministério da Educação) de agrupar as 13 matérias do ensino médio em quatro áreas pode ser válida, mas demanda apoio e reciclagem de professores.
A opinião é da professora norte-americana Deborah Stipek, ex-reitora da Escola de Educação de Stanford.
"No mundo real, humanidades e ciências são interconectadas. Um currículo integrado permite a professores organizar o ensino em torno de debates grandes e significativos, o que pode ser mais motivador para estudantes."
O tema da motivação é uma das especialidades de Stipek, que escreveu, entre outros estudos acadêmicos, o livro "Motivation to Learn: Integrating Theory and Practice" ("Motivação para Aprender: Integrando Teoria e Prática", ed. Allyn and Bacon).
"Alunos perdem motivação na escola porque não são mais donos de suas próprias atividades como quando pequenos -fazem agora o que mandam", diz ela.
"Muitas tarefas são frustrantes ou enfadonhas. Em escolas que têm ensino mais individualizado e enfatizam a aprendizagem pessoal, tende a não diminuir tanto."
Outro objeto de estudos de Stipek é a faixa pré-escolar.
A criança deve ir para a escola o quanto antes?
"Crianças de um e dois anos de idade não vão à pré-escola nos Estados Unidos. A evidência de benefícios no longo prazo é muito forte para o início de alguma escolarização aos quatro anos. Aos três, é mais fraca", afirma.
A seguir trechos da entrevista da ex-reitora que participa hoje do 1º Seminário Internacional do Centro Lemann para o Empreendedorismo e a Inovação na Educação Brasileira, em São Paulo.
*
FUSÃO DE MATÉRIAS
É difícil julgar o projeto [do MEC] sem conhecer os detalhes. Há um valor razoável em um ensino mais integrado. A eficácia de uma mudança como essa dependerá do apoio que professores terão.
Vão necessitar de oportunidades para ensinar em equipes e vão precisar de novo treinamento.
EXEMPLOS NO MUNDO
Esse modelo foi experimentado nos EUA. Por exemplo, alguns estudantes têm o que chamado "horário em bloco", como humanidades (principalmente história e literatura) durante uma metade do dia, e matemática e ciências, na outra metade. Em geral, química, biologia e física são ensinados em anos diferentes, mas muitos estudantes têm um ano de curso de ciências integrado.
Se os professores não conhecem um tópico que deveriam ensinar (por exemplo, o de química dar biologia e física no ensino integrado), o melhor é ter um professor "equipe". Nesse caso, três professores de ciências planejam lições juntos. Um pode dar a parte que é mais de química, por exemplo.
É importante não pedir a um professor ensinar o que não sabe.
Quando qualquer mudança é feita na organização do ensino, professores têm de ser treinados de novo. Eles precisam de desenvolvimento profissional, o que inclui apoio e orientação.
Quando colocar na escola?
Temos muito mais evidência de benefícios no longo prazo para quatro anos de idade do que para três anos. O que se encontrou é que começar um ano antes, aos três, pouco acrescenta.
Crianças com um ou dois anos não vão à escola nos EUA. Se eles estiverem em um tipo de "home care fora de casa", é para que os pais possam trabalhar.
PERDA DE MOTIVAÇÃO
Quando pequenas, as crianças são donas de seu próprio aprendizado. Elas escolhem atividades que lhes interessam e, se têm dificuldades, podem mudar sem problemas. Na fase escolar, as tarefas são muitas vezes difíceis (e, por isso, frustrantes) ou muito fáceis (e, então, enfadonhas). As crianças passam a ser avaliadas.
E algumas crianças sentem não só frustração, mas fracasso. Isso faz o entusiasmo por aprender diminuir. Mas tenho visto escolas que enfatizam aprendizado pessoal e avaliam de forma que todas as crianças experimentem sucesso independentemente de nível em relação aos colegas.
TECNOLOGIA PARA PEQUENOS
Crianças pequenas aprendem com os sentidos e pelo envolvimento em atividades. Uma boa parte do tempo delas deveria ser gasto interagindo com pessoas e objetos. Mas tecnologia pode ser incluída em um programa educacional por breves períodos de tempo. Professores que a usam precisam ter clareza quanto ao seu objetivo pedagógico (em vez de apenas manter crianças ocupadas).
DESTINO DE VERBA PÚBLICA
Se tivesse de escolher entre alocar verba pública para treinamento de professores e investimento em tecnologia nas escolas, colocaria mais recursos no desenvolvimento profissional dos docentes. A evidência de pesquisa é muito clara: a qualidade do ensino é o fator mais importante no desenvolvimento de crianças. Tecnologia pode ser um instrumento importante, mas como professores a usam é mais importante do que a própria tecnologia.
ROTINA NA ESCOLA
Ficar sentado muito tempo preenchendo apostilas e folhas não é apropriado e é uma boa forma de desviar crianças da escola.
Professores eficientes criam oportunidades de aprendizado em atividades do brincar, como aprender medidas ao fazer biscoitos e a contar enquanto encenam histórias.
Bons professores criam atividades de aprendizado que estimulam o interesse das crianças e são percebidas como brincadeiras, mas têm objetivos claros.

domingo, 26 de agosto de 2012

Estudar "ainda" faz a diferença! ~ RPManaus

Estudar "ainda" faz a diferença! ~ RPManaus


Estudar "ainda" faz a diferença!

Extraído da Revista- CREA- Amazonas


Este texto visa fornecer a importância dos estudos. Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresentou informações sobre o sexo e nível de escolaridade das pessoas assalariadas. Segundo o IBGE, trabalhadores com nível superior recebem salário 225,0% maior do que aqueles que não concluíram uma faculdade. Os dados são referentes ao ano de 2009 e foram divulgados em maio deste ano. A pesquisa só comprova o que os milhões de brasileiros já descobriram: Ter diploma gera um grande impacto na carreira profissional.

Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos- ABRH/AM, os profissionais de nível superior, técnicos e tecnólogos das áreas de engenharia, arquitetura, agronomia, geologia, comunicação social e meteorologia e estão com o mercado aquecido, mas o País tem um saldo negativo em relação à especialistas para essa áreas: '' O problema maior é a pouca disponibilidade de profissionais para o mercado que as Universidades e Faculdades entregam por ano. Existe um déficit enorme entre a oferta e a demanda". Vale ressaltar, que segundo a Confederação Nacional da Indústria-CNI estima que 150 mil vagas de engenheiros não conseguirão ser preenchidas até o ano de 2012. '' A evasão dos alunos que cursam engenharia é de algo em torno de 80%- 150 mil iniciam a formação, porém apenas 30 mil se formam. A estatística aponta que de cada 4 profissionais formados, apenas 1 tem a formação adequada".

E ainda tem as qualificações como o domínio em idiomas, saber utilizar as ferramentas do computador, idade, a capacitação, experiências, são algumas das barreiras que se encontra no mercado. Diante deste cenário, fica evidente que a necessidade de mão de obra qualificada existe, postos de trabalhos aguardam especialistas em diversas áreas, o reconhecimento financeiro também é assegurado, mas diante de um mercado cada vez mais competitivo é justamente quem ajuda mais que consegue os melhores empregos. Enfim, não desanime e corra atrás dos seus objetivos, invista em você e adquira mais conhecimento.

Fonte: Revista CREA-Amazonas, Junho de 2011

As diferentes ciências que estudam o homem e seus aspectos - Fatos Gerais - Grupo Escolar

As diferentes ciências que estudam o homem e seus aspectos - Fatos Gerais - Grupo Escolar


As diferentes ciências que estudam o homem e seus aspectos

Por Angela Maria
De que maneira o homem é estudado por diferentes ciências e quais os aspectos do ser humano que ele procura escrever e explicar


O homem é objeto de estudo das mais diferentes ciências, como Filosofia, Física, Biologia, Psicologia, Sociologia, Antropologia, etc., que procuram descrever e explicar os aspectos multiformes de sua vida.

Filosofia
“Filosofia” é um termo com variadas definições, tanto quanto os ramos dessa ciência. É um conjunto de conhecimento ou idéias desenvolvidas segundo parâmetros racionais, práticos ou teóricos acerca das coisas e dos seres. As primeiras idéias foram desenvolvidas no século VI a.C., com o filósofo grego Tales de Mileto e, mais tarde, com Platão, Sócrates e Aristóteles. Eis alguns dos principais filósofos: Tales de Mileto (c. 630-545 a.C.), matemático e filósofo grego; Sócrates (c. 470-399 a.C.), Demócrito (460-370 a.C.), Platão (428-348 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.), filósofos gregos; Roger Bacon (1214-1294) e Francis Bacon (1561-1626), filósofos ingleses; Descartes (1596-1650), filósofo francês; Leibniz (1646-1716), matemático e filósofo alemão; La Mattrie (1709-1751); Kant (1724-1804), filósofo alemão.

A filosofia busca o saber absoluto, as causas últimas de todas as coisas, a essência do ser, a realidade total e absoluta. Em todos os tempos a filosofia tenta interpretar o mundo e entender e transformar o homem (a procura da verdade) , isto significa que todo tema importante é assunto de preocupação filosófica. A filosofia estuda tudo e é o fundamento de qualquer conhecimento. Ela estuda o valor do conhecimento, quer como pesquisa sobre o fim do homem, quer como estudo da linguagem, do ser, da história, da arte, da cultura, da política, da ética, etc. Representa o esforço da razão teórica em conhecer o real (o ser), e a razão prática em transformá-lo. Procurando a verdade, ela engloba todas as coisas como objeto de indagação filosófica: o homem, os animais, o mundo, o universo, o esporte, a religião, Deus. A filosofia estudará sempre tudo e não se esgotará jamais, pois é um processo em desenvolvimento.

Física
Física é a ciência que estuda os fenômenos naturais e as propriedades da matéria, segundo ordem e critérios teóricos e experimentais. Os mais importantes físicos: Arquimedes (287-212 a.C.); Ptolomeu (100-178); Copérnico (1473-1543); Galileu (1564-1642); Kepler (1571-1630); Newton (16421727), matemático, físico e astrônomo inglês, suas pesquisas causaram uma verdadeira revolução na história de diversas ciências; Bessel (1784-1846); Einsten (1879-1955), um dos maiores cientistas do século XX.


Biologia
Biologia é a ciência que estuda a estrutura, a função e a evolução dos seres vivos. Destacaram-se nesse ramo da ciência: Hipócrates (460-380 a.C.), considerado o pai da medicina; Herófilo e Erasistrato (século III a.C.); Galeno (século II); Vesálio (1514-1564); Harvey (1578-1657); Van Leeuwenhoek (1632-1723); Lineu (1707-1778).

Antropologia:
Vem do grego anthropos (homem) + logos (tratado) + ia: estudo das raças e variedades humanas; história natural do homem, enquanto um ser animal. A antropologia filosófica tem como objeto de estudo a origem, a natureza e o destino do homem, bem como o seu lugar no universo.


Psicologia
Psicologia é a ciência que estuda a conduta dos organismos superiores em geral e em especial o homem. Produto dos séculos XIX e XX, estuda as relações entre os sentimentos, pensamentos, emoções, fenômenos psíquicos e seus efeitos sobre o comportamento humano. É mais bem definida como a ciência do comportamento. No século XIX, conquistou a sua independência


Aspectos do ser humano que ele procura escrever e explicar
Os aspectos do desenvolvimento humano iniciam-se a partir do nascimento do indivíduo; atravessa várias fases e só tem um fim com a não existência deste indivíduo. Deve ser entendido como uma globalidade. Mas são quatro os aspectos que devemos voltar nossa atenção para efeito de estudo.

É de suma importância salientar que esses aspectos (físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social) relaciona-se permanentemente e apresentam-se sempre interligados, ou seja, um sempre depende do outro.

Aspecto físico-motor: Maturação neurofisiológica, ligada diretamente ao crescimento orgânico, é o exercício do próprio corpo e a capacidade de manipular objetos. Como exemplos têm: A criança que na ausência do seio materno, usa o dedo para satisfazer sua necessidade de sucção. Um recém-nascido com duas semanas de vida mama melhor que anteriormente quando tinha apenas três dias de nascido. Isso mostra que com exercício há melhora no aspecto físico-motor e que ele é sempre aperfeiçoado com o passar do tempo.

Aspecto intelectual: Refere-se a capacidade de raciocínio, pensamento. Ex: Um adolescente que faz a opção de uma profissão discernindo o que é melhor e mais lucrativo para ele. No recém-nascido o raciocínio está ligeiramente a reflexos, ou seja, as coordenações sensoriais e motoras. Assim sendo, fica fácil observar que todos os aspectos estão realmente integrados.

Aspecto afetivo-emocional: Forma com que o indivíduo integra suas experiências. Resumi-se em sentimentos. Citando novamente uma forma de integridade nos aspectos, vemos que na criança o aparecimento da fala modifica profundamente o aspecto afetivo-emocional.

Aspecto social: Na escola é muito fácil que alguns jovens são mais atirados (expressivos, expontâneos) e outros são mais retraídos (com dificuldades de comunicação). O aspecto social é o comportamento do indivíduo diante de um grupo ou pessoa.



Indagação Filosófica e Científica

Indagação filosófica
Indagação filosófica é racional. Baseia-se na especulação em torno do real, tendo como objeto a busca da verdade. Por isso, diz-se que é uma atitude. Vai à raiz das coisas e é produzido segundo o rigor lógico que a razão exige de um conhecimento que se quer buscando a verdade do existente.Nessa investigação, o conhecimento filosófico visa aos "porquês" de tudo o que existe. É ativo, pois coloca o humano à procura de respostas para as inúmeras perguntas que ele próprio pode formular. Exemplos: Quem é o homem? De onde ele veio? Para onde ele vai? Qual é o valor da vida humana? O que é o tempo? O que é o sentido da vida?


Indagação científica
Semelhantemente a indagação filosófica, o saber científico também é racional e é produzido mediante a investigação da realidade, seja por meio de experimentos seja por meio da busca do entendimento lógico de fatos, fenômenos, relações, coisas, seres e acontecimentos que ocorrem na realidade cósmica, humana e natural. Trata-se de um conhecimento que é sistemático, metódico e que não é realizado de maneira espontânea, intuitiva, baseada na fé ou simplesmente na lógica racional. Ele prevê, ainda, experimentação, validação e comprovação daquilo a que chega a título de representação do real. Mediante as leis que formula, o conhecimento científico possibilita ao ser humano elaborar instrumentos os quais são utilizados para intervir na realidade e transformá-la para melhor ou para pior.


Todas as coisas podem ser examinadas no nível científico e também no filosófico. Assim, os homens, os animais, as plantas, a matéria, estudados por muitas ciências e sob diversos pontos de vista, podem ser objeto também da indagação filosófica. De fato, os cientistas se perguntam de que é feita a matéria, que coisa é a vida, como são formados os animais e o homem, mas não consideram outros problemas que dizem respeito também ao homem, aos animais, às plantas, à matéria, como, por exemplo, o que é a existência. Especialmente a respeito do homem, que as ciências estudam sob vários aspectos, muitos são os problemas que nenhuma delas estuda (supondo-os já resolvidos), como o do valor da vida e do conhecimento humanos, o da natureza do mal, o da origem e do valor da lei moral.

O que distingue o ser humano dos demais seres vivos? Entre o homem e o animal, há continuidade ou salto qualitativo? Em que consiste a natureza humana? O homem é composto de corpo e alma (ou espírito) ou é de natureza puramente corpórea? Essas são algumas das questões centrais da antropologia filosófica. Ela se apresenta como indagação e reflexão sobre o homem, sobre o lugar que ele ocupa no universo e sobre sua função de arquiteto da história e criador de diferentes culturas.

Essas definições, embora esclarecedoras, não esgotam as possíveis respostas à pergunta inicial: “O que é o homem?”. Na verdade, a dificuldade ou mesmo impossibilidade de se elaborarem respostas definitivas sobre a natureza humana, longe de ser um dado negativo, é o que impulsiona os filósofos a elucidar as diversas questões acerca da essência do homem.

Do ponto de vista filosófico, falar e natureza humana significa falar da essência do homem. Não há consenso sobre o que vem a ser essa essência, embora se concorde que ela existe e é o que diferencia o ser humano dos demais seres do universo.

Exemplifiquemos a controvérsia sobre a existência ou não de uma natureza humana, bem como sobre seus elementos constitutivos: do ponto de vista dos evolucionistas, o homem é resultado de um processo evolutivo contínuo, e sua vida representa a passagem de formas inferiores e mais simples para formas superiores e mais complexas. O homem é apenas mais perfeito; no entanto descende, em linha direta, de seus antepassados animais. Para os representantes da antropologia filosófica, há um salto qualitativo do animal para o homem que não pode ser explicado por transformações progressivas, mas somente por uma diferenciação inicial entre ambos.

Essência: Aquilo que faz cada coisa ser ela mesma e não outra; o que a distingue das demais, colocando à parte características acidentais e secundárias, como forma, tamanho, cor, etc. É a natureza de cada coisa.

Retomando a indagação inicial, qual ou quais são essas características distintivas do ser humano? O que, na verdade, constitui a essencialidade do homem? Como resultado de um exercício de “tempestade cerebral”, chega-se a um número relativamente amplo de respostas:
  • é um ser que tem alma ou espírito;
  • é livre;
  • elege valores e atua de acordo com eles;
  • tem uma inteligência teórica e sentimento superiores;
  • vive em sociedade e tem uma história, porque é capaz de evoluir constantemente;
  • cria bens culturais e faz uso de uma linguagem convencional, etc.


Agrupando essas diferentes respostas, pode-se afirmar que a linguagem convencional, bem como as normas morais e valores que regem a conduta de um indivíduo ou de um grupo, são bens culturais que resultam da vida do homem em sociedade; toda cultura é histórica em sua origem e em suas projeções; o homem é livre porque pode fazer escolhas e isso é possível somente porque possui uma inteligência teórica.


Conclusão
Como se vê, o ser humano produz diversos tipos de informações, conhecimentos e saberes. Ele é capaz porque pensa, problematiza, raciocina, julga, avalia, decide e age no mundo. O humano é interacional e relacional, e é em meio às múltiplas relações que vivencia no mundo que ele pode construir representações aproximativas deste mundo.


Bibliografia
http://filipebh.sites.uol.com.br/antropologia/index.html
http://philosophosdrm.blogspot.com/2010/10/indagacao-filosofica.html
http://www.coladaweb.com/filosofia/a-filosofia

sábado, 25 de agosto de 2012


Copa do Mundo no Brasil: evento global e 
desenvolvimento local
1-Reginaldo Gonçalves do Amaral
2-Iragildo Silva Pereira
3-Adriano de Souza Santana

Resumo: 
O presente trabalho busca discutir a realização da Copa do Mundo 
no Brasil em 2014, por se tratar de um fenômeno “glocal” e devido a um 
possível aquecimento na economia do país. A discussão abordará questões de 
ordem regional, na perspectiva de que os investimentos sejam destinados para 
as cidades-sede dos jogos e para os municípios de pequeno e médio portes, 
cujo potencial agrega condicionantes para o bom andamento da competição 
e salvaguarda a marca Brasil perante o mundo. Um desses lugares é Vitória da 
Conquista que, pelo seu acelerado crescimento econômico-social nos últimos 
anos, provavelmente servirá de base para a pré-temporada de uma das seleções 
do grupo que a cidade de Salvador abrigará.     


Palavras-chave:  Copa do Mundo no Brasil. Desenvolvimento local. Crescimento local. 
Vitória da Conquista na Copa.



1 Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Professor do curso de Comunicação Social da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Vitória da Conquista. E-mail: reginaldog.amaral@ig.com.br. 

Bacharel em Direito. E-mail: gildospereira@yahoo.com.br.


Bacharel em Administração. E-mail: adrianodesouzasantana@hotmail.com



Abstract: This paper aims firstly discurse about the realization on the World 
Cup in Brazil in 2014, because it is a phenomenon “glocal” owing to large 
capacity of  mobilization that will happen around the local economy, a nation 
called Brazil. Second, analyze issues of  regional order, from the possibility of  
democratization of  investment, whether public or private, both in host cities 
of  the games as in cities small and medium that have the potential to add 
constraints to the effective conduct of  the competition and insure the Brazil 
brand to the world. For this, we chose Vitoria da Conquista city because of  its 
process of  economic and social growth in recent years, which possibly serve 
as a basis for pre-season of  one of  the football teams raffles for the group that 
will house the city of  Salvador.
Keywords: World Cup in Brazil. Local development. Local growth. Vitória da 
Conquista in the World Cup.

Introdução
No ano de 2010 a Copa do Mundo de Futebol aconteceu, pela 
primeira vez, na África do Sul. Em 2014, o Brasil sediará os jogos pela 
segunda vez na história. Para melhorar a infraestrutura do país, ampliar a 
rede hoteleira, reformar e construir estádios, por exemplo, a expectativa 
é de que os setores público e privado invistam bilhões no considerado 
“país do futebol”.     
O foco deste artigo é fomentar a participação de cidades de 
pequeno e médio portes na Copa do Mundo de Futebol. Desse modo, é 
importante saber de que modo tais municípios poderão ser beneficiados 
com a construção de aeroportos, rodovias, ampliação dos sistemas de 
transporte coletivo, ações de reforço na segurança pública e demais 
medidas que garantam não apenas o bom acolhimento dos turistas 
estrangeiros, mas também produzam um fôlego maior na economia 
brasileira.
Além disso, e uma vez que apenas 12 capitais sediarão os jogos 
oficiais, há uma expectativa em torno da distribuição das seleções pelo 
país. E mais: se os investimentos para a realização da Copa sairão 
do montante arrecadado de tributos, os benefícios dessas aplicações 
abrangerão os estados ou apenas as cidades-sede?  


A capital baiana foi escolhida como uma das sedes de grupo e 
acolherá quatro seleções de futebol, cujos nomes serão divulgados após 
os sorteios das chaves da competição. No entanto, não se conhece o 
destino dos investimentos para a Copa do Mundo, isto é, se apenas as 
capitais (Salvador, por exemplo) receberão benfeitorias ou se haverá 
um planejamento para que outras localidades se favoreçam com 
esse acontecimento. Buscaremos entender neste artigo se Vitória da 
Conquista terá algum proveito com o maior evento esportivo do planeta 
e por ser o futebol o esporte mais popular do país, com lugar de destaque 
no município como forma de entretenimento.
É importante destacar que a Bahia foi o estado que mais atraiu 
turistas brasileiros em 2009. No entanto, para sustentar esse status 
precisa de investimentos e isso inclui, obviamente, Vitória da Conquista, 
principal município da região sudoeste do Estado, conhecido como a 
Suíça baiana.        
Com pouco mais de 320 mil habitantes, e considerada de médio 
porte, Vitória da Conquista atende a 80 cidades da região sudoeste e 
outras do norte de Minas Gerais, totalizando mais de dois milhões 
de habitantes. O município reúne um dos melhores indicadores de 
crescimento socioeconômico do Estado, com destaque nacional. 
Tornou-se cidade polo na oferta de serviços, principalmente nas áreas 
de saúde e educação, consequência da expressiva economia local e do 
bom momento que o país enfrenta. Além do mais, possui um clima 
ameno, atributo que a deixa mais atrativa e com condição de acolher, em 
especial, as seleções de países localizados acima da linha do Equador, 
aqueles que geralmente possuem um clima mais frio.  
A partir deste ano o Brasil estará mais exposto em todas as 
partes do mundo, em primeiro lugar, por ter conquistado o direito de 
sediar a Copa em 2014 e, em segundo, pelo fato de as Olimpíadas em 
2016 serem realizadas no Rio de Janeiro. Com isso, crescem também as 
perspectivas de condicionantes para o país que se tornou uma potencia 
de âmbito mundial e que não pode perder a oportunidade de atrair mais 
investimentos e recursos para oferecer melhor qualidade de vida aos 
brasileiros a longo prazo. 


Antes de falarmos de Copa do Mundo e desenvolvimento local é 
importante analisar a condição de Vitória da Conquista, parte do objeto 
de estudo deste artigo, a partir de alguns conceitos atribuídos à Policy 
Analysis, em especial Politics e Polity. Conforme Frey (2000), é necessária a 
realização de levantamentos primários sobre essas duas dimensões para 
os estudos de políticas públicas de ordem municipal. Sobre a terceira 
dimensão política, Policy, Frey (2000, p. 217) diz que “refere-se aos 
conteúdos concretos, isto é, à configuração dos programas políticos, 
aos problemas técnicos e ao conteúdo material das decisões políticas”.
No tocante à dimensão política processual Politics que, segundo 
Frey (2000, p. 216-217), “tem-se em vista o processo político, 
frequentemente de caráter conflituoso, no que diz respeito à imposição 
de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição”, ao que parece, 
não oferece maiores dificuldades para a cidade de Vitória da Conquista, 
pois a gestão municipal não encontra resistências para aprovação de 
projetos no poder legislativo.
Partindo da análise de governabilidade vertical, de cima para 
baixo, Conquista comunga com as administrações federal e estadual 
das mesmas objeções, uma vez que todas as esferas são governadas 
pelo mesmo partido político, e, caso haja algum ruído ou interferência 
na comunicação entre as esferas, isso pode facilmente ser contornado. 
Quando verificada horizontalmente, a gestão municipal também não 
enfrenta maiores dificuldades em aprovar projetos e leis municipais no 
poder legislativo.
Outro conceito importante da dimensão institucional,  Polity, 
“se refere à ordem do sistema político delineada pelo sistema jurídico, 
e à estrutura institucional do sistema político-administrativo” (FREY, 
2000, p. 216). 
Ao traçar um paralelo a partir do quadro geral do tempo, a primeira dimensão,
Polity, pode ser caracterizada como o tempo passado, é a ordem delimitada em
momentos anteriores e naturalmente praticadaem nossos dias. A segunda,
Politics, é o presente, configurada pela atual gestão municipal e sua capacidade
de resolução de conflitos em prol dos objetivos e conteúdos outrora decididos. 
E, finalmente, a  Policycomo um devir, indicaria o futuro, o vir a ser atribuído
aos programas políticos, suas dificuldades e potencialidades que visam os benefícios 
que um grande evento como a Copa do Mundo pode oferecer à cidade.
Para entendermos os direcionamentos da política municipal, Frey 
(2000, p. 221) alerta-nos sobre a importância dos “arranjos institucionais, 
as atitudes e objetivos dos atores políticos, os instrumentos de ação e 
as estratégias políticas.” O autor comenta:
Isso significa, para a “policy analysis”, no contexto brasileiro, 
levando em conta a situação política e social específica do 
país, que é preciso analisar as instituições para saber se elas 
realmente exercem um papel importante e decisivo nos 
processos de formação de vontade e de decisão, e, se não, quais 
as consequências disso para o processo político em geral (FREY, 
2000, p. 249 apud O’DONNELL, 1991, p. 27).
As discussões acerca de uma possível participação de Vitória 
da Conquista, como sede de uma das seleções em treinamento, não se 
tornaram públicas, mas há esperança de que seja elaborado um plano 
estratégico para o município se tornar uma sede da pré-temporada para 
a preparação de alguma equipe. 
2 A Copa do Mundo como fenômeno “glocal”
Criada em 1928 pelo francês Jules Rimet e organizada pela 
Federation International Football Association (FIFA), a Copa do Mundo 
figura como o maior acontecimento esportivo do mundo. Trata-se de 
um evento itinerante, realizado de quatro em quatro anos e que teve sua 

 “Neologismo resultante da junção dos termos global e local. 
O plasma semântico, 
sem sutura 
visível, entre eles faz do glocal alternativa de terceira grandeza,

não 
redutível à mera somatória 
daqueles, tampouco a um ou a outro, isolados. 
Na nova 
via, global
e local são um e mesmo e, 
simultaneamente, nenhum; globalização 
(ou globalismo) e localização
(ou localismo) restam dissolvidos.” (TRIVINHO, Eugênio. 
Comunicação, glocal e cibercultura:
bunkerização da existência no 
imaginário mediático 
contemporâneo. 2005. 
Disponível em: < http://www.compos.org.br/data/
biblioteca_634. pdf>).  

 primeira edição em 1930 no Uruguai. Entre os anos de 1942 e 1946, a
competição foi suspensa em função da Segunda Guerra Mundial.
A Copa do Mundo é aqui caracterizada como um fenômeno
“glocal” porque pode ser adequada a qualquer país e simultaneamente
acompanhada por uma grande parcela da população mundial. Ao
efetivar-se na África, o evento cumpre um importante papel social,
ou seja, foi realizado em quatro dos cinco continentes do mundo,
experimentando diversas culturas e sempre trazendo, na mais recente
edição, a condição de melhor evento do que a edição anterior.            
Pelo fato de ser um fenômeno “glocal”, realizado a cada quatro
anos em locais escolhidos e planejados, a Copa permite que se faça um
paralelo entre os países onde ocorre o mundial, sejam eles desenvolvidos
ou não, ou melhor, sejam elas sociedades tradicionais, transicionais
ou modernas. Assim, torna-se fácil estabelecer uma ponte entre o
planejamento desenvolvimentista e a capacidade dos governos para
implementá-lo.
Martins (2004, p. 40) destaca dois problemas referentes à gestão
para o desenvolvimento:
[...] dois problemas básicos – tanto da perspectiva empírica
quanto da teórica – da administração para o desenvolvimento.
Primeiro, no que se refere aos  fins, constata que a visão de
futuro dos países subdesenvolvidos é a imagem e semelhança
dos países desenvolvidos. Nesse sentido, a administração para
o desenvolvimento estaria buscando mapear as diferenças
e os obstáculos na conversão de sociedades tradicionais
em transicionais e, sucessivamente, modernas (os países
desenvolvidos). Segundo, no que se refere aos meios, constata que
a forma básica de promover a capacidade de governo consiste
em implementar um padrão de burocracia governamental
ortodoxa, orientada para a eficiência e eficácia, refletindo um
deslumbramento pela evolução das concepções de gestão dos
países desenvolvidos. 

Motta (1972, p. 49) vai além dessa constatação e explicita:

 Fora os novos padrões de eficiência, eficácia e efetividade
que estas novas estruturas não hierárquicas possam vir a
conseguir, é de se ressaltar ainda outros aspectos normativos
da não hierarquia, este é um valor altamente difundido entre os
recentes teóricos da administração. [...] a boa organização é a
organização menos hierárquica, capaz de criar maior satisfação
e autorrealização e eficiência entre os seus membros.
A Copa do Mundo de Futebol é exemplo disso, um projeto
gigantesco, cuja organização não obedece a uma ordem hierárquica.
Ou seja, o comitê organizador, os governos (federal, estadual,
distrital e municipal), a Confederação Brasileira de Futebol, os
clubes, os investidores privados, todos têm conhecimento de suas
competências e possuem atribuições bem definidas para o sucesso da
competição.      
O autor sugere, portanto, uma organização menos hierárquica,
comprometida com o planejamento e implementação de grandes
projetos, “a descentralização administrativa em larga escala poderia ser
uma fonte de efetividade das organizações públicas” (Idem, ibidem:
50). Essa descentralização, ainda segundo Motta (1972, p. 50), está
centrada nas “facilidades de comunicação e relativa homogeneidade
geoeconômica e cultural”.

3 Os responsáveis pelo fenômeno “glocal”

Por ser um evento mundial, um espetáculo de alto nível que
chama a atenção de milhares de turistas de todo o mundo, a Copa
requer vultosos investimentos. Portanto, a proposição do evento é
a de um empreendimento privado, diferente das Olimpíadas, outro
megaevento em que o principal investidor é o próprio governo a partir
de seu planejamento organizacional, parcerias, patrocínios etc.
A Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA),
dirigente das associações de futebol, não recebe recursos públicos
para a realização do evento. A Copa do Mundo é bancada por meio
 de aportes da Instituição e patrocinadores da rede privada. O comitê
da Copa, ligado à FIFA, é incumbido de fiscalizar o cumprimento das
metas anteriormente estipuladas.
A responsabilidade do governo recai sobre os investimentos
em infraestrutura, principalmente a que envolve locomoção, como
aeroportos, rodovias, transporte coletivo etc. A partir do planejamento,
o gestor decide como e onde efetuar tais investimentos, firma parcerias
e faz licitações, por exemplo, para atender às exigências do comitê
organizador.  
Além dos aportes da FIFA, dos patrocinadores privados
(nacionais e internacionais) e dos recursos públicos, os clubes de futebol
que possuem estádios selecionados para o evento deverão reformar
ou construir novos estádios segundo as exigências do comitê como,
por exemplo, observar a capacidade mínima de assentos, numerá-los
devidamente e não utilizar nome de patrocínio nos estádios. Tais
investimentos podem ser feitos pelo próprio clube, por meio de parcerias
ou investidores, desde que atendam as especificações do comitê.
Outra questão importante diz respeito às pessoas que irão
trabalhar no Mundial. Já sabemos que a Copa será financiada por meio de
patrocínios, pela venda dos direitos de transmissão dos jogos aos diversos
países, pela venda de ingressos etc, no entanto, se fosse necessário
bancar todo o pessoal para trabalhar no evento seria financeiramente
inviável. Desse modo, a FIFA vai escolher voluntários para ajudar o
comitê organizador em eventos especiais e estádios e para auxiliar os
espectadores das partidas e turistas.
Na penúltima edição da Copa do Mundo, na Alemanha,
integrantes do comitê organizador afirmaram que sem os voluntários
seria impossível promover o Mundial e obter sucesso na sua organização.
Martins (2004, p. 46) sintetiza o esforço de todos os setores
da sociedade e comenta que a solução para um estado eficiente “seria
haver menos Estado e mais mercado e sociedade”. No caso do projeto
Copa do Mundo é isso que acontece, a participação mínima do Estado
e maior participação de investidores privados, de corpo voluntariado e

do terceiro setor, que correspondem à participação social efetiva e direta
na concepção do evento, enquanto a participação indireta, socialmente
falando, está subordinada a aceitação do projeto e de seu consumo antes
e durante a sua realização no país.  
O autor explica melhor esse padrão de governabilidade participativa
e afirma que nem sempre se trata de uma agenda com viés somente
positivo, principalmente quando se trata de países da América Latina.
A implementação desse padrão de Estado mínimo consistia
em processos de redução do Estado segundo orientação
predominantemente fiscal, via redução de despesas (cortes e
contingenciamentos orçamentários), de organizações (mediante
variadas formas de desestatização, tais como: privatização,
devolução, descentralização, parceirização etc.) e de quadros
funcionais (enxugamento, terceirização, voluntarismo etc.). A
implementação do Estado mínimo consiste em uma agenda
negativa, de desconstrução (MARTINS, 2004, p. 46)
Motta (1972, p. 49), por sua vez, destaca a importância da
participação a partir da não hierarquia em uma organização pública.  
A participação na teoria organizacional tem sido vista em duas
perspectivas. Em primeiro lugar, a gerência participativa significando
o envolvimento dos grupos internos e funcionários de níveis
hierárquicos mais baixos no processo decisório. Em segundo
lugar, a administração participatória, significando o envolvimento de
clientes e de outros grupos de fora da organização na tentativa
de alcançar efetividade nas organizações públicas.
O autor segue com suas ideias sobre a participação em
organizações flexíveis, necessária no combate a eventuais turbulências,
e argumenta:
[...] a administração participatória pode servir para contrabalancear
o peso da centralização, da hierarquização e da tecnoestrutura,
criada em burocracias, cada vez mais comprometidas com o
planejamento nacional e com a implementação de grandes
projetos governamentais (MOTTA, 1972, p. 50).

Embora a Copa do Mundo não constitua um grande projeto
governamental, a forma como o evento é concebido nos mostra de
forma muito clara como uma organização, seja ela pública ou não, deve
planejar, executar e controlar os seus projetos a fim de atingir a eficácia
e eficiência esperadas pelos usuários e pela população em geral.      
4 Estatísticas do projeto Copa do Mundo
O planejamento é a chave para o bom êxito de qualquer
empreendimento e a Copa do Mundo não foge à regra. Desse modo,
se o planejamento for bem executado e as responsabilidades divididas,
certamente o resultado será positivo. Mas, afinal, quais as vantagens do
Brasil em promover a Copa do Mundo?
Os economistas internacionais já disseram que a competição
beneficiará o nosso país. Para entender essa afirmação, voltemos à Copa de
2002, ano em que o Japão organizou o evento em conjunto com a Coréia
do Sul. Aquele foi um momento grave de recessão econômica mundial,
de guerra ao terrorismo e de conflitos no Oriente Médio. Mesmo assim,
estima-se que a Copa contribuiu para o aumento de 0,6% ao PIB japonês
e 2,2% ao PIB sul-coreano. Em 2006, na Alemanha, o aumento estimado
foi de 0,5% do PIB e neste ano, na África, espera-se um acréscimo de
aproximadamente US$ 3,5 bilhões ao PIB sul-africano. Dessa soma, US$
1,2 bilhões vão para o governo em forma de impostos extras.
Na verdade, as vantagens de um país que serve de sede para
um evento dessa magnitude começam bem antes da competição
propriamente dita. O Brasil vem sendo beneficiado, pois, desde 2008
quando foi anunciado que o país irá sediar o Mundial em 2014, a marca
`Brasil` está exposta e goza de boa imagem e reputação. Após a copa
de 2010, na África, essa exposição se tornará mais ampla, e o Brasil
começará, a partir daí, a receber mais turistas de todo o mundo, todos
querem saber o que o país que conseguiu se tornar sede de dois dos
maiores eventos esportivos do mundo tem a oferecer, quais são seus
costumes, hábitos, cultura etc.

Em 2006, na Alemanha, quase 3,5 milhões de pessoas do
mundo assistiram aos jogos nos estádios, enquanto cerca de 19 milhões
acompanharam as partidas pelos telões instalados nas praças públicas.
Para se ter uma ideia do montante dos gastos, foram investidos US$
5 bilhões no evento, aproximadamente US$ 1 bilhão foi gasto na
construção e reforma de sete estádios e somente nas vendas dos
ingressos para os jogos o faturamento foi de 3,7 bilhões de dólares.
Com isso, estima-se que a indústria do turismo tenha crescido 19% e
criado 40 mil empregos permanentes.
Segundo a FIFA, os jogos da Copa da Alemanha foram
transmitidos para 240 países por 500 emissoras de TV de todo o mundo,
atingindo 30 bilhões de espectadores. Na Copa da África, a previsão é
de que surjam 170 mil empregos, com 2,7 milhões de torcedores nos
estádios, garantindo um faturamento de US$ 2,1 bilhões.
Outra indústria que sempre se beneficia com a Copa é a de
televisores. Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos
Eletroeletrônicos – Eletros – em 2002, foram vendidos 4,9 milhões de
aparelhos. Em 2006, o número de unidades comercializadas chegou a
10,8 milhões.      
No Brasil, em 2014, a expectativa é de que ocorra um forte
impacto na economia e que esse efeito perdure por muito tempo. Na
proposta entregue à FIFA pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
consta que serão gastos US$ 1,1 bilhões na reforma e construção de
estádios e investidos de 5 a 10 bilhões de dólares. A indústria do turismo
espera receber 500 mil turistas estrangeiros e, assim, aquecer a economia
do país, gerando uma receita que pode chegar a 20 bilhões de dólares.
Esse é, portanto, um momento que não deve ser menosprezado.
5 Como está a Suíça baiana
Vitória da Conquista constitui, hoje, um pólo na prestação de
serviços, principalmente nas áreas de educação e saúde. O potencial da
cidade contamina outros segmentos da economia, como o comércio 208                                                                                          

e a construção civil. Além disso, mantém o crescimento local e garante
as bases para que o município se torne uma capital regional.
Desenvolvimento local significa:
[...] um processo endógeno registrado em pequenas unidades
territoriais e agrupamentos humanos capaz de promover o
dinamismo econômico e a melhoria da qualidade de vida da
população. Representa uma singular transformação nas bases
econômicas e na organização social em nível local, resultante
da mobilização das energias da sociedade, explorando as suas
capacidades e potencialidades específicas (SANTOS, 2006, p.
59 apud BUARQUE, 2001, p. 14).
Uma das condições para o desenvolvimento local está no
processo endógeno de crescimento e consumo e Conquista cumpre
essa proposição, uma vez que os serviços oferecidos atendem não só as
suas demandas, mas também as das regiões sudoeste da Bahia e norte
de Minas Gerais.
A longa distância entre essas regiões e as respectivas capitais, que
teoricamente ofereceriam melhores serviços em educação e saúde do
que as cidades do interior, beneficia Vitória da Conquista, que supre uma
lacuna ao oferecer serviços essenciais e, consequentemente, fortalece o
desenvolvimento regional.
[...] a estratégia de desenvolvimento local pressupõe que as ações
baseadas nas condições de cada localidade e região e que tratam
de utilizar eficientemente as potencialidades de desenvolvimento
devem ser combinadas com as políticas setoriais e regionais que
propiciam as administrações centrais com o fim de fornecer a
reestruturação produtiva e a mudança estrutural da economia.
Portanto, de acordo com a estratégia do desenvolvimento local,
as economias locais e regionais estão integradas no sistema
econômico nacional e internacional e que, por conseguinte, os
seus problemas são sempre problemas nacionais, devido ao fato
de que os sistemas produtivos regionais e locais são componentes
dos sistemas nacionais (SANTOS, 2006, p. 59).

De fato, o crescimento de Vitória da Conquista é sustentado por
programas de forte impacto, implementados pelo governo federal, como
os programas de fomento à pesquisa e educação, planos de diminuição do
déficit habitacional e garantia de melhoria de renda da população, fatores
que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.  
 
5.1 Educação
Atualmente Vitória da Conquista reúne um considerável número
de instituições de ensino de boa qualidade. Esses estabelecimentos
oferecem cursos que atendem à Educação Básica (ensinos fundamental
e médio), cursos técnicos, profissionalizantes, preparatórios para
vestibulares e concursos e Educação Superior. Aqui, merecem destaque
instituições públicas como a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
(UESB), o Instituto Federal de Tecnologia da Bahia (IFBA) e o campus
da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Para enriquecer o quadro de instituições que promovem o
conhecimento por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, surgiram
também algumas faculdades particulares, uma iniciativa de empreendedores
locais. Duas delas se originaram de tradicionais estabelecimentos de ensino
da cidade, como a Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR),
proveniente do Colégio e Curso Pré-vestibular Opção e a Faculdade
Juvêncio Terra (FJT), extensão do Colégio Juvêncio Terra.
Vitória da Conquista conta ainda com a Faculdade de Tecnologia
e Ciência (FTC), uma das maiores redes de ensino superior particular
do país e talvez a principal da Bahia, visto que está presente em
cinco importantes municípios do Estado. Também se estabeleceram
na Suíça baiana algumas universidades e faculdades particulares, de
alcance nacional, representantes da modalidade Educação a distância
(EAD), como: EADCOM, FACINTER, PROGRAD, UNIFACS e
UNOPAR. Em 2011 mais uma instituição de ensino superior será
instalada na cidade, a Faculdade Santo Agostinho, cuja sede está em
Montes Claros-MG..

Na Educação Superior, os principais cursos oferecidos
concentram-se na área da saúde. São diversos cursos de graduação e
pós-graduação que formam profissionais para atender à região e credita
Conquista a se tornar um polo também nessa área.
5.2 Saúde
Outro consumo doméstico que merece consideração é o número de
usuários do sistema de saúde do município, seja ele público ou particular.
A cidade possui o maior hospital público da região, o Hospital
Geral de Vitória da Conquista - HGVC, referência nos atendimentos
de urgência e emergência. O estabelecimento é preparado para atender
a casos de endemias, como gripes, meningites, dengue, além de realizar
diversos tipos de cirurgias, ultrapassando 350 procedimentos por mês,
nos quais se inclui a captação de órgãos para transplantes em Salvador.
O destaque vai para o hospital Samur, um dos mais tradicionais
de Vitória da Conquista. Na última visita do Presidente da República
à cidade, uma ala inteira do hospital foi preparada para, caso houvesse
necessidade, atender ao Presidente.
O sistema de saúde municipal é formado por uma ampla rede de
hospitais e clínicas especializadas nas mais diversas áreas e conta com um
helicóptero UTI, disponibilizado por uma rede de convênios. O sistema
dispõe de cerca de 500 médicos residentes e que também trabalham em
outros municípios da região.
5.3 Infraestrutura
Quanto à possibilidade de Vitória da Conquista poder atuar
antes, durante e após a Copa do Mundo, parece-nos que é viável,
principalmente se ela for preparada para tal nesses quatro anos. Como
foi dito anteriormente, a cidade conta com uma boa estrutura na área da
saúde, mas não possui as instalações necessárias para receber um grande
número de turistas de uma só vez. Como a maioria dos municípios

brasileiros de médio porte, precisa avançar em outros quesitos: dispor
de um aeroporto que atenda à demanda da região; ampliar e melhorar
o sistema rodoviário, o setor hoteleiro e as redes de água e energia;
implantar um programa de mobilidade urbana; investir em sistemas de
transporte de informações, internet banda larga, ou seja, em tecnologias
avançadas que garantam melhor segurança e agilidade aos usuários.
Quanto à tradição em futebol, Vitoria da Conquista é sede de
duas equipes de futebol profissional. O Esporte Clube Primeiro Passo
Vitória da Conquista (ECPP), clube que participa da primeira divisão do
Campeonato Baiano e o Serrano Esporte Clube que conseguiu o acesso
à primeira divisão do Campeonato Baiano de 2011. Os jogos dos clubes
acontecem, geralmente, no Lomanto Júnior, estádio municipal aprovado
em vistoria realizada pela Federação Baiana de Futebol por apresentar
boas condições de uso. Os clubes contam com torcidas apaixonadas,
cantantes, muito organizadas e presentes em todos os jogos das equipes.      
6 Considerações finais
É sabido que desenvolvimento local não está relacionado a
crescimento local. O desenvolvimento alcança determinados segmentos,
geralmente, com o favorecimento de poucos. O crescimento local, por
sua vez, beneficia uma parcela maior ou toda a população, permitindo
assim uma melhor distribuição de renda. O desenvolvimento pode
promover a descentralização concentrada. O crescimento planejado
pode e deve inserir-se nas questões econômicas locais, regionais,
nacionais e mundiais, o que permite ciclos mais longos de crescimento
coordenados a partir do “comprometimento com a eficiência, a eficácia e
a efetividade” (MOTTA, 1972, p. 52) no desenvolvimento de programas
e projetos.
Entender esse “comprometimento” torna-se possível quando
Martins (2004, p. 53) fala das relações entre programas e organizações,
sejam elas públicas ou não.

A chave da organicidade e da flexibilidade do modelo de gestão
por programas está nesse intrincado relacionamento ‘programasorganizações’ (fins e meios). A concepção de modelos efetivos
de gestão por programas demandará uma avaliação precisa
da capacidade das organizações envolvidas para alcançar os
resultados propostos, o que implicará, por sua vez, implementar
planos de melhoria institucional, centrados na geração de
resultados. Não obstante, a gestão por resultados requer foco
(a gestão intensiva de uma carteira prioritária por programas),
mecanismos e instrumentos de acompanhamento e avaliação
– dotados de centralidade, seletividade e temporalidade –, e
modelos contratuais de pactuação de resultados, com base em
incentivos claros.
É necessária, aqui, essa citação de Martins para salientar que um
megaprojeto como a Copa do Mundo precisa de programas devidamente
planejados, executados e constantemente avaliados pelos envolvidos.
Até 2014 teremos duas eleições, uma de âmbito federal e estadual, agora
em 2010, e outra de âmbito municipal em 2012. Portanto, é sempre
bom lembrar que a mudança de gestores, em qualquer esfera, pode
prejudicar os programas em andamento. Daí a preocupação idêntica
à de Martins, que declara: obter bons resultados “requer foco” por
parte das instituições envolvidas, especialmente quando se trata de um
projeto a ser executado em 2014, e nesses quatro anos poderão ocorrer
mudanças no cenário político.
Outro ponto é quanto à “pactuação” para obter esses resultados,
algo que nos remete à participação de toda a sociedade. Estamos falando
da Parceria Público-Privada (PPP) contrato administrativo de concessão,
na modalidade patrocinada ou administrativa, modalidade de grande
aceitação quando se trata de resolver alguns gargalos, principalmente
de infraestrutura dos municípios tratados neste artigo.
Vitória da Conquista não chama a atenção de turistas, ao contrário
de outras cidades da região, como Livramento de Nossa Senhora e
Rio de Contas que dão acesso à Chapada Diamantina. No entanto,
Conquista possui atrativos que coincidem com o período da Copa: os
festejos de São João e o Festival de Inverno Bahia. O Festival acontece

todos os anos no mês de agosto, mas poderia ocorrer num período mais
interessante, do ponto de vista de visibilidade da festa e da cidade e do
ponto de vista financeiro.  
Vitória da Conquista não conta com praias, ecoturismo ou pontos
históricos de projeção nacional, mas pode tornar-se um polo de eventos
ligados à ciência e à cultura. Ciência em razão das instituições de ensino
superior que fomentam estudos e pesquisas, condição propícia para
eventos científicos de qualquer natureza. Cultura por reunir um público
com alto potencial de consumo, música, teatro, cinema, dança e outras
manifestações da cultura popular, afinal, é a terra onde nasceu um dos
principais cineastas do país, ator e escritor - Glauber Rocha.
Conquista destaca-se como cidade polo na prestação de serviços
por possuir empresas com interesses em comum, uma das premissas
para a sustentabilidade do desenvolvimento e também do crescimento
local. Mas o município também padece os mesmos problemas das
cidades brasileiras de médio porte. São questões relativas à segurança
pública, transporte e logística, saneamento básico, energia elétrica,
telecomunicações etc. que devem ser discutidas e resolvidas, pois as
vantagens irão além da Copa do Mundo de 2014.
Esperamos que os investimentos para a realização da Copa de
2014 no Brasil proporcionem melhor qualidade de vida a todos ou à
maioria da população brasileira nos mais diversos municípios. Como
diz Mário Quintana: “democracia é dar a todos o mesmo ponto de
partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um”. Daí a
importância de se pensar em sustentabilidade, desenvolvimento e
crescimento local após a Copa do Mundo.                              
 
Referências
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benéfico ao país. O Estado de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em:
<http://blogdofavre.ig.com.br/2007/10/copa-do-mundo-de-futeboltem-estimativa-de-receita-de-us-10-bi/>. Acesso em: 02 mar. 2010.









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referentes à prática da análise de políticas públicas no Brasil. Revista
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MARTINS, Humberto Falcão. Administração para o desenvolvimento:
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disciplina em busca da relevância. Revista de Administração Pública, Rio
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realidade? Ocaso do pólo de confecções de Jequié/BA. Cadernos de
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http://pt.fifa.com/?language=pt (www.fifa.com)
www.eletros.org.br/
www.ibge.gov.br
www.sei.ba.gov.br
www.ecppvitoriadaconquista.com.br
www.fbf.org.br
Recebido em: agosto de 2010
Aprovado para publicação em: fevereiro de 2011