sábado, 11 de agosto de 2012


Philippe Perrenoud
Dez Novas Competências para Ensinar
Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2000.

Obra originalmente publicada sob o títuloDix nouvelles compétences pour enseigner. Invitation au voyage
Paris, ESF, 1999.
O oficio de professor está se transformando : trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e as situações de aprendizagem…
Este livro privilegia as práticas inovadoras e, portanto, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas, aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva.
Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.
Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.
ISBN 85-7307-637-2

Sumário
Introdução : Novas competências profissionais para ensinar
1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem
Conhecer, para determinada disciplina, os conteùdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem
Trabalhar a partir das representações dos alunos
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem
Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento
2. Administrar a progressão das aprendizagens
Conceber e administrar situaçôes-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos
Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino
Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem
Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa
Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão
Rumo a ciclos de aprendizagem
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma
Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto
Fomecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades
Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo
Uma dupla construção
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho
Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação
Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos
Oferecer atividades opcionais de formação
Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno
5. Trabalhar em equipe
Elaborar um projeto em equipe, representações comuns
Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões
Formar e renovar uma equipe pedagógica
Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais
Administrar crises ou conflitos interpessoais
6. Participar da administração da escola
Elaborar, negociar um projeto da instituição
Administrar os recursos da escola
Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros
Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos
Competências para trabalhar em ciclos de aprendizagem
7. Informar e envolver os pais
Dirigir reuniões de informação e de debate
Fazer entrevistas
Envolver os pais na construção dos saberes
" Enrolar "
8. Utilizar novas tecnologias
A informática na escola : uma disciplina como qualquer outra, um savoir-faire ou um simples meio de ensino ?
Utilizar editores de texto
Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino
Comunicar-se à distância por meio da telemática
Utilizar as ferramentas multimídia no ensino
Competências fundamentadas em uma cultura tecnológica
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
Prevenir a violência na escola e fora dela
Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais
Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta
Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula
Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça
Dilemas e competências
10. Administrar sua própria formação continua
Saber explicitar as próprias práticas
Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação continua
Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede)
Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo
Acolher a formação dos colegas e participar dela
Ser agente do sistema de formação continua
Conclusão : A caminho de uma nova profissão ?
Um exercício estranho
Duas profissões em uma ?
Profissionalizar-se sozinho ?
 Livros e artigos de Philippe Perrenoud em português



LIFE
Coordinatrice : Monica Gather Thurler
Site Internet : http://www.unige.ch/fapse/life
Courriel : life@pse.unige.ch

Do tribalismo disciplinar ao novo pardigma do trabalho docente

DO TRIBALISMO DISCIPLINAR AO NOVO 
PARADIGMA DO TRABALHO DOCENTE
José Gregório Viegas Brás
Maria Neves Gonçalves


Resumo

Com este artigo pretendemos colmatar uma grande lacuna que se verifica no
domínio da investigação em educação: analisar a história do trabalho docente.
Para isso, escolhemos o momento histórico crítico que desencadeou a grande
transformação laboral no exercício da profissão docente. Neste sentido,
investigámos os efeitos produzidos no trabalho docente pelo regime de disciplina
que vigorava em Portugal e o que se pretendeu com a reforma que introduziu o
regime de classe promulgado no século 19. Esta mudança  de regime é um
marco de referência na história do trabalho docente. Procurámos equacionar o
que variou no posto de trabalho para percebermos a divisão do trabalho
docente. Foi promulgada no século 19, criou uma nova divisão de trabalho que
apela para uma dinâmica laboral diametralmente oposta à prática tradicional que
estava em vigor. Esta revolução curricular trouxe não só novas exigências no
trabalho docente, mas teve também consequências ao nível da identidade
profissional.

Palavras-chave: trabalho docente, reforma, disciplina, grupo-classe.

FROM THE DISCIPLINARY TRIBALISM TO
THE NEW PARADIGM OF TEACHING WORK

Abstract

This article intends to fill a large gap that exists in the field of education research:
to analyse the history of the teaching work. In order to do this, we chose the
critical historical moment that sparked the great work transformation in the course
of the teaching profession. In this sense, we researched the effects on the
teaching work by the discipline regime that existed in Portugal and what was
intended by the reformation that introduced the class regime enacted in the
nineteenth century. This regime change is a landmark in the history of the História da Educação
teaching work. We have tried to consider what varied in the job in order to
understand the division of the teaching work. How do teachers relate to the work
and among themselves in each work scheme? Which social ties are needed for
each one of the work regimes and what are the implications on how to be a
teacher? What place (role) does the teacher play in the production chain? What
skills (competencies) are required in the work place?
Keywords: teaching work, reform, discipline, group-class.

DE LA TRIBU DE DISCIPLINA EL NUEVO
PARADIGMA DE TRABAJO DOCENTE

Resumen
Con este artículo se pretende llenar un gran vacío que existe en el campo de la
investigación educativa - examinar la historia de la enseñanza. Para ello se eligió
el momento crítico histórico que provocó la gran transformación en el curso de la
profesión de empleo. En este sentido, se investigaron los efectos en la
enseñanza por parte del régimen de disciplina que existe en Portugal y lo que se
entiende por la reforma que introdujo el régimen de la clase promulgadas en el
siglo 19. Este cambio de régimen es un hito en la historia de la enseñanza.
Hemos tratado de equiparar las variables de la tarea de realizar la división de la
enseñanza. El cambio de régimen que se promulgó en el siglo 19, creó una
nueva división del trabajo que requiere una mano de obra dinámica
diametralmente opuesta a la práctica tradicional que estaba en vigor. Esta
revolución plan de estudios, ha generado nuevas exigencias de trabajo de los
profesores, pero también tuvo consecuencias en términos de identidad
profesional.

Palabras-clave: enseñanza, reforma, disciplina, grupo-clase.

domingo, 5 de agosto de 2012

Europeana - Homepage

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Enem 2012: os assuntos mais comuns na prova de matemática

Professores apontam porcentagem, probabilidade e geometria como temas quentes

RIO - Em tempos de Jogos Olímpicos, a prova de Matemática e suas Tecnologias, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pode ser comparada a uma maratona. São 45 questões para responder, além de outras 45 perguntas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, e uma redação no mesmo dia. Para ajudar na sua preparação, O GLOBO ouviu professores para elencar os assuntos mais recorrentes no Enem.
Dois temas precisam estar na ponta da língua dos vestibulandos: porcentagem e proporção, principalmente quando aplicados a interpretação de tabelas e gráficos. Análise combinatória, probabilidade e progressões aritméticas e geométricas também são bastante comuns.
- Há uma gama muito grande de conteúdos exigidos, mas o foco é principalmente na análise de dados e suas representações gráficas. Eu ressaltaria também questões relacionadas às funções, tanto na forma gráfica quanto na análise matemática mais profunda. Além disso, a geometria também é muito importante. É essencial dominar os conteúdos da geometria plana e transferir esses conhecimentos para a geometria espacial, ao enxergar quais formas planas formam o sólido que é apresentado - afirma o professor Lúcio Coelho, do Colégio CEL.
Paulo Henrique Silva, que dá aula da disciplina no Colégio pH, explica que os temas citados são mais fáceis de serem contextualizados e por isso aparecem em muitas perguntas. Ao mesmo tempo, é característico do Enem não puxar muito no conteúdo. Segundo ele, um dos maiores adversários dos estudantes costuma ser o tempo: em média, cada candidato tem três minutos e meio para escolher a resposta certa. Silva diz que só com muita prática é possível alcançar este resultado.
- O ideal é tentar fazer exercícios e provas anteriores dentro deste tempo. O exame é cruel, porque não aprofunda muito, mas é longo e com muitas questões. É indispensável treinar o controle do tempo. Quanto mais exercícios fizer, mais facilidade o aluno terá para identificar o que está sendo pedido e o caminho para a resolução do problema. Só com treino ele vai conseguir interpretar rápido o enunciado - explica o professor.
Coelho ressalta que o fato motivacional não pode ser deixado de lado. Por isso, ao começar o Enem, o estudante deve buscar itens que já domina e tem mais facilidade. Na medida em que for ganhando confiança, seu rendimento tende a melhorar no restante da prova. O professor Jorge Luiz Frias, do A. Liessin, concorda.
- O mais importante é o aluno ler a prova inteira. Porque ela é feita de uma forma que são poucos os que conseguem chegar até o final. Então, se encontrou algum tipo de dificuldade, passa para a próxima. O ideal é acertar todas as fáceis, a maioria das médias e o que conseguir das mais difíceis - diz Frias, relembrando que o Enem utiliza a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que enquadra as questões nas três categorias.


em http://oglobo.globo.com/vestibular/enem-2012-os-assuntos-mais-comuns-na-prova-de-matematica-5636718#ixzz22hAPZ2zr 
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sábado, 4 de agosto de 2012

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