domingo, 29 de maio de 2011


Zoológico ensina mais a crianças do que a sala de aula, diz estudo

Pesquisa de universidade britânica foi feita com 3 mil alunos.
Visitas despertam a atenção dos garotos para a conservação de espécies.

Do G1, em São Paulo
Uma pesquisa da Universidade de Warmick, na Grã-Bretanha, mostra que visitar o zoológico pode ser melhor para crianças aprenderem ciência e serem educadas sobre conservação da natureza do que o material e as aulas dentro da escola.
O estudo foi conduzido com mais de 3 mil crianças com idade entre 7 e 14 anos. Os alunos foram perguntados sobre o quanto conheciam animais, habitats e conservação da natureza. O questionário foi passado aos garotos antes e depois de idas ao Zoológico de Londres.
Do total, cerca de 53% delas foram afetadas pela visita e melhoraram o conhecimento científico sobre as espécies, ameaçadas ou não de extinção. A preocupação com a conservação dos animais também aumentou, já que 39% das crianças afirmaram ter desenvolvido uma consciência sobre o problema após a ida ao zoológico.
Segundo os pesquisadores, estar no zoológico desperta mais a vontade de aprender das crianças do que o conteúdo de sala de aula. E o aproveitamento era ainda maior quando as visitas eram guiadas por especialistas.
Flamingos no Zoológico de Londres, um dos animais vistos pelas crianças durante a pesquisa. (Foto: Leon Neal / AFP Photo)Flamingos no Zoológico de Londres, uma das atrações vistas pelas crianças. (Foto: Leon Neal / AFP Photo)
Os desenhos das crianças também mostrou uma evolução na compreensão dos termos científicos. Após a visita ao zoológico, alunos de 10 anos começaram a se familiarizar com palavras como floresta tropical e copa - para se referir ao topo das árvores. Elas conseguiram também identificar os habitats corretos dos animais como desertos,
Segundo Eric Jensen, professor de sociologia na universidade e coordenador do estudo, um décimo da população mundial visita um zoológico por ano, o que mostra o potencial de aprendizado que espaços para conhecer os animais têm.

Depressão é uma das principais causas do afastamento de trabalhadores

Sexta-feira, 27/05/2011
A cada cinco minutos um trabalhador brasileiro é afastado do serviço por depressão. Segundo médicos e psicólogos, a insatisfação profissional é um dos principais motivos. A OMS calcula que 17 milhões de brasileiros têm a doença.

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Amamentação pode reduzir riscos de obesidade, aponta estudo da Unifesp

Análise revela que quem recebeu só leite até os 6 meses é menos gordo.
Estudo com 118 jovens foi apresentado em congresso de obesidade em SP.

Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo
Uma análise de dados de 118 adolescentes obesos entre 14 e 19 anos atendidos pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que quem recebeu exclusivamente leite materno até os seis meses de idade – uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – apresenta hoje menor índice de massa corporal (IMC), taxa de gordura e circunferência da cintura.
A nutricionista Débora Masquio, que apresentou o estudo no 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, na capital paulista, entrevistou os pais desses jovens para saber o peso deles ao nascer e o período de amamentação exclusiva (nunca, de 1 a 5 meses ou até 6 meses). O trabalho serviu como dissertação de mestrado, a ser defendida até o fim do ano.
Segundo Débora, dados da literatura médica apontam que crianças desmamadas precocemente podem, ainda, ter um maior consumo de proteínas. Além disso, os adolescentes que nunca receberam apenas leite materno tiveram menor concentração de um hormônio chamado adiponectina, que facilita a perda de peso e melhora a sensibilidade à insulina, entre outras funções. Essa deficiência foi observada também entre aqueles (18 no total) que nasceram com peso insuficiente (abaixo de 2,9 kg, segundo parâmetros da OMS).
O baixo peso no nascimento vem sendo associado à obesidade, hipertensão e a outras doenças durante a vida adulta. Na literatura científica, esses bebês também costumar apresentar ganho de peso excessivo nos primeiros meses e alterações no pâncreas e nos rins.
Concluída a primeira fase do estudo, Débora pretende avaliar outros fatores, como consumo alimentar e hormônios desses adolescentes.