domingo, 14 de novembro de 2010

Música para todos: Villa-Lobos vai às escolas


Música para todos: Villa-Lobos vai às escolas

POR LUCIENE BRAGA
Rio - O Quinteto Villa-Lobos fará várias apresentações em 20 escolas da rede municipal de ensino. Crianças que nunca tiveram contato com a música clássica assistirão às apresentações que pretendem mostrar elos entre a cultura brasileira e outras culturas. Para que os alunos entendam melhor os concertos e o objetivo pedagógico seja atingido, professores serão preparados previamente. A história dos compositores e das músicas e curiosidades sobre instrumentos antigos e contemporâneos fazem parte do conteúdo passado às crianças. “A apresentação é toda comentada’’, explica Aloysio Fagerlande, fagotista do grupo.

Aqueles que se mostrarem mais interessados poderão, ao fim das apresentações, subir ao palco tocar nos instrumentos. O quinteto faz concertos em escolas desde a fundação, nos anos 60. A ideia surgiu quando o ensino obrigatório de música foi abolido da rede pública. A intenção era que o jovem pudesse, pelo menos, conhecer o que era a música erudita. As próximas apresentações serão na 18, na Estação do Metrô da Carioca, dia 18, às 12h, e na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, dia 19.
 

Mosquito criado em casa


Mosquito criado em casa

Calhas, lajes, ralos e até bandejas de geladeira servem de focos para o Aedes aegypti

POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio - Os moradores do Rio estão dando abrigo para o vilão do verão: a maioria dos focos do mosquito transmissor da dengue está dentro das residências e condomínios, segundo levantamento de Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil. Trinta e dois em cada 100 focos encontrados na cidade estão em locais fixos como calhas, lajes, ralos, tanques e piscinas não tratadas. E 19% estão em lugares usados para armazenamento doméstico de água, como tinas, potes, tonéis e cisternas.
Outros 19% foram encontrados em vasos, pratos de plantas, recipientes de degelo em geladeiras e bebedouros.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
“O ideal seria que cada pessoa conseguisse separar, uma vez por semana, dez minutos para verificar sua casa para eliminar e evitar o acumulo de água em lugares que podem se transformar em focos”, afirma Rosanna Iozzi, superintendente de Vigilância em Saúde do município. “A vigilância deve ser constante, porque o tempo quente e a chuva facilitam o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue. Um ovo leva entre 5 e 7 dias para se tornar um mosquito adulto.”
Como O DIA mostrou, o Rio e outros 18 municípios do estado estão em alerta para dengue, com índice de infestação maior do que 1%. A Organização Mundial de Saúde onsidera seguros índices menores do que 1%. Rosanna lembra que não são apenas as casas que devem ser vistoriadas. “Em condomínios, deve-se verificar as áreas comuns como as canaletas do estacionamento e ralos”, afirma.
Outro local que precisa ser vistoriado são os fossos dos elevadores. “As pessoas que precisarem de auxílio devem buscar ajuda através do telesaúde”.

Filme contesta tese da crise climática de 'Verdade Inconveniente', de Al Gore


Filme contesta tese da crise climática 


de 'Verdade Inconveniente', de Al 


Gore

'Cool it' é documentário sobre cético do clima dinamarquês Bjorn Lomborg.
Produção de Ondi Timoner lista medidas para contrabalançar aquecimento.

Da AFP
A humanidade pode se adaptar às mudanças do clima sem necessidade de ceder ao pânico, sustenta "Cool it", um documentário sobre o polêmico climatologista dinamarquês Bjorn Lomborg (clique aqui para ler entrevista que Lomborg concedeu ao G1, há quase um ano, em Copenhague). A produção foi concebida como resposta a "Uma Verdade Inconveniente", sobre a crise ambiental provocada pelas emissões de gases-estufa, apresentado pelo ex-vice-presidente americano Al Gore.
O filme, do americano Ondi Timoner, propõe estratégias para contrabalançar o aquecimento global: pintar as cidades de branco para refletir a luz do sol e reduzir a temperatura, captar a energia das ondas, obter combustíveis a base de algas e até mesmo esfriar artificialmente o planeta produzindo nuvens na atmosfera.
"O debate sobre o clima viu-se contaminado pelo fato de que só se aceitam duas posições: ou se é negacionista do aquecimento global ou pró Al Gore, e o fim do mundo está próximo. O problema é que nenhuma dessas duas posições é justa", afirma Lomborg.
O debate sobre o clima se viu contaminado pelo fato de que
só se aceitam duas posições"
Bjorn Lomborg
"Não há meio termo e precisamos dele de verdade", disse à AFP aquele que é apontado como o "enfant terrible" do clima.
"Cool it" (expressão que, em inglês, significa "Esfrie" ou "Fique frio"), criado em resposta a "Uma Verdade Inconveniente", ganhador do Oscar de melhor documentário em 2007, sustenta que as consequências das mudanças climáticas serão limitadas e que o mundo pode enfrentá-las em um primeiro momento, fazendo ao mesmo tempo grandes investimentos em ciência para encontrar soluções de longo prazo.
Este filme é uma continuação do de Al Gore. Seu filme fez com que todos nos conscientizássemos das mudanças climáticas, mas na base do pânico. O pânico não é um bom estado de ânimo para tomar boas decisões"
Lomborg
"Este filme é uma continuação do de Al Gore", ganhador do Nobel da Paz 2007 junto a um grupo de especialistas em clima por sua ação global contra o aquecimento global, explicou Lomborg.
"Seu filme fez com que todos nos conscientizássemos das mudanças climáticas, mas na base do pânico, e temos que superar essa etapa. O pânico não é um bom estado de ânimo para tomar boas decisões", explicou o climatologista, que dirige um "think tank" em Copenhague.
Ele tem como alvo a estratégia atual de emissões de dióxido de carbono (CO2).
Pôster do filme 'Cool It'Pôster do filme 'Cool it' (Foto: reprodução)
Segundo Lomborg, o custo total do Protocolo de Kyoto alcançaria os US$ 180 bilhões ao ano. Quanto ao plano da União Europeia para diminuir em 20% suas emissões de CO2 até 2020, o cientista afirma que as medidas reduziriam o PIB europeu em US$ 250 bilhões ao ano, cinco vezes o custo previsto por Bruxelas.
Para o polêmico especialista, os dois projetos só conseguiriam reduzir a temperatura de 0,08 a 0,1 grau Farenheit (cerca de 0,05 grau Celsius) antes de 2100. A meta inicial, anunciada pela ONU, é limitar o aquecimento global a 2°C durante o século XXI com relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial.
Para Lomborg, é melhor investir o dinheiro (US$ 100 bilhões de dólares) nas novas tecnologias verdes e em combater os problemas urgentes dos países pobres: Aids, malária e água potável.
Lomborg, de 45 anos, cujo livro "O Ambientalista Cético" desatou a fúria de cientistas do mundo inteiro, afirma que os alarmistas estão errados.
"Há muita gente bem-intenciada que pensa que precisamos de uma mensagem 'mais sexy' para difundi-la melhor", criticou o dinamarquês, cujas intervenções ocupam bastante tempo na primeira parte do documentário.
"Isso não funcionou com a guerra no Iraque e tampouco funcionará para encontrar soluções de longo prazo" para o aquecimento global, concluiu.
"Cool it" (com 1h28m de duração) apresenta opiniões de respeitados cientistas, entre eles o físico Freeman Dyson, da Universidade de Princeton.
O documentário, que já foi exibido em vários festivais, como o de Toronto, será lançado na Europa, após sua estreia nos Estados Unidos.