quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Área de turismo exige sensibilidade para fazer negócios


Área de turismo exige sensibilidade para fazer negócios

Gostar de viagens é fundamental na profissão.
Mas é preciso saber lidar com o público.
Simone HarnikDo G1, em São Paulo
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Foto: Divulgação/UFMG
Alunos de turismo da UFMG em atividade (Foto: Divulgação/UFMG)
Viajar e ainda ganhar dinheiro: a combinação parece tentadora para um jovem a um passo de ingressar no mercado de trabalho. Esse é o lado glamoroso do mercado para quem faz a faculdade de turismo. Mas nem tudo é tão perfeito. No Brasil, por exemplo, muitas vezes a falta de infra-estrutura ofusca um pouco o brilho do cotidiano da carreira. O profissional de turismo é o tema do Guia de Carreiras do G1 desta terça-feira (2).
Aí é que entram as habilidades do bacharel em turismo: é ele que tem de aliar o conhecimento à capacidade de planejamento e ao jogo de cintura para oferecer alternativas viáveis – e por que não dizer, rentáveis – de viagens, eventos, atrações, transportes, acomodações.

“O que a gente fala é que gostar de viajar é fundamental para quem vai fazer a faculdade. Mas não é o mais importante”, afirma a professora do curso de turismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mariana de Oliveira Lacerda. “É necessário ter sensibilidade para perceber a potencialidade do território e das pessoas, perceber as características e as limitações.”

Pareceu difícil? Bom, em termos práticos, o profissional de turismo deve saber que criar um parque aquático gigante em uma região pobre pode ser uma má idéia. Primeiro, o negócio pode ir por água abaixo economicamente e ficar sem clientes; e segundo, o empreendimento deve procurar ficar de acordo com características locais que podem gerar renda.

O que se espera de alguém que vai para a área é facilidade de comunicação para lidar com o público, conhecimento de idiomas e dinamismo. “O perfil do curso é para pessoas abertas e que não tenham problema de trabalhar nas férias, pois quando os outros estão de férias é que surgem as melhores oportunidades”, diz o coordenador do curso da Universidade Federal Fluminense (UFF), Aguinaldo César Fratucci.


 O curso
De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC) há cerca de 700 cursos superiores que levam turismo no nome. Alguns são turismo e hotelaria, outros são gestão de turismo e há ainda os que são turismo e ponto. Por isso, vale conferir a grade horária e o currículo da instituição que oferece o curso.

Basicamente, quatro grandes áreas devem ser abordadas na formação: os processos de agenciamento, o transporte turístico, hospedagem e o planejamento de eventos. As ênfases variam conforme a faculdade e a região em que está instalada. Um ponto a ser observado, segundo os especialistas ouvidos pelo G1, é se o curso oferece trabalhos de campo e atividades práticas.

Outra diferença acontece na modalidade dos cursos: alguns são de bacharelado e outros são tecnológicos. O bacharelado é um curso mais longo e, segundo as regras do MEC, deve ter tempo mínimo de três a quatro anos para conclusão, porque nele é oferecida a visão global de planejamento do turismo. Já o tecnológico, mais curto, aborda principalmente as aplicações e pode tratar das particularidades da hotelaria, por exemplo.

* A partir deste mês o Guia de Carreiras do G1 será publicado quinzenalmente.
  • Fabio|28/02/201022h37
    Estou começando a cursar turismo na uninove em sp,gostaria de ter algumas informaçoes sobre o mercado de trabalho,por exemplo:vagas,salarios,expectativas na area. 
  • Santiago Duarte Montengro|21/10/200911h06
    Parabéns, pela matéria, realmente explica bem sobre as atividades relacionadas ao turismólogo, contudo sou formado nesta área desde o segundo semestre de 2007 e ainda não consegui trabalhar na àrea. Estou estudando MBA em Gestão em Marketing e Inglês também para me especializar. 
  • Claudine|13/10/200916h30
    Estou no último ano e as perspectivas de trabalho na área aqui no Sul são péssimas, as oportunidades de trabalho são escassas e as que surgem não compensam financeiramente, mas nas regiões norte e nordeste as oportunidades de trabalho são melhores, por isso alguns turismólogos desistem da profissão. 

histórico de Guia de carreiras

Lógica e criatividade são essenciais para profissional de TI


18/10/2010 15h45 - Atualizado em 19/10/2010 09h04

Lógica e criatividade são essenciais 


para profissional de TI

Tecnologia da Informação é área em expansão, dizem especialistas.
Saiba mais sobre o curso de graduação em processamento de dados.

Nathália DuarteDo G1, em São Paulo
Profissionais que escolhem a área de Tecnologia da Informação (TI) estão em constante adaptação às novidades do mercado. Então, se você está sempre antenado nos lançamentos tecnológicos, é fissurado em games e tem curiosidade por entender o funcionamento das coisas vai gostar de saber que é possível trabalhar com seus hobbies. E mais ainda, que esse é um mercado cheio de oportunidades.
Nesta terça-feira (29), o G1 traz em seu Guia de Carreiras o curso de processamento de dados, ou tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, como também é chamado. A graduação está entre os cursos de TI oferecidos no Brasil.
"A área de tecnologia está crescendo e a procura por esses cursos é muito grande. Existem estudos que apontam que a tendência é que a área se expanda ainda mais. Hoje em dia, a demanda de empresas procurando por profissionais capacitados é bastante significativa", dizHamilton Martins Viana, chefe do departamento de tecnologia da informação da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP).
O crescimento no número de vagas na área de TI deve-se à gama de possibilidades de atuação. "Um aluno graduado em TI pode trabalhar em todos os tipos de empresa, que oferecem qualquer tipo de serviço. Isso porque ele desenvolve projetos de sistemas para a informatização de empresas em suas rotinas administrativas", diz Viana.
"O profissional de análise e desenvolvimento de sistemas está apto a trabalhar em todas as etapas de desenvolvimento de sistemas computacionais. Estas etapas são a análise, projeto, implementação e implantação de sistemas computacionais", afirma André Zampieri, coordenador do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas da Universidade Caxias do Sul (UCS).
Curso
O curso de graduação em processamento de dados não é um bacharelado, é um curso tecnológico, voltado diretamente para a parte prática da profissão. "O curso tem o mesmo valor para um mestrado, doutorado, ou pós-graduação. A diferença é que o bacharelado é mais amplo, e o curso de tecnologia é voltado para a prática no mercado de trabalho", diz Viana, da Fatec-SP.
Características esperadas do estudante de TI são o gosto pela informática e bom raciocínio lógico. "As matérias mais comuns são as disciplinas de Programação de Computadores, de Análise e Projeto de Sistemas, Banco de Dados e disciplinas que complementam o trabalho desenvolvido nestas", diz Zampieri.
E o coordenador dá a dica: "a tecnologia avança muito rápido, e em ciclos cada vez mais curtos. Por isso, o profissional deve se reciclar e adquirir novos conhecimentos e habilidades".
Ficha curiosidades processamento de dados(Foto: Arte/G1)
Dia a dia da profissão
Segundo Zampieri, na análise de sistemas é realizado o levantamento das necessidades que o sistema computacional se propõe a resolver. Na etapa de projeto, com os dados obtidos na análise, um projeto sobre como será o sistema computacional é produzido. A fase de implementação é quando o sistema computacional é construído (programado). Já a etapa de implantação ocorre quando o software é disponibilizado para o uso.
O profissional egresso do curso pode atuar, principalmente, como analista de sistemas, programador de computadores, analista de banco de dados e consultor de TI. É possível trabalhar em empresas especializadas no desenvolvimento de sistemas computacionais ou em empresas que utilizam sistemas computacionais.
"Hoje em dia, todos os tipos de organizações utilizam sistemas computacionais - indústria, comércio, serviços, bancos e até empresas da área da saúde. Também há o poder público, como prefeituras, governo federal e governos estaduais. Os profissionais de análise e desenvolvimento de sistemas estão aptos a trabalhar em qualquer empresa que necessite utilizar sistemas computacionais, seja no auxílio à tomada de decisões, ou no gerenciamento dos seus processos operacionais", diz Zampieri.
Escolha de menino
"Escolhi a área de tecnologia aos 12 anos. Comecei a lidar com computadores por meio de amigos e, a partir dalí, essa se tornou uma das paixões da minha vida. Curto tecnologia e gosto disso inclusive no meu tempo livre. Comecei a desenvolver [sistemas] na adolescência, e o ingresso na carreira de TI foi natural. O que me atraía era lidar diretamente com tecnologia e computação", diz Eduardo Campo de Oliveira, formado em processamento de dados.
Eduardo se formou em 1994 e hoje é gerente de Marketing e Negócios da Divisão de Produtividade e Colaboração da Microsoft Brasil. "Comecei na área técnica e trabalhava como analista de sistemas. Optei pela área de desenvolvimento porque gostava muito de programar. Trabalhei sete anos em um banco e pude atuar em diversos projetos na área financeira", afirma.
Com o crescimento na carreira, ele decidiu complementar a formação técnica com uma pós-graduação em marketing. "Queria trazer o aspecto de negócios para a área de tecnologia", diz. Segundo o gerente, a tecnologia se associa ao marketing. "O objetivo do marketing é demonstrar um produto, por isso conhecer tecnologia é o primeiro passo para entender como aquele produto vai atender às necessidades de um usuário."
Segundo Eduardo, o profissional de TI pode escolher entre as áreas de infraestrutura, que é o planejamento do sistema, ou o desenvolvimento do sistema na prática.
"A fama de nerd não é fama", diz Oliveira, em tom de brincadeira. "É preciso ser um pouco nerd para gostar de tecnologia, mas isso não significa que a pessoa precise ficar 100% do tempo vendo uma tela de computador. Eu, por exemplo, pratico esportes, gosto de música, já fiz curso de teatro, então depende muito de cada um. Tem desde o cara que é completamente fissurado em tecnologia, o famoso geek, e aquele que tem gostos variados. Acho que hoje em dia não dá para termos nenhum estereótipo do profissional de TI", afirma.
(Esta reportagem foi originalmente publicada em 29/06/2010, às 10h24.)