segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Escola é Complemento???

Educação dos Filhos 
A vida moderna vem colocando desafios cada vez mais urgentes e complexos em nossas vidas. Um desses desafios é praticamente impostos às mulheres que se tornam mães: conciliar a vida profissional com a educação dos filhos.

Para as mães é importante entender que a sua importância na educação infantil é total. A relação entre mães e filhos determinará de forma decisiva como a criança receberá as informações que comporão a sua educação e a sua instrução; como ela reagirá ao contato social e como encarará os desafios e problemas levantados pela vida em comum que experimentará fora do âmbito familiar.

Quando as mães (principalmente as “de primeira viagem”) sentem-se tristes e preocupadas quando deixam seus filhos pela primeira vez na creche ou na escolinha. Muito longe de preocuparem-se apenas nesses momentos, as mães devem ter em mente que a participação e a importância delas para a educação e o desenvolvimento de seus filhos é algo enorme e que deve ser exercido e cultivado dia após dia; de forma ininterrupta e constante.

Outro aspecto importante na relação entre mães e filhos, no que tange a educação, é a participação delas no levantamento de deficiências que as escolas apresentem e na busca de formas de superação dessas deficiências. Ao mesmo tempo, elas devem ser capazes de perceber alterações comportamentais em seus filhos e verificar se essas alterações estão diretamente ligadas a problemas de convivência na escola ou fora do meio familiar. Quanto mais tempo a mãe puder passar com seu filho e mais íntima e constante for sua relação com ele; mais facilmente ela poderá detectar esses problemas e saná-los de forma rápida e segura. Concorrendo de forma primordial e fundamental para evitar que a criança forme em sua personalidade traços que a levem a tornar-se um adulto inseguro e temeroso do mundo que a cerca – é importante garantir que a educação da criança seja plena e eficaz.

Para uma boa relação entre mães e filhos, a mãe deve ter em mente que a educação correta é o acúmulo de informações que garantirão as crianças uma vida plena futura. E esse acúmulo tanto de deve dar no campo intelectual quanto no emocional. Brincar com seus filhos, participar das atividades na escola, conversar e desenvolver uma parceria sadia com as crianças é o ponto fundamental para dar-lhes a segurança de que são amados sem estender-lhes uma cobertura de proteção exagerada e perniciosa, que os transformará em crianças mimadas e incapazes de agir em sociedade de forma perfeita e completamente enquadrada aos costumes sociais de seu meio.

As mães são o alicerce fundamental sem o qual a educação das crianças seria enormemente prejudicada e, em alguns casos, até impossibilitada; tala enorme importância que a mãe tem para seu filho.

Por isso, você que é mãe, não se furte ao prazer e a obrigação de garantir que seu filho se transforme em um adulto plenamente capaz de levar uma vida satisfeita e feliz. Participe ativamente de sua educação e dê-lhe todas as oportunidades de aprender, com você e com o mundo que o cerca, tudo o que será necessário para que ele desfrute do melhor possível em matéria de desenvolvimento de suas capacidades.

A Importância da Educação Física Escolar.

A Educação Física é uma área do conhecimento que trabalha com o corpo e o movimento como parte da cultura humana. Nessa perspectiva cultural na qual a Educação Física escolar está inserida, não se deve associar seus benefícios apenas a questões fisiológicas dos seres humanos, mas também ao seu autoconhecimento corporal, melhora na auto-estima, no auto-conceito, entre outros. A Educação Física favorece aos alunos a compreensão de seu próprio corpo e de suas possibilidades, conhecendo e experimentando um número diversificado de atividades corporais para que os alunos futuramente possam escolher a atividade mais conveniente e prazerosa para auxiliar no seu desenvolvimento pessoal e na melhoria de sua qualidade de vida ao longo de suas vidas.

O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. Antes mesmo de nascer o ser humano se movimenta e devido as suas experiências e influências do meio, adquire maior controle sobre seu próprio corpo e dessa forma vai se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo.

De acordo com PAIM, (2007):

“Ao movimentarem-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamento, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é mais do que um simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo. Trabalhar com movimento contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor.”

Dentre as produções da cultura vivenciadas pelo corpo humano ao longo de sua existência, algumas foram incorporadas pela Educação Física em seus conteúdos, como: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica, a luta entre outras. Que apresenta em comum a representação corporal, com características lúdicas, de diversas culturas humanas; todos esses fatores favorecem o fortalecimento da cultura corporal humana.

Já no que diz respeito às habilidades motoras na Educação Física, acrescenta-se que: “O trabalho as habilidades motoras e capacidades físicas deve estar contextualizado em situações significativas e não deve ser transformados em exercícios mecânicos e automatizados (PCN, 1997, p.62)”. Durante as aulas de Educação Física, o processo de ensino e aprendizagem deve dar oportunidade aos envolvidos para que façam a utilização de sua motricidade enquanto ação intencional, que é extremamente necessária e significativa durante a construção de conhecimento e é proporcionada pela integração sujeito-objeto.

As aulas devem proporcionar ao aluno a aprendizagem por meio da abstração reflexiva, ou seja, deve-se dar a ele a oportunidade para ira além da inteligência prática sobre e por meio desse conteúdo, considerando-o como um conhecimento socialmente construído e historicamente contextualizado. Pois, para que os objetivos das aulas sejam alcançados é necessário que as crianças sejam desafiadas a solucionar problemas ou enfrentar situações que necessitem de formas de pensar diferentes daquelas usadas até então. Uma aprendizagem significativa exige, além da interlocução e da experimentação do movimento do corpo no espaço e da utilização das estruturas mentais para relacionar os estímulos recebidos formando conceitos claros. Assim sendo, para Delore (2000), desde a infância o ser humano precisa saber e adquirir o aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.

Atualmente, a área da Educação Física evoluiu de tal forma que abrange múltiplos conhecimentos produzidos e usufruídos pela sociedade em geral relacionados ao corpo e do movimento. Entre eles, se consideram fundamentais as atividades culturais de movimento com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, e ainda com possibilidades de manutenção, promoção e recuperação da saúde. Kunz (2001), também acredita que a Educação Física deve desenvolver a Função Social e Política, e afirma que ela é inerente a toda a sua ação pedagógica, e que através dessa ação, sua especificidade prática poderá ser transformada em tarefas pedagógicas desejáveis.

De acordo com Santin (1995), “Ninguém duvida de que o desenvolvimento humano consiste na realização e aperfeiçoamento de todas as capacidades do se humano (p.14)”, assim sendo, os professores de Educação Física devem motivar e incentivar os praticantes a descobrir seus limites e capacidades, a fim de que o potencial de cada aluno seja revelado e valorizado. Em face dessas reflexões o presente artigo tem como objetivo, verificar qual à visão que os professores de Educação Física da rede pública de Santa Maria têm sobre a importância da Educação Física Escolar.

Caminhos percorridos

Este trabalho encontra-se ancorado na abordagem de pesquisa qualitativa. Conforme Demo (2000), a pesquisa qualitativa deseja fazer jus à complexidade da realidade. A abordagem qualitativa requer que os investigadores desenvolvam empatia para com as pessoas que fazem parte do estudo e que façam esforços concertados para compreender os seus vários pontos de vista (BOGDAN e BIKLEN, 1994).

Bogdan e Biklen (1994), afirmam que, “a abordagem qualitativa é utilizada de forma a ajudar a clarificar perspectivas conflituosas acerca da educação e a estimulá-los a questionar suas hipóteses...” seguimos esta metodologia principalmente por acreditarmos que através dela poderemos nos tornar mais conscientes, pois, somos motivados a criticar e analisar com consistência e assim explorar mais profundamente as circunstâncias a serem estudadas.

Fizeram parte da amostra de nosso estudo 24 professores de Educação Física de 10 escolas da rede pública de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Como instrumento de coleta, utilizou-se um questionário com questões abertas e fechadas, na qual as perguntas versaram sobre o tema Educação Física Escolar. O questionário foi respondido individualmente, e entregue no mesmo dia para a pesquisadora. Para a análise dos dados utilizou-se a análise de conteúdo.

Apresentando e discutindo os resultados

O objetivo desse estudo foi verificar qual à visão que os professores de Educação Física da rede pública de Santa Maria têm sobre a importância da Educação Física Escolar. Os dados foram organizados em categorias, de maneira a responder os objetivos do estudo, são elas: 1) Entendimento de Educação Física Escolar; 2) O que compete a Educação Física escolar ensinar; 3) A importância do Planejamento escolar

1. Entendimento de Educação Física Escolar

Os professores colaboradores da pesquisa ao serem questionados sobre qual o entendimento de Educação Física escolar, revelaram diferentes pontos de vista, e conceituaram-na, de maneira geral, como:

“É uma disciplina que leva o aluno ao conhecimento do seu próprio corpo, das suas possibilidades e limitações. A Educação Física escolar desperta o vigor físico, a capacidade psico-motora e influencia numa vida sadia às crianças.” (Diário de campo, Santa Maria, julho de 2008. Professor A/I)

“Todos nós sabemos da importância de fazer uma atividade física e de se manter ativo. Em minha opinião é a disciplina mais importante desenvolvida na escola, porque trabalha o aluno como um todo.” (Diário de campo, Santa Maria, julho de 2008. Professor J/II)

Os PCNs (1997) afirmam que:

“ por suas origens militares e médicas e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção do status quo vigente na história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física restringiram os conceitos de corpo e movimento – fundamentos de seu trabalho – aos seus aspectos fisiológicos e técnicos.”

Com isso, percebe-se que, a opinião do professor A/I não se encontra de toda forma errada, e sim um pouco desatualizada; pois atualmente, a Educação Física corre em busca pela sua superação e valorização, através da concepção que a remete a diferentes dimensões como: a cultural, a social, a política e a afetiva, porque acima de tudo, ela trabalha com seres humanos que durante todo seu ciclo vital se movimentam e agem como sujeitos e cidadãos, interagindo e modificando o contexto social ao qual estão inseridos. Percebe-se que a visão do professor se deve ao fato de ter sofrido influências de uma Educação Física tecnicista, pois já está na escola há mais de 25 anos. O modelo tecnicista tem como objetivo principal a busca da aptidão física e desportiva. Saviani (2005) diz que, ”temem a competência técnica aqueles que, encontram-se ainda sob a influência dominante das teorias educacionais que convencionei chamar de “crítico-reprodutivistas.” Concordamos com Saviani, porque entendemos que é o mínimo que um professor de Educação Física deve ensinar, mas, desde que o professor não ensine e cobre apenas a competência técnica, mas que essa competência técnica venha acompanhada de cooperação, tolerância, superação de limites, crescimento pessoal, entre outros.

A Educação Física evolui com a história, acompanhou as mais diversas situações históricas, surgiu nos primórdios, onde o Ser Humano usava suas habilidades motoras para se locomover, alimentar e sobreviver. Com os Gregos na antiguidade, incorporou-se o desenvolvimento físico e moral; já os romanos, pouco se dedicavam a moral e a cultura intelectual, preocupavam-se mais com o desenvolvimento das massas musculares. Já na idade média, os exercícios físicos eram considerados como maneiras bárbaras de manifestações influenciadas pelas ordens da cavalaria.

Atualmente a Educação Física de acordo com Saviani (2005), serve para auxiliar e instaurar na escola saberes científicos, técnicos, estéticos, dentre outros, e assim revelar algo de diferente na vida dos envolvidos e da sociedade, na qual o ponto de partida da prática enquanto educação é revelar algumas situações de equilíbrio da hierarquia educacional, onde se revela importante não apenas o professor como formador de idéias, mas sim o professor – aluno – escola - sociedade responsável pela construção do conhecimento comum.

2. O que compete a Educação Física escolar ensinar

De acordo com os resultados verifica-se que os professores demonstraram, através de suas falas que percebem a Educação Física como um componente curricular rico em conteúdos e possibilidades específicas de movimento. A escola é parte integrante da vida de cada um, é possível afirmar que na escola nada deve ser isolado, principalmente na Educação Física, onde o corpo não é apenas um corpo isolado, onde podemos fazer dele, enquanto professores, “o que bem entendemos”, e sim, compete a Educação Física compreendê-lo na sua essência para assim proporcionar o movimentar-se e estimular a formação bio-psico-social de cada aluno. Assim pode-se perceber em algumas falas que:

“A prática de atividade física oportuniza ao educando assimilar os momentos de competição como forma de crescimento pessoal e melhora da auto-estima, bem como valorizar a cooperação e construir e reconhecer regras que remetem a valores e noções de sociabilidade. Enfim, tornar-se um ser atuante na sociedade.” (Diário de campo, Santa Maria, julho de 2008. Professor G/II)

“Educação Física é importante porque através dos diferentes conteúdos, como, exercícios formativos, jogos, esportes, ginásticas, entre outros apoiando-se em bases científicas, biológicas, pedagógicas e psicológicas, desenvolve e forma o indivíduo físico, mental e espiritualmente sadios.” (Diário de campo, Santa Maria, julho de 2008. Professor D/III)

Através de tais opiniões percebe-se que a Educação Física escolar tanto para os professores entrevistados, quanto para os pesquisadores e autores como Voser e Giusti (2002), além de desenvolver os aspectos físicos e disciplinares, pode promover a autoconfiança através de suas práticas delegadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais e dessa maneira também auxilia a expandir os conhecimentos motores, a valorizar a cultura, o movimento e a integração com seus companheiros de grupo.

Lembrando as palavras de Shugunov Neto e Maciel, (2002), que afirmam que: “ser professor” passa a abranger outras virtudes muitos mais exigentes do que apenas dar aula. Precisa desaparecer, desde logo, toda a tática de encurtamento, abreviação, banalização, porque formação é fenômeno que acarreta certa plenitude, implicando de mais tessituras técnicas, políticas e éticas. Ou seja, os professores não devem se considerar apenas transmissores de conhecimento e sim formadores de opiniões, assim sendo, o professor deve tomar o máximo de cuidado para que através de suas aulas ele possa usar de maneira representativa e significativa a valorização individual e do coletivo, transmitindo valores aliados aos conhecimentos técnicos e táticos possibilitados através da prática da Educação Física Escolar.

Conforme Arroyo (2000), “Em outras instâncias e experiências de nossas vidas outras imagens se acrescentam e com todos esses aprendizados, por sua vez resistindo a eles, fomos construindo nossa identidade pessoal e profissional.” Ou seja, deve-se ser considerado que para a construção de nosso conhecimento sofremos influências das mais distintas áreas e possibilidades, e a Educação Física Escolar tem como principal função auxiliar na formação bio-psico-social de todos aqueles que estiverem envolvidos na relação ensino-aprendizagem; mais precisamente os alunos, que é através da escola que pode ser possibilitada as mais diversas informações e relações sociais.

Já Voser e Giusti (2002), acreditam que atualmente a globalização mundial e a evolução da tecnologia proporcionam um aprendizado rápido e dinâmico; porém é imprescindível cuidar do aspecto físico, psíquico e social, mesmo que trabalhado de maneira lúdica, quer por meio da prática de algum esporte ou outro tipo de atividade física.

Não podemos esquecer que, embora estes professores entrevistados pensem desta forma a realidade atual da Educação Física nas escolas não é homogênea, pois através deste estudo constatou-se um grande descaso vindo dos entrevistados, no qual, 30% dos entrevistados não responderam ao questionamento, muitos destes se mostraram desmotivados com o salário, desatualizados, com pouco recurso físico e material e mesmo com toda a argumentação da importância de sua opinião acabaram não contribuindo com a pesquisa. Arroyo (2000), afirma que é muito mais fácil jogar a responsabilidade para o capitalismo, o neoliberalismo, do que assumir a responsabilidade que toca ao professor.

Já os autores Campagna e Shwartz (2007) dizem que, “a reflexão que o profissional faz sobre si e sobre seu estar no mundo não se dissocia de sua ação sobre o mundo e, sendo assim, esta indissociabilidade ação-reflexão traz para o foco, complexas e abrangentes questões relacionadas ao papel mediador que deve balizar sua práxis na perspectiva aludida. A competência é uma destas questões que vem a desafiá-lo.” Ou seja, não se deve deixar que as situações externas como baixos salários, falta de material, entre outros abalem suas bases, pois se isso acontecer todos os envolvidos serão atingidos; neste caso, os alunos seriam os mais prejudicados, pois dependendo da práxis pedagógica do professor, esta prática pode influenciar negativamente o envolvimento dos alunos na Educação Física escolar, a motivação para a prática, a construção da autoconfiança e auto-estima dos alunos, entre outros.

3. A Educação Física e o planejamento escolar

De acordo com os resultados verifica-se que os professores demonstraram, através de suas falas que vêem no planejamento das aulas Educação Física a possibilidade de desenvolvimento de capacidades e competências nos alunos. Como pode ser visto na fala do professor:

“Infelizmente, alguns professores ainda desperdiçam o tempo de aula dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A Educação Física não se resume em correr, brincar, jogar bola. Fazer ginástica... A Educação Física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias modalidades do mundo dos esportes, adaptando o conteúdo das aulas a individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.”(Diário de campo, Santa Maria, julho de 2008. Professor J/II)

A opinião do professor está inteiramente ligada a toda a sua vivência e inquietações, pois além de promover sua educação continuada também busca por em prática seus afazeres, ou seja, ele analisa a realidade da escola em que está incluído e revela as dificuldades dos professores que por muitas vezes, ou não acompanharam a evolução da Educação Física ou simplesmente não assimilaram a vital importância, que assumem, na atualidade para a garantia da qualidade de vida dos seres humanos. Visto que a Educação Física não é apenas utilizada para a cultura do corpo, pois vai além, porque promove uma melhoria física na aptidão, na motricidade, entre outros benefícios... pode também promover qualidade de vida e de saúde, enriquecimento de conhecimentos múltiplos através de suas práticas ou até mesmo com o auxílio da interdisciplinariedade, melhorar a auto-estima, auto-confiança, dentre outros fatores tão ou mais importantes que a Educação Física pode promover na vida do ser humano.

Através dessa fala percebe-se que os professores pensam que tanto o planejamento das aulas, quanto a educação continuada do professor são fatores que andam juntos e causam grande influência na práxis pedagógica de cada professor, pois o curso de Educação Física exige intensa atualização, pois é um curso que acompanha as tendências políticas, culturais e sociais que por vezes costumam ser altamente inconstantes, por variarem de acordo com o avanço da sociedade envolvida.

O planejamento, é um ato no qual o professor deveria tornar evidente a importância da opinião dos alunos no desenvolvimento, por exemplo da aula de Educação Física para que a adesão futura a atividade física seja maior e com mais consciência, e dessa maneira ele não apenas imponha sua opinião e sim auxilie na formação de seres críticos e reflexivos.

De acordo com Libâneo (1992, 9.221):

“... Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. “É um processo de racionalização organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social.”

Conforme salientou Lunardi (2005) o planejamento é assumir uma atitude séria, ter clareza e principalmente sabermos definir a diferença entre a multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Planejamento escolar consiste numa atividade de previsão da ação a ser realizada, implicando definição da necessidade de atender objetivos a atingir dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, como tempo de execução e formas de avaliação.

Kunz (1999) citando os PCNs, diz que deve ser evidente a responsabilidade e consciência, por parte dos professores de Educação Física, quanto ao estabelecimento dos objetivos para o trabalho com essa disciplina e para a priorização de métodos de ensino visando contemplá-los. Já para Libâneo (1992) o planejamento Escolar é a melhor maneira de definir as melhores possibilidades para alcançar os objetivos; e nele deve envolver o processo de reflexão, avaliação, organização do funcionamento e a proposta da instituição.

Com o auxílio do planejamento escolar e de suas informações contínuas os professores podem compreender as diferentes formas, pontos de vista e linhas da comunicação existentes no universo, interagindo e desenvolvendo a auto-expressão e a socialização sob o ponto de vista crítico e reflexivo, desafiando assim os processos de criação e vivências, tendo como ponto de partida a realidade social e o comprometimento intelectual com o novo permanente, com sensibilidade e criatividade; e assim poder sensibilizar o educando para a importância da atividade física como meio de oportunizar uma melhor qualidade de vida. Ampliar a visão sobre a cultura corporal de movimento que viabiliza a autonomia para o desenvolvimento de uma prática pessoal e a capacidade para interferir na comunidade, seja na manutenção ou na construção de espaços de participação em atividades culturais, ou com a finalidade de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, e ainda possibilitar a promoção, recuperação e manutenção da saúde.

Considerações finais

O presente estudo teve como objetivo verificar qual à visão que os professores de Educação Física da rede pública de Santa Maria têm sobre a importância da Educação Física Escolar. Através da análise dos resultados pode-se inferir que:

Os professores de Educação Física, sujeitos da pesquisa, percebem a Educação Física como um componente curricular rico em conteúdos e possibilidades específicas de movimento, fundamental para o desenvolvimento dos alunos e vê no planejamento das aulas Educação Física a possibilidade de desenvolvimento de capacidades e competências nos alunos.

Atualmente não podemos negar que ainda é grande a marginalização da disciplina de Educação Física nas escolas, por vezes até mesmo dentre os seus profissionais, que não conseguem ver a plenitude de conteúdos e vivências de movimentos que pode ser desenvolvida através da Educação Física escolar, e essa realidade deve ser mudada.

Através deste estudo constatou-se que a visão dos professores sobre a Educação Física e a sua importância no contexto escolar é de suma importância para traçarmos estratégias de ensino que venha colaborar para a melhoria da qualidade das aulas de Educação Física na rede pública de ensino. Percebe-se que embora tenha havido descaso de alguns entrevistados e opiniões bem diferenciadas não encontramos professores com visão errônea do que seria a Educação Física escolar e sua importância, e sim pôde ser concluído que alguns estavam apenas desatualizados sobre a nova concepção de educação integral e de qualidade.

O professor de Educação Física deve ter sua responsabilidade social pautada na ética, para dessa maneira assumir o seu papel de co-responsável pela qualidade da educação brasileira e da valorização de uma área que ainda hoje encontra-se desvalorizada que é a Educação Física escolar. Através de sua atuação, o professor, pode reiterar a relevância do papel da Educação Física na escola e atender a seu compromisso de maneira sublime e com qualidade, afirmando seu valor como educador/educando.

A Educação Física escolar é uma das mais eficientes formas para promover o ensino-aprendizagem de maneira completa, complexa e lúdica, além de ser capaz de através do próprio movimento, colocar em evidência as diferenças culturais, corporais e sociais da população envolvida.

Referências bibliográficas

ARROYO, M. Ofício de Mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

BOGDAN, R. C. & BIKLEN, S. K. Investigação Qualitativa em Educação. Portugal, Porto Editora, LDA, 1994.

CAMPAGNA, J. & SCHWARTZ, G. M. - Educação e competência: o ensino reflexivo na Educação Física, EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Nº 109. 2007. http://www.efdeportes.com/efd109/educacao-e-competencia-o-ensino-reflexivo-na-educacao-fisica.htm

DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000.

KUNZ, E. Educação Física: ensino & mudanças. Coleção Educação Física, 2.ed. Ijuí: Unijuí Ed. 2001. 208 p.

LIBÂNEO, J. - Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 1992.

LUNARDI, E. M. Polígrafo da disciplina. Organização do Planejamento Educacional, 2005.

PAIM, M.C.C. Caderno Universitário de Ritmo, Ludicidade e Motricidade. ULBRA/SM, 2007.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações Coleção Educação Física, 9ª Ed., Campinas, SP: Autores Associados, 2005.

SILVA, E. N. Recreação e Jogos. 2ª ed. Rio de Janeiro, Sprint, 1999.

SHIGUNOV NETO, A. & Maciel L. S. B.- Reflexão sobre a formação de professores. Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico Campinas, SP: Papirus, 2002.

VOSER, R. C. & GIUSTI, J. G. - O futsal e a escola: uma perspectiva pedagógica. Porto Alegre: artmed, 2002
Quem pode participar do ENEM
Pode fazer a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no primeiro semestre de 2017, o estudante que participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 e obteve nota na redação que não seja zero. É necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem de 2016. O número de inscrição e a senha de outras edições do exame não são aceitos.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA

DIRETORIA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – DAEB
NOTA TÉCNICA
Assunto: TRI (Teoria de Resposta ao Item)
Referência:

A decisão de implementar no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) a Teoria de Resposta ao Item (TRI) teve duas finalidades principais: (1) permitir a comparabilidade dos resultados entre os anos e (2) permitir a aplicação do Exame várias vezes ao ano.
A comparação dos resultados entre avaliações é possível na medida em que, com a TRI, uma escala métrica é estabelecida. Assim como existem escalas padrões para mensurar comprimento (metro) e temperatura (Celsius), com a TRI desenvolve-se uma escala padrão de conhecimento. As provas, nas avaliações educacionais, são instrumentos de medida do conhecimento, comumente denominado de traço latente. Por sua natureza, os conhecimentos adquiridos pelos estudantes não podem ser mensurados diretamente, mas é possível utilizar instrumentos de medida que buscam mensurá-los indiretamente. Essa é a fundamentação da Teoria da Medida e é ela que embasa a construção também de instrumentos psicológicos que buscam medir: inteligência, depressão, personalidade etc.
O uso da TRI em avaliações educacionais teve início no Brasil com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) em 1995 e, posteriormente, foi implementado também no ENCCEJA, Prova Brasil e ENEM. No âmbito internacional, a TRI vem sendo utilizada largamente por diversos países: Estados Unidos, França, Holanda, Coréia do Sul, China, sem falar nos países participantes do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).
Um dos grandes exemplos de avaliação utilizando a TRI é o exame de proficiência em língua inglesa (TOEFL). Este exame surgiu em 1964 e é amplamente utilizado em todo o mundo. Desde o ano de sua origem, este exame já avaliou mais de 25 milhões de alunos e tem sido administrado por mais de 4.500 centros em 165 país do mundo.
No TOEFL, os alunos marcam o horário em um dos centros credenciados e podem realizá-lo várias vezes ao ano. A prova é adaptativa, realizada no computador, e cada candidato responde a um conjunto de itens (questões) diferentes. Apesar de em cada aplicação o candidato receber uma prova distinta, todos os resultados são comparáveis e considerados isonômicos.
Outro exame bastante importante e mais semelhante ao ENEM é o SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test). Este é um exame educacional padronizado dos Estados Unidos, aplicado a estudantes do Ensino Médio, que serve de critério para admissão nas universidades norte-americanas. O exame é aplicado sete vezes ao ano, em outubro, novembro, dezembro, janeiro, março (ou abril), maio e junho. Estudantes de outros países também podem prestá-lo, caso estejam interessados em ingressar em uma das universidades que aceita os resultados do SAT. Novamente, apesar de aplicações realizadas em momentos distintos e com provas diferentes, a existência de uma escala padrão possibilita a comparabilidade de desempenhos.

Um pouco mais sobre TRI
Usualmente, quando desejamos medir a proficiência de um aluno em determinada área do conhecimento, fazemos uso do escore (número de acertos) do aluno em um teste com um determinado número de itens (questões). Os itens são analisados através de parâmetros denominados de discriminação e de dificuldade, que dependem fundamentalmente do grau de dificuldade do teste, como também depende o escore do aluno, e do grupo de respondentes. Comparações entre desempenhos de alunos submetidos a diferentes provas são difíceis de serem realizadas. Esta é a Teoria Clássica dos Testes (TCT).
Para contornar estas dificuldades, e também para permitir uma medida mais apropriada da proficiência do aluno, foi desenvolvida a TRI, cujo foco principal, como bem diz o seu nome, é o item e não o teste como um todo. Dentro do contexto da TRI, a medida de proficiência de um aluno não depende dos itens apresentados a ele e os parâmetros de discriminação e de dificuldade do item não dependem do grupo de respondentes. Em outras palavras, um item mede determinado conhecimento, independentemente de quem o está respondendo, e a proficiência de um aluno não depende dos itens que estão sendo apresentados a ele.
A TRI é um conjunto de modelos que relacionam a probabilidade de um aluno apresentar uma determinada resposta a um item, com sua proficiência e características (parâmetros) do item. O modelo utilizado no ENEM é o modelo logístico de três parâmetros que, além dos parâmetros de discriminação e de dificuldade, também faz uso de um parâmetro para controlar o acerto casual. Este último parâmetro tem um papel bastante importante nas avaliações com itens de múltipla escolha, caso do ENEM.
O modelo logístico da TRI parte do princípio de que quanto maior a proficiência do respondente, maior a sua probabilidade de acerto, traço latente acumulativo. O seu parâmetro de dificuldade é medido na mesma escala da proficiência, fato este que permite a comparabilidade entre resultados de diferentes testes e a construção e interpretação de escalas de proficiência, como a escala nacional de proficiência do SAEB construída pelo INEP/MEC para Matemática e Língua Portuguesa (www.inep.gov.br). Uma outra leitura para esse parâmetro, a qual nos parece mais apropriada, é dizer que ele representa a proficiência mínima que um respondente deve possuir para que sua probabilidade de acerto seja alta, ou seja, ele poderia ser chamado de “proficiência do item”.
Para exemplificar, vamos supor que desejemos medir a altura de uma pessoa, em metros, por meio de um questionário. Com um conjunto de perguntas seríamos capazes de definir com uma boa precisão a altura da pessoa. Uma pergunta (item) que poderia ser feita é “Você consegue guardar a bagagem no porta-malas do avião?”. Podemos imaginar que uma pessoa para responder sim para este item deve ter pelo menos 1,65m. Esta seria então a “altura” do item. Um outro item seria: “Você acha que se daria bem em um time de basquete?”. A altura deste item seria bem maior do que 1,65m. Ao final de um conjunto de respostas, seria possível saber a altura do respondente. O importante a ressaltar aqui é que não existe um único conjunto de questões capazes de medir a altura, ou seja, é possível medir a altura de maneira isonômica a partir de provas diferentes, ou seja, a partir de um conjunto diferente de questões. Itens de mesma “altura” serão respondidos de maneira igual por pessoas de mesma altura. Por isso, pode-se dizer que os resultados são comparáveis. Esta é a grande inovação da Teoria de Resposta ao Item utilizada no Enem, só que ao invés de medir altura, o Enem mede a proficiência de estudantes do Ensino Médio.
O parâmetro de discriminação, como já diz o seu nome, deve ser um valor mínimo de modo a garantir que respondentes com proficiências diferentes tenham probabilidades
diferentes de acerto. O grau de informação do item está diretamente relacionado com esse parâmetro.
A elaboração de uma boa prova exige o conhecimento dos parâmetros dos itens. Isto é conseguido através de pré-testagens de itens em amostras apropriadas de alunos nas quais estimamos os parâmetros dos itens em uma mesma escala de proficiência. Deste modo, posicionamos os itens em uma escala de acordo com o nível de proficiência que eles exigem.
O conjunto desses itens passa a formar um banco de itens na escala de proficiência desejada e a partir dele podemos construir um ou mais testes com graus de dificuldade apropriados para atender os objetivos de uma ou mais avaliações. O importante é que as proficiências de alunos submetidos a esses diferentes testes são medidas na mesma escala e, portanto, comparáveis entre si. Da mesma forma, as medidas que se obtêm da proficiência de um aluno submetido a dois testes construídos com itens desse banco serão iguais.
Por último, vale a pena ressaltar que em avaliações onde o acerto casual é possível, caso do ENEM, a medida de proficiência da TRI leva em conta não só o número de acertos, mas também o padrão de respostas do aluno. Em outras palavras, dois alunos com o mesmo escore podem receber do TRI diferentes valores de proficiência. Receberá maior proficiência aquele aluno que apresentar respostas aos itens de forma mais coerente com o construto que está sendo medido.

Dalton Francisco de Andrade
Coordenador-Geral de Informações e Indicadores Educacionais

Camila Akemi Karino

Coordenadora-Geral de Instrumentos e Medidas

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Falta  pouquinho  para  o  Enem  2016/2017:  Confira  as  dicas

Para a véspera da prova a dica é tirar o dia para relaxar seja em um parque, na praia, no cinema ou um simples encontro com os amigos dentro de casa, para aliviar a tensão. 

Durma cedo nos dias que antecedem as provas e capriche na alimentação.  Procure não comer em lugares que não está acostumado e evite alimentos que não estejam na sua dieta normal.

Já conhece bem o local da prova? Lembre-se de que, em dias de ENEM,  milhares de pessoas estarão na rua e uma grande maioria com o mesmo objetivo que você. Não se atrase!

Um dia antes, separe os documentos e tudo que usará  na hora da prova. Escolha uma roupa bem leve, mas, ainda assim, um agasalho pode ser necessário. Tanto o frio quanto o calor podem tirar a sua concentração.


NO Dia, o QUE LEVAR?

Tenha em mãos caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, obrigatória para o Exame. O uso de outra cor poderá comprometer a leitura ótica do Cartão-Resposta.
Documento de identificação original com foto, conforme especificado no Edital, e Cartão de Confirmação da Inscrição. É fundamental chegar cedo para evitar imprevistos que possam render um atraso. Não se esqueça do que sugeri acima, é bom conhecer o local de prova para ver quanto tempo é necessário para chegar ao local agendado.
Leve chocolate, porém, nos dias quentes, opte por barras de cereal e é claro uma garrafa com água (não leve em excesso para não exagerar nas suas  idas ao banheiro e perder o foco).
Como a prova do Enem é longa, mantenha uma média de três minutos na resposta de cada questão. Sempre vai haver uma questão mais fácil (rápida) e outra que vale à pena olhar mais vezes.
No primeiro dia, escolha, para começar, a matéria em que você tem maior facilidade, o objetivo é ganhar autoconfiança e tempo.
No segundo dia, escolha a redação para começar. Porém,  após a construção textual, use a lógica, a matéria de maior peso, para o curso desejado, deve ser a sua opção.
Evite o acerto ao acaso (o chute), pois o Enem conta com o TRI (teoria de resposta ao item) que analisa a proficiência do candidato  e entende quando ocorre o "chute".
Na reta final, tanto no primeiro dia,  quanto no segundo,  tenha calma, redobre sua atenção na marcação  do cartão-resposta. 
Fique atento aos motivos que podem eliminá-lo do Enem:
Fonte das informações abaixo: http: //enem.inep.gov.br/fique-atento.html
Prestar, em qualquer documento ou no sistema de inscrição, declaração falsa ou inexata, sem prejuízo de demais penalidades previstas em lei.
Perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do Exame.
Comunicar-se verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, com outro PARTICIPANTE, durante as provas.
Portar, após ingressar na sala de provas, qualquer tipo de equipamento eletrônico e de comunicação.
Utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do Exame, sem prejuízo de demais penalidades previstas em lei.
Utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do Exame.
Ausentar-se da sala de provas sem o acompanhamento de um aplicador ou ausentar-se em definitivo antes de decorridas 2 (duas) horas do início das provas.
Não entregar ao aplicador o Cartão-Resposta, a Folha de Redação e a Folha de Rascunho ao terminar as provas.
Não entregar ao aplicador o Caderno de Questões, exceto ao deixar em definitivo a sala de provas nos últimos 30 (trinta) minutos que antecedem o término das provas.
Ausentar-se da sala de provas com o Cartão-Resposta e/ou com a Folha de Redação e a Folha de Rascunho
Não atender às orientações da equipe de aplicação durante a realização do Exame.
Não guardar, desligados, em embalagem porta-objetos fornecida pelo aplicador, telefone celular, quaisquer outros equipamentos eletrônicos e outros objetos.
Utilizar óculos escuros e artigos de chapelaria, tais como: boné, chapéu, viseira, gorro ou similares.
Portar armas de qualquer espécie, ainda que detenha autorização para o respectivo porte.
Receber quaisquer informações referentes ao conteúdo das provas de qualquer membro da equipe de aplicação do Exame ou de outro PARTICIPANTE.
Recusar-se, injustificadamente, a ser submetidas à revista eletrônica, coleta de dado biométrico e ter seus objetos revistados eletronicamente.
Não aguardar em sala de provas das 13h 00 min as 13h 30 min para iniciar as provas.
Não apresentar, no prazo estipulado, os documentos solicitados pelo Inep.
Boa Prova!
José Robson  e  Patrícia Paranhos
Revisão Dilma Melo de Oliveira
Colégio Santa Mônica / Blog CONECTANDO CIÊNCIAS
"O poder só é efetivado enquanto a palavra e o ato não se divorciam, quando as palavras não são vazias e os atos não são brutais, quando as palavras não são empregadas para velar intenções, mas para revelar realidades e os atos não são usados para violar e destruir, mas para criar relações e novas realidades." (Arendt, 2001, p. 212)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Rivalidades étnicas: A atual situação de refugiados pelo mundo.

(Stand #WithRefugees, for #TeamRefugeess / #ComOsRefugiados )


No Burundi, hoje, rivalidades étnicas provocaram guerras devastadoras. É difícil que a humanidade chegue a esquecer o que foi a mortal discórdia entre Hutus e Tútsis, que resultou no genocídio em Ruanda em 1994, no total de quase 1 milhão de mortos.

Em todo o mundo, cerca de 22 milhões de pessoas são refugiados. E no Burundi, dezenas de milhares, entre quase 300 mil, fugiram dos conflitos. Refugiados, obrigados a deixar sua terra natal, suas casas e bens, e enfrentaram a difícil tarefa de ter de dizer: - Adeus; Para amigos e familiares.





Quando pensamos em refugiados, precisamos entender que estes não deixaram sua casa, ou até mesmo seu país, por sua vontade. Mas na verdade, para ele(a) e sua família, não havia outras opções. E caso tivessem permanecido em seu país, poderiam morrer. Precisamos entender que refugiados, são vítimas de perseguições étnicas até mesmo, religiosas.



Muitos refugiados ainda, sem alternativa, fogem do conflito através de transportes clandestinos. Cujo se encontram em péssimas condições e até, chegam a não realizar o trajeto. Mulheres, muitas vezes, pagam as viagens com serviços sexuais.
Hoje em  Mossul, no Iraque, milhares de famílias estão para fugir do conflito em em busca de sobrevivência. Estas famílias precisam de um abrigo! Precisam de comida, água e condições básicas para sua necessidades. A angústia é grande. Pessoas de todas as faixas etárias estão aflitas e precisando de assistência médica urgente. 



É preciso que nos sensibilizemos, e então, dar apoio para à ACNUR (Agência de Refugiados da ONU), é uma organização global dedicada a salvar vidas, proteger os direitos e construir um futuro melhor para os refugiados, as comunidades deslocadas à força e pessoas apátridas.
Esta agência, anda construindo campos para refugiados, e os campos possuem os nomeados ‘espaços seguros’, dedicados às mulheres e crianças. Além de fornecerem uma ajuda humanitária.
Existe uma petição com 1 milhão e 200 mil assinaturas, que foi entregue no dia 19 de setembro, em Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Pedindo a governantes e organizações internacionais que tenham responsabilidade e precisão agir na proteção aos refugiados. Esteja com os refugiados, e com aquelas mulheres, homens e crianças. Para que estes, tenham não apenas um lar novamente, mas um futuro


(Muito obrigado, pela sua atenção e pelo seu tempo, diante deste texto)
- Rodrigo Alecrim

Acesse para mais informações:
(Stand #WithRefugees, for #TeamRefugeess / #ComOsRefugiados )

No Burundi, hoje, rivalidades étnicas provocaram guerras devastadoras. É difícil que a humanidade chegue a esquecer o que foi a mortal discórdia entre Hutus e Tútsis, que resultou no genocídio em Ruanda em 1994, no total de quase 1 milhão de mortos.


Em todo o mundo, cerca de 22 milhões de pessoas são refugiados. E no Burundi, dezenas de milhares, entre quase 300 mil, fugiram dos conflitos. Refugiados, obrigados a deixar sua terra natal, suas casas e bens, e enfrentaram a difícil tarefa de ter de dizer: - Adeus; Para amigos e familiares.


Quando pensamos em refugiados, precisamos entender que estes não deixaram sua casa, ou até mesmo seu país, por sua vontade. Mas na verdade, para ele(a) e sua família, não havia outras opções. E caso tivessem permanecido em seu país, poderiam morrer. Precisamos entender que refugiados, são vítimas de perseguições étnicas até mesmo, religiosas.


Muitos refugiados ainda, sem alternativa, fogem do conflito através de transportes clandestinos. Cujo se encontram em péssimas condições e até, chegam a não realizar o trajeto. Mulheres, muitas vezes, pagam as viagens com serviços sexuais.

Hoje em  Mossul, no Iraque, milhares de famílias estão para fugir do conflito em em busca de sobrevivência. Estas famílias precisam de um abrigo! Precisam de comida, água e condições básicas para sua necessidades. A angústia é grande. Pessoas de todas as faixas etárias estão aflitas e precisando de assistência médica urgente. 


É preciso que nos sensibilizemos, e então, dar apoio para à ACNUR (Agência de Refugiados da ONU), é uma organização global dedicada a salvar vidas, proteger os direitos e construir um futuro melhor para os refugiados, as comunidades deslocadas à força e pessoas apátridas.

Esta agência, anda construindo campos para refugiados, e os campos possuem os nomeados ‘espaços seguros’, dedicados às mulheres e crianças. Além de fornecerem uma ajuda humanitária.

Existe uma petição com 1 milhão e 200 mil assinaturas, que foi entregue no dia 19 de setembro, em Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Pedindo a governantes e organizações internacionais que tenham responsabilidade e precisão agir na proteção aos refugiados. Esteja com os refugiados, e com aquelas mulheres, homens e crianças. Para que estes, tenham não apenas um lar novamente, mas um futuro

(Muito obrigado, pela sua atenção e pelo seu tempo, diante deste texto)

- Rodrigo Alecrim
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Parkinson

Da Redação
redacao@cidadeverde.com
Chegou ao Brasil um medicamento em forma de adesivo, o primeiro tratamento transdérmico para doença.
Aplicado sobre a pele, o Neupro libera a medicação de forma estável e contínua durante de 24 horas.
As vantagens são que ele evita que o paciente esqueça de tomar o medicamento na hora certa e substitui até 8 comprimidos que os doentes mais graves são obrigados a tomar.
Por ser adesivo, o remédio entra direto pela pele, sem passar pelo trato gastro-intestinal, o que poderia causar náuseas.
Efeito
O medicamento é um agonista dopaminérgico, o que significa que age diretamente nos receptores de dopamina, um neurotransmissor responsável pelos movimentos. Assim, é eficaz no controle dos distúrbios motores.
Mais de 190 mil pacientes já são tratados com Neupro em todo o mundo.
Ele está disponível em 40 países e é produzido pelo laboratório UCB, de Bruxelas, na Bélgica.
Como aplicar
O paciente tem que aplicar o adesivo sobre a pele limpa, seca e saudável nas áreas dos ombros, braços ou abdômen e deixá-lo por 24 horas no mesmo local.
Ao substituir por outro adesivo, deve aplicá-lo em um local diferente.
O Neupro pode ser utilizado tanto na fase inicial, quanto nas mais avançadas da doença de Parkinson.
Quanto antes o paciente for diagnosticado e começar o tratamento, melhores serão os resultados.
O valor do medicamento não foi divulgado.

domingo, 28 de agosto de 2016

Um apartheid chamado de Jogos Olímpicos?

Um apartheid chamado de Jogos Olímpicos?

A Olimpíada Rio 2016 acabou? Levaram a chama olímpica e sem ela quem dará luz e vida ao espírito das Paraolimpíadas? Ela que saiu de Olímpia (em grego: Ολυμπία; transl. Olympía), Grécia, viajou pelo mundo cruzando terra e mar, atravessou países inspirando as pessoas, porém, com o espírito olímpico, apagou antes do início dos Jogos Paraolímpicos que agora são Paralímpicos1! É importante lembrar que a cada quatro anos ao longo da história, isso vem acontecendo, insultando o verdadeiro espírito humanístico das Olimpíadas!

Como podemos dizer que vivemos em um mundo inclusivo quando todos os 207 países que participaram da Rio 2016, aceitam este apartheid: 2 eventos, 2 chamas, 2 cerimônias de abertura e duas cerimônias de encerramento - tudo atrelado a uma grande diferença de tratamento (patrocínio, cobertura na TV e até nos preços dos ingressos) demonstrando que existem 2 classes de eventos: Os Jogos Olímpicos, um evento classe A, e os Jogos Paralímpicos, um evento que fica com as sobras!

A separação entre jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos é a prova real de que todas essas nações, não só o Brasil, não estão livres do preconceito e não são inclusivas como deveriam, apesar da maioria ter assinado a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas caracterizando em off, uma segregação, um verdadeiro apartheid!

Onde estão todos os jornalistas, os correspondentes internacionais, a multidão, aquela torcida do mundo? Será que todos já deixaram o Brasil antes do início dos Jogos Paralímpicos? Todo o brilho que tem as histórias de superação do limite do homem e que tanto valoriza o Espírito Olímpico passa a ficar ofuscado se o próprio evento traz em si segregação e uma história de preconceito.

Os Jogos Olímpicos devem ser únicos e inclusivos, ou seja, para todos. Provavelmente seria necessário uma ou duas semanas a mais, alternando dias e datas para as competições alongando o evento. Porém integraria os dois eventos, com competições de atletas com diferentes habilidades começando e terminando no mesmo dia, lado a lado, com uma única chama olímpica a ser acesa. Essa é a coisa certa a ser feita! Tenho a total certeza que o Espírito Olímpico concatena em unir TODAS as pessoas, todas as nações para celebrar esporte e cultura sem nenhum preconceito.

Essa provação tem o endereço de todos os organizadores dos próximos jogos. E o Japão (tenho a certeza que farão), que terá uma segunda chance, faça uma VERDADEIRA OLIMPÍADA, a de todos e para todos.

Enquanto isso, nós brasileiros, ainda temos uma missão, apoiar a todos os Atletas Paralímpicos do mundo. Todos verdadeiros heróis por superarem as barreiras da vida e os preconceitos dos seus semelhantes.

José Robson de Almeida
 Deficiente Auditivo, Professor e Wind surfista (desde 1988).


1 A pedido do Comitê Paralímpico Internacional o nome original Para(o)limpíada perdeu a letra “o” . Foi alegada a igualdade do modo de usado (Paralímpico) por todos os outros países de língua portuguesa.