sábado, 25 de agosto de 2012

Aviso de redirecionamento

A ESCOLA SOB O DOGMA DO MERCADO: UMA REFLEXÃO SOBRE O 
TRABALHO DO SUPERVISOR DE ENSINO NESTE CONTEXTO
Ms. Denise Camargo Gomide
1
Supervisora de Ensino da Secretaria de Estado da Educação
Rua Elvira Chaib Zidan, 61 – Santo Antonio de Posse SP
Telefone: (19) 9173-9377

INTRODUÇÃO
O presente artigo propõe diretrizes de análise a partir da identificação histórica de 
formas de privatização da educação pública que exigem uma investigação mais aprofundada, 
destacando formas prioritárias de atuação e de legitimação dos projetos do empresariado para 
a educação, buscando identificar nesse contexto as inferências na ação supervisora, apontando para 
uma dinâmica humanizadora e emancipatória no trabalho do supervisor de ensino.
O período histórico compreendido para esta análise preliminar inicia-se em 1984 até 
os dias atuais, período este caracterizado principalmente pelo processo de globalização, 
transição democrática e educação (inter)nacional. 
O processo de globalização desencadeado a partir dos anos 80 possibilitou a abertura 
política do país e quebrou as barreiras nacionais (territoriais) que impediam que as forças do 
capital ocupassem amplos espaços, criando assim possibilidades inéditas de expansão e 
acumulação.
Com este novo ciclo de expansão do capital, a questão da qualidade da educação, 
tomada hoje em nível mundial, como fator de desenvolvimento econômico passou a ser 
analisada sob a lógica do mercado, e traduzida em índices e rankings. 
Nesse contexto, foram implementadas diversas reformas, como, por exemplo, a 
Reforma do Estado e a Reforma Educacional que preconizavam reestruturar o Estado no 
sentido de desconstruir o Estado providência em prol de um Estado máximo para o capital, 
convertendo assim o sistema educativo em campo de domínio do capital e da produção de 
mercadorias.
No campo educacional, a livre expansão do capital permitiu uma maior abrangência 
do seu campo de ação, dando continuidade e ampliando a tendência privatizante dos anos da 
Ditadura Militar. Nesse sentido, este período histórico foi o cenário da maior perda para o 
ensino público quando a Constituição Federal de 1988 escancarou as portas, que na verdade 
                                                          
1
dcgomide@gmail.com2
nunca foram fechadas, para que o setor privado pudesse se apropriar de novas fatias do 
público para a educação, justamente por não garantir a destinação exclusiva dos recursos 
públicos para as instituições de ensino mantidas pelo Estado.
No tocante às reformas, o discurso da qualidade foi então a base da Reforma do Estado 
que pretendia tornar mais eficiente o desempenho da máquina governamental, proporcionando 
serviços de melhor qualidade para os cidadãos. Contudo, se adequando aos interesses 
estratégicos dos agentes governamentais, o foco parece ter se deslocado para a esfera 
administrativa, incluindo aí a parceria público-privada como uma das estratégias utilizadas em 
âmbito governamental, que através de parcerias com setores do mercado passou a assumir a 
prestação de serviços públicos antes compreendidos na esfera estatal.
METODOLOGIA
A construção desta análise, sob uma ótica crítica e de referencial marxista, 
considerou as categorias gramscianas que ajudam a compreender o papel da sociedade civil
na construção da hegemonia e as relações de poder implícitas nas políticas governamentais.
A partir dessas questões, procuremos, a partir da compreensão de Gramsci sobre a 
educação unilateral referenciada no conceito de Capital Humano, indagar sobre a redefinição 
da função social da escola pública diante da presença desses organismos privados.
A relevância do tema se confirma porque difunde uma identidade social que se opõe 
ao posicionamento dos educadores que defendem a educação pública comum, única e 
desinteressada, expressa na Escola Unitária de Antonio Gramsci:
A escola unitária requer que o Estado possa assumir as despesas que hoje 
estão a cargo da família, no que toca à manutenção dos escolares, isto é, que 
seja completamente transformado o orçamento da educação nacional, 
ampliando-o de um modo imprevisto e tornando-o mais complexo: a inteira 
função de educação e formação das novas gerações torna-se, ao invés de 
privada, pública, pois somente assim pode ela envolver todas as gerações, 
sem divisões de grupos ou castas. (GRAMSCI, 2006, p. 121).
No tocante à ação supervisora, buscaremos retomar a ação do “intelectual orgânico” 
delineado por Gramsci, no sentido de ter  um projeto assumido conscientemente e, pautado 
nele, ser capaz de despertar, de mobilizar as pessoas para a mudança e fazer junto, com os de 
sua “classe” (a massa docente), o percurso para estabelecer uma linha de mediação no sentido 
de provocar, subsidiar e interagir.
Todo grupo social, ao nascer do terreno originário de uma função essencial 
no mundo da produção econômica, cria também, organicamente, uma ou 3
mais camadas de intelectuais que conferem homogeneidade e consciência da 
própria função não apenas no campo econômico, como também no social e 
político: o empresário capitalista gera junto consigo o técnico da indústria, o 
cientista da economia política, o organizador de uma nova cultura, de um 
novo direito etc. (Gramsci, 1975, p. 1.513)
RESULTADOS
Nessa perspectiva, podemos inferir que o campo econômico passa a exercer influência 
e dominação sobre todas as esferas sociais fazendo com que as políticas públicas sejam 
orientadas por este novo padrão, especialmente as políticas educacionais:  "trata-se de um 
‘novo padrão desenvolvimentista' a partir do qual o campo econômico constitui-se na ‘molamestra' em torno da qual se articulam o social e o educacional" (SOUZA, 2010, p. 91).
Assim, a questão do financiamento público da educação se destaca entre as estratégias 
da Reforma Educacional e faz parte de uma intricada rede de interesses políticos e 
econômicos das mais diversas ordens e se insere numa problemática mais ampla e polêmica, 
que é o mercado educacional, vislumbrado após a inclusão da educação como um serviço na 
Organização Mundial do Comércio (OMC) na década de 1990. 
Na historiografia educacional brasileira, a temática do público e do privado tem sua 
origem em 1821 (CURY, 2005) quando passa a atestar a ineficiência e incapacidade do 
Estado Nação em garantir a educação básica, que na época se definia como o ensino das 
primeiras letras e, hoje, século XXI, é incapaz de dar conta da educação com qualidade.
Ao longo da história, a educação passou por mudanças, mas continua sendo uma arena 
de embates ideológicos, políticos e culturais. Impulsionadas pela globalização hegemônica e 
transformações na economia, as parcerias entre setor público e privado têm se efetivado 
principalmente através de transferências de serviços historicamente considerados privativos 
do poder público para grupos privados e tornam-se recorrentes em vista do crescimento desta 
prática no Brasil.
Nessa perspectiva, o cenário educacional brasileiro passa a adquirir novas 
configurações diante do mundo globalizado, colocando em evidência e em posições decisivas 
a lógica mercadológica, contrapondo-se ao Estado que passa assumir uma postura de mero 
expectador. No entanto, vale ressaltar que na “saída” do processo educacional, o Estado, 
ironicamente, vem atuando como regulador, na medida em que impõe mecanismos de 
avaliação, cujos resultados encontram-se atrelados a metas, índices, rankings, que valem 
direta ou indiretamente recursos financeiros, tanto para instituições públicas, governos e 
instituições privadas. 4
DISCUSSÃO
Diante da postura do Estado enquanto regulador, no sentido de “garantir” a qualidade 
da educação através de mecanismos externos de avaliação, retomaremos o conceito de 
qualidade nas últimas décadas, fazendo um panorama histórico do desenvolvimento do 
conceito e suas implicações na educação até a década de 90, quando então o debate sobre a 
qualidade na educação se tornou mais acirrado. 
Na década de 20 do século passado, a noção de qualidade emerge no processo de 
industrialização, associada à idéia de tempo e de eficiência do trabalhador no desempenho de 
suas tarefas: "qualidade" tinha como referente o "controle de defeitos de fabricação". Esse 
padrão permaneceu nas décadas de 30, 40 e 50, orientado pela teoria e pelos métodos da 
administração científica desenvolvida por Taylor.
Na década de 60, chegaram as experiências com inovações nos métodos de controle de 
qualidade dos produtos, que ficaram conhecidos como "Controle de Qualidade", 
caracterizando-se como controle de processos que englobava toda a linha de produção, desde 
o projeto até o acabamento.
Na década de 70, a experiência japonesa foi apropriada pelos Estados Unidos, que 
incrementaram algumas modificações de natureza administrativa e atribuíram ao referente de 
qualidade, não só o objetivo de evitar defeitos de fabricação, mas, de organizar toda a 
produção para atingir determinadas metas de produtividade, o que ficou conhecida como 
"administração por objetivos".
Nos anos 80, a evolução dessa prática administrativa adquiriu a designação de "Gestão 
pela Qualidade Total". E, assim, acompanhando a mudança da denominação, o referente 
também foi deslocado de "produto sem defeito" para "cliente sem defeito".
Na década de 90, a prática da gestão e controle do processo de trabalho foi comumente 
designada com a expressão "Qualidade Total", procurando construir um discurso de gerência 
moderna. Esse discurso de gerência moderna procurou trazer novos sentidos para a prática de 
gerenciamento, tornando-se uma das formas de representação da ideologia do mercado.
A partir então do início da década de 1990 há um processo de reconfiguração de 
políticas econômicas e educacionais, e profundas reformas que se estendem da 
redemocratização política à liberalização e à redução da sua esfera pública (Estado menor) e 
da reconstrução de sua regulamentação para expandir a esfera privada, sob uma lógica de 
otimização de recursos, com uma tendência  em vincular a educação a um discurso de 
qualidade sob a lógica empresarial: racionalização administrativa e processos produtivos 5
atrelados a critérios de eficácia e eficiência, sintonizando-se com o desenvolvimento 
econômico para que o Estado possa competir no mercado internacional.
Nessa perspectiva, o discurso da qualidade passa, assim como nas empresas, a 
ser a principal meta propagada pelo discurso político oficial dos governantes, como sinônimo 
de eficiência e eficácia, termos estes basilares do modelo empresarial, destacando-se assim 
como motor desencadeador de novas políticas e programas de ações na área educacional.
Contudo, diante dos baixos resultados em avaliações, nacional e internacional, 
como Pisa, Prova Brasil; Sabe; Enem, Idade, amplamente divulgados e criticados pela mídia 
nacional e internacional, que refletem nos índices do IDEB ([Índice de Desenvolvimento da 
Educação Básica) e no IGC (Índice Geral de Cursos), a educação pública torna-se notícia 
mercadológica de jornal e ganha espaço na mídia.
Apple (2004, p. 45) afirma que  "estamos em um período de reação em educação 
devido aos fracassos da mesma" e entende que nessa nova conjuntura política e econômica, o 
fracasso da educação é interpretado como prejudiciais ao desenvolvimento econômico e perda 
de competitividade internacional e, portanto, a escola e o ensino passam a ser vistos como 
investimento e o aluno como capital intelectual. 
Diante da profunda crise da social-democracia e do Estado do Bem-Estar que 
marcou profundamente as últimas três décadas do século XX, novas exigências se puseram
para a economia e para o Estado. As demandas da chamada sociedade  do conhecimento
pressionavam a educação a  mudar. Essa mudança foi  provocada principalmente pela
diminuição do papel do Estado em vários setores, particularmente, no educacional.
Através de programas de isenções tributárias, transferências diretas e indiretas, como 
bolsas de estudo para as escolas privadas, além de empréstimos com juros negativos e uma 
legislação bem flexível e amigável no que diz respeito ao funcionamento das escolas, os 
militares foram os grandes favorecedores da ação da iniciativa privada no campo educacional. 
Após o término do período militar, os presidentes civis, em virtude de uma profunda crise
fiscal presente no país, começam um movimento pela redefinição das funções do Estado. Essa 
redefinição tornou-se mais evidente a partir do Governo Collor, quando se iniciou o
programa de privatização. Nesse contexto, os investimentos no setor público foram
decrescendo em relação aos do setor privado, deslocando o eixo norteador das políticas 
implementadas para a lógica de mercado. 
Sendo assim, com o fim do regime militar, essa ideologia privatista ganhou força e
aos poucos se incorporou às idéias e práticas já arraigadas no Brasil. Os grupos econômicos
privados passaram a acusar o Estado pela crise dos anos 80. A retomada do processo6
inflacionário, a manutenção de uma grande, onerosa e desnecessária burocracia, e a 
crescente dívida interna atribuída à necessidade de empréstimos a juros cada vez mais altos, 
alimentando uma especulação financeira sem precedentes, são alguns dos fatores apontados 
por esses grupos econômicos interessados no mercado educacional.
Nessa luta ideológica, podemos definir o termo “privatizou brasileiro” a partir de 
Cunha (1995, p. 11) “como a prática de pôr a administração pública a serviço de grupos
particulares, sejam econômicos, religiosos ou político-partidários”.
Genericamente, o termo privatização designa as iniciativas que ampliam o papel do
mercado em áreas anteriormente consideradas privativas do Estado, não só a partir da venda
de bens e serviços de propriedade exclusiva do Estado, mas, também, da liberalização de
serviços, até então de responsabilidade do Estado como a educação, saúde e meio 
ambiente.
A prestação de serviços educacionais no Brasil  pelo setor privado já vinha se
expandindo desde a década de 1960, mas foi intensificado a partir da década de 1970, 
quando foi inaugurado o primeiro programa governamental de privatização. As políticas
educacionais, posteriores à década de 1980, atendiam às recomendações do Banco Mundial
que, após a eclosão da crise do endividamento, passou a impor uma série de
condicionantes para a concessão de novos empréstimos. Soares  (1996)  afirma que os 
programas de ajuste do Banco Mundial possuíam cinco eixos principais, dentre os quais 
se destaca, aqui, a privatização das empresas e dos serviços públicos.
Contudo, foi na década de 1990 que esta discussão efetivamente veio à tona, de 
modo mais específico com o início do governo Collor quando o Estado passou a delegar a 
maior parte de suas obrigações ao setor privado, se limitando apenas àquelas de caráter 
assistencial para os cidadãos cujo poder aquisitivo não permite pagar por um serviço privado.
Essa interferência do privado no setor público pode ser identificada na legislação
que, segundo Cunha (2000) favoreceu a iniciativa privada e reconheceu as instituições
privadas com finalidade lucrativa a partir da LDB de 1996, ao  mesmo tempo em que
mantinha estagnados os recursos financeiros para as instituições públicas.
Em 30 de dezembro de 2004 foi aprovada a Lei de n
o
11.079 (BRASIL, 2004), que 
trata das Parcerias Público-Privadas – PPPs, instituindo normas gerais para licitação e 
contratação de parcerias público-privadas no âmbito da administração pública. Desse modo,
excetuando o poder de regular, legislar e policiar, todo o restante poderá vir a ser objeto de
ação do setor privado.7
É bem verdade que grandes expectativas nortearam a transição entre os governos dos
presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva no tocante a 
educação pública.
No entanto, a desmobilização das principais entidades que representavam a classe 
trabalhadora, refletiu negativamente na militância em defesa da escola pública. As políticas 
educacionais governamentais passaram a convergir com as proposições educacionais do
empresariado. Este movimento se expressa através do que se tornou o maior empreendimento 
da educação de Lula: o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
A partir de então, o empresariado passou a ter grande expressão na educação pública
brasileira com a concomitante ascendência do grupo empresarial “Movimento Todos pela
Educação” que se legitimou com o decreto presidencial do PDE. Este decreto, na prática,
revogou a lei do PNE e teve como principal objetivo a instituição de programas educativos
de caráter fragmentado, de gestão privada e que não incidem sobre a ampliação dos direitos 
no campo educacional (SAVIANI, 2007).
Como forma de legitimar a política privatizante encaminhada pelo PDE, expressa 
pelas parcerias público-privadas para todos os níveis e modalidades de ensino, o próprio 
decreto institui a realização de um exame padronizado de conhecimentos pelos alunos das 
escolas públicas, que gera o IDEB. Hierarquizando o repasse financeiro às escolas públicas 
a partir de um sistema de gratificações meritocrático, repassa-se um maior montante às
escolas que atingiram maior IDEB, que curiosamente coincidem com aquelas em que as
fundações privadas tem atuado mais efetivamente, inclusive definindo os conhecimentos a
serem priorizados na escola tendo em vista à realização dos testes.
Os convênios estabelecidos com a iniciativa privada, em geral sob forma de parcerias,
estão no âmago da redefinição da função do Estado como provedor da educação pública,
de forma que os particularismos defendidos pelos grupos empresariais investidores agora
têm espaço para definir o caráter da escola pública, expressando um papel cada vez mais
orgânico dos interesses da burguesia. Desta forma, o capital se torna também mais presente
nos assuntos relativos à formação humana e a educação passa a constituir-se como um
espaço de disputa de projetos sociais de classe, no qual cabe ao capital forjar  um ethos 
coerente com o novo espírito do capitalismo.
Além de definir a pauta do conhecimento difundido na escola, o empresariado se 
vale de algumas vantagens como as generosas isenções tributárias e da associação positiva 
de sua imagem aos serviços típicos de Estado.
Após a resistência contra as reformas do Estado e da deslegitimação do neoliberalismo8
explícito, os governos comprometidos com as políticas neoliberais estão retomando estas
reformas valendo-se de mecanismos persuasivos e do discurso ideológico. Afirma-se que é
possível manter os valores do público no setor privado, através do conceito de 
“publicização”, atualizado nas novas formas de organização da sociedade civil. Segundo o 
Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, “publicização” equivale  “(...) a 
descentralização para o setor público não-estatal da execução de serviços que não envolvem 
o exercício do poder de Estado, mas devem ser subsidiados pelo Estado, como é o caso dos
serviços de educação, saúde, cultura e pesquisa científica.” (BRASIL, 1995, p.1).
Esta ofensiva neoliberal tem pautado o papel do supervisor de ensino a partir de uma
cultura de administração centrada em práticas autoritárias, fiscalizadoras e reprodutoras de 
políticas públicas emanadas dos órgãos centrais. Sendo assim, faz-se necessário reafirmar as 
ações que incorporam a práxis do Supervisor Humanizador e Emancipador, que se 
caracterizam pela consciência de sua função social, disposição política para a ação 
supervisora, sensibilidade social, capacidade argumentativa e compromisso em assumir-se 
como intelectual orgânico, comprometido com a sua formação e com a de sua classe, a massa 
docente, sendo capaz de organizá-la e instrumentalizá-la para  a realização de um projeto 
educativo comprometido com a transformação social, afastando-se assim daquela postura de 
controle burocrático.
Para isso, é preciso romper com as ideologias impostas pelo capitalismo, no sentido de 
questioná-las, combatendo assim a ação supervisora desvinculada da ação político-social.    
Nessa dinâmica, o supervisor de ensino precisa lembrar, antes de mais nada, que é um
educador, e como tal deve estar no combate a tudo aquilo que desumaniza a escola: a 
reprodução da ideologia dominante, o autoritarismo, o conhecimento desvinculado da 
realidade, a evasão, a lógica classificatória e excludente (repetência ou aprovação sem 
apropriação do saber), a  discriminação social na e através da escola, o nível de exclusão e 
miséria social; na busca de uma práxis educacional que a cada dia mais se aproxime do 
compromisso com a emancipação social.
Nessa perspectiva, o supervisor de ensino precisa compreender o sentido pedagógico e 
político da sua ação. Compreender o sentido pedagógico implica em reconhecer a sua função 
como essencialmente comprometida com a qualidade do ensino. Compreender o sentido 
político consiste em considerar que esta qualidade de ensino deve estar comprometida, por 
sua vez, com a realização de um projeto educativo qualitativamente adequado às classes 
trabalhadoras, atual clientela majoritária da escola pública, de modo a assegurar o acesso aos 
conhecimentos socialmente construídos, enquanto instrumental indispensável à participação e 9
transformações sociais, e não se limitar  ao oferecimento das primeiras letras ou o 
conhecimento básico para o exercício da atividade laborativa.
CONCLUSÃO
Diante dessas considerações, entendemos que  a luta histórica dos educadores em 
defesa de uma escola pública, obrigatória, gratuita, laica e  que cumpra com o papel de 
transmissora dos conhecimentos historicamente construídos, não pode ser negligenciada nem 
mesmo interrompida pela expansão do protagonismo do setor privado e da crescente 
desresponsabilização do Estado com a educação pública.
É fato que a presença desses organismos privados redefine a função social da escola 
pública, ao preconizar uma educação comprometida com o capital, e por isso necessita ser 
repensada, avaliando suas origem histórica e suas conseqüências, identificando qual o sentido
da educação veiculada por essa iniciativa da sociedade civil dirigida pelo empresariado.
A formação preconizada pelos projetos do empresariado para a educação não é capaz
de garantir o ensino “desinteressado” e sem  “finalidades práticas imediatas ou muito
imediatas; formativo ainda que instrutivo, isto é, rico de noções concretas” (GRAMSCI,
2006, p.49), conformando uma estratégia educativa pró-sistêmica e incompatível com o 
público.
Estas questões são de fato instigadoras e incômodas diante do modo que tem se 
buscado atingir a dita qualidade da educação e, portanto, é preciso  questionar as bases 
ideológicas desse modelo educacional que vem sendo delineado e consolidado, apontando os 
seus riscos à educação pública, pois com o deslocamento da educação pública para  uma
atividade a ser operada em sintonia com o chamado livre mercado, a principal tendência da
agenda educacional atual é o enfraquecimento da escola pública.
Sendo assim, concluímos que em nome da eficiência e da democratização do Estado
e da sociedade surgem os instrumentos políticos e administrativos adequados à reprodução
ampliada do capital. Estes instrumentos aparecem como elementos discursivos, de caráter
ideológico, utilizados para a extração de uma maior taxa de mais-valia e como mecanismos
de controle social, como: a flexibilização, a autonomia organizacional, o incentivo à inovação,
a descentralização, a gestão por resultados, a administração voltada para o cliente, a
negociação de metas e índices de desempenho entre as agências estatais e a utilização de
mecanismos de mercado na prestação de serviços públicos (BENTO, 2003), que são 
nitidamente identificadas nos documentos criadores das novas políticas educacionais e,10
portanto, devem ser  questionadas, considerando que o  modelo gerencial das empresas é
incompatível com os princípios inerentes à educação verdadeiramente pública.
Neste tipo de formação veiculada nas escolas não há a garantia do ensino
desinteressado. Ou seja, escola básica pública sob uma perspectiva socialista e democrática
“não deve ter finalidades práticas imediatas ou muito imediatas, deve ser formativo ainda
que instrutivo, isto é, rico de noções concretas” (GRAMSCI, 2006, p.49).
Manifesta-se então  a necessidade retomar os nexos entre as classes sociais e seus
projetos de educação. Em oposição ao Estado burguês e ao mercado, que mascaram os
interesses do capital, os projetos educacionais que tem como objetivo a defesa da educação
pública de qualidade para os filhos dos trabalhadores devem pautar-se no marxismo por seu
inseparável caráter científico e ideológico.
Simultaneamente à difusão do fracasso das escolas públicas através dos índices de 
desempenho, argumenta-se que a gestão privada é o único caminho para a  melhoria da
qualidade da educação, já que modelo empresarial está imbuído da “técnica” da 
administração institucional. Esta tentativa de destituir o Estado da sua imagem competente
para gerir as atividades sociais está no bojo das ações da reestruturação produtiva do capital
na atualidade.
O proposto “ajuste estrutural” ao qual deveriam submeter-se os países capitalistas
dependentes, marca assim início da implementação das políticas neoliberais, que sustentam
a privatização dos serviços públicos essenciais e um Estado como um mero “regulador” legal
destas atividades.
A institucionalização do IDEB é um dos retratos do que o Estado avoca como sua 
principal função: a “observação” do funcionamento da escola básica de forma a gratificar 
ou penalizar as escolas conforme aproximação ou distanciamento de um conjunto de “metas”
definidas por um consórcio de interesses particularistas.
A educação pública precisa cumprir com a  função social de elevar a formação
humana, possibilitando, aos filhos dos trabalhadores, os conhecimentos que sempre lhes 
foram negados. A eles,  o Estado Capitalista só oferece as primeiras letras, a mínima
instrumentação para o trabalho precário. É por isso que aqueles que vivem o trabalho
explorado devem se utilizar das instituições públicas como espaço da luta de classes contra a
difusão dos interesses hegemônicos do capital e pela educação que represente de fato uma
dimensão da emancipação humana.11
REFERÊNCIAS
ADRIÃO, T.; PERONI, V. (orgs.) Público e privado na educação: novos elementos para o 
debate. São Paulo: Xamã, 2008.
APPLE, Michael W. Entre o neoliberalismo e o neoconservadorismo: educação e 
conservadorismo em um contexto global. In: BURBULES, Nicholas C.; TORRES, C. A. 
Globalização e educação: perspectivas críticas. Trad. Ronaldo Cataldo Costa. Porto Alegre: 
Artmed, 2004.
BARÃO, G. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e os desafios da luta de 
resistência em defesa da escola pública. Rio de Janeiro: SEPE, 2009.
BENTO, L. V. Governança e governabilidade na reforma do Estado: entre eficiência e 
democratização. 1. ed. Barueri(SP): Manole, 2003.
BEZERRA, E. P. Parceria público privada nos municípios de Brotas e Pirassununga: 
estratégias para a oferta do ensino. Dissertação. Mestrado em Educação. UNESP, Araraquara, 
2000.
BRASIL. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília, 1995.
_______. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação. Brasília, DF, 2001. 
_______. Lei n
o
11.079, de 30 de dezembro de 2004. Institui normas gerais para licitação e 
contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública. Diário Oficial 
[da] União. Presidência da República, Casa Civil – Subchefia para Assuntos Jurídicos. 
Brasília, DF.
_______. Constituição Federal do Brasil, 1988. Texto consolidado até a Emenda
Constitucional nº. 52 de 08 de março de 2006.
BUFFA, E. O público e o privado como categoria de análise da educação. In: LOMBARDI, J. 
C.; JACOMELI, M. R. M.; SILVA, T.M.T. (Org.). O público e o privado na história da 
educação brasileira. Campinas: Autores Associados, 2005.
CUNHA, L.A. Educação pública: os limites do estatal e do privado. In: OLIVEIRA, R. P. 
(Org.). Política educacional: impasses e alternativas. São Paulo: Cortez, 1995.
CURY, C.R.J. O público e o privado na história da educação brasileira: concepções e práticas 
educativas. In: LOMBARDI, J.C.; JACOMELLI, M.R.; SILVA, T.M. (orgs.) O público e o 
privado na história da educação brasileira. Campinas, SP: Autores Associados, Histedbr, 
Unisal, 2005.12
FONTES, V. O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. Rio de Janeiro: EPSJV, 
UFRJ, 2010.
GRAMSCI, A. Quaderni del carcere. Turim: Einaudi. 1975.
_______. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 
2006.
LEHER, R. Educação no governo de Lula da Silva: a ruptura que não aconteceu. In: Os anos 
Lula: contribuições para um balanço crítico 2003-2010. 1. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 
2010, v.1, p. 369-412.
LOMBARDI, J.C.; SAVIANI, D. e SANFELICE, J.L. (orgs). Capitalismo, trabalho e 
educação. Campinas, SP: Autores Associados, Histedbr, 2008.
LOMBARDI, J.C. e SAVIANI, D. (orgs). Marxismo e educação: debates contemporâneos.
Campinas, SP: Autores Associados, Histedbr, 2008.
_______. Navegando pela história da educação brasileira. Campinas, SP: Autores 
Associados, Histedbr, 2009.
PERONI, V. Política educacional e papel do Estado no Brasil dos anos 90. São Paulo: 
Xamã. 2003.
PINTO, J. M. R. Financiamento da educação no Brasil: um balanço do governo FHC (1995-
2002). Educação e Sociedade. Campinas, v.23, n.80, p.108-135, set. 2002a.
SANFELICE, J. L. A problemática do público e do privado na história da educação no 
Brasil. In: LOMBARDI, J. C.; JACOMELI, M. R. M.; SILVA, T.M.T. (Org.). O público e o 
privado na história da educação brasileira. Campinas: Autores Associados, 2005.
SAVIANI, D.; LOMBARDI, J.C.; SANFELICE, J.L. (orgs). História e história da 
educação: o debate teórico-metodológico atual. Campinas, SP: Autores Associados, 
Histedbr, 2000.
SAVIANI, D. O Plano de Desenvolvimento da Educação: análise do projeto do MEC.
Educ. e Soc. Vol. 28 n°100. Campinas: 2007.
___________. Desafios da construção de um sistema nacional articulado de educação.
Trabalho, Educação e Saúde, v.6 n.2, p. 213 – 231, jul. /out., 2008.
SIQUEIRA, A. C. A regulamentação do enfoque comercial no setor educacional via 
OMC/GATS. Revista Brasileira de Educação, n. 26, p. 145-156, maio/jun./jul./ago. 2004.13
SOARES, M.C.C. Banco Mundial: políticas e reformas. In: TOMMASSI, L.; WARDE, M.J; 
HADDAD, S. (orgs). O Banco Mundial e as políticas educacionais. São Paulo: Cortez, 
1996.
SOUZA, A.L.L. Estado e educação pública: tendências administrativas e de gestão. In: 
OLIVEIRA, D.A.; ORSAR, M.F.F. Política e Gestão da Educação. 3. Ed. Belo Horizonte: 
Autêntica, 2010.
VASQUEZ, A. S. Filosofia da Práxis. 1.ed. Rio de Janeiro (RJ): Paz e Terra; 1968.

Limites na Medida Certa

Escrito por Alessandra Mª de S. Chisté, Edson Neves Luz , Lidiane Kelly S. Montovani, Livia Samantha C. Almeida, Luana Vanessa C. Carminato, Tauana Paula P. de Souza, ThaynaraToffali Cunha e Tânia Perttele | Publicado em 24 de Agosto 2012


Resumo: 

O artigo aborda a importância do limite para a construção de relações saudáveis e apresenta formas adotadas para um bom convívio educacional em âmbito social. Apresenta a opinião de conceituados autores sobre a educação familiar e sua importância para a formação da personalidade do homem moderno. A educação das crianças tem gerado inúmeras questões entre educadores e pais, que demonstram dificuldades para delimitar seus papeis na colocação de limites. A educação dos filhos é uma tarefa da família, que reflete a dinâmica familiar perante os diversos ambientes pelos quais os filhos interagem provocando atitudes coerentes ou não, em razão dessa relação original. O presente trabalho é uma pesquisa de campo quali-quantitativa realizada com 56 adolescentes de escolas publicas com níveis de escolaridade entre o oitavo e nono ano do ensino fundamental de Rolim de Moura - Rondônia. O instrumento avaliador aplicado aos adolescentes foi a Escala de Qualidade de Interação Familiar (EQIF) de Weber, Viezzer e Brandenburg (2003). Esse instrumento permite por meio do relato dos filhos obter informações da interação familiar os quais respondem separadamente sobre seu pai e mãe. Assim sendo os dados coletados pelo instrumento foram comparados e analisados descritivamente por meio da analise do conteúdo temático, pode-se concluir que há uma predominância de comunicação negativa nos lares pesquisados onde os filhos não mantêm um dialogo aberto com os pais.

Palavras-chave: Construção de Limites, Comunicação, Interação Familiar.

1. Introdução

A importância de conhecer como os limites aos filhos vêm se alterando com o passar do tempo é fundamental para nossos estudos, o entendimento literal de limites não esta apenas agregado às aquisições físicas que as crianças precisam dominar na infância, mas também, ligado ao saber lidar com as frustrações e viver em coletividade. Tais limites começam no âmbito familiar. A priori, a autora Zagury (2003) já ressaltava que impor limites é crucial, uma vez que, o fato em questão constitui-se no início do processo de compreensão e apreensão do outro. Dessa forma, não haverá entre indivíduos o respeito recíproco, sem o devido estabelecer de limites, fato este que enseja pensarmos que “nem sempre pode-se alcançar as metas objetivadas em uma vida” (ZAGURY 2003, pág 17).
Outro aspecto de relevante importância em relação a primeira infância que reflete por toda a vida é a teoria do apego e a formação dos vínculos entre mãe e criança que de acordo com Bowlby e Ainsworth o vinculo afetivo e apego são laços duradouros, onde pais e mães são únicos e não podem ser trocados por nenhum outro.
No intuito de conhecer e aprofundar essa pesquisa o presente artigo tem como objetivo tecer algumas considerações sobre a aplicação de limites na educação dos filhos. Abordaremos de forma prévia a relação familiar que é a base na formação da personalidade do individuo. Para as indagações serem mais coerentes possíveis, a pesquisa será norteada pela fonte bibliográfica e pesquisa de campo. A pesquisa de campo será baseada pela ESCALA DE QUALIDADE NA INTERAÇAO FAMILIAR aplicada em uma escola municipal de Rolim de Moura. Considera-se o tema bastante relevante para os pais, sendo que os mesmos fazem parte do desenvolvimento e da formação da autonomia moral da criança, Conferindo a família ensinar valores e princípios sociais que poderão servir de base sólida para todas as experiências nas distintas fases do desenvolvimento cognitivo, social afetivo e emocional.

2. Desenvolvimento

Segundo Weber, Salvador e Brandenburg (2010) são muitas as dificuldades encontradas pelos pais e mães em educar seus filhos e em manter uma interação saudável na esfera familiar. Algumas pesquisas na área da psicologia tem demonstrado o quanto uma boa interação familiar propicia um desenvolvimento mais saudável aos adolescentes e crianças. O ideal seria que as famílias apresentassem uma maior flexibilidade para aceitar e adaptarem-se as mudanças sociais sem perder de vista, valores firmes. Justifica-se então como cabível ter destacado a importância da participação dos pais, pois a eles cabe em primeira instância, dispor de ações claras e efetivas para que seus filhos se desenvolvam de maneira mais ajustada para conviverem em sociedade, tendo boas relações consigo e com o próximo.
Essa participação dos pais não pode estar isolada a um dos principais elementos que uma criança necessita: amor e carinho. Mas, vale salientar o fato de que as necessidades básicas também devem ser priorizadas. No entanto há pais que nesses dois aspectos se mostram negligentes. Esta tendência negligente é preocupante, pesquisas em Psicologia vem demonstrando que boa parte dos filhos que são mais apegados com seus pais, tem a auto-estima mais elevada, são empáticos e seus índices de criminalidade são mínimas. Podemos observar isto nos relatos de Gregory Pettit 1997 apud Hellen Bee 2000 que salientam que as crianças que são criadas em ambientes pobres nos quais os pais são apoiadores, tendem a apresentar menos comportamentos delinquentes do que as crianças igualmente pobres de famílias menos apoiadores em relação ao aspecto emocional. Logo, não é a condição socioeconômica que determina as predisposições a comportamentos deliquentes, mas sim a presença ou ausência do apoio emocional da parte dos pais para com seus filhos.
Ainda falando na parte emocional (SAUVÉ 2009,pg,15) menciona que o vinculo afetivo é promovido juntamente com o relacionamento saudável e de confiança que as crianças mantém com os pais que a fornecem um modelo que facilitará a aquisição de bons relacionamentos fora do seu ambiente familiar, tornando-se capaz de fazer seus próprios contatos e desenvolver a empatia.
Esta exploração é essencial para o crescimento. Ela permite fazer amigos fora do núcleo familiar, sentir prazer na escola, dar liberdade á curiosidade, viajar, correr riscos, realizar-se com uma ocupação técnica ou profissional, assumir uma relação conjugal e, por sua vez, criar uma família. (SAUVÉ,2009,P.44).
É essa relação saudável encontrada nos relacionamentos de pais e filhos que proporcionam a criança a liberdade para brincar e expressar sua criatividade e se tornar um adulto com bons relacionamentos e independente
De acordo com (MELBY E CONGER 1999 apud HELLEN BEE 2000,pg 289) “Na outra extremidade do continuo de carinho, a hostilidade dos pais está ligada ao declínio do desempenho escolar e a um maior risco de delinqüência”
Percebemos diante dos autores acima que o individuo que recebe carinho torna-se na maior parte das vezes mais responsável. Isso fica claro nas pesquisas de (AINSWORTH E MARVIN,1995,apud HELLEN BEE,pg 439.) que falam que pais responsivos são aqueles que conseguem perceber de forma adequada as necessidades dos filhos e reagem de maneira correta diante as suas necessidade.
Não podemos esquecer que a sociedade vai além do limite dentro relacionamento familiar e menciona que ela representa o limite moral do ser social, porque a coletividade absorve e controla o indivíduo através de suas normas e princípios; sobretudo pelos costumes e tradições. Sendo necessário ao homem assumir a responsabilidade de seus atos, assim como nos diz Costa:
Limites são regras ou normas de conduta que devem ser passadas para as crianças desde a mais tenra idade, pois a imposição de limites é parte essencial da educação de uma criança, possibilitando melhor equilíbrio quanto ao seu desenvolvimento moral, psíquico, afetivo, cognitivo, organizando suas relações sociais. Ao colocar regras para as crianças as preparamos para a vida real, onde nem tudo acontece do jeito e na hora que se quer, portanto, durante o processo de desenvolvimento é importante saber que a lei na criança é internalizada, pois ela nasce amoral por ainda não ter internalizado as regras e aos poucos se torna capaz de moralidade quando guarda para si as leis. (COSTA, A., 2002p.22).
Não distante, vemos também que os grandes responsáveis pela educação dos jovens são a família e a escola que ao que parece não estão sabendo cumprir o seu papel. O que se observa hoje é a falência da autoridade dos pais em casa, do professor em sala de aula, do orientador na escola. (TIBA, 1996, p.11).
Podemos ter dificuldade em estabelecer limites para o comportamento, só por não termos uma opinião muito definida sobre o problema em questão. Podemos nos tornar ambivalentes nessas situações por não termos certeza do que sentimos ou por não estarmos dispostos a enfrentar o descontentamento da criança se dissermos não. (SAMALIN e JABLOW, 2000, p.61).
A forma como se estabelece o relacionamento pais/filhos desde a tenra idade, é que determinará o tipo de relação que as crianças terão em suas futuras situações, tais como: acadêmicas, resolução de problemas, determinação, equilíbrio emocional, profissional e pessoal.
Para Zagury (2001), os limites são importantes para a formação da personalidade. São eles que vão ajudar a criança a desenvolver a capacidade de suportar frustrações. Sabe-se que bebês sem disciplina tendem a tornar-se adolescentes e adultos que não sabem adiar seus desejos tendo dificuldades em lidar com seus próprios impulsos e, até mesmo, com a realidade. A falta de limites pode provocar desgastes na relação familiar, excesso de punição, culpa nos pais e por tudo isso, sofrimento. Ademais, a birra da infância pode transformar-se, mais tarde, em agressividade, violência ou depressão.
Podemos concluir que atualmente as famílias estão passando por uma crise onde a passagem da opressão da liberdade que era o modelo de educação que se tinha, um modelo com privações vem sendo substituído por satisfazer os desejos e vontades dos filhos, a fim de compensar a ausência em casa não participando diretamente na rotina dos seus filhos na hora de corrigir e orientar. A insegurança dos pais modernos tendem a valorizar aos mínimos desejos dos filhos, invertendo o modelo anterior, que se caracterizava justamente pela rigidez e inflexibilidade. (ZAGURY, 2002, p.43).
Ao perceber essa mudança buscou-se trazer um estudo descritivo, transversal e quali-quantitativo (Cervo et al., 2006), onde a presente pesquisa foi elaborada através do estudo de vários autores especializados em literatura sobre a imposição de limites pelos pais na infância/adolescentes.
Posteriormente, para conclusão do projeto foi aplicado um teste de ESCALAS DE QUALIDADE NA INTERAÇÃO FAMILIAR numa determinada população específica, os quais foram adolescentes em uma faixa etária de 12 a 15 anos, visando conhecer resultados sobre como os pais estão aplicando limites e se relacionando com os filhos para sua educação, o que serviu de amostra e coleta de dados. Após foi efetuada comparações e análise crítica dos dados obtidos, para então concluirmos os resultados finais.
A pesquisa apresentada foi uma pesquisa de campo quali-quantitativa, pois teve como finalidade observar, registrar e analisar as opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos participantes, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo sem interferência do investigador, que apenas procurou perceber com o necessário cuidado utilizando instrumentos estruturados, a freqüência com que o fenômeno do envolvimento entre pais e filhos adolescente acontece.Foram sujeitos desta pesquisa, 56 adolescentes de determinada escola pública com escolaridade compreendida entre o oitavo e nono ano do ensino fundamental de uma escola pertencente ao município de Rolim de Moura - Rondônia. A coleta foi realizada na própria escola com a autorização da diretoria e o consentimento dos próprios alunos, sendo aplicada de forma coletiva.
O instrumento aplicado aos adolescentes foi a Escala de Qualidade de Interação familiar (EQIF) de Weber, Viezzer e Brandenburg, 2003. O EQIF acessa aspectos de interação familiar por meio do relato dos filhos, os quais respondem separadamente sobre seu pai e sua mãe. São 40 questões em sistema Likert de cinco pontos (nunca, quase nunca, ás vezes, quase sempre, sempre), agrupadas em nove escalas. Seis delas abordam aspectos da interação familiares considerados “positivos”: envolvimento, regras e monitoria, comunicação positiva dos filhos, clima conjugal positivo, modelo parental, sentimento dos filhos. As outras três, referem-se a aspectos considerados “negativos”: comunicação negativa, punição corporal, clima conjugal negativo.
Conforme entendimento de (WEBER e AUXILIADORA, 2010) o instrumento EQIF, então, é constituído pelas nove escalas apresentadas que serão definidas na seqüência:
Envolvimento: corresponde á participação dos pais na vida dos filhos. Os itens dessa escala investigam se os pais dão apoio, são sensíveis ás reações dos filhos e estão presentes no dia-a-dia dos filhos. Esta escala engloba também a demonstração de amor dos pais para seus filhos, pelo carinho físico ou pela verbalização positiva, e disponíveis, dando oportunidades para o diálogo e para a autonomia do filho.
Regras e monitoria: mede dois aspectos: a existência de regras, ou seja, normas definindo o que o filho deve fazer e a ocorrência da monitoria, ou seja, supervisão do cumprimento das regras estabelecidas e do monitoramento das atividades do filho.
Comunicação positiva dos filhos: verifica a existência de diálogo construtivo na interação, se os filhos se sentem á vontade para falarem de si para seus pais, o que indica a disponibilidade e a abertura destes para o diálogo.
Comunicação negativa: investiga maneiras inadequadas dos pais falarem com seus filhos, demonstrando a falta de controle emocional dos pais. Esta escala mede tanto a inadequação de conteúdo como a forma de expressão, por exemplo, ameaças, xingamentos, gritos e humilhações.
Clima conjugal positivo: corresponde á boa relação entre o casal, incluindo afeto, diálogo e respeito.
Clima conjugal negativo: demonstra se os pais interagem de forma agressiva, com brigas, xingamento e diálogo negativo.
Punição corporal: corresponde a palmada utilizada pelos pais para corrigir ou controlar comportamentos dos filhos. As questões buscam acessar tanto se os pais batem para disciplinar os filhos, quanto se eles batem como forma de descarregar emoções acumuladas.
Modelo parental: verifica se os pais se comportam de maneira coerente com o que ensinam, ou seja, se são exemplos positivos para os filhos.
Sentimento dos filhos: é uma escala subjetiva que busca verificar como os filhos se sentem em relação aos seus pais. Questões de afeto. E ainda algumas questões associadas a dados demográficos como: idade, sexo, etc.
[...]
Tendo as escalas definidas teoricamente, a construção do EQIF iniciou com a formulação de questões para cada escala. As frases foram avaliadas conforme sua clareza e relevância e submetidas à opinião de juízes. Após um pré-teste com seis crianças, alguns ajustes foram feitos.
O instrumento original, com 103 questões e 10 escalas, foi aplicado coletivamente em 278 crianças de escola publica. As analises realizadas indicaram a retirada de 24 itens do instrumento (ficando 79 questões) e divisão do instrumento em 13 escalas. Nova aplicação do instrumento foi realizada com 320 adolescentes. A análise realizada com o total de participantes (598 crianças e adolescentes) indicou a retirada de mais sete questões e nova alteração na estrutura do instrumento, restando 72 questões e 12 escalas.
Nessas pesquisas, a confiabilidade interna do instrumento foi confirmada através do calculo do alfa de Crombach e da analise fatorial dos componentes principais, com rotação varimax. As autoras (WEBER, VIEZZER&BRANDENBURG, 2008) constataram a validade de construto pela convergência dos escores medidos pelo EQIF e pelas escalas de Responsividade e Exigência (COSTA, TEIXEIRA & GOMES, 2000). A qual avalia estilos parentais.
A amostra foi ampliada para 954 sujeitos e novas análises foram realizadas. Avaliou-se a validade de critério do instrumento e este comprovou ter alto poder discriminativo, ou seja, possui sensibilidade a diferentes amostras. O EQIF apresentou resultados diferentes para os diferentes grupos de adolescentes e crianças de escola particular e escola pública, adolescentes de famílias com baixa renda, selecionamos por uma instituição de financiamento dos estudos e adolescentes alunos de cursos profissionalizantes (WEBER, VIEZZER&BRANDENBURG, 2004). Com essa amostra ampliada, o instrumento passou por novas analises estatísticas acuradas e atingiu a versão final de 40 questões e 10 escalas, as quais foram apresentadas anteriormente.
Assim, conclui-se que o EQIF pode ser utilizado com segurança, por sua confiabilidade e consistência comprovadas nas avaliações de suas propriedades psicométricas.
Apresenta-se uma análise descritiva dos resultados obtidos, de como se estabelecer a relação de qualidade na interação do sujeito com seus pais, a fim de conhecer a freqüência do envolvimento, regras e monitorias, comunicação positiva, clima conjugal positivo, modelo, sentimentos dos filhos, punição física, comunicação negativa e clima conjugal negativo.
limites1
Fig.01 escalas de qualidade na interação familiar.(EQIF). c
limites2
Fig 02 escala Negativas e Positivas.Fonte:os Fonte: Próprios Autores, 2011.
Analisando a fig. n°1 Pode-se perceber que a prática de Comunicação Negativa tem um percentual de 78% que indica que não há um dialogo entre pais e filhos onde os filhos não sentem a liberdade de conversa com seus pais sobre os mais diversos assuntos. Já no quesito de punição corporal o percentil é de 3% mostra que os pais tem usado pouca punição física.
Na fig. n°2 percebe-se aspectos familiares positivos vêm sendo relacionados à melhor desempenho dos filhos em diversas áreas, apresentando-se menos problemas comportamentais, menor envolvimento com álcool e drogas e etc. O contrário tem sido encontrado para os aspectos familiares negativos. A partir disso, considera-se que a predominância de aspectos positivos interações entre pais e filhos e entre casal qualifica famílias protetivas. Quando aspectos negativos prevalecem em detrimento dos positivos, a família qualifica-se como risco para o desenvolvimento dos filhos.

3. Considerações Finais

Considerando os resultados obtidos nesta pesquisa, a compreensão acerca da importância da interação familiar no desenvolvimento das crianças ficou explícita confirmando todos os levantamentos bibliográficos realizados em literaturas especializadas no assunto em questão. Com isso, ficou claro que os pais têm em suas mãos uma grande responsabilidade, quanto ao desenvolvimento social, afetivo e emocional de seus filhos.Outro fator a ser considerado é que, no contexto da criança, as condições sócio-econômicas não é um motivo no qual se implica as distorções no desenvolvimento, como podemos perceber nesta pesquisa, crianças que vivem em famílias de baixo poder aquisitivo, mas que tem o apoio dos pais no sentido de um bom desempenho por parte dos mesmos, no que diz respeito a fatores positivos que foram trazidos pelo teste EQIF, possuem um desenvolvimento satisfatório nas esferas afetiva, emocional e social, disseminando ainda mais os resultados obtidos, os quais dizem nas entrelinhas; crianças desenvolvidas sob normas e regras que deverão seguir e cumprir, isso sendo incondicional ao amor de seus pais, é sinônimo de uma sociedade mais instituída, formada por bons seres humanos adultos.
Contudo, para nós acadêmicos de Psicologia este trabalho foi mais uma excelente fonte enriquecedora de nossos conhecimentos, contribuindo muito para nossa formação acadêmica.

Sobre os Autores:

Referências:



Fonte: Limites na Medida Certa - Psicologia da Família - Atuação - Psicologado Artigos http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-da-familia/limites-na-medida-certa?utm_source=e-goi&utm_medium=email&utm_term=Artigo:%20Limites%20na%20Medida%20Certa&utm_campaign=Psicologado#ixzz24aFAhseA

sexta-feira, 24 de agosto de 2012


VISUALIZANDO PORMais Vistos






Professora explica o que é
 redação dissertativa


Aulas de Biologia e Física..


G1 - Universidades americanas fazem 'ofensiva' por alunos no Brasil - notícias em Mundo

23/08/2012 05h06 - Atualizado em 23/08/2012 05h06

Maior missão comercial no governo Obama, visita de 66 instituições quer pegar carona em impulso do governo brasileiro para financiar estudos no exterior.

BBC
O Brasil receberá no fim deste mês a maior missão de universidades americanas de todos os tempos, o mais expressivo cortejo dessas instituições para atrair alunos brasileiros para seus corpos discentes.
Entre 30 de agosto e 5 de setembro, 66 universidades dos Estados Unidos participarão de feiras estudantis em Brasília, São Paulo e Rio, dez a mais que o grupo que viajou recentemente para a Indonésia e o Vietnã, até então a missão mais numerosa.
Recentemente alçado à posição de 6ª maior economia do planeta, com uma população de poder aquisitivo crescente, precisando investir em qualificação da mão-de-obra e inovação, e com dinheiro em caixa para tal objetivo, o Brasil já virou alvo da estratégia de atração de talentos de instituições de ensino estrangeiras.
Em maio, o país recebeu uma missão de universidades canadenses, e nesta semana a prestigiosa Universidade de Oxford, na Inglaterra, enviou seu alto escalão a São Paulo para anunciar a concessão de uma nova linha de bolsas integrais financiadas com dinheiro do governo federal brasileiro.
'Vivemos num mundo cada vez mais interconectado e as universidades estão reconhecendo que precisam estar engajadas internacionalmente. Quando você pensa nos países com os quais é preciso construir um relacionamento, o Brasil entra na lista de todo mundo', disse à BBC Brasil o subsecretário americano de Comércio dos Estados Unidos, Francisco Sánchez, que vai liderar a missão americana.
A visita está sendo encabeçada pela agência de promoção de exportações americana porque, do ponto de vista americano, cada estudante brasileiro está comprando um serviço exportado pelos Estados Unidos.
Mas neste caso, lembra a secretária brasileira de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, as ligações 'incorporam parcerias dos dois lados'.
'Há uma convergência com o interesse brasileiro de manter contato com sistemas educacionais competitivos em termos de tecnologia e inovação, nosso interesse em estabelecer parcerias em áreas prioritárias e nosso interesse em que pesquisadores brasileiros possam ter treinamento especializado no exterior', disse a secretária à BBC Brasil.
Abocanhando espaço
A área educacional foi a que mais recebeu atenção durante a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos em abril.
A presidente enfatizou o programa Ciência Sem Fronteiras, cuja meta é custear 100 mil bolsas de estudo nas áreas científicas até 2015, a maioria para estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior. Os Estados Unidos querem receber entre um quinto e metade desses bolsistas.
No período letivo que começou no outono de 2010 e terminou no verão de 2011, as universidades americanas tinham cerca de 8,7 mil brasileiros matriculados. O número representa um aumento de 23% em relação ao número de cinco anos antes, mas tem permanecido quase inalterado nos últimos três.
Em comparação, o número de chineses não parou de subir: aumentou 89% em cinco anos, saltando de menos de 68 mil estudantes para quase 128 mil.
Já os indianos, que um dia já tiveram a maior presença nas universidades americanas, tiveram um aumento de 25%, para 104 mil matriculados.
'Uma razão que explica o maior número de chineses e indianos nas nossas universidades é a questão demográfica. Mas os programas de bolsas de estudo têm muita influência', disse à BBC Brasil o diretor do setor internacional da Universidade do Norte do Texas (UNT), Pieter Vermeulen.
Desde 2009, Estados Unidos e China mantêm uma iniciativa bilateral chamada 100.000 Strong (algo como 'Fortes como 100 mil', em tradução livre), cujo objetivo é levar 100 mil alunos americanos a estudar no país asiático.
Em maio de 2011, o presidente Barack Obama anunciou a mesma parceria para as Américas, com o objetivo de ter 100 mil alunos americanos estudando nos países latino-americanos, e mesmo número de estudantes viajando no sentido contrário.
'Estamos nos focando no Brasil porque esperamos que o Ciência Sem Fronteiras possibilite que mais estudantes, que antes não podiam vir estudar nos Estados Unidos, agora venham', disse Vermeulen.
Valor agregado
A intensa agenda educacional responde diretamente aos esforços, no norte e no sul do continente, para agregar valor à relação bilateral das duas principais economias hemisféricas.
As trocas entre Brasil e Estados Unidos somaram US$ 60 bilhões em 2011 e corresponderam a cerca de 12% do total de intercâmbios do Brasil com o mundo. Foi um valor menor que o trocado com a China (US$ 77 bilhões).
Entretanto, por trás destes números estão agendas comerciais bem diferentes. Enquanto a relação comercial do Brasil com a China se baseia principalmente no comércio de commodities, com os Estados Unidos é mais forte a presença de produtos agregados, uma tendência que o governo brasileiro pretende estimular.
Tatiana Prazeres diz que considera os Estados Unidos como 'o grande destaque da balança comercial do Brasil em 2012'.
No acumulado de janeiro a julho, as exportações do Brasil para o vizinho do norte cresceram 16%. Já somam quase US$ 35 bilhões. Ao mesmo tempo, as exportações totais do país para o resto do mundo registraram uma pequena queda de 1,7%.
'Em um ano marcado por uma crise internacional aguda, em que o comércio mundial cresce num ritmo bastante lento, esse crescimento das exportações do Brasil para os Estados Unidos é bastante expressivo', diz a secretária de Comércio Exterior.
Mesmo excluindo-se o petróleo, item de commodity que teve alta no mercado internacional, as demais exportações subiram 13%.
Durante o mesmo período, o déficit comercial do Brasil se reduziu de US$ 4,6 bilhões para US$ 2,5 bilhões, mostrando que as exportações brasileiras, entre as quais estão manufaturados como motores para gerar energia eólica, mantiveram seu valor.
'As exportações de produtos de maior valor agregado para os Estados Unidos crescem e contribuem para o resultado positivo do nosso comércio', observa.
Abrindo portas
A expectativa é de que o maior volume de intercâmbios educacionais reforce esta dinâmica.
No curto prazo, as iniciativas reforçariam a 'conta' americana de educação e treinamento, que já estão na lista dos dez principais produtos de exportação dos Estados Unidos.
Há mais de 690 mil estudantes estrangeiros matriculados nas universidades americanas, que contribuem com um valor estimado em US$ 21 bilhões para a economia, entre gastos com mensalidades e custeio de vida. Estima-se que os brasileiros contribuam com US$ 257 milhões deste total.
Entretanto, no longo prazo os intercâmbios têm efeitos 'que vão além da questão educacional', aponta Tatiana Prazeres.
'São parcerias científico-tecnológicas, parcerias de negócios que se abrem, oportunidades de investimentos que surgem, enfim, é um estreitamento de vínculos e um adensamento da relação entre os dois países.'
Posted: 23 Aug 2012 09:54 AM PDT
Uma observação simpática é muito mais eficaz que o sarcasmo para melhorar o ânimo, constataram pesquisadores da Universidade Stanford que testaram o senso de humor de mais de 70 suíços e americanos. Os psicólogos Andrea Samson e James Gross pediram aos voluntários que fizessem piadas sobre fotografias de conteúdo muito pouco agradável: acidentes de carro, cenas de guerra e animais peçonhentos. Parte das pessoas foi orientada a usar humor positivo, isto é, brincar com os paradoxos da vida ou da condição humana; as outras, porém, estavam livres para tecer comentários maldosos.
Posted: 23 Aug 2012 09:43 AM PDT
A psicose pós-parto, uma doença mental devastadora, mas pouco compreendida, afeta uma em cada 500 mães e pode resultar em suicídio ou mesmo em assassinato de bebês.
O período que sucede o parto é o momento em que as mulheres estão mais propensas a doenças mentais, tais como depressão ou psicose. Mas há tratamento.
Posted: 23 Aug 2012 09:29 AM PDT
Homens mais velhos têm maior risco do que os jovens de conceber um filho com autismo ou esquizofrenia, por causa de mutações aleatórias mais numerosas que acumulam. Um estudo publicado nesta quarta (22) na revista "Nature" é o primeiro a quantificar esse efeito a cada ano. A idade da mãe não teve influência nesses transtornos, segundo a pesquisa.