domingo, 22 de abril de 2012

G1 - Brasileiros contam como é 'sonho' de atuar no maior laboratório do mundo - notícias em Ciência e Saúde


País colabora em quatro experimentos com acelerador de partículas suíço.
G1 entrevistou cinco cientistas que ajudam a escrever esta história.

Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo
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Fundado em 1954, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) é um dos principais institutos científicos do planeta. É ele que administra o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), a maior máquina já feita pela humanidade. Diversos brasileiros trabalham no local. O G1 conversou com cinco deles para contar a história da pesquisa nacional no maior laboratório do mundo.
Debaixo da terra, perto de Genebra, na fronteira da Suíça com a França, cientistas tentam recriar as condições da origem do Universo – com altíssima energia – para testar as teorias da física moderna, elaboradas por pesquisadores como Albert Einstein.
O Cern é formado por 20 países membros, todos europeus. Atualmente, o Brasil tem apenas um "acordo de cooperação" com o centro, mas pretende se candidatar a uma vaga permanente. O país participa de quatro grupos de pesquisa (ou "experimentos") feitos no LHC – Atlas, Alice, CMS e LHCb – e tem mais de cem pesquisadores registrados no projeto.
Apesar de todos trabalharem ou terem trabalhado no mesmo local, os cientistas ouvidos peloG1 têm histórias diferentes, que mostram o impacto que o trabalho no LHC tem para a ciência do país.
O "veterano" Alberto Santoro ajudou a decidir um dos projetos que brasileiros tocariam no Cern, quando o LHC existia apenas como um gigantesco canteiro de obras. Do outro lado, o novato Danilo Ferreira de Lima, começa sua carreira acadêmica agora, dentro do laboratório europeu. Entre os dois, Denis Oliveira Damazio hoje é um dos pesquisadores que atuam diretamente na pesquisa. Carmem Maidantchik faz parte da equipe de engenheiros de softwares que torna a análise de dados tão complexos possível. Por fim, Rodrigo Coura Torres pegou o que aprendeu trabalhando no LHC e criou uma empresa de softwares que atendem de físicos a médicos e economistas.
Tabela perfis Cern (Foto: arte/G1)
As experiências no LHC são feitas com partículas invisíveis, muitas vezes frações de frações de átomos em busca de partículas que mostrem que os físicos estão no caminho certo. O "cálice sagrado" dessa busca é chamado de "bóson de Higgs", apelidado de “partícula de Deus”, única partícula prevista pela teoria vigente cuja existência ainda não foi comprovada.
Como nenhum outro lugar do mundo oferece condições tão boas como as do LHC para conduzir pesquisas nessta área, metade dos físicos de partículas do mundo usa a estrutura do Cern. São cerca de 10 mil cientistas, mais de 600 universidades e 110 países, segundo informações do próprio centro.
Veja a seguir como são os brasileiros que conduzem esses estudos tão complexos e o que o Brasil tem a ganhar ao trabalhar ali.
O local
Perfil Denis Damazio (Foto: arte/G1)
Denis Oliveira Damazio tem vínculo com o Laboratório Nacional de Brookhaven, nos EUA, mas mora em Genebra desde 2005 e conduz suas pesquisas diretamente no Cern.
Ele se mudou para a Suíça para ajudar a construir um dos detectores do LHC – o aparelho começou a operar em 2008. Na época, ele era responsável por uma fonte de alimentação de energia e desenvolveu um software capaz de controlar esse aparelho.
Na época em que trabalhou na construção do acelerador, o cientista tinha acesso ao local, debaixo da terra, e conseguiu até levar os pais para conhecer a estrutura da potente máquina. “Eles sabem que é um negócio enorme e que deve ser importante”, brincou o cientista, sobre a dificuldade de explicar o que faz da vida para a família.
Damazio agora participa do experimento Atlas, um dos que estão em busca do elusivo bóson de Higgs. A missão dele e de sua equipe é descobrir o que pode ser feito com as partículas que sobram depois da colisão, um verdadeiro "lixo subatômico". Ele desenvolve programas de computador capazesde analisar o que pode ser reaproveitado pelos cientistas para novas pesquisas -- uma espécie de "reciclagem de partículas", para que não haja desperdício.
Denis Damazio trabalhou na instalação do LHC (Foto: Arquivo pessoal)Denis Damazio trabalhou na instalação do LHC (Foto: Arquivo pessoal)
Hoje, todo o acesso ao LHC é remoto. Os dados obtidos no acelerador são enviados a todo o mundo imediatamente. Segundo Damazio, são necessários cerca de 100 mil computadores para processar todos os dados, cinco vezes mais do que o Cern tem disponível.
“Os dados processados aqui, se colocados em CD’s, dão uma pilha de 20 km”, contou.
Mesmo assim, ele não nega que o trabalho duro, de 12 horas ou 13 horas por dia e longe do país, é a realização de um sonho. “O Cern é o maior laboratório, é onde todo físico quer trabalhar”, afirmou.
O veterano
Perfil Alberto Santoro (Foto: arte/G1)
Construir um aparelho como o LHC, com 27 km de extensão, não é algo que dê para fazer em qualquer lugar do mundo. Por isso, não há planos para se construir nada parecido em outros locais. Mas nem sempre o Cern reinou absoluto.
Os Estados Unidos possuem aceleradores de partículas que, no passado, preenchiam essa lacuna – com a tecnologia que era possível. Nos aceleradores do laboratório Fermilab, em Chicago, foram feitas descobertas importantes para a física de partículas, como o "quark top" em 1995 – uma partícula que era perseguida então como o bóson de Higgs é hoje.
Alberto Santoro, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, fazia parte daquela equipe. O pesquisador é uma das referências entre os físicos brasileiros e hoje coordena a participação do país no experimento CMS, realizado no Cern.
A física forma gente que aprende a pensar. São pessoas que lidam diariamente com problemas insolúveis"
Alberto Santoro, professor da Uerj
A história de Santoro na física começou na década de 1960. Foi quando se formou e, em seguida, ameaçado pela ditadura, radicou-se na França, onde fez mestrado e doutorado. Só voltaria ao Brasil em 1977 e poucos anos depois iria para os EUA, onde colaborou com o Fermilab.
O pesquisador voltou em definitivo ao Brasil na década de 1990 e logo se tornou uma figura importante na participação brasileira no Cern. Foi um dos responsáveis pela escolha do CMS como um dos experimentos de que o Brasil faria parte.
“Nós escolhemos o experimento que desse a maior oportunidade de fazer física”, contou o cientista.
Para ele, o que os cientistas fazem no Cern serve para desenvolver a mão-de-obra da pesquisa nacional.
“A física forma gente que aprende a pensar. São pessoas que lidam diariamente com problemas insolúveis. Treinar gente que pensa é da maior importância para o país”, apontou.
A resolvedora de problemas
Perfil Carmen Maidantchik (Foto: arte/G1)
Para solucionar esses "problemas insolúveis", novas tecnologias precisam ser criadas – nas quais ninguém havia pensado antes. As aplicações práticas para a sociedade vão da construção civil à medicina.
Mas há um consenso geral entre os especialistas sobre qual foi a descoberta mais importante que já saiu dos laboratórios do Cern: a World Wide Web. A "www", a rede na internet que você está usando para ler este texto, nasceu para integrar as bases de dados do centro. O projeto inicial surgiu em 1989, da cabeça do inglês Tim Berners-Lee, enquanto ele trabalhava no Cern. A primeira página da World Wide Web foi a lista telefônica do centro.
Engrossando o coro que ressalta essa descoberta está Carmen Maidantchik, que coordena a área de softwares da cooperação entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Atlas. Sua participação no Cern começou ainda na década de 1980, quando ingressou no mestrado da universidade.
Carmen Maidantchik mostra onde nasceu a WWW, dentro do Cern (Foto: Arquivo pessoal)Carmen Maidantchik mostra onde nasceu a WWW,
dentro do Cern (Foto: Arquivo pessoal)
Maidantchik explica que o objetivo dos projetos de informática elaborados no Cern é vencer as barreiras que surgem durante os experimentos dos físicos. “A gente vai desenvolvendo sem saber exatamente o que precisa”, definiu a pesquisadora.
Mesmo em uma área dominada pela presença masculina, ela diz jamais ter tido problemas com os colegas por ser mulher. "A área é tão complexa que passa por cima das questões de gênero”, afirmou. “Nunca senti preconceito nem por ser brasileira, nem por ser jovem, nem por ser mulher”.
Entre suas colaborações, Maidantchik destaca uma tecnologia chamada “glance” – termo em inglês que significa olhar rapidamente –, que serve para recuperar dados de várias bases diferentes ao mesmo empo. Tendo em vista o volume de dados citado por Damazio, a tarefa não é nada fácil.
O empreendedor
Perfil Rodrigo Coura Torres (Foto: arte/G1)
O engenheiro eletrônico Rodrigo Coura Torres aproveitou o que aprendeu quando trabalhou com os dados do experimento Atlas e aplicou no mercado. Ele se uniu a um colega engenheiro, especializado em administração, e fundou a Nemesys, “uma empresa focada no desenvolvimento de sistemas computacionais inteligentes de alta performance”.
Torres foi apresentado ao Cern quando fez seu doutorado na UFRJ. Na iniciativa privada, ele tem o Cern como um de seus clientes e oferece tecnologia – brasileira – como produto para os físicos.
Um dos objetivos do projeto que ele desenvolveu no doutorado era identificar elétrons produzidos pela colisão de partículas. Ou, nas suas palavras, “achar uma agulha no palheiro”.
Como um elétron é invisível, ele deve ser identificado por características específicas, uma espécie "de impressão digital”. “Tentamos elaborar técnicas que identifiquem esses elétrons com mais precisão”, afirmou.
A técnica desenvolvida foi uma modelagem estatística. Para identificar o elétron com velocidade e precisão, era preciso fazer as perguntas certas, saber quais características deveriam ser procuradas para diferenciá-lo das outras partículas.
Rodrigo Coura Torres levou os pais para uma visita à estrutura do Cern (Foto: Arquivo pessoal)Rodrigo Coura Torres levou os pais para uma visita à estrutura do Cern (Foto: Arquivo pessoal)
Essa tecnologia pode ser aplicada em outras áreas, e é isso que a Nemesys faz. Ela já serviu para ajudar médicos na triagem de sintomas para facilitar o diagnóstico de tuberculose e pode prever se uma empresa vai conseguir bater as metas de vendas. “O problema muda, a ferramenta mantém-se a mesma”, resumiu Torres.
O aprendiz
Perfil Danilo Ferreira de Lima (Foto: arte/G1)
No caso do empreendedor, o contato com o Cern veio só no doutorado, e mudou sua relação com a engenharia. O mesmo aconteceu com Danilo Ferreira de Lima, mas em um momento diferente da carreira.
Na época do vestibular, ele já amava a física, mas não teve coragem de tentar uma vaga no curso. “Achava que física não ia dar dinheiro, não ia para frente. Não conhecia nenhum físico. Então fui fazer engenharia eletrônica”, contou.
Dentro da UFRJ, ainda na graduação, Lima entrou em um processo de iniciação científica na engenharia e passou a colaborar com o Cern. Antes mesmo de se formar, fez duas visitas a Genebra, uma delas na duração de um ano. “Quando você está na universidade, você pensa que o esquema é estudar, fazer prova e passar para a próxima etapa. Quando você entra na iniciação científica, não é assim que funciona”, comparou. “Foi só quando eu entrei na iniciação científica que eu vi que gostava daquilo”.
Danilo Ferreira de Lima nas instalações do Cern (Foto: Arquivo pessoal)Danilo Ferreira de Lima nas instalações do Cern
(Foto: Arquivo pessoal)
Depois da passagem pelo processo e da experiência adquirida na Suíça, ele se decidiu pela carreira acadêmica – que nem sabia que existia, quando prestou vestibular.
Depois de se formar engenheiro, Lima quis mudar para a física.“Minha trajetória de vida toda começou por não saber que existia esse mundo de oportunidades na academia e na física”, comentou. Na avaliação dele, falta divulgação sobre a carreira acadêmica para a sociedade como um todo.
“A visão da física é mais abrangente, mas, mais do que isso, é diferente porque o físico tem uma visão que não é muito sistemática”, opinou. “Na engenharia, o método estatístico é um objeto de estudo. Na física, ele é uma ferramenta para estudar outra coisa”.
O jovem candidatou-se a três pós-graduações na nova área. Foi aceito na UFRJ e no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), mas optou pelo doutorado da Universidade de Glasgow, na Escócia.
Um dos fatores determinantes para que ele optasse pela instituição foi a relativa proximidade de Genebra. “O ambiente político faz diferença. As decisões são tomadas na mesa de bar. A presença física no Cern é importante por isso. Aqui no Reino Unido, muitas vezes me mandam para a Suíça só para fazer contatos”, explicou.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Por Jussara de Barros
Pedagoga
Equipe Escola Kids

Dia do Índio

Dia do Índio
Crianças indígenas brincando
O dia do índio é comemorado em 19 de abril. Esta data foi criada e decretada em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, como forma de homenagear esse povo.
A população indígena, desde o descobrimento do Brasil, sofreu muito, pois foram perseguidos, agredidos e doutrinados pelos homens brancos.
Quando os portugueses chegaram aqui, encontraram uma população grande de índios espalhados pelas nossas terras, eram aproximadamente seis milhões.
O modo de vida dos índios é bem diferente do homem, pois vivem em aldeias, suas casas são feitas de galhos de árvores e palhas, que recebem o nome de oca. Alimentam-se de raízes, como mandioca, cará, inhame e batata-doce, além da caça e da pesca. Também produzem objetos necessários para sua sobrevivência, como arco e flecha, e para o seu dia-a-dia (vasilhames de cerâmica, cestos de palha, redes, etc.). Costumam pintar seus corpos com tintas extraídas de plantas naturais, como o urucum de cor avermelhada, a beterraba de cor roxa e o azul escuro do jenipapo.

Povos indígenas escravizados pelos portugueses
Esses povos foram escravizados pelos portugueses, contaminados com doenças que não conheciam, além de morrerem por maus tratos e tiros quando tentavam fugir, o que fez reduzir em grande quantidade parte de sua população.
Os portugueses trocavam informações com os índios através de gestos, mostrando-lhes como era a sua cultura, sua forma de viver, mas exigiam destes que atendessem suas vontades e necessidades.
Hoje em dia a quantidade de índios está aproximadamente em torno de 280 mil, mas, em razão da melhoria de suas condições de vida, há um crescimento populacional desse povo.
Existe um órgão do governo federal que cuida dos interesses dos povos indígenas, preservam suas riquezas e sua cultura. A FUNAI - Fundação Nacional do Índio - cumpre com o disposto na Constituição Brasileira de 1988.


Dia do Exército Brasileiro



O Exército do Brasil e suas formas de fazer a defesa nacional
No dia 19 de abril comemora-se o dia do exército brasileiro. A data é marcada pela primeira luta dos povos do Brasil contra a dominação holandesa, em 1648. Os indivíduos que treinam e lutam para defender os espaços e direitos de um país são os integrantes dessa corporação.
O Brasil possui três forças armadas, responsáveis pela defesa do país, e o exército é uma delas.
No período de 1808 até 1967 o responsável pelas ações do exército era o ministério da guerra; entre 1967 e 1999, o controle passou a ser feito pelo ministério do exército. A partir de 1999, criou-se o ministério da defesa, responsável pela defesa nacional, unindo as três forças armadas do país: o exército, a marinha e a aeronáutica.
O comandante supremo do exército brasileiro é o presidente da república, mas existem os cargos hierárquicos dentro da corporação.
As tropas do exército praticam fortes treinamentos, como preparo para operar em circunstâncias de guerra e de conflitos mais extremos. São responsáveis pela segurança da pátria junto às fronteiras, compartilhando tal responsabilidade com os serviços da aeronáutica.
Além disso, o exército participa de campanhas sociais, leva alimentos e faz serviços de atendimento médico às localidades do país que são muito isoladas, onde a população não tem acesso aos mesmos.
Para ingressar no exército do Brasil é necessário participar do alistamento militar, que acontece todos os anos. O serviço militar é obrigatório para os rapazes, que devem se alistar aos dezoito anos de idade. Existem vagas tanto para homens como para mulheres.
Caso haja interesse em participar dessas atividades após os dezoito anos de idade, o candidato deverá apresentar currículo, com graduação superior, podendo exercer cargos mais elevados, como os de tenentes.
A hierarquia do exército está dividida entre a infantaria, a cavalaria e a artilharia, indo de soldados até os cargos da alta patente.
O exército brasileiro é composto ainda por tropas de elite, especializadas em missões não convencionais, como a Brigada de Operações Especiais, a Brigada de Infantaria Paraquedista, além das especializadas em defender o bioma nacional.
No setor educacional, o exército desenvolve projetos de pesquisa, na área científico-tecnológica, através do IME (Instituto Militar de Engenharia), uma das melhores faculdades do país.
Quanto aos veículos blindados, entre carros de combate, veículos de tropa e outros, possui uma quantidade bem maior que as outras forças do Brasil.
Por ser mais popularmente conhecido, o exército brasileiro é formado com mais de duzentos mil soldados, tendo um cadastro de reserva que chega a quase quatro milhões.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Os Desafios da Carreira Militar

Por Camila Mitye
A imagem do militar às vezes assusta os jovens entre 17 e 18 anos. Tanto que muitos temem a apresentação militar que são obrigados a fazer quando completam 18 anos, com medo de serem convocados. O que eles não sabem é que o militarismo oferece uma gama de opções de cursos, inclusive de graduação. E tudo isso, com estabilidade profissional, boa remuneração e possibilidade de ascensão.

Entre as opções de cursos superiores militares há os cursos de Formação de Oficiais e os cursos de Engenharia oferecidos pelos institutos militares ITA (Instituto de Tecnologia de Aeronáutica) e IME (Instituto Militar de Engenharia). Abaixo falaremos mais sobre cada um deles.

Escolas preparatórias

Para quem quer entrar desde cedo na carreira militar, pode começar pelas instituições de Ensino Médio, como:
- Escola Preparatória de Cadetes do Ar – Epcar - (Aeronáutica);
- Escola Preparatória de Cadetes do Exército - EsPCex - (Exército);
- Colégio Naval (Marinha).
As vagas nessas escolas são muito disputadas e quem consegue entrar recebe treinamento militar. Porém, quando termina o Ensino Médio, o estudante é automaticamente admitido em uma Academia de Formação de Oficiais. Ele pode, ainda, fazer apenas o 3º ano do Ensino Médio em uma escola militar que assim mesmo terá vaga em uma Academia.

Academias

Nas Academias de Curso Superior de Formação de Oficiais as vagas também são disputadas. Durante os estudos, o aluno recebe uma quantia mensal de 400 a 600 reais, alimentação, vestuário e assistência médica gratuita. O curso dura 04 anos e o aspirante a oficial estuda em regime de internato (dorme na Academia durante a semana e vai para casa nos finais de semana). Além disso, ele recebe aulas teóricas como filosofia, sociologia e psicologia e, é claro, o treinamento militar básico. Algumas das Academias que oferecem Curso Superior para Formação de Oficiais:
- Escola Naval (Marinha);
- Academia da Força Aérea – AFA – (Aeronáutica);
- Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN – (Exército);
- Academias Estaduais da Polícia Militar (Como a Academia do Barro Branco – SP, Academia de Polícia Militar D. João VI – RJ e Academia de Polícia Militar de Minas Gerais).

Para uma graduação mais específica, existem os cursos de Engenharia na área militar, especialmente os oferecidos pelo ITA e pelo IME. Conheça mais sobre esses dois institutos abaixo.

ITA


O ITA (Instituto de Tecnologia de Aeronáutica), situado em São José dos Campos (SP), é um órgão de ensino superior do Comando da Aeronáutica e foi criado em 1950. A educação no ITA é voltada para a formação de profissionais de nível superior nos setores da Ciência e da Tecnologia, nas especialidades de interesse da aviação geral. São 2 anos de curso básico (No 1º ano os alunos estudam para o CPOR – Centro de Preparação de Oficiais de Reserva –, um curso de instrução militar, e recebem cerca de um salário mínimo), com forte conteúdo de física e matemática.

Ao final do 2º ano, os estudantes podem escolher entre seguir a carreira de Engenheiro como civil ou como militar. A partir daí o curso de Engenharia segue normalmente, independente da escolha que o aluno fizer. A diferença é que quem escolhe a carreira militar torna-se aspirante a oficial, com salário de aproximadamente 3 mil reais, e faz o preparatório militar com aulas de tiro e atividades físicas específicas. Quando termina a graduação, o aspirante a oficial torna-se Primeiro-tenente Engenheiro e pode chegar a Major-brigadeiro. Ele é enviado para as unidades da Aeronáutica onde irá trabalhar com manutenção de aeronaves, testes de novos equipamentos ou trabalhar com sistemas de defesa.
Em 2010, o ITA decidiu não impôr mais limite de idade para a carreira militar. A instituição também passa a aceitar inscrições de vestibulandos casados.

IME

O IME (Instituto Militar de Engenharia) faz parte do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) e é responsável no Brasil pelo ensino de Engenharia, no âmbito do Exército. O Instituto oferece cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária para militares e civis. Criado em 1959, o IME é resultado de uma fusão entre a Escola Técnica do Exército e o Instituto Militar de Tecnologia.

O curso de Engenharia do IME tem duração de 5 anos. Já a formação militar também tem duração de 5 anos para os optantes pela carreira ativa e de 1 ano para os optantes pela reserva militar. Quem opta pela carreira ativa pode seguir até o posto de General-de-Divisão e, quem opta pela reserva pode, ao final do curso, fazer um estágio de até 6 anos como Oficial da Reserva convocado, para depois retornar ao mercado como engenheiro. A sede do IME fica na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

Cursos

É importante ressaltar que o Engenheiro Aeronáutico pode ganhar até 30% a mais que os demais engenheiros e o número de profissionais da área é inferior à demanda. Para quem não deseja seguir no militarismo, há vagas em empresas de transporte aéreo e na Embraer, com sede em São José dos Campos.

Cursos oferecidos pelo ITA:
- Engenharia Aeronáutica;
- Engenharia Civil Aeronáutica;
- Engenharia de Computação;
- Engenharia Eletrônica;
- Engenharia Mecânica – Aeronáutica.

Cursos oferecidos pelo IME
:
- Engenharia Cartográfica;
- Engenharia de Computação;
- Engenharia de Comunicações;
- Engenharia de Fortificação e Construção;
- Engenharia Elétrica;
- Engenharia Eletrônica;
- Engenharia Mecânica e de Armamento;
- Engenharia Mecânica e de Automóveis;
- Engenharia de Metalúrgica;
- Engenharia Química.

Outras Instituições
Engenharia Aeronáutica: USP – Universidade de São Paulo (SP), Unip – Universidade Paulista (SP), Univap – Universidade do Vale do Paraíba (SP), Unitau – Universidade de Taubaté (Taubaté, SP) e UFABC – Universidade Federal do ABC (SP).

Engenharia Cartográfica: UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro (RJ), Unesp – Universidade Estadual Paulista (SP), UFPE – Universidade Federal do Pernambuco (Recife, PE), UFPR – Universidade Federal do Paraná (Curitiba, PR) e UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, RS).

Engenharia Naval
: UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ) e USP – Universidade de São Paulo (SP).

Para maiores informações sobre os cursos e as carreiras militares, consulte o site das instiuições:
Intituto de Tecnologia de Aeronáutica -ITA
Instituto Militar de Engenharia - IME
Academia da Força Aérea – AFA
Academia Militar das Agulhas Negras – Aman
Escola Naval da Marinha
Academia do Barro Branco – APMBB - SP
Academia de Polícia Militar D. João VI – APM - RJ

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Diga não ao Bullying!!!




Fonte:

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP







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Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.
Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato debullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Curiosidades sobre o beijo!!

O contato com cada parte do corpo humano pode ter um significado especial. O ato de tocar os lábios em alguém ou em outra coisa dá-se o nome de beijo. Observando de uma maneira fria, esquecemos-nos que o beijo pode representar um simples cumprimento ou expressar uma ardente paixão, uma forma de agradecimento ou simbolizar uma conquista; como um sinal de recompensa para o mocinho, que lutou contra o vilão para chegar vivo ao final do filme e beijar a mocinha. Assim, também faz o atleta que beija medalha da conquista.
Em todos estes casos, o beijo serve como termômetro para medir o grau de afeto entre duas pessoas. Isso pode ser verificado em casais que, depois de muito anos de relacionamento, perdem o interesse um pelo outro e acabam deixando o beijo de lado. Se pensarmos que pessoas que não se conhecem e as prostitutas não se deixam beijar, podemos dizer que a intimidade entre as pessoas também pode ser medida pelo beijo.
Verdade é que o beijo, além de termômetro, pode ser considerado um exercício de alto esforço, que chega a queimar 12 calorias por minuto, movimenta, só na face, 29 músculos e pode dobrar o batimento do cardíaco, mexendo com os cinco sentidos: paladar, audição, visão, tato e olfato. 


J.Robson...