quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Crivella toma posse na sexta no Ministério da Pesca


29/02/2012 17h56 - Atualizado em 29/02/2012 18h29

DEUS TE ABENÇOE CARO AMIGO!!


Senador foi anunciado nesta quarta como substituto de Luiz Sérgio.
Dilma decidiu entregar comando da pasta ao PRB, que não tinha ministério.

Do G1, em Brasília
O novo ministro da Pesca e Aquicultura, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), tomará posse na sexta-feira (2), segundo informou nota divulgada pela pasta. O senador substituirá Luiz Sérgio (PT-RJ), que voltará a exercer o mandato de deputado na Câmara. De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, a cerimônia de posse será às 11h, no Palácio do Planalto
Nesta quarta, o Palácio do Planalto anunciou a decisão da presidente Dilma Rousseff de entregar o comando da Pesca ao PRB, que até então não tinha representantes no alto escalão do governo.
O PRB é o partido do ex-vice-presidente José Alencar, morto em março de 2011. O partido agrega parte da bancada evangélica no Congresso, integrou a base de sustentação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e segue na base aliada no governo Dilma Rousseff.
Após o anúncio do Planalto, Marcelo Crivella (PRB-RJ), disse em entrevista acreditar que sua indicação para o cargo resultará em uma maior aproximação do governo com os evangélicos. Senador integrante da bancada evangélica, Crivella foi indicado nesta tarde para substituir Luiz Sérgio na Secretaria da Pesca e Aquicultura.
“Acredito que sim [haverá maior aproximação], embora não tenha sido esse o objetivo quando ela [Dilma] me convidou. [...] Sempre trabalhei na bancada evangélica para dirimir controvérsias”, afirmou.
O senador Marcelo Crivella durante entrevista em seu gabinete após ter sido anunciado como novo ministro da Pesca (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)O senador Marcelo Crivella durante entrevista em
seu gabinete após ter sido anunciado como novo
ministro da Pesca (Foto: Antonio Cruz / Ag. Brasil)
A aproximação do governo com os evangélicos é estratégica para a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Haddad enfrentou forte oposição de parlamentares religiosos ao tentar implementar nas escolas o chamado "kit anti-homofobia", material didático voltado ao combate ao preconceito contra homossexuais.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que, com a nomeação de Crivella, o governo incorporou ao ministério um "precioso aliado", em referência ao PRB.
Marcelo Crivella será o terceiro ministro da Pesca no governo Dilma. O primeiro foi Ideli Salvatti (PT-SC), que em junho do ano passado trocou de pasta com Luiz Sérgio - ela foi para as Relações Institucionais, que cuida da articulação política do governo, e ele, para a Pesca.
Luiz Sérgio
Em nota à imprensa divulgada na tarde desta quarta, Luiz Sérgio agradeceu a Dilma pela confiança durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Pesca.
“Continuarei, na Câmara dos Deputados, a dar minha contribuição para o sucesso e as conquistas deste governo”, informou Sérgio.
Na nota, ele destaca a importância da pasta “para o desenvolvimento do enorme potencial das atividades pesqueira e aquícola em nosso país”. “Estou certo que, em pouco tempo, o Brasil despertará para esse potencial e os frutos do trabalho deste ministério serão amplamente reconhecidos pela sociedade” afirmou Luiz Sérgio. Ele encerrou a nota desejando êxito ao novo ministro.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O DIA Online!!


Ensino estadual avança em avaliação

Alunos estão melhores em Português e Matemática, mas seguem abaixo do adequado

POR MARIA LUISA BARROS
Rio -  Na corrida rumo às cinco primeiras posições no ranking do ensino público no País até 2014, estudantes das escolas estaduais do Rio estão avançando, mas o ritmo ainda é lento — sobretudo considerando-se que o estado está em penúltimo lugar na análise nacional de performance. Resultado do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio (Saerj), de 2011, divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Educação, mostra que o conteúdo assimilado em cada disciplina pelos jovens melhorou em relação à última avaliação em 2009, mas ainda está baixo.
No Ensino Médio, a pontuação dos alunos em Matemática saltou de 260,8, em 2009, para 281,2 em 2011. Com isso, eles passaram do nível mais baixo para o intermediário, mas continuam abaixo do nível adequado, que varia de 350 a 375. Em Português, a marcação passou de 257,3 para 274,2, mantendo-se na faixa intermediária, quase no limite com o nível adequado, que oscila entre 300 a 350. A escala de Português avalia a capacidade do aluno de ler e interpretar textos. Em Matemática, os níveis apontam o desenvolvimento do raciocínio e a capacidade de resolver operações.
Foto: Arte O Dia
Foto: Arte O Dia
O secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, disse que o resultado está longe do ideal, mas dentro do previsto. “Nesse ritmo vamos atingir a meta de 2014”, diz ele, que espera obter este ano um Ideb mais alto. Em 2009, o Rio ficou à frente apenas do Piauí na avaliação do Ministério da Educação (MEC).
Premiação
Os 9.964 alunos com melhores notas no Saerj ganharão computadores portáteis até junho. A Secretaria de Educação ainda não decidiu se serão notebooks ou netbooks. O secretário Wilson Risolia anunciou também que os 25 melhores estudantes receberão bolsa integral este ano para estudar na Universidade Gama Filho, até a formatura, com exceção do curso de Medicina.
De acordo com Risolia, a premiação, que vem sendo feita desde 2008, é incentivo para aumentar a participação dos alunos na avaliação e motivá-los ao estudo: “É importante que as famílias continuem estimulando seus filhos a fazer o Saerj. Só assim será possível sanar deficiências e corrigir rumos para melhorar o ensino”.
Escolas do interior do estado se destacam mais uma vez
Mais uma vez, as escolas do interior do estado fizeram melhor o dever de casa. Das seis unidades que se destacaram no Saerj, quatro não são da capital.
A José Leite Lopes (o Nave, na Tijuca) ficou de novo entre as escolas com melhor desempenho | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
A José Leite Lopes (o Nave, na Tijuca) ficou de novo entre as escolas com melhor desempenho | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
A melhor escola da rede é o Colégio Estadual Oscar Batista, que fica em Cambuci, seguido pelo Colégio Estadual Chequer Jorge, em Itaperuna, na região Noroeste. O quarto e o quinto lugares são de Carmo (Ciep 280 Professor Vasco Fernandes da Silva Porto) e Itaocara (Ciep 275 Lenine Cortes Falante).
No Rio, as escolas que tiveram melhor desempenho foram os colégios estaduais Horácio Macedo (Maria da Graça) e José Leite Lopes (o Nave, na Tijuca). A desigualdade entre as escolas da rede foi reduzida em 20% no Ensino Fundamental e em 25% no Médio.


e

G1 Informa sobre intercâmbio


intercâmbio

domingo, 26 de fevereiro de 2012

ENVOLVERDE!!

Sociedade | 29/7/2011 - 09h00


A questão social influenciando na dinâmica ambiental


por Vinícios de Moraes Betiol*
1333 300x168 A questão social influenciando na dinâmica ambiental
Rio Imboaçu, no Município de São Gonçalo, Rio de Janeiro.
Não é um tema novo, o debate relativo à ação antrópica no meio ambiente, porém fala-se pouco dos motivos que estão por trás dessas ações. Estamos acostumados a ver problemas serem descritos, muitas das vezes com riquezas de detalhes, e quase sempre o estudo termina no apontamento do culpado, que costuma ser o homem. Porém dificilmente veremos estudos que ao invés de focar o problema ambiental em si, apontem as questões sociais que levaram à formação do problema.
Para trabalhar essa questão, interligando problemas ambientais com a questão social, podemos pegar o Rio Imboaçu, que fica no Município de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, como exemplo de um ambiente que sofre uma série de impactos antrópicos negativos, mas que tem presente em sua dinâmica toda uma problemática social, motivando tais impactos.
Tal rio é apenas um dos muitos rios localizados em áreas urbanas no Brasil, e apresenta características muito conhecidas daqueles que estão acostumados a trabalhar com a questão ambiental.
As construções irregulares estão por toda parte, e muitas das vezes vão além das margens, havendo construções até mesmo dentro do rio. A quantidade de lixo existente também é assustadora, podendo ser vista até mesmo por foto de satélite. Além disso, a maior parte do esgoto da região próxima é jogado diretamente no rio. Como se não bastasse, a Prefeitura frequentemente faz obras de retilinização, cimentação e canalização do rio.
Os problemas citados, como já disse, não são exclusivos do Rio Imboaçu, são características marcantes de boa parte dos rios brasileiros localizados em ambientes urbanos. Que tais problemas são causados por ações antrópicas, também não é uma novidade. A questão é: por que ocorrem essas ações?
Para responder essa pergunta, precisamos saber o perfil das pessoas que auxiliam as ações negativas na dinâmica do rio. Por isso, a primeira coisa que deve ser destacada é a questão da formação do imaginário dessas pessoas.
Quando perguntadas a respeito da poluição de um rio, todas elas são extremamente contra quem faça um ato que possa poluir um rio. O único problema é que para elas, os rios são aqueles que são vistos na televisão, como o Amazonas e o São Francisco. Aquele rio que passa perto da casa delas, é entendido como um “valão”.
A formação desse imaginário errôneo a respeito do rio abre espaço para um outro problema social, que é o tipo de educação a que essas pessoas têm acesso, além da problemática a respeito de com quais tipos de serviços públicos essas pessoas podem contar.
A maior parte do rio passa por áreas carentes, em que boa parte desses indivíduos não tem um estudo adequado, e por isso não tem o mínimo de consciência ambiental, de que ao invés de estar jogando dejetos em um valão, estão poluindo um rio.
Para piorar, além dessas pessoas não terem acesso a uma boa educação ambiental, também não têm acesso a bons serviços públicos. A coleta de lixo, por exemplo, costuma demorar, fazendo com que as pessoas sejam obrigadas a encontrar outros fins que não seja o caminhão de lixo.
A rede de esgoto, também não chega à maior parte dessas pessoas, que sem ter onde despejá-lo, acabam direcionando esses dejetos através de canos, diretamente para dentro do rio, que é tido por eles como o valão.
Os projetos habitacionais também não conseguem dar vazão à demanda, e com isso as pessoas seguem morando em áreas de risco de enchente, às margens ou dentro dos rios, podendo perder bens materiais e até mesmo a vida.
Nesse contexto, fica evidente que não podemos simplesmente apontar os problemas ambientais, e dizer que é por culpa da ação antrópica, sem compreender os problemas sociais que antecederam a agressão ambiental.
Com isso, fica claro que o estudo ambiental encaminha-se para um contexto em que, antes de mais nada, passa a ser necessário haver uma ligação socioambiental para que possamos compreender de fato os causadores dos problemas que estão sendo analisados.
* Vinícios de Moraes Betiol é formado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e cursa pós-graduação em Dinâmicas Urbano-Ambientais e Gestão do Território.
(O autor)

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