sábado, 19 de março de 2011

15/03/2011 - 13h53

MEC quer mudar lei do Prouni para acabar com bolsas parciais

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ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira mudanças na lei do Prouni (Programa Universidade para Todos) para aumentar o número de vagas e acabar com as bolsas parciais e a distância.
O programa oferece vagas para alunos carentes em universidades particulares.
A ideia defendida pelo ministro durante audiência na Comissão de Educação do Senado é resgatar a redação original do projeto do governo que criou o programa, em 2005. O texto estabelecia que as instituições participantes do programa deveriam oferecer 10% de vagas gratuitas. O Congresso, no entanto, mudou o dispositivo e reduziu o percentual para 7,5%, permitindo que parte das bolsas cobrisse 50% das mensalidades, e não o total.
Segundo o MEC, essas bolsas parciais são as que mais sobram, porque o aluno não consegue pagar o restante das mensalidades. Para Haddad, o ideal é que só fossem concedidas bolsas integrais.
Ele também defendeu que seja rediscutida a oferta de vagas a distância pelo programa, já que elas também estão entre as que mais sobram.
As declarações do ministro foram feitas após questionamentos do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que, entre outros pontos, aponta o fato de parte das bolsas não serem preenchidas, sem que as universidades sejam punidas. O MEC contesta os critérios do TCU.
Haddad disse que irá procurar a liderança do PT no Senado para encaminhar as mudanças no Prouni dentro das comissões de educação da Câmara e do Senado --o que poderia evitar que o projeto fosse votado no plenário por todos os parlamentares. Ele descartou enviar um novo projeto de lei sob o argumento de que isso poderia provocar uma discussão sobre todo o programa e, dessa forma, colocar sua essência em risco.

19/03/2011 - 12h55

Aula sobre agronegócio cria polêmica em Ribeirão Preto

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JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO
Aulas sobre o agronegócio nas escolas municipais de Ribeirão Preto têm gerado polêmica entre professores e especialistas.
O assunto foi parar no Conselho Municipal de Educação, que pediu uma cópia de cada projeto pedagógico externo desenvolvido nas escolas para ser analisado.
O que mais gerou discussão foi o projeto "Agronegócio na Escola", desenvolvido com a Abag-RP (Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto).
O programa atende alunos do 8º e do 9º ano desde 2009 --antes, foi aplicado por dez anos na rede estadual. Cerca de 112 mil estudantes da região já passaram pelo curso.
No lançamento do projeto, em 2009, a prefeita Dárcy Vera (DEM) chegou a dizer que "na terra da Agrishow e capital mundial do etanol" não poderia ser deixada de fora da escola "esta disciplina tão importante".
Para a conselheira Adriana de Bortoli Gentil, é errado o enfoque apenas pelo lado positivo do agronegócio.
"Você não mostra a questão fundiária, de concentração de terras, não mostra essa perspectiva histórica."
Na opinião da conselheira Ana Paula Soares da Silva, os alunos devem conhecer também outros modelos de agricultura, como a agroecologia ou a agroflorestal.
"Quando a prefeitura adota isso e coloca como um grande programa, é complicado, principalmente porque é educação pública."
CARTILHA
A Abag-RP oferece cartilhas às crianças e um vídeo, que é utilizado por professores nas aulas. O material está no site da Abag.
A cartilha aborda temas como o surgimento da agricultura e sua modernização.
Há trechos polêmicos, como o meio ambiente. Dois personagens conversam sobre o tema, e dizem que as leis ambientais são respeitadas no Brasil Professores são levados para conhecer usinas e são capacitados pela entidade. Os alunos também participam de concurso de redações com temas definidos pela Abag-RP --como "Agronegócio e Meio Ambiente".
Editoria de Arte/Folhapress
Agronegocios para criancas
A Secretaria da Educação e a Abag-RP defendem que o conteúdo aborda um tema importante na vida da região).
Coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Maria Márcia Sigrist Malavasi diz que temas sociais e econômicos são importantes, "mas é sempre delicado, porque pode ter uma ideologia que deturpe um pouco a realidade."
Mais do que o material, o principal é que o professor esteja bem formado. "Posso dar o material na mão de um professor não bem formado e ele pode fazer um estrago, tanto defendendo o grande pecuarista como defendendo as invasões de terra."

10/03/2011 - 14h17

Cientistas descobrem causador da inflamação que mata neurônios

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DA EFE
Cientistas espanhóis e suecos descobriram a ligação molecular desencadeante da inflamação cerebral que mata os neurônios, um processo muito associado a doenças neurodegenerativas, como Prkinson e Azheimer, segundo a última edição da revista "Nature".
Equipes da Universidade de Sevilha e do Instituto Karolinska de Estocolmo, dirigidas pelos médicos José Luis Venero e Bertrand Joseph, e em colaboração com pesquisadores da Universidade de Lund, encontraram um mecanismo responsável pelo processo da neuroinflamação.
O doutor Venero, do departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Faculdade de Farmácia da Universidade de Sevilha, indicou que este estudo pode abrir novos caminhos farmacológicos para o controle da inflamação cerebral e seus efeitos nocivos.
A pesquisa de quase quatro anos de duração incluiu a histologia e anatomia microscópica de áreas corticais e do mesencéfalo ventral de cérebros de pacientes que morreram de Alzheimer ou Parkinson, assim como culturas de células e modelos experimentais em ratos e camundongos com doença de Parkinson.
Os dados experimentais foram transferidos para situações de inflamação cerebral pela associação com as doenças de Parkinson e Alzheimer.
Embora não seja possível confirmar que a inflamação é o fator desencadeante das doenças neurodegenerativas, sabe-se que está muito associada ao Parkinson e ao Alzheimer, segundo o doutor Venero.
De fato, os pesquisadores começam a admitir "de forma generalizada" a ideia de que uma resposta inflamatória contribui "decisivamente" para a progressão das doenças neurodegenerativas.
Os pesquisadores descobriram neste trabalho uma nova função biológica de algumas enzimas caspases (associadas tradicionalmente apenas aos processos de apoptose ou morte celular programada) que são necessárias, por exemplo, em situações de regeneração celular e em resposta para danos neuronais e agentes patógenos.
A nova função destas proteínas se refere ao controle da atividade de algumas células microgliais, hospedadas no sistema nervoso central, responsáveis pela resposta imune e pelo processo de inflamação cerebral que mata os neurônios.
Concretamente, ficou comprovado que o controle da ativação ordenada da caspase 8 e da caspase 3 está relacionado com o início de um processo de sinalização celular que leva à ativação das células microgliais.
Foi verificado que a inibição dessas enzimas por métodos farmacológicos ou moleculares diminui a capacidade das células microgliais de se ativar em resposta a estímulos inflamatórios.
Os cientistas sabiam da ativação destas células frente a problemas neuronais ou agentes patógenos para "orquestrar" a resposta imune e iniciar a reparação do tecido danificado, mas a atual descoberta mostra que a ativação persistente libera moléculas nocivas para os neurônios, como ocorre no Alzheimer e no Parkinson.
Os cérebros estudados revelaram uma clara ativação tanto de enzimas caspase 8 como de caspase 3 nas células microgliais desencadeantes de processos de inflamação cerebral, com a peculiaridade de que apenas o citoplasma foi afetado, e não o núcleo celular.
Os pesquisadores concluem que os inibidores de caspases poderiam ser utilizados para o controle da inflamação cerebral.

14/03/2011 - 13h18

Imagem compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

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DA REUTERS
A campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que compara o hemisfério de um cérebro saudável ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer.
Denis Balibouse/Reuters
Imagem compara o hemisfério de um cérebro saudável (à esquerda) ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer
Imagem compara o hemisfério de um cérebro saudável (à esquerda) ao de uma pessoa que sofre de Alzheimer
A foto foi divulgada pela unidade morfológica de psicopatologia da divisão de neuropsiquiatria do Hospital Universitário Idee Belle, em Chêne-Bourg, próximo a Genebra, na Suíça. A unidade estoca mais de 11.000 cérebros humanos desde o começo do século 20, destinados à educação e pesquisas.
A campanha, que acontece entre 14 e 18 de março, tem como objetivo sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro.
Realizada desde 2008, a BAW reúne universidades, hospitais, grupos de pacientes, órgãos públicos, escolas, organizações de serviços e associações profissionais em todo o mundo durante uma semana.

19/03/2011 - 12h38

Exame identifica enfisema pulmonar antes dos sintomas

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JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Um exame de sangue simples pode detectar enfisema pulmonar precocemente, antes mesmo do aparecimento dos sintomas mais comuns, como falta de ar e tosse.
A descoberta é de pesquisadores americanos do Weill Cornell Medical Center, em Nova York.
O enfisema é uma DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), assim como a bronquite. A doença se caracteriza pela destruição de estruturas do pulmão.
Depois que o enfisema é instalado, o pulmão perde progressivamente a função. O doente sente cada vez mais dificuldade para respirar.
O fumo é responsável por, em média, 80% dos casos. A doença é irreversível. É por isso que, quanto antes for feito o diagnóstico, melhor o prognóstico.
"A identificação de fumantes com um início de enfisema pode permitir uma intervenção que evite a destruição permanente dos pulmões", dizem os autores da descoberta, no artigo publicado esta semana no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine".
Hoje, o diagnóstico é feito com exames de sopro que medem a função pulmonar.
"A espirometria (exame mais comum) não é muito sensível para detectar a doença no início", diz o pneumologista Pedro Rodrigues Genta, do HCor (Hospital do Coração).
Muitas vezes, o diagnóstico acontece só quando os sintomas já apareceram.
MORTE DOS PULMÕES
O novo exame detecta o início da destruição pulmonar a partir de partículas encontradas no sangue.
"Essas micropartículas são resultantes da morte precoce de células dos vasos pulmonares", afirma Rafael Stelmach, pneumologista do Hospital das Clínicas de SP.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores examinaram 92 pessoas, divididas em três grupos -não fumantes saudáveis, fumantes saudáveis e fumantes com diagnóstico de enfisema.
Foram feitos testes tradicionais para medir função pulmonar e depois o exame de sangue, que identificou e contou as partículas mortas vindas do pulmão.
"Todos temos morte celular, é normal. Mas, quando há a doença, essa morte é precoce", diz Stelmach.
Segundo Genta, a doença pode aparecer a partir de 15 anos de tabagismo, para quem fuma, em média, um maço de cigarro por dia.
Para Oliver Nascimento, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o método proposto parece ser eficaz, mas a pesquisa é inicial. São necessários testes com mais pacientes.
"Todo mundo está procurando uma forma de identificar o aparecimento do enfisema precocemente. Essa hipótese faz todo sentido. Se a pessoa parar de fumar nessa etapa, pode ser que nem chegue a ter sintomas."
No momento, os pesquisadores estão fazendo estudos do teste em grandes grupos de participantes, para validar os resultados.
"Ainda não tem uma aplicação a curto prazo, mas esse resultado abre uma perspectiva nova de diagnóstico para o futuro, a médio prazo. Só depende que a tecnologia seja desenvolvida em larga escala", afirma Genta.

19/03/2011 - 12h38

Exame identifica enfisema pulmonar antes dos sintomas

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JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Um exame de sangue simples pode detectar enfisema pulmonar precocemente, antes mesmo do aparecimento dos sintomas mais comuns, como falta de ar e tosse.
A descoberta é de pesquisadores americanos do Weill Cornell Medical Center, em Nova York.
O enfisema é uma DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), assim como a bronquite. A doença se caracteriza pela destruição de estruturas do pulmão.
Depois que o enfisema é instalado, o pulmão perde progressivamente a função. O doente sente cada vez mais dificuldade para respirar.
O fumo é responsável por, em média, 80% dos casos. A doença é irreversível. É por isso que, quanto antes for feito o diagnóstico, melhor o prognóstico.
"A identificação de fumantes com um início de enfisema pode permitir uma intervenção que evite a destruição permanente dos pulmões", dizem os autores da descoberta, no artigo publicado esta semana no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine".
Hoje, o diagnóstico é feito com exames de sopro que medem a função pulmonar.
"A espirometria (exame mais comum) não é muito sensível para detectar a doença no início", diz o pneumologista Pedro Rodrigues Genta, do HCor (Hospital do Coração).
Muitas vezes, o diagnóstico acontece só quando os sintomas já apareceram.
MORTE DOS PULMÕES
O novo exame detecta o início da destruição pulmonar a partir de partículas encontradas no sangue.
"Essas micropartículas são resultantes da morte precoce de células dos vasos pulmonares", afirma Rafael Stelmach, pneumologista do Hospital das Clínicas de SP.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores examinaram 92 pessoas, divididas em três grupos -não fumantes saudáveis, fumantes saudáveis e fumantes com diagnóstico de enfisema.
Foram feitos testes tradicionais para medir função pulmonar e depois o exame de sangue, que identificou e contou as partículas mortas vindas do pulmão.
"Todos temos morte celular, é normal. Mas, quando há a doença, essa morte é precoce", diz Stelmach.
Segundo Genta, a doença pode aparecer a partir de 15 anos de tabagismo, para quem fuma, em média, um maço de cigarro por dia.
Para Oliver Nascimento, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o método proposto parece ser eficaz, mas a pesquisa é inicial. São necessários testes com mais pacientes.
"Todo mundo está procurando uma forma de identificar o aparecimento do enfisema precocemente. Essa hipótese faz todo sentido. Se a pessoa parar de fumar nessa etapa, pode ser que nem chegue a ter sintomas."
No momento, os pesquisadores estão fazendo estudos do teste em grandes grupos de participantes, para validar os resultados.
"Ainda não tem uma aplicação a curto prazo, mas esse resultado abre uma perspectiva nova de diagnóstico para o futuro, a médio prazo. Só depende que a tecnologia seja desenvolvida em larga escala", afirma Genta.


19/03/2011 - 16h13

Olhos passam mais mensagens, diz especialista

da Livraria da Folha
Divulgação
Especialista aponta a força dos olhos na comunicação sem palavras
Especialista aponta força dos olhos na comunicação sem palavras
Quando você fala, apenas 7% da mensagem estão nas palavras. O resto fica por conta do tom de voz (38%) e linguagem corporal (55%). Os dados são da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que estudou o peso da expressão facial, gestos manuais e posição do corpo na comunicação humana. Segundo especialistas, saber um pouco mais sobre esses sinais silenciosos pode ajudá-lo a ter sucesso no trabalho, a entender mais os clientes, sua equipe e também seu chefe.
Em casa ou no trabalho, mesmo quando sua boca está fechada, você fala o tempo todo. Suas mãos, seu rosto, suas pernas dizem o que realmente vai na sua mente. Em "A Vantagem não verbal: segredos e ciência da linguagem corporal no trabalho"(Vozes), a PhD no assunto, Carol Kinsey Goman dá uma aula sobre como aprender a ler o corpo e seus movimentos e usar essas informações a seu favor no trabalho. Atenção para os olhos, as "janelas da alma", eles são a parte mais tagarela do corpo.
Todo mundo, ou quase, passou por isso. Numa festa ou evento de negócios, a pessoa com que se conversa desvia os olhos para olhar em volta da sala. Embora as pessoas não ouçam com os olhos, o outro parou de escutá-lo. Já o olhar fixo, segundo Kinsey Goman, é negativo. Direto, ousado e contínuo, a maioria considera esse olhar algo rude ou ameaçador. "Comunica um desejo de domínio, uma impressão de superioridade, uma ausência de respeito ou vontade de insultar", diz a autora. Mas, captar esses pequenos sinais oculares requer prática.
Siga a Livraria da Folha no Twitter
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No livro, a autora dá dicas de como iniciar exercícios no dia a dia, com colegas de trabalho. Por exemplo, pergunte a alguém qual a cor de seu primeiro carro. Se o teste der certo, ao recordar para responder, o outro vai olhar para cima e para a esquerda. A lista dos "olhos da mente" tem ajudado muita gente a resolver problemas no trabalho. Saber se você está usando um olhar profissional ou um olhar social, por exemplo, pode fazer toda a diferença. Pois, discutir questões de trabalho com um olhar social não dá.
Usando um triângulo imaginário - os olhos ficam na base e o ápice no meio da testa -, a autora explica que, para quem quer ter o "ar de negócios", o ideal é manter o olhar nessa região. Ao inverter o triângulo e deslocar o foco para a boca, seu olhar pode ser interpretado como paquera no local de trabalho. Mas são muitos os tipos de linguagem corporal. No livro, a autora reúne o resultado de 25 anos de pesquisa. Para Kinsey Goman, se você sabe traduzir essa linguagem corporal, pode vender sua mensagem sem dizer uma única palavra.

18/03/2011 - 08h30

Terapia genética tem sucesso para tratar Parkinson

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GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Terapia genética pode vir a ser opção para tratar rigidez muscular, tremores e lentidão de movimentos, sintomas da doença de Parkinson.
Pesquisadores de sete centros dos Estados Unidos mostraram que a transferência de uma enzima chamada GAD (descarboxilase glutâmica), implantada diretamente no cérebro do doente, recupera parte de seus movimentos.
Esse foi o primeiro estudo bem-sucedido sobre transferência genética em Parkinson. Os resultados foram divulgados ontem na edição virtual do periódico médico "Lancet Neurology".
A doença de Parkinson provoca a degeneração dos neurônios na área da substância negra do cérebro, diminuindo a produção de dopamina e comprometendo o circuito nervoso envolvido na coordenação motora.
No trabalho, os pesquisadores de instituições como a Universidade de Stanford e Massachusetts General Hospital usaram um vírus como vetor da enzima GAD, responsável por produzir o neurotransmisor Gaba (ácido gama-aminobutírico), encontrado em pouca quantidade em quem sofre de doença de Parkinson.
Ao todo, 45 pessoas que tinham a doença havia mais de cinco anos foram divididas em dois grupos.
No primeiro grupo, a enzima foi injetada no cérebro. O neurotransmissor Gaba ajudou a regular o excesso de glutamato, causado pela diminuição da dopamina.
Os pacientes do outro grupo, em vez de material genético, passaram por cirurgia em que só receberam solução salínica inócua no cérebro.
Seis meses depois do experimento, houve recuperação de 23% dos movimentos nos pacientes tratado com a terapia genética.
No grupo-controle, a melhora foi de 12%. A hipótese dos autores é a de que o efeito placebo causou isso.

18/03/2011 - 11h19

Carne de boi argentino está com gosto de porco, diz cientista

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DA EFE
Cientistas argentinos asseguraram que as mudanças na dieta do gado bovino, que cada vez engorda mais em curral e menos com gramados naturais, pode afetar o sabor da carne bovina, deixando-o com gosto de porco.
Trata-se de uma mudança no sabor que já é detectada pelos consumidores. "Ela está associada com a transformação registrada nos sistemas de engorda", indicaram especialistas do Instituto Nacional de tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina na quinta-feira.
Enrique Pavan, um pesquisador do organismo, explicou que houve um aumento no número de bovinos engordados a base de alimentos industrializados, como alguns derivados de sementes oleaginosas. Elas podem afetar o sabor da carne, informa ele.
Segundo o especialista, este tipo de dieta com alta composição de ácidos graxos contrasta com a dos gramados naturais, que por anos foi fonte de alimentação dos gados na Argentina, país que se ganhou boa fama pela qualidade e o sabor de suas carnes.
Segundo o INTA, como consequência da introdução e extensão deste tipo de práticas alimentícias nos bovinos, a composição de ácidos graxos de bovinos e suínos ficou parecida.
"Na medida em que a proporção de óleos de cereais ou oleaginosas aumenta na dieta dos bovinos, a composição de ácidos graxos da carne bovina se assemelhará cada vez mais à do porco e, em consequência, seu sabor também será mais parecido", explicou Pavan.

18/03/2011 - 09h59

Trio acha novo roedor que vive nas árvores da mata atlântica

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REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA
A mata mais estudada (e mais devastada) do Brasil ainda abriga várias espécies desconhecidas, mas é provável que poucas sejam tão enigmáticas quanto um certo roedor de pelagem densa.
Não é exagero chamar o Drymoreomys albimaculatus, recém-descoberto habitante da mata atlântica, de náufrago evolutivo. Segundo biólogos, a espécie mais aparentada ao bicho vive... num vale árido dos Andes peruanos, sabe-se lá o porquê.
O estudo descrevendo a nova espécie saiu recentemente na revista científica "Zoological Journal of the Linnean Society". É uma amostra de que as surpresas da floresta que um dia dominou a costa brasileira ainda estão longe de terminar.
"Esse resultado realmente foi muito estranho", confessa Alexandre Reis Percequillo, do Departamento de Ciências Biológicas da USP de Piracicaba. "Talvez o fato de que ambos os bichos pertençam a grupos montanos [típicos de áreas montanhosas] ajude a explicar esse padrão, mas é cedo para dizer."
Percequillo é um dos autores da certidão de nascimento científica do bicho, ao lado de Marcelo Weksler, do Museu Americano de História Natural, e Leonora Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo. Paradoxalmente, ele nunca viu o bicho vivo.
"Participei de uma das coletas, na qual um só exemplar foi capturado, mas quando cheguei ele já estava morto", conta Percequillo.
Thomas Püttker/Divulgação
Patas do roedor possuem "almofadas" que o ajudam a se prender aos galhos onde se pendura
Patas do roedor possuem "almofadas" que o ajudam a se prender aos galhos onde se pendura
O método mais usado para a captura envolve um balde enterrado no chão da floresta, dentro do qual o bicho acaba caindo.
Alguns animais são marcados para acompanhamento futuro, enquanto outros são sacrificados com uma overdose de anestésico e vão para as coleções zoológicas dos museus.
Foram essas coleções, com exemplares coletados nas últimas duas décadas, junto com análises de DNA, que permitiram comprovar o pedigree único do bichinho.
Tanto é assim que os biólogos precisaram criar não só um nome de espécie, mas também um de gênero novo para batizá-lo. (O gênero é o "primeiro nome" de um animal, formando um grupo mais abrangente que o de espécie. Leões e onças, por exemplo, são ambos do gênero Panthera.)
Sabe-se pouco sobre o bicho, apesar de algumas pistas vindas de sua anatomia.
A palma das patinhas e o espaço entre os dedos, por exemplo, possuem "almofadas" que ajudam o animal a manipular com mais sensibilidade os galhos nos quais fica dependurado.
Já o pênis dos machos carrega glândulas que produziriam uma secreção viscosa, formando o chamado plugue copulatório. É um cinto de castidade, feito para impedir que a fêmea acabe cruzando com machos rivais.
Por enquanto, há registros da espécie na Serra do Mar, em São Paulo e Santa Catarina. Não dá para dizer se ela corre perigo de extinção.

18/03/2011 - 16h41 Fabricante de bebida diz ter criado garrafa 100% reciclável PUBLICIDADE DA FRANCE PRESS A fabricante americana de alimentos e bebidas PepsiCo anunciou ter criado a primeira garrafa plástica inteiramente feita a partir de materiais vegetais renováveis e 100% recicláveis. A garrafa é composta de "materiais brutos biológicos", informa a PepsiCo em um comunicado, citando a Panicum virgatum, uma gramínea encontrada principalmente em grandes planícies, cascas de coníferas e folhas de milho. "Futuramente, o grupo quer (...) incluir cascas de laranja, maça, batata, aveia e outros produtos agrícolas derivados de atividades agroalimentares", acrescenta o comunicado divulgado na terça-feira. A garrafa, contudo, só chegará às mãos dos consumidores a partir de 2012, ano em que a empresa começa a realizar testes de produção. Não é a primeira vez que a PepsiCo está envolvida na pesquisa de embalagens recicláveis. Ela já fabricou uma para batatas fritas, que teve de ser retirada do mercado americano porque os compradores do produto consideraram os pacotes muito barulhentos. Para o projeto das garrafas, a PepsiCo garante que ela será igual à versão plástica clássica. Na França, o grupo Danone anunciou neste mês que seu produto Actimel seria vendido naquele país em uma garrafa plástica composta por 95% de cana de açúcar, após ter introduzido plástico vegetal na elaboração de garrafas de água da marca Volvic.

18/03/2011 - 16h41

Fabricante de bebida diz ter criado garrafa 100% reciclável

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DA FRANCE PRESS
A fabricante americana de alimentos e bebidas PepsiCo anunciou ter criado a primeira garrafa plástica inteiramente feita a partir de materiais vegetais renováveis e 100% recicláveis.
A garrafa é composta de "materiais brutos biológicos", informa a PepsiCo em um comunicado, citando a Panicum virgatum, uma gramínea encontrada principalmente em grandes planícies, cascas de coníferas e folhas de milho.
"Futuramente, o grupo quer (...) incluir cascas de laranja, maça, batata, aveia e outros produtos agrícolas derivados de atividades agroalimentares", acrescenta o comunicado divulgado na terça-feira.
A garrafa, contudo, só chegará às mãos dos consumidores a partir de 2012, ano em que a empresa começa a realizar testes de produção.
Não é a primeira vez que a PepsiCo está envolvida na pesquisa de embalagens recicláveis. Ela já fabricou uma para batatas fritas, que teve de ser retirada do mercado americano porque os compradores do produto consideraram os pacotes muito barulhentos.
Para o projeto das garrafas, a PepsiCo garante que ela será igual à versão plástica clássica.
Na França, o grupo Danone anunciou neste mês que seu produto Actimel seria vendido naquele país em uma garrafa plástica composta por 95% de cana de açúcar, após ter introduzido plástico vegetal na elaboração de garrafas de água da marca Volvic.

18/03/2011 - 16h41

Fabricante de bebida diz ter criado garrafa 100% reciclável

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DA FRANCE PRESS
A fabricante americana de alimentos e bebidas PepsiCo anunciou ter criado a primeira garrafa plástica inteiramente feita a partir de materiais vegetais renováveis e 100% recicláveis.
A garrafa é composta de "materiais brutos biológicos", informa a PepsiCo em um comunicado, citando a Panicum virgatum, uma gramínea encontrada principalmente em grandes planícies, cascas de coníferas e folhas de milho.
"Futuramente, o grupo quer (...) incluir cascas de laranja, maça, batata, aveia e outros produtos agrícolas derivados de atividades agroalimentares", acrescenta o comunicado divulgado na terça-feira.
A garrafa, contudo, só chegará às mãos dos consumidores a partir de 2012, ano em que a empresa começa a realizar testes de produção.
Não é a primeira vez que a PepsiCo está envolvida na pesquisa de embalagens recicláveis. Ela já fabricou uma para batatas fritas, que teve de ser retirada do mercado americano porque os compradores do produto consideraram os pacotes muito barulhentos.
Para o projeto das garrafas, a PepsiCo garante que ela será igual à versão plástica clássica.
Na França, o grupo Danone anunciou neste mês que seu produto Actimel seria vendido naquele país em uma garrafa plástica composta por 95% de cana de açúcar, após ter introduzido plástico vegetal na elaboração de garrafas de água da marca Volvic.

19/03/2011 - 10h12

Célula do dente volta a fase "embrionária"

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GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
A partir de agora, pais e dentistas terão concorrência pelos dentes de leite das crianças. Cientistas brasileiros conseguiram usar a polpa desses dentes para criar células-tronco que podem dar origem a qualquer outra do corpo humano.
O grupo fez células-tronco adultas do dente regredirem até um estágio pluripotente induzido (ou iPS, em inglês), que tem propriedades semelhantes às das versáteis células-tronco embrionárias.
Grosso modo, é como se eles pegassem uma célula de árvore e a fizessem voltar ao estado que tinha na semente -capaz de originar qualquer parte da planta.
Como um dos principais objetivos do trabalho é tratar crianças com autismo, o fato de o método ser não invasivo é uma grande vantagem. Colher sangue ou fazer uma biópsia pode ser um processo muito traumático para os pequenos, além de trabalhoso para os médicos.
Muitos pesquisadores estudam iPS de células da pele. Como elas são mais expostas à luz, a contaminantes e outros causadores de mutações, sempre há riscos de que as células derivadas possam acabar comprometidas.
Editoria de Arte/Folhapress
Com os dentes de leite, que ficam "escondidos" na boca, esse risco é menor.
Além disso, essas células dentárias chegam a um estágio pluripotente pelo menos na metade do tempo que a maioria das outras.
Isso faz com que os cientistas possam acelerar o trabalho e também reduzir o custo, uma vez que o meio de cultura é caro. Cerca de R$ 1.500 por 500 ml.
Para a líder do trabalho publicado na revista "Cell Transplantation", Patrícia Beltrão Braga, da USP, o tempo menor tem a ver com as próprias características das células da polpa do dente.
"Essas células têm em sua superfície algumas proteínas que também estão nas células embrionárias. Isso nos fez levantar a hipótese de que a reprogramação poderia ser mais rápida e eficiente."
MEMÓRIA
Há indícios de que as células iPS, apesar de se tornarem versáteis, ainda guardam alguma "memória" de seu tecido original.
Isso pode se revelar inesperadamente útil no caso das células dentárias, porque elas têm semelhanças com as do sistema nervoso.
"Ainda é muito cedo para dizer se isso acontece mesmo. Mas já há indícios de células neurais, exatamente as que queremos", conta ela.
Stevens Rehen, da UFRJ, que não participou do trabalho, acha que a redução do tempo pode dar mais competitividade ao grupo. "Também indica que, felizmente, vivemos um excelente momento para as pesquisas com iPS no Brasil."
Ainda não há previsão de quando terapias com iPS poderão chegar ao público.