segunda-feira, 22 de novembro de 2010

22/11/2010 07h00 - Atualizado em 22/11/2010 07h00 Professor de geografia explica o conceito de território


22/11/2010 07h00 - Atualizado em 22/11/2010 07h00

Professor de geografia explica o 


conceito de território

Quando há poder em um espaço, ocorre a territorialização.
Assista à aula em vídeo.

Do G1, em São Paulo
O professor de geografia do Curso e Colégio pH, Robertson Costa, faz uma análise conceitual de território.
Quando se aborda o conceito de território, segundo o professor, há uma relação intrínseca do espaço com o poder.
Confira a aula em vídeo na íntegra.

Cerca de 40 mil estudantes faltam ao vestibular da UFRJ


Cerca de 40 mil estudantes faltam ao vestibular da UFRJ

Estudantes acham prova relativamente fácil

Rio - A segunda fase do vestibular da UFRJ, ontem, teve 40.041 faltosos, cerca de 7 mil a mais do que no primeiro dia de testes, segunda passada. O índice corresponde a 43,52% do total de inscritos. Reitor da universidade, Aloísio Teixeira, defendeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas disse que o teste precisa ser aperfeiçoado. Para ele, a prova é uma via importante para a superação do vestibular, que considera um mecanismo perverso para a seleção à universidade.

>>CONFIRA O GABARITO DA PROVA DA SEGUNDA FASE DA UFRJ

“Acreditamos que os problemas do Enem serão solucionados. Em um futuro próximo, o vestibular, como é conhecido hoje, vai acabar e teremos apenas a prova nacional”, disse.

A prova foi realizada em 20 bairros da capital e 11 cidades fluminenses. No total, 51.972 pessoas concorrem às 9.060 vagas para 2011.De acordo com a universidade, o número de abstenção ficou dentro do esperado. Na cidade do Rio, o maior número de faltas ocorreu na Zona Norte e o menor na Zona Sul. Na primeira fase, realizada dia 15, foram 32.817 faltosos (35,67%).

Para o reitor, muitos estudantes vão optar por concorrer apenas pelo Enem, devido aos bons resultados obtidos no exame. A UFRJ separa 40% das vagas para o Enem, 40% para o vestibular tradicional e 20% para cotas sociais. As notas serão divulgadas no dia 21 de dezembro e o pedido de revisão será 5 de janeiro. O resultado final sai dia 14.

Este ano, a inscrição no vestibular foi gratuita. No total, 92.013 se inscreveram, contra 51.926 do ano passado. Segundo a UFRJ, em 2010, cerca de 52 mil provas serão corrigidas.

Os portões abriram às 8h e fecharam 9h02, mas muitos alunos não chegaram a tempo. Candidata ao curso de Assistência Social, Greyce Albernaz, 23, chegou atrasada e não entrou na Uerj. “Morro no Rio Comprido e o ônibus não chegou a tempo”, disse.
 
Estudantes no campus da Uerj para realização do vestibular da UFRJ. Foto: Severino Silva / Ag. O Dia
Estudantes consideram prova mais fácil que a primeira
Luana Ramos, de 17 anos, que tenta uma vaga para ciências biológicas considerou a prova deste domingo mais fácil que o primeiro exame. Ela realizou provas de física e de química, neste domingo. Segundo ela, o que mais pesou no primeiro dia de provas foi a prova de língua portuguesa, considerada mais difícil por ela e seus amigos. 

"Acho que fui bem. Agora não há mais o que se fazer, a não ser esperar o resultado. Mas, eu estou bastante confiante", disse a estudante, que vai a São Paulo fazer a prova da Universidade de São Paulo (USP) na semana que vem.  
Victor Hugo Costa, de 18 anos, compartilha algumas opiniões de Luana. Ele também acredita que a prova de língua portuguesa foi a mais difícil entre todas as disciplinas. Sobre as provas deste domingo, ele também esperava um nível mais alto. O estudante, que busca uma vaga em engenharia de produção, se disse confiante e valorizou a importância do vestibular próprio da UFRJ.

"Com todos os problemas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), acho que a prova da própria UFRJ será a forma mais tranquila de acesso à universidade esse ano", disse.

A UFRJ disponibiliza cerca de 9000 vagas. 40% delas serão oferecidas pelo vestibular tradicional, outros 40% serão através do Enem e 20% serão preenchidas por alunos cotistas. As notas serão divulgadas no dia 21 de dezembro.
Reportagem de Beatriz Salomão e Pedro de Figueiredo

De repente, você tem um adorável tagarela em casa


De repente, você tem um adorável tagarela em casa

Aos 9 meses, o bebê fala as primeiras sílabas. Aos 2 anos, provavelmente já formula frases. Saiba quando buscar ajuda

POR CLARISSA MELLO
Rio - Um belo dia você acorda e assim, sem avisar, seu bebê começa a balbuciar sílabas. Primeiro ‘mama’ e ‘papa’. Depois, como num piscar de olhos, o dicionário inteiro. Que pais não se orgulham (e se divertem) ao ver o rebento aprendendo as primeiras palavras? O que muitos não imaginam, no entanto, é o trabalhão que os pequenos têm para começar, de fato, a falar.

A psicopedagoga e fonoaudióloga Tânia Regina Bello explica que o aprendizado da linguagem requer uma maturidade fisiológica cerebral. Isso significa que o cérebro do bebê precisa prestar atenção ao movimento dos lábios dos adultos, enquanto trabalha a percepção auditiva e, é claro, o conceito das palavras. 

“A linguagem é representativa — e é por isso que ninguém nasce já falando. Quando o bebê começa a dizer bola, por exemplo, ele já teve experiências com o objeto. Já tocou, já viu, já sabe o que é”, explica Tânia, ressaltando que os pais só podem considerar que o filho disse a primeira palavra se a criança mostrar que sabe o conceito do que falou.
HORA DE BUSCAR AJUDA
“Geralmente, os bebês começam falando substantivos. Só depois aparecem outras palavras — os verbos. Aos 2 anos, a criança já é capaz de falar diversas frases. É uma evolução enorme, passa voando. Por isso é bom aproveitar essa fase”, diz Tânia. 

Segundo o coordenador de Neuropsiquiatria Infanto Juvenil da Santa Casa de Misericórdia, Fábio Barbirato, antes de aprender a linguagem verbal, a partir dos 3 meses de idade a criança desenvolve a não-verbal. Ela interage com o ambiente sorrindo, olhando fixamente para os objetos e movendo os lábios, imitando os adultos. 

“Se até os 6 meses de idade a criança não apresentar esses sinais de interação com o ambiente, os pais devem procurar um pediatra ou fonoaudiólogo para saber se há algum problema. Até os 9 meses, o bebê responde a estímulos por uma linguagem não-verbal. Você chama, ele olha”, explica.
Segundo Barbirato, a partir dos 9 meses, o bebê já começa a usar a linguagem verbal para se comunicar. Primeiro, com sílabas e, com o passar do tempo, forma palavras e até frases inteiras. 

“Se a criança chega a 1 ano e 4 meses sem falar nada, ela merece ser avaliada. Não adianta achar que cada criança tem seu tempo, que vai melhorar. Não nesse caso. Quanto mais cedo problemas forem diagnosticados, melhor será o tratamento”, orienta.
 Não é a mamãe! Não é a mamãe!
Antes de sair estourando champagne porque seu bebê balbuciou pela primeira vez as expressões ‘mamã’ e ‘papá’, saiba que ele pode não estar se referindo a você. Segundo Tânia Regina Bello, esses sons não correspondem, necessariamente, a palavras. 

"Os fonemas ‘pá’ e ‘mã’ são os primeiros que o bebê aprende, não importa o idioma. Essas sílabas são formadas nos lábios, e não no fundo da garganta (como o ‘r’, por exemplo). É mais fácil a criança imitar. Coincidentemente, na língua portuguesa, atribui-se ‘mama’ e ‘papa’ a mamãe e papai”, diverte-se.

Cólica atrapalha vida social

Cólica atrapalha vida social

Mal atinge 46% das mulheres. Saiba quando é necessário buscar ajuda médica

Rio - 0 Mal que atinge 46% das mulheres no período menstrual, a cólica não é só aquela dor incômoda na região do baixo ventre, onde está localizado o útero. Muitas vezes associada a dores na mama e de cabeça, cansaço e alterações intestinais, ela pode afetar a vida social e o rendimento escolar e profissional da mulher, se muito intensa. 

“Há mulheres que quase não sentem cólica e entendem que a dor é passageira. Por outro lado, existem aquelas que não lidam bem com a condição e ficam impossibilitadas de fazer coisas. Estas devem procurar um médico para avaliar a necessidade de uma terapia mais séria, ou a existência de algum outro problema mais grave”, recomenda a presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, Vera Lúcia Mota.

Segundo ela, pelo fato de o hormônio progesterona estar em alta no período pré-menstrual, a mulher retém mais líquido. “Por isso, os sintomas associados à cólica têm relação com este problema. Inchaço nas pernas, por exemplo, costuma atingir cerca de 51% das mulheres”, afirma. A dor — gerada pelo movimento de contração do útero e pela pequena dilatação do colo para que o sangue menstrual seja expulso — costuma variar de intensidade, de mulher para mulher.
TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
Assim como a cólica é diferente para cada mulher, o tratamento também é. Para as mais amenas, costuma ser suficiente tomar um analgésico. Segundo a ginecologista Maria José Camargo, do Instituto Fernandes Figueira (IFF), é melhor que o remédio seja tomado quando a dor ainda estiver fraca. “Se esperar a cólica ficar mais forte para tomar remédio, um simples analgésico pode não ter o efeito esperado, tamanha a dor”, afirma. 

Já no caso de cólicas mais intensas, é comum o uso de medicamentos hormonais, como as pílulas anticoncepcionais, para suspender a ovulação e, consequentemente, a menstruação e a cólica.
Ginástica e boa alimentação previnem
Para quem prefere não aderir aos remédios, há algumas atitudes que podem prevenir os desconfortos: evitar alimentos com cafeína, tomar bastante líquido e não exagerar no sal para evitar o inchaço. Fazer atividades físicas regularmente também é importante.
A modelo Antônia Souza, 22 anos, faz musculação, spinning e boxe na Academia Acqua Fitness, no Recreio. Com isso, evita o desconforto das cólicas e alivia a TPM. “Até os 17 anos, quando comecei a malhar, sentia cólicas fortes e ficava com autoestima baixa. O exercício me deixa mais disposta e emocionalmente melhor”, conta.