terça-feira, 12 de junho de 2012

Vacina brasileira para esquistossomose, inédita no mundo, é aprovada na fase 1 de testes clínicos

Imunizante se mostrou eficaz e seguro contra doença parasitária que ameaça 800 milhões de pessoas em 70 países





A primeira vacina para esquistossomose acaba de ser aprovada nos testes clínicos de fase 1, mostrando ser segura e capaz de induzir imunidade à doença, que afeta 200 milhões de pessoas no mundo. Baseada no antígeno Sm14, desenvolvida e patenteada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a vacina coloca o nome do Brasil na fronteira da ciência mundial, como a primeira vacina para helmintos. Com um ganho extra: como tem potencial multivalente, a vacina já mostrou ser eficaz para a fasciolose (verminose que afeta o gado) e poderá, potencialmente, ser usada como base para o desenvolvimento de imunizantes para outras doenças humanas causadas por helmintos.


Gutemberg Brito
A Sm14 pode ser a primeira vacina anti-helmíntica do mundo


A iniciativa também é um marco para a pesquisa em âmbito nacional, pois esta é a primeira vez em que são realizados no Brasil testes clínicos de fase 1 para uma vacina, uma vez que os testes com pacientes, por regras internacionais, devem obrigatoriamente ser realizados no país de origem da tecnologia. A Sm14 inova, ainda, do ponto de vista do modelo pesquisa, sendo foco da primeira parceria público-privada desenvolvida pela Fiocruz, estabelecida com a empresa Ourofino Agronegócios, com apoio de agências de financiamento, como a FINEP e a Faperj.
São mais de 30 anos de empenho, liderados pela pesquisadora do IOC Miriam Tendler. “Esta inovação é originalmente brasileira, o que coloca o país na fronteira do conhecimento em uma área de alta complexidade tecnológica, o setor saúde. O projeto é apoiado por uma rede nacional e internacional de instituições colaboradoras, com mecanismos de financiamento oriundos tanto do governo quanto da iniciativa privada”, sintetiza.


A diretora do Instituto, Tania Araújo-Jorge, ressalta a relevância da iniciativa no cenário científico. “Este é um avanço emblemático para a ciência brasileira porque estamos fazendo desenvolvimento científico de ponta: é a primeira vacina para uma doença parasitária no mundo. Isso retrata o compromisso histórico e a capacidade do IOC de trabalhar, desde a pesquisa básica, com olhos focados em mudar uma realidade de saúde de alto impacto no país”, avalia. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, afirma que a conquista reflete mudanças no país, no sentido de reforço à pesquisa nacional, como os mecanismos de fomento e a forma como as parcerias são realizadas. “A Fiocruz se orgulha de, mais uma vez, fazer história na ciência”, ressalta.


Gutemberg Brito
Foram mais de 30 anos de pesquisa no IOC, liderados por Miriam Tendler


Assim como em outras vacinas, o imunizante nacional foi produzido a partir de um antígeno – substância que estimula a produção de anticorpos – para preparar o sistema imunológico do ser humano à infecção pelo parasito, impedindo que ele se instale no organismo ou que lhe cause danos. Neste caso, é utilizada a proteína Sm14, obtida do Schistosoma mansoni, verme causador da doença na América Latina e na África. A proteína-base da vacina, isolada e caracterizada no Laboratório de Esquistossomose Experimental do IOC, na década de 90, foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos seis antígenos mais promissores no combate à doença. Destes seis antígenos, apenas dois (um deles é a Sm14) seguem o caminho difícil que leva da bancada do laboratório ao produto.


A proteína foi construída como proteína recombinante e escalonada (teve sua capacidade de produção em volume industrial comprovada), chegando-se à produção do chamado lote semente da vacina para testes clínicos, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


O projeto, que acaba de ter finalizada a etapa de testes clínicos de fase 1, em voluntários humanos, obteve resultados que garantem que a vacina é segura para uso humano e que é imunogênica, sendo capaz de produzir proteção para a doença. O Teste Clínico Fase 1 em humanos teve início em maio de 2011, logo após a aprovação do protocolo clínico de pesquisa pela Anvisa e foi conduzido pela equipe do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz).


Desde o início, a pesquisa foi apoiada financeiramente pelo IOC e pelos mecanismos de financiamento de pesquisas científicas como CNPq e FINEP, entre outros. Sua primeira fase de desenvolvimento tecnológico foi apoiada pelo Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS/Fiocruz). Em 2005, a empresa Alvos licenciou a vacina veterinária e a vacina humana mediante estabelecimento de parceria público-privada. A empresa foi adquirida pela Ourofino Agronegócios Ltda, que assumiu toda a parte industrial do processo. “Viabilizar este projeto é um compromisso da Ourofino Agronegócios. As vacinas usadas no Brasil tendem a ser produzidas por empresas multinacionais. Esta é a oportunidade de nosso País mostrar para o mundo o potencial científico e tecnológico que possuímos”, comenta o superintendente de Biológicos da empresa, Carlos Henrique Henrique.


Agora, com a vacina humana comprovadamente segura, o objetivo maior tanto do Instituto Oswaldo Cruz quanto da Ourofino é transformar a vacina humana em vacina humanitária, garantindo seu acesso às populações de áreas endêmicas em todo o mundo, majoritariamente pobres.


Famílias de patentes da molécula Sm14A molécula Sm14 está protegida pelas famílias de patentes BRPI110551-3, BRPI0308978-9, BRPI0303266-3, BRPI0900896-9, BRPI005855-9 e correspondentes na Europa, Estados Unidos, Austrália, Japão, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá, Cuba, Egito, Índia, ARIPO e OAPI.








12/06/2012
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Sunshine on my Shoulder John Denver

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Caetano Veloso - Sozinho

Madonna - Super Bowl XLVI Halftime Show (ft. LMFAO, Nicki Minaj, M.I.A. ...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Dia do Meio Ambiente - 5 de Junho



Brasileiros com mais de 50 anos redescobrem o prazer de estudar

Eles já são mais de 1 milhão nas universidades

POR MARIA LUISA BARROS
Rio -  Durante 40 anos, o ex-fuzileiro naval Luis Carlos Fernandes, 67 anos, acalentou o sonho de entrar para uma universidade. Um desejo realizado por 1 milhão de estudantesbrasileiros com mais de 50 anos que redescobriram o prazer pelos livros e uma nova chance de voltar ao mercado de trabalho. O fenômeno é recente e reflete o envelhecimento da população brasileira.

Em 2010, o IBGE contou 19,28 milhões de brasileiros acima dos 60 anos. Há 20 anos, não chegavam a 10 milhões. No Rio, estado com maior número de idosos do País, são 2,12 milhões de pessoas. Como o aposentado Luiz Carlos, que teve que adiar seus planos acadêmicos. Precisava ajudar no sustento da família. Em 2006, se separou, foi morar nos fundos da casa de parentes, na Pavuna, e viu no curso de Direito a oportunidade para começar vida nova.
Foto: João Laet / Agência O Dia
'Vou fazer faculdade de Jornalismo no ano que vem', diz Carlindo do Couto, estudante da Unati (Uerj), 73 anos | Foto: João Laet / Agência O Dia
Só que a aposentadoria que recebia da Marinha não era suficiente para arcar com os custos de transporte, compra de livros e alimentação. Luiz então descobriu em uma receita de família a chave que precisava para abrir as portas do Ensino Superior. Aprendeu a preparar cocadas com a ex-sogra. “Acordava às 5h para estudar e ficava até de madrugada fazendo 40 unidades, vendendo a R$ 1 cada”.

Comovidos com o esforço de seu Luiz, carinhosamente chamado de “vovô” pela turma, amigos e professores da Universidade Estácio de Sá passaram a fazer encomendas. Ele se formou no início do ano sem repetir nenhuma matéria durante todo o curso. “Tive de dar o exemplo. Moro longe e sempre cheguei no horário. Quando alguém reclamava da vida, sempre oferecia uma palavra de incentivo”, diz, orgulhoso, o novo bacharel em Direito, que agora se prepara para o concurso de delegado.

Seus passos serão seguidos pelo aposentado Carlindo do Couto, 73 anos, aluno de Rádio Web, na Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), da Uerj. Ele é um dos 2 milhões de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ex-vendedor e ex-funcionário do Arsenal de Marinha estuda para nova carreira. “Vou fazer Jornalismo”.

Estudo na terceira idade eleva autoestima, previne doenças e melhora a depressão

Cercada por jovens da idade de seus netos, a advogada Emília Sylvia, 76 anos, que é bisavó, passa os dias entre bits, bytes e algoritmos. É aluna do curso de Ciências da Computação da Universidade Plínio Leite, em Niterói. É sua terceira faculdade. “O estudo é uma terapia para mim. Quando aprendo, descanso a cabeça”, conta a estudante.

Estudar como Dona Emília eleva a auto-estima, previne doenças e melhora a depressão, explica a psicanalista Marta Pires Relvas, da Sociedade Brasileira de Neurociência. A motivação ativa o sistema límbico do cérebro, região que está ligada às emoções e ao prazer. A ação produz substâncias como oxitocina e serotonina, que estimulam a capacidade cognitiva de pensar e de memorizar. Quanto mais se aprende, maior o número de conexões neurais que se formam. “O cérebro aprende o tempo todo. No início, há uma dificuldade normal. Mas, quando o idoso descobre que é capaz, ninguém segura. São os mais dedicados”, diz.

O Dia Online - Educação - Histórias de quem se debruçou sobre os livros para vencer na vida

O Dia Online - Educação - Histórias de quem se debruçou sobre os livros para vencer na vida


Histórias de quem se debruçou sobre os livros para vencer na vida

POR MARIA LUISA BARROS
Rio -  Eles driblaram a violência e uma vida de carências. Venceram o preconceito que teima em excluir pela raça, pela deficiência e pela pobreza. Paulo, Wallace, Vanderlei e Hugo são exemplos de vida para 6,3 milhões de jovens que estão nas universidadesbrasileiras, o dobro de uma década atrás. Estímulo para jovens do Rio, estado que tem o segundo maior índice de reprovação no Ensino Médio do País. E uma lição para 46% dos estudantes que não concluem esse segmento.

Após anos a fio debruçados sobre pilhas de livros, conquistaram salvo-conduto para uma vida sem discriminação. Paulo Rangel, 50 anos, se tornou, em 2010, o primeiro promotor negro do Ministério Público nomeado desembargador do Tribunal de Justiça pelo governador. Ex-porteiro das Casas Pernambucanas, publicou seis livros e fala três idiomas: inglês, italiano e espanhol. “Não sou gênio. Só estudei mais”, ensina o professor da Uerj, aprovado em 1º lugar no concurso.
'Fui vítima de preconceito racial, o que só me fortaleceu', Paulo Rangel, desembargador do TJ | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
'Fui vítima de preconceito racial, o que só me fortaleceu', Paulo Rangel, desembargador do TJ, 50 anos | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Wallace Martins, 29 anos, resistiu à guerra do tráfico na favela da Grota, onde foi morto o jornalista Tim Lopes, e se tornou engenheiro. Fez doutorado pela UFRJ e comprou um apartamento para os pais que se mudaram do Complexo da Penha para Olaria. “Sem eles não teria chegado até aqui”, agradece o jovem que leciona no Cefet.

Assim como o pesquisador da Coppe, o professor doutor em História da América Latina, Vanderlei Vazelesk Ribeiro, 42 anos, recebeu dos pais operários a força de que precisava para superar a cegueira que o acompanha desde o berço e sobreviver no elitizado mundo acadêmico. “Na universidade muitos não me queriam nos trabalhos em equipe”, recorda o mestre, aprovado em oito concursos sem reserva para deficientes. No da Rural, ficou com a única vaga, disputada por mais cinco candidatos. Na última seleção conquistou cadeira de professor doutor na UniRio, onde trabalhou na juventude como ascensorista. “Tinha certeza de que um dia voltaria numa situação melhor”.

Hugo Rodrigues dos Santos, 24 anos, ex-morador do Complexo da Maré, ainda sob domínio do tráfico, também foi o primeiro de sua família a chegar à universidade. “Minha mãe é auxiliar de serviços gerais e meu pai, que já faleceu, era caminhoneiro”, conta o técnico em edificações. Cálculos do pesquisador Marcelo Neri mostram que quem tem curso superior — mesmo que ainda não o tenha concluído — tem salário 327% maior que quem nunca frequentou escola: “Nos desculpem os céticos, mas educação é fundamental”.

Ex-morador da Maré que construiu novo futuro

Hugo viu no curso técnico para pedreiro do Senai a chance de um futuro melhor. Das obras do PAC no Complexo do Alemão para a faculdade de Engenharia Civil foi um pulo para o jovem, que pretende saltar ainda mais longe. “Quero gerenciar grandes obras”, sonha o jovem, que concilia o trabalho como instrutor do Senai com as aulas do 1º período de Engenharia. A ascensão social de jovens como Hugo é reflexo do aumento da escolaridade dos brasileiros. De 2000 a 2010, o total de pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto (1º ao 9º anos) caiu de 65,1% para 50,2%, enquanto o de jovens com superior completo subiu de 4,4% para 7,9%.

domingo, 3 de junho de 2012

Rihanna - You Da One

Maroon 5 - Moves Like Jagger ft. Christina Aguilera

Moves Like Jagger Maroon 5


DARWIN E A TEORIA DA EVOLUÇÃO!!


VOCÊ SABIA?

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Ciência: Notícias sobre estudos e pesquisas científicas - UOL Notícias - UOL Notícias



A imagem, divulgada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), mostra uma das cinco pinturas feitas por índios conchos na caverna do Urso, localizada a 69 quilômetros da cidade de Chihuahua, no México. As imagens referem-se a rituais associados à caça e água, e incluem vários elementos, dentre os quais figuras humanas (principalmente do sexo masculino) e representações geométricas de animais, assim como os ursos, os javalis, aves e serpentes Arturo Guevara/INAH/EFE

Imagens do mês (junho/2012)


Foto 5 de 5 - A imagem, divulgada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), mostra uma das cinco pinturas feitas por índios conchos na caverna do Urso, localizada a 69 quilômetros da cidade de Chihuahua, no México. As imagens referem-se a rituais associados à caça e água, e incluem vários elementos, dentre os quais figuras humanas (principalmente do sexo masculino) e representações geométricas de animais, assim como os ursos, os javalis, aves e serpentes Arturo Guevara/INAH/EFE

sexta-feira, 1 de junho de 2012


Pesquisa indica aumento de efetivo de funcionários até 2020

Engenheiros do petróleo e Técnico em sistema de informação estão entre as profissões do futuro

Rio -  A maioria dos empresários brasileiros tem pretensão de aumentar o quadro de funcionários até 2020. A demanda promete ser maior por profissionais que atuam em ramos como Engenharia, Compras, Comercial, Gestão de Qualidade e Tecnologia da Informação. É o que revela a pesquisa “Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020”, realizada pelo Sistema Firjan com a participação de 402 empresas, que empregam 2,2 milhões de pessoas no país.

A pesquisa aponta ainda quais são as nove profissões do futuro, de acordo com os maiores índices de perspectivas profissionais. São elas, Supervisor de produção em indústrias de transformação de plástico; Engenheiro do petróleo; Técnico em sistema de informação; Trabalhador de tratamento de superfícies de metais e compósitos; Engenheiro de mobilidade; Técnico em mecatrônica; Biotecnologista; Engenheiro ambiental e sanitário e, por fim, Desenhista técnico em eletricidade, eletrônica e eletromecânica. Não houve prognóstico de redução do efetivo de empregados para nenhuma das 246 profissões consideradas pela pesquisa.

Na área de Produção, quase 67% dos entrevistados pretendem oferecer novos postos de trabalho, enquanto 51,1% do empresariado planeja ampliar o número de funcionários da área de Gestão.
"Não só na questão da gestão empresarial como nas áreas de produção, a pesquisa indica como requisito principal o nível superior, uma pós graduação, MBA ouespecialização" revela o gerente executivo do Sistema Firjan, Luiz Arruda.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
As projeções de contratações foram predominantes em todos os segmentos da área de Produção, mas a procura será por profissionais com, pelos menos, um curso técnico. Quase 74% das empresas entrevistadas relataram ter intenção de criar vagas no ramo de Engenharia, enquanto novas oportunidades também são esperadas nos segmentos de Produção (73%); Gestão de Qualidade (71,8%); Projetos (71,3%); Pesquisa e Desenvolvimento (65%); Segurança e Saúde Ocupacional (60%); Meio Ambiente (59%) e Manutenção (58%).

Na área de Gestão, os planos de criação de novas oportunidades de trabalho também superam as projeções de estabilidade e redução do quadro efetivo de funcionários. Das empresas que participaram da pesquisa, 59% apontaram intenções de ampliar o efetivo de funcionários no setor de Compras. Em seguida aparecem projeções de contratações nas áreas de Comercial (58%), Tecnologia da Informação (56%); Serviços Gerais (55%); Planejamento (54%); Atendimento ao Cliente (54%) e Recursos Humanos (50,1%). Cursos de MBA, Mestrado ou Doutorado serão pré-requisitos que devem ser solicitados por até 35% das empresas para profissionais que se candidatem a cargos de gerência ou diretoria.


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