quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Calendário reúne melhores fotógrafos do fundo do mar


Imagens de tubarões, manatis e outros animais marinhos chamam atenção para perigos do ecossistema.

Da BBC
Cada fotógrafo ilustrou um mês, com comentários sobre a importância da preservação de animais marinhosCada fotógrafo ilustrou um mês, com comentários sobre a importância da preservação de animais marinhos (Foto: Alex Mustard/Bite-Back )
O calendário de 2011 da organização britânica de conservação marinha Bite-Back apresenta imagens de 12 dos mais premiados fotógrafos de vida submersa no mundo.
Cada fotógrafo ilustrou um mês, com comentários sobre a importância da preservação de animais marinhos como os tubarões, um dos principais temas do projeto.
Segundo a organização, mais de 70 milhões de tubarões são mortos todos os anos, e 12 espécies desaparecerão completamente até 2017.
Calendário 2011 da Bite-Back custa R$ 21 e pode ser comprado pela internet no site da organizaçãoCalendário 2011 da Bite-Back custa R$ 21 e pode ser comprado pela internet no site da organização (Foto: David Flee/Bite-Back )
A Bite-Back tenta alertar empresas e supermercados ingleses para o perigo da pesca excessiva de determinadas espécies típicas da região. Dados da organização dizem que o mundo pode ficar sem peixes já no ano de 2048.
Segundo a organização, mais de 70 milhões de tubarões são mortos todos os anos, e 12 espécies desaparecerão completamente até 2017Segundo a organização, mais de 70 milhões de tubarões são mortos todos os anos, e 12 espécies desaparecerão completamente até 2017 (Foto: Chris Fallows/Bite-Back )
O diretor da campanha do calendário, Graham Buckingham, diz que não podemos contar com o fato de que os oceanos nos alimentarão indefinidamente sem o receio de perder algumas espécies para sempre.
Ele diz que o trabalho da organização já fez com que supermercados ingleses mudassem os peixes que vendem e encorajou restaurantes orientais a suspender a venda de sopa de barbatanas, uma das principais causas da morte de tubarões.
O calendário 2011 da Bite-Back custa R$ 21 e pode ser comprado pela internet no site da organização.

Estudo sobre abelhas feito por crianças é publicado em revista


Alunos de uma escola primária britânica descobriram que abelhas podem ser treinadas para reconhecerem cores.

As crianças pesquisaram o uso das cores para orientar abelhasAs crianças pesquisaram o uso das cores para
orientar abelhas (Foto: Cortesia Beau Lotto )
A pesquisa sobre abelhas feita por um grupo de crianças de uma escola primária em Devon, na Inglaterra, se tornou a primeira do tipo a ser publicada por uma revista acadêmica.
Os alunos da Escola Primária Blackawton, que têm entre 8 e 10 anos, descobriram que as abelhas podem ser treinadas para reconhecer cores em busca de alimento.
Eles tiveram a consultoria do neurocientista Beau Lotto, da University College London, que garantiu que o trabalho foi 'inteiramente concebido e escrito' pelas crianças.
O estudo foi publicado na revista especializada Biology Letters, da Royal Society, uma das associações científicas mais tradicionais do mundo.
`Legal e divertido'
Os alunos testaram abelhas para descobrir se elas poderiam aprender a usar padrões de cores para encontrar o caminho até as flores mais doces e nutritivas.
Eles descreveram a conclusão das experiências no trabalho: 'Descobrimos que as abelhas podem usar as combinações de cores para orientar-se no espaço ao decidir qual é a cor da flor para onde irão'.
'Também descobrimos que ciência é legal e divertido, porque você pode fazer coisas que ninguém fez antes', disseram.
A Royal Society disse que faltava compreensão sobre o objeto de estudo das crianças, e que as descobertas eram um 'verdadeiro avanço' no campo.
 As tabelas feitas pelas crianças também foram publicadas na revistaAs tabelas feitas pelas crianças também foram
publicadas na revista (Foto: Cortesia Beau Lotto)
O editor da revista Biology Letters, Brian Charlesworth, disse que o estudo é o primeiro caso do tipo no mundo.
'Espero que isso inspire outros grupos a perceber que a ciência não é um clube fechado, mas algo que está disponível para todos.'
Cientistas
O projeto nasceu de uma palestra do neurocientista Beau Lotto na escola Blackawton, onde seu filho estuda, sobre o ensino de ciência.
A partir daí, Lotto e o diretor Dave Strudwick ajudaram as crianças a desenvolver as experiências.
Segundo o neurocientista, a pesquisa começou com 'um dia de abelha', em que os alunos tentavam se comportar como os animais.
'O verdadeiro trabalho científico é cheio de incertezas - e é por isso que é tão excitante - mas acho que é isso o que falta na educação, onde os assuntos são apresentados como uma série de certezas chatas', disse Lotto.
O trabalho editado pelo cientista, que manteve os textos das crianças sobre o tema. As tabelas foram pintadas com lápis de cor.
Para ser publicado, ele teve que ser comentado por dois pesquisadores especialistas no tema, já que o texto não tinha referências bibliográficas.
Laurence Mahoney, da Universidade de Nova York e Natalie Hempel de Ibarra, da Universidade de Exeter, disseram que as experiências foram 'modestas, mas inteligentemente e corretamente organizadas, além de conduzidas de maneira controlada'.

Família neandertal canibalizada é encontrada em caverna na Espanha


Segundo pesquisadores, ossos encontrados em caverna indicam que indivíduos foram mortos e comidos por outros neandertais.

Arqueólogos descobriram os restos de uma possível família de 12 neandertais que foram mortos há 49 mil anos numa caverna da região de Astúrias, no norte da Espanha.
Segundo os pesquisadores, marcas nos ossos mostram sinais de atividade canibal, indicando que os indivíduos encontrados foram comidos por outros neandertais.
Detalhes da descoberta foram publicados na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Apesar de os fragmentos de ossos de seis adultos e seis crianças terem sido encontrados dentro da caverna, os arqueólogos acreditam que eles viviam e foram mortos na superfície, mas que teriam sido envolvidos pela caverna após um desabamento.
Fragmentos de ossos foram encontrados em caverna das AstúriasFragmentos de ossos foram encontrados em caverna das Astúrias (Foto: Divulgação )
'Todos eles mostram sinais de canibalismo. Eles têm marcas de cortes em vários ossos, incluindo os crânios e as mandíbulas', disse o arqueólogo Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolucionária de Barcelona, que coordenou o estudo.
'Os ossos longos foram fragmentados para tirar o tutano, então todos os sinais de canibalismo que foram descritos em outros locais de neandertais estão presentes nesses indivíduos', afirmou.
Família
A conclusão de que o grupo era uma família vem da análise do DNA mitocondrial, o material genético encontrado nas células animais passado pela linhagem feminina.
Os dados genéticos sugerem que enquanto os três adultos do sexo masculino no grupo tinham a mesma linhagem materna, as três mulheres do grupo tinham origens maternas diferentes.
Segundo os pesquisadores, isso mostraria que pelo menos nesta família de neandertais, as mulheres vieram de fora do grupo, enquanto que os homens permaneceram no grupo familiar ao chegar à idade adulta.
Esse modelo do que é chamado 'patrilocalidade' é comumente visto em algumas culturas modernas, observa Lalueza-Fox, com os homens permanecendo na casa da família após o casamento com uma mulher de outro grupo.