quinta-feira, 25 de novembro de 2010

nutrição


Desvende os mitos e verdades sobre a digestão

Estrelas rebeldes

Estrelas rebeldes

qui, 25/11/10
por Cássio Barbosa |
categoria Observatório
Era uma vez uma estrela jovem. Cresceu rápido, muito quente, brilhou cedo e muito forte. No seu berçário, o Trapézio de Órion, várias outras como ela também nasceram e cresceram de maneira parecida. Ela morava em Órion, com uma companheira, mas onde há muita estrela deste tipo as coisas podem não acabar bem. De maneira inesperada, alguém explodiu por perto e as duas se separaram definitivamente! Hoje, uma delas viaja pela constelação de Auriga e a sua ex-companheira cruza a constelação de Columba.
As estrelas com temperamento assim são chamadas de estrelas massivas, porque têm, no mínimo, 10 vezes a massa do Sol . A rebelde desta historinha é AE Aurigae, uma estrela com quase 20 massas solares. E essa rebeldia toda tem causa? Sim, mas ninguém tem muita certeza.
AE Aurigae nasceu no aglomerado do Trapézio, localizado em Órion. Essa região é uma conhecida maternidade de estrelas massivas. Essa classe de estrelas, por terem muita massa, nascem, crescem e morrem muito rapidamente. Elas são estrelas quentes, brilham forte e morrem espetacularmente como uma supernova. Imaginem o caos quando várias dessas estrelas ficam juntas em um “pequeno” espaço. Pequeno em termos astronômicos, é claro.
Junto com a intensa radiação emitida pelas estrelas massivas, o meio em que estão com fortes ventos estelares também são influenciados. Para outras estrelas menores é algo como estar no meio de uma briga entre dois gigantes.
Mas, voltando à pergunta lá de cima, por que AE Aurigae fugiu de casa? Certeza, ninguém tem, mas duas teorias são as preferidas. A primeira diz que, na região, uma dessas estrelas massivas explodiu como uma supernova e a força da explosão desfez o par AE Aurigae e Mu Columbae, jogando cada uma para fora do Trapézio. A segunda teoria diz que houve uma colisão entre o sistema binário com uma, ou mais estrelas e nessa colisão, o par se defez e cada uma tomou um rumo diferente, tanto que estão em regiões diferentes do céu.
Casos como esses não são raros entre as estrelas massivas, mas o interessante com AE Aurigae é que ela gosta de dizer por onde anda. Nessa imagem no infravermelho obtida com o telescópio espacial WISE, as nebulosas “acendem” por causa da presença de uma estrela tão quente. Com tanta radiação, essa rebelde viajante ioniza o gás da região criando uma nebulosa de emissão (a parte esverdeada da nebulosa), mas parte da radiação acaba espalhada e refletida pela poeira (a parte em tons rosa). A própria estrela desta história está imersa na nebulosa rosada e aparece como o ponto mais brilhante dela.

União Europeia proíbe bisfenol-A em mamadeiras


União Europeia proíbe bisfenol-A em 


mamadeiras

Substância pode afetar desenvolvimento e causar câncer.

A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (25) a proibição do elemento químico bisfenol-A em mamadeiras plásticas.
O bloco disse por meio de comunicado que a decisão foi tomada por temores de que o elemento, também conhecido como BPA, afete o desenvolvimento, o sistema imunológico e possa causar câncer em crianças pequenas.
A fabricação de mamadeiras com o bisfenol-A fica proibida a partir de março de 2011 e sua importação ou comercialização, a partir de junho.
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite o uso da substância desde que dentro do limite de 0,6 mg para cada quilo de embalagem.
O Mercosul estabeleceu o limite, em 2008, por considerar que 'dentro desse parâmetro a substância não oferece risco para a saúde da população', segundo a Anvisa.
A agência afirma que 'acompanha a discussão e estudos internacionais sobre o tema' mas não tem previsão de reabrir o debate sobre o bisfenol.
A preocupação sobre o uso do bisfenol-A tem crescido internacionalmente.
O Canadá se tornou o primeiro país a tornar ilegal a substância, em setembro, apesar da oposição da indústria. França e Dinamarca baniram o bisfenol-A pouco depois.
O governo dinamarquês chegou a proibir o uso do produto em qualquer alimento para crianças de até três anos de idade.

Pesquisadores associam estrutura da placenta a tempo de gestação


Pesquisadores associam estrutura da 


placenta a tempo de gestação

Estrutura similar a rede torna crescimento duas vezes mais rápido.
Pesquisadores não sabem por que o formato dos tecidos varia.

Sindya N. BhanooDo 'New York Times'
Tempo de gestação de babuínos é de aproximadamente 6 mesesTempo de gestação de babuínos é de aproximadamente 6 meses (Foto: Arturo Nikolai (chausinho)/Flickr - Creative Commons, a-nc-sa 2.0 genérico)
Alguns mamíferos têm um período de gestação mais longo que outros, em parte por causa da estrutura da placenta da mãe, de acordo com uma nova pesquisa publicada na "The American Naturalist".
A placenta é o órgão através do qual a mãe passa nutrientes para o feto e o feto envia dejetos.
Pesquisadores da Universidade de Durham e da University of Reading, na Inglaterra, descobriram que, quando os tecidos da mãe e do feto estão altamente interligados na placenta, os nutrientes podem passar entre os dois de forma mais eficiente, e o feto pode se desenvolver mais rapidamente.
Após estudar as placentas de 109 mamíferos, os pesquisadores descobriram que os tecidos em algumas delas pareciam dedos entrelaçados; em outros casos, pareciam uma rede complexa.
"Descobrimos que, quando temos uma estrutura parecida com uma rede, o ritmo de crescimento do bebê no útero é duas vezes mais rápido do que quando temos uma estrutura semelhante a dedos entrelaçados", diz Isabella Capellini, antropóloga da Durham e principal autora do estudo.
Humanos, babuínos, macacos do gênero Macaca e outros primatas antropoides têm interconexão do tipo "dedos entrelaçados" na placenta. Portanto, na comparação com outros mamíferos do mesmo tamanho, seu tempo de gestação é maior.
Macacas do tipo babuíno, por exemplo, possuem um tempo de gestação de cerca de seis meses.
O porco-espinho europeu tem um tamanho similar, mas uma placenta em formato de rede e um período de gestação de dois meses.
Os pesquisadores não sabem por que as estruturas de placenta variam, mas pode ser um "conflito maternal", afirma Capellini.
"Generalizando, há um acordo entre a mãe e a cria para compartilhar nutrientes", ela diz. "Mas há um leve desacordo em relação à quantidade de nutrientes que a mãe deve oferecer de uma vez."