segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MEDICINA EXIGE MUITO ESTUDO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA FACULDADE


MEDICINA EXIGE MUITO ESTUDO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA FACULDADE

Curso sempre aparece entre os mais disputados nos grandes vestibulares do país; graduação tem seis anos de duração


LUÍSA BRITO, DO G1, EM SÃO PAULO
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Foto: Stela Murgel
Estudantes durante aula prática no curso da Unifesp
Medicina, curso tradicionalmente mais disputado nas universidades de norte a sul do país, é o tema do Guia de Carreiras do G1 desta semana. A graduação está no topo da lista de concorrência do vestibular 2007 das universidades Estadual Paulista (Unesp), com 114,8 candidatos por vaga, e de Campinas (Unicamp), com 78,9, e das federais de São Paulo (Unifesp buscar), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre muitas outras. Mas, segundo professores, não é só para entrar na faculdade que medicina exige dedicação. Quem quer cuidar da saúde humana precisa estudar muito durante a faculdade e também depois de formado.
Nesta reportagem você vai ler sobre o curso de graduação e saber quais são as universidades mais bem conceituadas segundo o Ministério da Educação (MEC). O G1 mostra ainda que a maioria dos profissionais da área está concentrada no Sudeste do país.

Para falar sobre o exercício da profissão, entrevistamos o médico Drauzio Varella, que já atendeu detentos do presídio do Carandiru, e há quase 40 anos cuida de pacientes com câncer. “Gosto de tratar de doentes graves”, diz.

Profissão
Com duração de seis anos, a graduação de medicina é a mais longa do país. A maioria dos cursos divide esse período em três ciclos de dois anos. Veja o infográfico aqui

Ao concluir os seis anos de faculdade, o estudante ganha o diploma de médico e pode exercer atividades como consultas pediátricas e ginecológicas e fazer partos. No entanto, a maioria opta por cursar uma residência médica em uma determinada área. Essa especialização pode durar de dois anos (caso de pediatria, clínica medida e outras) até cinco, para quem escolhe neurocirurgia. Mas, em geral, são feitas em três anos, como é o caso de dermatologia e obstetrícia. É preciso passar por um processo seletivo para conseguir vaga no programa de residência de grandes hospitais.

“É desejável que a residência médica complemente os estudos de um médico. Diria que só não faz residência quem não consegue passar numa”, afirma o diretor acadêmico do curso da Unifesp, Miguel Roberto Jorge. A universidade teve nota máxima no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) do MEC no ano passado.

Em três universidades consultadas pelo G1, os vários tipos de cirurgias estão entre as residências mais escolhidas. O que não quer dizer que se trata de uma área promissora. Pessoas do setor entrevistadas preferem não indicar especialidades em ascensão porque, dizem, o mercado de trabalho na medicina está sujeito a mudanças constantes.

A dica dos especialistas é que os alunos escolham uma área pela qual tenham muito interesse. “Tem que fazer o que gosta e não o que dá muito dinheiro, porque é uma profissão que exige muito de você”, resume Joaquim Edson Vieira, secretário do centro de desenvolvimento de educação médica da Universidade de São Paulo (USP buscar). A instituição mantém o maior complexo hospitalar público do país, que é o Hospital das Clínicas.

Os formados em medicina podem trabalhar diretamente com pacientes, fazer pesquisas na área, analisar exames, fazer diagnósticos por imagens, administrar centros de saúde, ensinar, entre outras atividades.

DedicaçãoProfessores das universidades consultadas concordam que para ser um bom profissional na área, é preciso muita dedicação e manter-se atualizado ao longo da vida. “O aluno tem que ser muito estudioso, acompanhar as mudanças da área e ter um ensino continuado após se formar”, recomenda o professor, Ajácio Brandão, coordenador do curso da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA buscar). A instituição, criada em1966, também ficou entre as mais bem avaliadas no Enade de 2005.

Para o professor Jorge, da Unifesp, durante a faculdade, o aluno deve “aprender a aprender sozinho”, porque a graduação dá uma formação básica em seis anos, mas o profissional precisa “continuar aprendendo durante a vida toda”, diz.

SalárioDados do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apontam que um residente da rede pública que trabalha 20 horas por semana ganha cerca de R$ 2.500. No setor privado, o salário é de R$ 2.300. Quem opta por trabalhar 24 horas semanais recebe cerca de R$ 2.800 em instituições públicas e R$ 2.400 nas particulares. Segundo o sindicato, uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a média salarial dos médicos no Brasil é de R$ 7.000.
Qual carreira você gostaria de ver neste guia? Participe aqui.


Saiba mais

OPINIÃO por Drauzio Varella


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Cenário é promissor para quem quer estudar matemática


Cenário é promissor para quem quer estudar matemática

Profissionais são procurados tanto na sala de aula quanto no mercado.
Formação forte e dedicação são pré-requisitos para o sucesso.
Simone HarnikDo G1, em São Paulo
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Foto: Reprodução/Reprodução
O cenário profissional dos matemáticos é bastante promissor, segundo especialistas ouvidos peloG1. A graduação em matemática e o campo de trabalho de quem gosta da disciplina são o tema do Guia de Carreiras do G1 desta quarta-feira (9). Tanto na atuação tradicional em sala de aula quanto no estudo de riscos financeiros ou de processos industriais, há a necessidade de matemáticos. Mas, para isso, boa formação é fundamental.

“A matemática tem certa semelhança com medicina, pois o médico, mesmo depois de seis anos de estudo universitário, ao concluir e receber seu diploma, ainda precisa realizar a residência”, explica o professor João Lucas Barbosa, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). “No caso do matemático, sua formação só se completa com o doutorado.”

E a trajetória até a pós-graduação é bastante árida. Já nos primeiros anos da faculdade, o estudante enfrenta diversas disciplinas de cálculo, álgebra, geometria, além de disciplinas de probabilidade e estatística e computação. Mas, diferentemente do que se imagina, não é necessário inteligência fora do comum para fazer o curso.

“Para ser bem sucedido na matemática é preciso ser medianamente inteligente, gostar de matemática e ser trabalhador, que é a condição mais importante”, afirma Barbosa.

“Amor à matemática e dom não são suficientes. Muito aluno pode não vingar, porque não deu o sangue. Estudar matemática exige demais. É necessário um tempo de aprendizado solitário e só depois tem a discussão com os colegas”, concorda o diretor do Instituto de Matemática da Universidade de São Paulo (IME – USP), Paulo Domingos Cordaro. 


 Tipos de cursos
Existem alguns tipos de graduações que levam “matemática” no nome. O Conselho Nacional de Educação recomenda que o tempo mínimo para conclusão seja de 3 a 4 anos. A que mais se diferencia é a licenciatura em matemática, voltada para formar professores para o ensino fundamental e médio. Para cursá-la, além de gostar de matemática, o estudante deve ter vontade de lecionar.

Quem optar pela docência no ensino fundamental e médio não deve enfrentar desemprego, já que existe uma demanda muito grande por professores. Mas os salários não são tão atrativos e variam muito conforme a região e o tipo de escola (particular ou pública). Tramita no Congresso um projeto de lei para criar um piso salarial para o professor que prevê remuneração mínima de R$ 950 para 40 horas semanais.

Foto: Reprodução/Reprodução
Para a formação de professores de matemática, existem 592 cursos no país de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC) referentes a 2006.

 Bacharelados
Existem também 79 bacharelados de matemática no país, que pretendem formar pesquisadores e profissionais. Entre estes cursos, há alguns tipos: como o de matemática aplicada, o de matemática computacional (relacionada à informática) ou o de matemática industrial.

No IME, na USP, por exemplo, há o curso de matemática pura, o de matemática aplicada e o de matemática aplicada e computacional. De acordo com Cordaro, o terceiro curso é o que libera mais graduados para a indústria e iniciativa privada. Já a matemática pura é o mais teórico e a aplicada, um meio termo.
 Qual curso escolher
Se você gosta de exatas e não tem certeza de qual curso fazer na faculdade, pense nas suas aptidões. Se você gosta de pensar abstratamente, sua vocação pode estar relacionada com a matemática. Gosta você gosta de experimentos e aplicação, pode procurar a física. Se gosta de computação, pode procurar a matemática computacional.
Se você pelo menos tem a noção de que quer exatas, pode se beneficiar com o que fazem diversas instituições. Elas fornecem um ciclo básico, comum para todas as variações de cursos. Informe-se na instituição de seu interesse.

  • Mariana |30/09/200909h54
    Eu quero fazer Matemática no vestibular, e essa notícia tem tudo a ver comigo . Eu AMO a matemática desde a minha 4ª série, e dai por diante esse amor só veio crescendo . Espero ser uma ótima profissional nesta área ! 
  • Mauro Severino de Santana |24/10/200812h09
    Aprendi estudar Matemática sozinho em casa hoje sou voluntario em uma ong onde ensino assunto que os alunos não tiveram no ensino médio e tenho uma enorme facilidade de transmi o que aprendir sozinho esso mais importante saber transmiti conhecimento 
  • Júnior César|19/10/200820h55
    O curso de Mátematica é diferente da maioria dos cursos teóricos que existem,pois este exige muito esforço do aluno, além de uma boa capacidade de abstração muita perseverança; é uma formação promissora e com um mercado de trabalho amplo. 

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