quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Estudantes surdos e disléxicos ganharão mais tempo para fazer o Enem
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-06-09/estudantes-surdos-e-dislexicos-ganharao-mais-tempo-para-fazer-o-enem.html

Estudantes surdos e disléxicos ganharão mais tempo para fazer o Enem

Mudanças no edital que garantem atendimento especializado para atender necessidades dos candidatos também preveem correção diferenciada das redações

Fonte: Priscilla Borges , iG Brasília 
O paulista Cláudio da Silva Junior, de 19 anos, se prepara para enfrentar um desafio comum para a maioria dos estudantes do 3º ano do ensino médio como ele: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . Ele, porém, ao contrário da maioria, precisa de condições especiais para competir em pé de igualdade com os milhões de candidatos que farão a prova.
Cláudio é surdo . Utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para tudo. Para ele e seus pares, essa é sua primeira língua. O português é apenas o segundo idioma. Isso significa que a compreensão de conteúdos, provas e comandos em língua portuguesa fica prejudicada. Especialmente em provas de seleção.
Na escola onde estuda, o Colégio Rio Branco, em São Paulo, durante as aulas e nas provas, ele e os colegas surdos – que estudam em classes regulares – recebem apoio especializado. Uma intérprete de Libras os acompanha o tempo todo. No Enem, esse tipo de apoio também pode ser solicitado. Além disso, eles terão tempo a mais para fazer as provas.

Divulgação
No Colégio Rio Branco, onde Cláudio e Andrezza estudam, há intérprete de Libras com eles o tempo todo. Estudantes surdos têm o mesmo direito no Enem

As regras para atendimento diferenciado para candidatos deficientes têm se aprimorado, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Este ano, o edital deixou bem claro que, além dos alunos com deficiência física, auditiva e visual que, em geral, podem solicitar atendimento especial, outros grupos serão contemplados.
Pela primeira vez, as regras do exame orientam estudantes com dislexia, hiperativos e autistas, por exemplo, a pedir ajuda especial dos organizadores do exame. Todos têm direito a auxílio de um profissional ledor e transcritor, podem solicitar tempo a mais para fazer as provas e suas redações serão corrigidas sob critérios diferenciados de avaliação.
“Ao longo de sucessivas realizações do exame, o processo de eliminação de barreiras e de provimento de serviços profissionais especializados e de recursos de acessibilidade vem se aprimorando”, afirma o órgão em documento enviado ao iG . Para quem usufrui do atendimento, são essas peculiaridades que garantem a igualdade de condições.
Para Cláudio, o ideal seria que, além de serem distribuídas escritas na língua portuguesa, as provas fossem gravadas em Libras e ficassem disponíveis em notebooks ou tablets. “O aluno surdo poderia fazer a prova em seu tempo, retomando o vídeo quando necessário”, diz. A colega Andrezza Santos Gomes, 17 anos, acrescenta: “a seleção dos tradutores-intérpretes também precisa ser mais criteriosa”, avalia.
Direito
O atendimento diferenciado em provas de seleção é um direito de todas as pessoas com deficiência. De acordo com o Decreto nº 5.296/2004, esses jovens têm direito a instrumentos, equipamentos ou tecnologias adaptados para favorecer a autonomia deles. As ferramentas têm de ser solicitadas no momento da inscrição.
Após a solicitação, funcionários do Inep telefonam para cada candidato, confirmando os pedidos feitos pela internet. É nesse momento que os estudantes podem solicitar também tempo adicional para fazer as provas. Essa é mais uma possibilidade prevista em lei (no Decreto nº 3298/1999). No Enem, esses candidatos ganham uma hora a mais.
Nos casos de dislexia e déficit de atenção, por exemplo, quem não solicitar auxílio extra pode pedir mais tempo para resolver os itens por questões pedagógicas. Vale lembrar que é preciso comprovar, com laudos médicos, as necessidades especiais.
Andrezza e Cláudio dizem que a maior dificuldade que enfrentam é mesmo a compreensão dos comandos e dos itens em língua portuguesa. Por isso, gastam muito mais tempo que outros alunos para preencher todas as questões.

Divulgação
Cláudio e Andrezza aprovam as medidas adotadas pelo Inep, mas gostariam que tablets fossem usados para gravar a leitura das questões em Libras

Correção
As dificuldades com a linguagem também serão consideradas este ano na correção das redações , segundo o Inep. Os mecanismos de avaliação dos textos de participantes surdos ou com deficiência auditiva são coerentes ao aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. Para os disléxicos, as características linguísticas de quem possui esse transtorno também são levadas em conta.
Os estudantes do Colégio Rio Branco também elogiam a medida. “Se isso não acontecer, certamente ocorrerão equívocos na correção, por desconhecimento da escrita dos surdos”, comenta Andrezza.
Confira trechos do edital:
"2.2 O PARTICIPANTE que necessite de atendimento DIFERENCIADO e/ou de atendimento ESPECÍFICO deverá, no ato da inscrição: 
2.2.1 Informar, em campo próprio do sistema de inscrição, a necessidade que motiva a solicitação de atendimento de acordo com as opções apresentadas: 
2.2.1.1 Atendimento DIFERENCIADO: oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição incapacitante.
2.2.2 Solicitar, em campo próprio do sistema de inscrição, o auxílio ou o recurso de que necessita, em caso de atendimento DIFERENCIADO, de acordo com as opções apresentadas: prova em braile, prova com letra ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas), tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), guia-intérprete, auxílio ledor, auxílio para transcrição, leitura labial, sala de fácil acesso e mobiliário acessível."

Quem pode pedir (e qual tipo) auxílio
a) Baixa visão: ledor, transcritor, prova ampliada, sala de fácil acesso;
b) Cegueira: prova em Braille, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
c) Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;
d) Deficiência intelectual: ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
e) Deficiência auditiva: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;
f) Surdez: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;
g) Surdocegueira: guia-intérprete, prova ampliada, prova em Braille, tradutor-intérprete Libras, leitura labial, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
h) Autismo: ledor, transcritor;
i) Déficit de atenção: ledor, transcritor;
j) Dislexia: ledor, transcritor;
k) Gestantes e lactantes: sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;
l) Idoso: sala de fácil acesso.


    domingo, 9 de agosto de 2015

    Entenda o resultado do Enem 2014 por escolas

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    08/08/2015 08h17 - Atualizado em 08/08/2015 08h17

    Metade no 'top 20' do Enem recebe maioria dos alunos no ano da prova

    MEC e especialistas alertam para escolas que reúnem só 'tropa de elite'.
    Inep incluiu critérios para diferenciar tamanho e perfil de líderes de ranking.

    Will SoaresFonte: G1, em São Paulo
    Metade dos 20 colégios com as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2014) têm índices de permanência de alunos considerados baixos pelo Ministério da Educação (MEC).
    Entre as 20 escolas, somente seis ostentam taxas de permanência de 80%, considerada adequada pelo ministério. As demais se enquadram em patamares inferiores, sendo sete com menos de 20% de permanência. A taxa indica quantos alunos foram matriculados somente no ano da prova, ficando apenas um ano no colégio.

    Além disso, com base nos dados catalogados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é possível apontar que a maioria das líderes do ranking têm foco em turmas pequenas, com entre 18 e 59 alunos.
    Segundo dados do Inep, metade dos colégios que figuram no top 20 nacional de melhores médias nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 tem taxa de permanência de alunos igual ou inferior a 20%, ou entre 40% e 60%.

    De acordo com especialistas em educação e com os próprios organizadores do Enem, o índice aponta a possível adoção de uma estratégia para obter boas notas no ranking. As instituições de ensino criam novas escolas, com outros CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), e constituem "novos projetos" que se destacam nos resultados e servem de vitrine para as demais unidades do mesmo grupo educacional.
    Diretores de diferentes escolas ouvidos pelo G1 afirmam que a formação de turmas pequenas atende a diversas necessidades, como atendimento específico a alunos que se saíram bem em olimpíadas de conhecimento ou projeto pedagógico diferente, negando uma simples estratégia de publicidade (leia mais abaixo).

    Ranking geral das escolas 
    Lista elaborada pelo G1 com dados do Inep. Ela  considera a média das provas objetivas. Ao lado de cada colégio, total de alunos que fizeram a prova e do índice de permanência deles na escola:

    1º) Colégio Objetivo Integrado (SP)
    # 42 alunos – permanência de 60% a 80%

    2º) Colégio de Aplicação Farias Brito (CE)
    # 44 alunos – permanência de menos de 20%

    3º) Colégio Olimpo Integral (GO)
    # 36 alunos – permanência de menos de 20%

    4º) Colégio Pré-Universitário Christus (CE)
    # 58 alunos – permanência de menos de 20%

    5º) Colégio Bernoulli Unidade Lourdes (MG)
    # 293 alunos – permanência de 40% a 60%

    6º) Colégio Ari de Sá Cavalcante Unidade Major Facundo (CE)
    # 24 alunos – permanência de menos de 20%

    7º) Colégio e Curso Ponto de Ensino (RJ)
    # 19 alunos – permanência de menos de 20%

    8º) Colégio Elite Vale do Aço (MG)
    # 46 alunos – permanência de 40% a 60%

    9º) Coleguium (MG)
    # 18 alunos – permanência de 60% a 80%

    10º) Colégio Objetivo Integrado de Mogi das Cruzes (SP)
    # 43 alunos – permanência de 80% ou mais

    11º) Colégio Bionatus II (Campo Grande/MS)
    # 67 alunos – permanência de 80% ou mais

    12º) Colégio Santo Antônio (Belo Horizonte/MG)
    # 254 alunos – permanência de 60% a 80%

    13º) Colégio e Curso Ponto de Ensino (Niterói/RJ) 
    # 15 alunos – permanência entre 20% e 40%

    14º) Colégio Vértice Unidade II (São Paulo/SP)
    # 59 alunos – permanência de 80% ou mais

    15º) Colégio e Curso Ponto de Ensino - Vila da Penha (Rio/RJ)
    # 27 alunos – permanência de menos de 20%

    16º) Instituto Dom Barreto (Teresina/PI)
    # 117 alunos – permanência de 80% ou mais

    17º) Colégio São Bento (Rio de Janeiro/RJ)
    # 64 alunos – permanência de 80% ou mais

    18º) SEB COC Unidade Álvares Cabral (Ribeirão Preto/SP)
    # 42 alunos – permanência de 60 a 80%

    19º) Colégio Anglo Leonardo da Vinci (Carapicuíba/SP)
    # 18 alunos – permanência de 80% ou mais

    20º) Colégio Lerote Ltda (Teresina/PI)
    # 13 alunos – permanência de 80% ou mais
    Durante coletiva para a divulgação do ranking, na quarta (5), o presidente do Inep, Chico Soares, disse que o índice de permanência muito abaixo revela o garimpo de alunos.

    "A explicação é óbvia. Essa escola tem um processo de seleção. Ou ela traz aquele aluno brilhante de outra escola para seu terceiro ano [do Ensino Médio] ou ela exclui os seus alunos que tem desempenho pior", afirmou.
     Já o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, contextualizou outra característica das "escolas top". Ele diz que não é possível comparar projetos com poucos alunos (a maioria de bom nível socioeconômico) com escolas que atendem muitos alunos e de perfil socioeconômico variado.

    Número 1 do ranking
    Primeiro do ranking pelo sexto ano consecutivo, o Objetivo Integrado, tem um nível de permanência entre 60 e 80%. Entretanto, se encaixa no segundo ponto de atenção apontado pelo MEC: é um colégio com menos de 50 alunos que funciona dentro da principal unidade da rede, na Avenida Paulista, região central de São Paulo.
    Apesar de dividirem o mesmo espaço, enquanto o Objetivo Integrado foi líder, a escola tradicional ficou na 608ª colocação.

    O hexacampeão do Enem foi criado em 2009 para atender à "tropa de elite" formada por alunos da rede que se destacavam em olimpíadas de conhecimento.
    Com ensino integral e foco nos vestibulares, no Enem, e em atividades acadêmicas, o Objetivo Integrado logo virou sensação no ranking da principal porta de entrada para as faculdades do país. A partir daí, o slogan “Sistema Objetivo de Ensino – 1 º lugar no Enem” passou a ser comum em propagandas da rede de ensino.
    Em nota, o Objetivo destacou seu índice de permanência de alunos. "Não se trata de criar um novo Colégio. O Objetivo Integrado já tem 6 anos. Praticamente todos os nossos alunos estudam conosco desde a 1ª série do Ensino Médio e o nosso Indicador de Permanência, divulgado pelo INEP, está na faixa de 60 a 80%", apontou em nota.
    Objetivo em Mogi das Cruzes
    O Colégio Objetivo Integrado de Mogi das Cruzes alcançou a 2ª maior média estadual no Enem e a 10ª melhor média do País. Quando considerado o ranking municipal das provas objetivas, a escola ficou em primeiro lugar e em quarto ficou outra que funciona no mesmo prédio: o Colégio Sênior Objetivo. Este último ficou em 207ª posição no ranking estadual e na 671ª posição no ranking nacional.
    Apesar de dois cadastros diferentes no Inep, o Objetivo conta somente com uma sede na cidade que funciona nas esquinas das ruas Coronel Santos Cardoso com a Presidente Campos Sales, no Centro.
    Questionada pelo G1 sobre a existência de dois colégios Objetivos no ranking, a diretora pedagógica da escola, Elisete de Oliveira e Souza Frigo, informou que existem dois números do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para as duas razões sociais.

    "Isso foi feito por questões de arrecadação e também pela expansão da unidade. Além disso está sendo construído um novo prédio para o colégio.” Ela frisou que os alunos convivem todos na unidade atual e que todos recebem o mesmo ensino.

    Destaque no Rio
    No Rio, o Colégio e Curso Ponto de Ensino, unidade Tijuca, teve média 720,73 e foi a 7ª no ranking geral com a média das provas objetivas. No ano anterior, a escola ficou em 3º lugar. Neste ano, 19 alunos entre os 23 da escola fizeram o Enem. Entre eles, menos de 20% fizeram todo o ensino médio na escola.
    De acordo com o diretor Pedagógico do colégio, Fábio Oliveira, a escola é focada em turmas pequenas e cada uma das 13 unidades tem um CNPJ diferente.
    O diretor pedagógico explica que, após começar em 1998 como um curso pré-vestibular e de cursos preparatórios para militares como IME e ITA, o colégio começou, em 2001, a receber alunos para turmas de ensino fundamental e médio. Segundo ele, a turma da 3ª série do Ensino Médio na Unidade Tijuca possui no máximo 40 alunos.
    Os nossos bons resultados acabam atraindo novos bons alunos para nossas unidades"
    Fábio Oliveira,
    diretor pedagógico do colégio Ponto de Ensino
    "A gente trabalha com turmas de no máximo 40 alunos para cada série, e isso faz com que as coordenações acompanhem melhor os alunos. Os nossos bons resultados acabam atraindo novos bons alunos para nossas unidades", explicou.

    Em Goiás, diferentes projetos 
    Já o Colégio Olimpo, de Goiânia, se dividiu em duas instituições em 2014: a integral e a regular. Enquanto a primeira alcançou o terceiro posto no ranking nacional do Enem, o Olimpo regular obteve a 261ª posição. Diretor de ensino do grupo, Rodrigo Bernadelli negou que a turma de 40 alunos do período integral tenha sido criada exclusivamente com o objetivo de concentrar os jovens com melhor rendimento.

    De acordo com Bernadelli, a separação ocorreu devido aos diferentes objetivos dos estudantes, já que alguns estão focados nas provas do Enem e outros, nas demais formas de ingresso nas universidades. “Chegou o momento em que o Olimpo entendeu que é preciso adequar e traçar dois tipos de projetos pedagógicos voltados para públicos tão diferentes”, disse o diretor.
    Prática comum
    O desmembramento não é exclusivo das escolas no topo do ranking. Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o índice de permanência - divulgado pela primeira vez neste ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep ) -, quando muito baixo, é um forte indício de que as escolas tenham adotado a prática.
    Acontece no mundo todo. A valorização dos rankings é tamanha que as escolas, na competição para ganhar mais matrículas, acabam criando alternativas sem nenhuma preocupação pedagógica."
    Daniel Cara,
    coordenador da Campanha Nacional
    pelo Direito à Educação
    Segundo Cara, o procedimento, quando direcionado para a obtenção de resultados no Enem, é grave e comum também em outros países:
    “Acontece no mundo todo. A valorização dos rankings é tamanha que as escolas, na competição para ganhar mais matrículas, acabam criando alternativas sem nenhuma preocupação pedagógica, como esta”, afirmou.

    Sem citar instituições de ensino específicas, o especialista defendeu a exclusão do que classificou como “escolas fantasmas” dos futuros rankings do Enem.
    De acordo com ele, “o poder público não pode colaborar com a divulgação de informações falsas para a sociedade. Para algumas escolas, o marketing é mais importante que a questão do ensino”.
    Índice de permanência
    Com ressalvas, Cara elogiou a novidade da divulgação do índice de permanência dos alunos junto do ranking do Enem por escolas: “O Inep começou a ser corajoso para coibir a tática. É um ponto de partida, mas hoje já há condições de excluir essas escolas, que seriam obrigadas a repensar suas estratégias de marketing”, completou.
    Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do Todos pela Educação, foi outra a comemorar a medida. Para ela, o índice de permanência é importante para impedir que colégios façam uma seleção de estudantes que têm maior expectativa de bom desempenho no Enem, descartando aqueles que não estão com o rendimento desejável.
    "Se temos corte de alunos que fizeram todo o percurso de ensino naquela escola, a nota do Enem não vai refletir a qualidade do colégio. Essa é uma das vantagens da escola particular no ranking: ela pode escolher sua clientela", destacou a coordenadora.
    Ranking com alta permanência
    Se adotada a taxa de permanência alta (80% ou mais) na elaboração do ranking, apenas uma escola do top 10 geral se manteria. Veja abaixo:
    1º) Colégio Objetivo Integrado de Mogi das Cruzes (SP) – média 718,66
    2º) Colégio Vértice Unidade II (SP) – média 710,99
    3º) Instituto Dom Barreto (PI) - média 705,26
    4º) Colégio de São Bento (RJ) – média 704,94
    5º) Colégio Anglo Leonardo da Vinci (SP) – média 701,11
    6º) Colégio Lerote (PI) – média 700,86
    7º) Colégio Móbile (SP) - média 700,84
    8º) Colégio Santo Agostinho (MG) - média 697,91
    9º) Colégio Magnum Agostiniano Unidade Nova Floresta (MG) - média 696,91
    10º) Colégio Santa Cruz (SP) – média 694,08
    Ranking com escolas de grande porte
    Se consideradas apenas escolas de grande porte (mais de 90 alunos), apenas um colégio do top 10 figuraria na nova lista. Veja abaixo:
    1º) Colégio Bernoulli Unidade Lourdes (MG) – média 730,33
    2º) Colégio Santo Antônio (MG) – média 711,95
    3º) Instituto Dom Barreto (PI) - média 705,26
    4º) Colégio Móbile (SP) - média 700,84
    5º) Instituto Federal do Espírito Santo Campus Vitória (ES) – média 700,30
    6º) Colégio Santo Agostinho (MG) - média 697,91
    7º) Colégio Ari de Sá Cavalcante Unidade Mario Mamede (CE) – média 697,58
    8º) Colégio Olimpo (DF)- média 697,02
    9º) Colégio Magnum Agostiniano Unidade Nova Floresta (MG) - média 696,91
    10º) Colégio Pré-Vestibular Farias Brito Unidade Central (CE) – média 696,9
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