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EXAME DE QUALIFICAÇÃO
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
23/02/2012 11h54 - Atualizado em 23/02/2012 12h38
Ranking diz que USP é a universidade que mais forma doutores no mundo
Segundo a instituição paulista, 2.338 doutores se formaram lá em 2010.
Ranking chinês mostra que USP se sai melhor nos quesitos quantitativos.
Do G1, em São Paulo
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Apesar de não estar entre as 100 melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2011 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), a Universidade de São Paulo (USP) é a que mais forma doutores entre 682 instituições de ensino superior avaliadas. Segundo o anuário estatístico da universidade, em 2010 a USP outorgou 5.830 diplomas de pós-graduação, sendo que 3.492 foram títulos de mestrado e 2.338 de doutorado.
O Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais (ARWU, na sigla em inglês) foi divulgado em agosto de 2011 e colocou a USP que está no grupo entre a 101ª e 150ª melhores universidades do mundo. O ranking não dá uma colocação exata das instituições a partir das cem primeiras.
saiba mais
O pódio foi ocupado em 2011 por três universidades dos Estados Unidos: a Universidade Harvard, a Universidade Stanford e o Instituto de Tecnolgia de Massachussets (MIT).
A universidade paulista é a brasileira mais bem colocada e, apesar de não ter aparecido entre as cem melhores, conseguiu se sobressair no número de doutores formados no ano anterior, métrica usada pela metodologia do ranking. Segundo a lista, Universidade da Jordânia, que ficou fora da lista das 500 melhores, ficou na segunda colocação, e a Universidade de Tóquio teve o terceiro maior número de títulos de doutorado emitidos no ano anterior à avaliação. A instituição japonesa é a 21ª no ranking geral.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que teve 826 teses de doutorado concluídas em 2010, segundo seu anuário, ficou na 38ª colocação. Veja a lista completa do quesito.
Quantidade X qualidade
Segundo a comparação de dados feita pela Universidade de Comunicações de Xangai, a universidade paulista, por seu tamanho e abrangência de áreas do conhecimento, acabou se saindo melhor nos quesitos quantitativos do que nos itens qualitativos levados em consideração no ranking (veja a análise específica da USP, em inglês).
Segundo a comparação de dados feita pela Universidade de Comunicações de Xangai, a universidade paulista, por seu tamanho e abrangência de áreas do conhecimento, acabou se saindo melhor nos quesitos quantitativos do que nos itens qualitativos levados em consideração no ranking (veja a análise específica da USP, em inglês).
Um exemplo é o rendimento anual e o financiamento para pesquisa. De um total de 637 instituições de todo o mundo, a universidade paulista é a terceira que mais recebe financiamento externo para atividades de pesquisa. De acordo com a Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), 47,87% do dinheiro investido pela fundação em 2010 - R$ 277,3 milhões - foi destinado especificamente a pesquisadores da USP. Apesar desse montante, em relação ao orçamento anual das universidades, a USP cai para a 48ª colocação entre 683 instituições avaliadas no quesito.
Quando o rendimento da universidade é dividido pelo número de estudantes matriculados, a instituição paulista despenca para a 423ª colocada entre 669 instituições. De acordo com o anuário da USP, 88.962 estudantes de graduação e pós-graduação estavam matriculados em 2010, ano em que o orçamento da instituição foi de R$ 3,38 bilhões.
Apesar de ter outorgado mais títulos de doutorado em 2010 que qualquer outra universidade, a USP é a 21ª no número de professores doutores em relação ao total de docentes e a 73ª na relação entre doutorados outorgados e quantidade de professores.
Ela também é a quinta entre 1.181 universidades na quantidade de artigos de ciências e ciências sociais publicados. Mas, quando o número de artigos publicados é dividido pelo número de professores, a posição da USP cai para a 209ª posição, entre 774 que forneceram os dados.
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Peso estável: aposte na malhação 1 hora por dia
Cientistas comprovam que a prática de exercícios físicos cinco vezes por semana, aliada a uma dieta alimentar com baixas calorias, mantém o corpo em forma
POR GISLANDIA GOVERNO
Rio - A batalha contra a balança é árdua. Porém, alcançado o objetivo, manter o corpo em forma pode ser um desafio ainda maior. Felizmente, há uma estratégia simples para não voltar a engordar: exercitar-se pelo menos 55 minutos durante cinco dias da semana. A conclusão é de um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Mas para os pesquisadores, a atividade física por si só não funciona se a pessoa não mudar o comportamento ao se alimentar. Eles acreditam que a combinação de dieta pouco calórica com a prática de exercícios por uma hora diária faz perder 10% do peso e se manter estável na balança.
Mas para os pesquisadores, a atividade física por si só não funciona se a pessoa não mudar o comportamento ao se alimentar. Eles acreditam que a combinação de dieta pouco calórica com a prática de exercícios por uma hora diária faz perder 10% do peso e se manter estável na balança.
A funkeira Valesca Popozuda malha pelo menos três vezes por semana | Foto: Marcelo Régua / Agência O Dua
O estudo analisou um grupo de 200 mulheres obesas ou acima do peso durante quatro anos. Elas foram instruídas a consumir entre 1.200 a 1.500 calorias diárias. Após seis meses, os pesquisadores observaram que todas as mulheres dos quatro grupos perderam até 10% do peso. Mas apenas um quarto delas, por ter continuado a se exercitar cerca de 275 minutos por semana, não voltou a engordar.
EFEITO SANFONA
Além da preocupação estética, perder e ganhar peso causa riscos à saúde. É o conhecido ‘efeito sanfona’, que pode desencadear doenças coronarianas, hipertensão e colesterol alto.
“O estudo reforça o conceito que manter o peso conquistado pode ser bem mais difícil, pois ao emagrecer, muitos deixam a dieta de lado. É importante manter o peso com reeducação alimentar e atividade física regular”, destaca o professor de Educação Física Antônio Santos, da academia Acqua Fitness.
‘Tem que fazer esforço’, diz Valesca
O professor de Educação Física Antônio Santos explica que, para manter o peso, o ideal é um programa que alie exercícios aeróbicos e localizados para o ganho de massa muscular.
A funkeira Valesca Popozuda segue à risca. “Malho pelo menos três vezes por semana e não faço dieta rígida. Mas se eu não controlar os excessos, acabo engordando. Não adianta, para manter a silhueta tem que fazer esforço”, conclui.
EFEITO SANFONA
Além da preocupação estética, perder e ganhar peso causa riscos à saúde. É o conhecido ‘efeito sanfona’, que pode desencadear doenças coronarianas, hipertensão e colesterol alto.
“O estudo reforça o conceito que manter o peso conquistado pode ser bem mais difícil, pois ao emagrecer, muitos deixam a dieta de lado. É importante manter o peso com reeducação alimentar e atividade física regular”, destaca o professor de Educação Física Antônio Santos, da academia Acqua Fitness.
‘Tem que fazer esforço’, diz Valesca
O professor de Educação Física Antônio Santos explica que, para manter o peso, o ideal é um programa que alie exercícios aeróbicos e localizados para o ganho de massa muscular.
A funkeira Valesca Popozuda segue à risca. “Malho pelo menos três vezes por semana e não faço dieta rígida. Mas se eu não controlar os excessos, acabo engordando. Não adianta, para manter a silhueta tem que fazer esforço”, conclui.
Cientista de 17 anos perto da cura do câncer
Chinesa que vive nos EUA descobriu forma de diagnosticar tumores com precisão e destruí-los sem afetar as células sadias do paciente
POR CLARISSA MELLO
Rio - Com apenas 17 anos, uma jovem conseguiu realizar um feito que cientistas tentam há décadas: elaborar uma substância capaz de localizar com precisão células cancerígenas e destruí-las sem afetar as sadias. A descoberta da chinesa Angela Zhang (que se autointitula “Cinderela Nerd”) promete revolucionar a área de pesquisa oncológica no que diz respeito ao tratamento de tumores — ao menos pelos próximos 15 anos.
Para chegar à biomolécula, a chinesinha americanizada que vive na Califórnia investiu dois anos de sua vida no projeto. Enquanto suas amigas dedicavam-se a escolher o melhor vestido para abocanhar o bonitinho da escola, a jovem selecionava a dedo — ou melhor, microscópio — a nanopartícula ideal para fisgar tumores.
Tanta abdicação foi motivada por sua família: seu bisavô teve câncer de fígado e seu avô morreu de câncer no pulmão. O esforço rendeu uma bolsa de estudos de R$ 170 mil — o equivalente a ao menos 400 vestidinhos.
Para chegar à biomolécula, a chinesinha americanizada que vive na Califórnia investiu dois anos de sua vida no projeto. Enquanto suas amigas dedicavam-se a escolher o melhor vestido para abocanhar o bonitinho da escola, a jovem selecionava a dedo — ou melhor, microscópio — a nanopartícula ideal para fisgar tumores.
Tanta abdicação foi motivada por sua família: seu bisavô teve câncer de fígado e seu avô morreu de câncer no pulmão. O esforço rendeu uma bolsa de estudos de R$ 170 mil — o equivalente a ao menos 400 vestidinhos.
Foto: Arte: O Dia
“Ela trabalhou em uma área muito promissora, a de nanotecnologia, e conseguiu utilizar essa inovação não só no tratamento do câncer, mas também no diagnóstico. A descoberta permite que os tumores possam ser visualizados de forma muito mais precisa por meio da ressonância magnética”, explica a coordenadora de Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Pilar Estevez.
Segundo Pilar, a melhor vantagem da pesquisa de Angela é reduzir os efeitos colaterais do tratamento. “Uma vez que o medicamento foi colocado numa molécula programada para se unir somente a células com características de câncer, a droga só vai atuar nessas células doentes. Manter as outras células sadias é um passo importante para evitar os efeitos colaterais típicos da quimioterapia, por exemplo”, disse. “Mas é cedo para dizer que é a cura do câncer. O que há hoje são buscas de opções de tratamento. E ainda são necessários testes em humanos”, pondera Pilar.
Segundo Pilar, a melhor vantagem da pesquisa de Angela é reduzir os efeitos colaterais do tratamento. “Uma vez que o medicamento foi colocado numa molécula programada para se unir somente a células com características de câncer, a droga só vai atuar nessas células doentes. Manter as outras células sadias é um passo importante para evitar os efeitos colaterais típicos da quimioterapia, por exemplo”, disse. “Mas é cedo para dizer que é a cura do câncer. O que há hoje são buscas de opções de tratamento. E ainda são necessários testes em humanos”, pondera Pilar.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) indica que investimento alto nos professores garante bom ensino
São Paulo - Os países que mais investem em educação por aluno entre os 6 e os 15 anos não são necessariamente os que tem alunos com melhor rendimento, segundo uma análise do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado nesta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
"O dinheiro sozinho não pode comprar um bom sistema educacional", concluiu a OCDE em seu relatório "Pisa in Focus", que indica que os países que obtiveram melhores resultados nessas provas em 2009 são os que acreditam que "todas as crianças podem ter êxito na escola".
Segundo a organização com sede em Paris, uma das chaves do sucesso dos sistemas educacionais é considerar que todos os estudantes podem ter êxito e não deixar que os alunos com problemas repitam de ano ou sejam transferidos a outras escolas, ou que sejam agrupados em diferentes turmas em função de suas habilidades.
"Superado o nível de aproximadamente US$ 35 mil" de investimento por estudantes entre os 6 e os 15 anos em unidades monetárias harmonizadas, a despesa "não está relacionada com o resultado", indicou a OCDE. A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Luxemburgo, Noruega, Suíça e Estados Unidos, e que obtêm resultados similares a nações que destinam a metade por estudante, como Estônia (US$ 43.037), Hungria (US$ 44.342) e Polônia (US$ 39.964).
Assim, os dois países que obtiveram os melhores resultados nas últimas provas do Pisa (Finlândia, com US$ 71.385; e Coreia do Sul, com US$ 61.104) estão bastante distantes dos que mais investiram (como Luxemburgo, com US$ 155.624 acumulados por aluno; e Suíça, com US$ 104.352). O Chile investe por aluno US$ 23.597, mais que o México (US$ 21.175), ambos acima de países "associados" à OCDE como o Brasil (US$ 18.261) e a Colômbia (US$ 19.067). Todos eles superam a Turquia, que com US$ 12.708 de investimento por aluno é a lanterna da lista de 33 Estados-membros da OCDE.
Outro dos fatores cruciais detectados pela OCDE é que os países com os melhores resultados nas provas trianuais sobre compreensão de texto, Matemática e Ciências Naturais são aqueles que mais investem em seus professores. Os docentes do ensino médio da Coreia do Sul e de Hong Kong, ambos com excelentes resultados nas provas Pisa, ganham "mais que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio em seus respectivos países". "Em geral, os países que alcançam bons resultados no Pisa atraem os melhores estudantes à profissão de professores e lhes oferecem salários mais altos e um grande status profissional", indicou a OCDE. No entanto, essa organização precisou que essa relação entre professores e resultados não acontece entre os países menos ricos.
As informações são da EFE
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