segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Estudantes já podem conferir vagas pelo Sisu


26/12/2011 15:16

Estudantes já podem conferir vagas pelo Sisu

Site do Sistema de Seleção Unificada já está no ar e oferece 108 mil vagas para quem fez o Enem 2011AGÊNCIA BRASIL
A partir de hoje (26), estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 poderão consultar onde estão as 108 mil vagas que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o primeiro semestre de 2012. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante tentar ingressar em diferentes instituições a partir da nota obtida no Enem.
Para 2012, as vagas estão distribuídas em 3.327 cursos de 95 instituições públicas de ensino superior. São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de educação profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte; 12,88%, no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul. Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com o maior número de instituições participantes: 15 em cada. Nenhuma instituição do Distrito Federal aderiu a esta edição do Sisu.
Os estudantes interessados em concorrer às vagas deverão acessar o Sisu a partir das 0h do dia 7 de janeiro até o dia 12 do mesmo mês. No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro e a segunda no dia 26 do mesmo mês. Após as duas etapas, caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.
Veja a oferta de vagas no Sisu por estado
Acre– 240 vagas
Alagoas– 5.805 vagas
Amazonas– 2.722 vagas
Amapá– 160 vagas
Bahia– 5.298 vagas
Ceará– 6.158 vagas
Espírito Santo– 850 vagas
Goiás – 1.561 vagas
Maranhão– 3.238 vagas
Minas Gerais– 11.873 vagas
Mato Grosso do Sul– 6.815 vagas
Mato Grosso– 5.609 vagas
Pará– 995 vagas
Paraíba– 3.699 vagas
Pernambuco– 4.564 vagas
Piauí – 7.049 vagas
Paraná– 4.399 vagas
Rio de Janeiro– 14.137 vagas
Rio Grande do Norte– 1.687 vagas
Rondônia– 16 vagas
Roraima– 419 vagas
Rio Grande do Sul – 1.070 vagas
Santa Catarina– 650 vagas
Sergipe – 145 vagas
São Paulo – 9.064 vagas
Tocantins- 701 vagas

domingo, 25 de dezembro de 2011

Adele - Rolling In The Deep

Especialista esclarece dúvidas de internautas sobre a nota do Enem


Candidatos protestaram contra seus resultados em reportagem do G1 -Fonte.

Principal motivo de insatisfação foi o peso diferente das questões objetivas.

Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo

Centenas de estudantes que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro protestam na internet desde a quarta-feira (21). As reclamações tiveram início minutos após a divulgação das notas do Enem 2011 pelo Ministério da Educação.
Procurado pelo G1, o MEC afirmou que não poderia explicar casos específicos, e afirmou que os esclarecimentos sobre a correção das provas havia sido publicada em seu site oficial.
A principal insatisfação está relacionada a notas muito abaixo do esperado, em comparação com o número de acertos no gabarito oficial.
Porém, segundo Tufi Machado Soares, professor de estatística da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o modelo de prova utilizado pelo Enem é corrigido com base em algaritmos que levam em conta mais fatores, além da quantidade de acertos.
Especialista na Teoria da Resposta ao Item (TRI), com dez anos de experiência no assunto, Soares analisou algumas das reclamações mais frequentes que internautas deixaram em comentários na  reportagem do G1 "MEC divulga notas do Enem 2011".
Primeiramente, ele ressaltou que a metodologia não é "nenhuma grande novidade", e que diversos exames de outros países a aplicam há vários anos. No Brasil, MEC utiliza a TRI desde 1995 em provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), também de larga escala. "Mas essa é a primeira vez que se associou a TRI a um concurso público, a um exame usado para seleção, por isso toda essa discussão."
Segundo ele, a TRI não é mais injusta do que a pontuação bruta, que leva em conta apenas o número de acertos. Ela é apenas mais complicada de entender. "É que as pessoas estão acostumadas desde cedo à pontuação bruta, quer sempre saber quantos pontos fez, assim é mais fácil de ser compreendido."
Mais acertos, notas mais baixas
Andre Affonseca comentou que sua filha acertou 30 questões a mais no Enem deste ano em comparação com 2010, mas mesmo assim ficou com notas menores. "Se o TRI é tão 'perfeito' e 'justo' assim, como o MEC diz. Por que não divulga os pesos de cada questão agora?", questionou ele.
Cadernos de provas do Enem (Foto: G1)Cadernos de provas do Enem (Foto: G1)
Segundo o professor da UFJF, "é impossível fornecer os pesos das questões", já que ele não é o único fator que determina a nota. Ele afirma que são três os parâmetros usados pelo Enem: a discriminação (ou seja, o poder de distinguir os estudantes que sabe a matéria dos que não têm essa proficiência), o grau de dificuldade da questão (que é definido a partir do pré-teste realizado pelo MEC) e a possibilidade de acerto ao acaso (o "chute").
Essa possibilidade é explicada pelo especialista de Juiz de Fora como uma "chance mínima de acerto para todos os alunos", e considera não só as questões que o candidato acertou, mas também as que ele errou.
Inconformados
Em seu comentário, a candidata Manuella Braun considerou "totalmente injusto" seu resultado. "Eu acertei 41 questões na prova de português [eram 45 no total] e minha nota foi 673,0 [a nota máxima na prova de linguagens e códigos foi 795,5]."
Paulo Azevedo também não soube explicar seu baixo rendimento no Enem. "Com certeza tem alguma coisa errada com essas notas, acertei 40 e 39 em linguagens e em ciências humanas, respectivamente, e elas duas ficaram na casa de 650-660. Como isso é possivel?", questionou o estudante.
Calculando a pontuação de Manuella, caso todas as questões tivessem o mesmo peso e a nota máxima partisse de 1.000, sua na prova de linguagens e códigos seria 911,1. Considerando o mesmo cálculo com os acertos de Paulo, ele teria nota 888,8 em linguagens e 866,6 em ciências humanas.
No caso de ambos, Soares esclarece que o modelo usado pelo Enem "visa, justamente, evitar que a comparação dos indivíduos seja feita, simplesmente, pelo porcentual de acerto ou pela pontuação bruta". Segundo ele, "há mais casos de empates quando se usa pontos brutos", já que, por exemplo, "alunos que tem o mesmo número de acertos podem ter acertado itens diferentes, e isso não é considerado no cálculo da medida".
Isso quer dizer que acertar muitas questões não garante uma nota muito alta, porque a equação que leva ao resultado final é mais complexa do que apenas somar o número de acertos ou subtrair o número de erros.
O professor da UFJF ressalta, ainda, que "o método é totalmente objetivo e, portanto, não há interferência humana na valoração das questões".
Redação
A redação foi bastante criticada pelos estudantes. Antonio Carlos Rodrigues Aragão Filho, de Fortaleza (CE), enviou comentário ao G1 afirmando que "as notas de redação, novamente, vieram aparentemente desligadas de qualquer critério, com relatos absurdos, como de estudantes que se preparam mais para a prova deste ano, e, mesmo assim, obtiveram notas muito piores".
Segundo o internauta, a incoerência entre a percepção dos candidatos e o resultado final pode gerar desconfiança. "Como saberemos os critérios adotados se não temos o básico acesso às correções de nossas redações?", questionou.
O internauta Diego Coutinho discordou de sua nota na redação. Segundo ele, é a terceira vez que fez o Enem. Em 2009, tirou 925, em 2010, 800, reconhecendo que usou uma "citação inadequada". Já, neste ano, sua nota caiu para 580.
Coutinho questionou se a "correção antecipada" - referindo-se à divulgação dos resultados duas semanas antes do prazo inicial - "será valorizada, ao passo que destrói o sentimento de justiça de jovens brasileiros".
No caso da redação, Tufi Soares afirma que uma prova aberta depende de um julgamento por parte de um avaliador. Na sua opinião, isso faz com que ela fique "mais sujeita a erros de medida do que provas objetivas".
No entanto, diz ele, "é possível utilizar procedimentos padronizados de correção que minimizem essa subjetividade". O professor ressaltou que a pontuação da redação não utiliza, ainda, a TRI
.

MEC divulga escala de notas mínimas e máximas registradas no Enem 2011



Na prova de matemática foi registrada a pontuação mais alta: 953.
A nota mais baixa foi 252,6, registrada na prova de ciências humanas.

Do G1, em São Paulo
164 comentários
O Ministério da Educação divulgou na tarde desta quinta-feira (22) as notas mínimas e máximas tiradas pelos alunos nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizadas em outubro.
ESCALA DE NOTAS DO ENEM 2011
ProvaNota mínimaNota máxima
Ciências humanas e suas tecnologias252,6793,1
Ciências da natureza e suas tecnologias265867,2
Linguagens e códigos e suas tecnologias301,2795,5
Matemática e suas tecnologias321,6953
Redação01.000
 Em ciências humanas e suas tecnologias, a pontuação mínima foi de 252,6, e a máxima de 793,1. Em ciências da natureza e suas tecnologias, a nota mínima foi 265 e a máxima 867,2. Nas provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, a menor nota registrada foi 301,2 e a maior, 795,5. Em matemática e suas tecnologias, a nota mínima foi 321,6 e a máxima, 953.
Em redação, as notas variaram entre 0 e 1.000, o mínimo e o máximo possíveis.
Segundo o MEC, não há uma nota média e as 95 instituições de ensino superior que usarão o Enem no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) usarão o resultado de forma autônoma. No entanto, para fazer as inscrições ao Programa Universidade para Todas (ProUni) é necessário ter tirado pelo menos 400 pontos, na média geral das quatro notas (somando as notas e dividindo o valor por quatro).
A consulta individual do resultado do Enem 2011 foi aberta na quarta-feira (21). Os estudantes podem ver as suas notas no site do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), informando seu CPF e senha. A nota das provas objetivas é calculada utilizando a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permite a comparabilidade entre provas diferentes e divide as questões entre diferentes graus de dificuldade. Por isso, o número de acertos na prova não serve de referência para a nota final, já que a pontuação de cada questão é calculada de maneira distinta.
Mais de 108 mil vagas
Os candidatos poderão usar o resultado do Enem 2011 para se inscrever no SiSU em 2012. De acordo com o ministério, o sistema será divulgado na próxima segunda-feira (26) apenas para consulta, e as inscrições terão início à zero hora do dia 7 de janeiro.
No total, segundo o MEC, 95 instituições de ensino superior de 26 estados brasileiros (com exceção do Distrito Federal), por meio do sistema, oferecerão 108.552 vagas em 3.327 cursos . O ministério afirmou que o número de vagas é 30% maior que na seleção realizada em 2011.
Na edição de 2012, o SiSU ficará no ar 24 horas por dia, entre 7 e 12 de janeiro, para receber as inscrições dos candidatos. A primeira chamada será divulgada no dia 15 de janeiro, e os candidatos aprovados terão entre 19 e 23 de janeiro para efetuar sua matrícula.
Segundo o MEC, "o candidato aprovado na primeira opção de curso será automaticamente retirado do sistema. Caso não faça a matrícula na instituição para a qual foi selecionado, perderá a vaga".
No dia 26, o SiSU divulgará a segunda chamada, com matrículas entre 30 e 31 de janeiro.
Entre 26 e de janeiro e 1º de fevereiro, quem não passou na primeira e na segunda chamada pode se inscrever na lista de espera, que será divulgada em 4 de fevereiro. A partir daí, a seleção será feita gradativamente até o dia 2 de março de 2012.