quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pesquisadores associam estrutura da placenta a tempo de gestação


Pesquisadores associam estrutura da 


placenta a tempo de gestação

Estrutura similar a rede torna crescimento duas vezes mais rápido.
Pesquisadores não sabem por que o formato dos tecidos varia.

Sindya N. BhanooDo 'New York Times'
Tempo de gestação de babuínos é de aproximadamente 6 mesesTempo de gestação de babuínos é de aproximadamente 6 meses (Foto: Arturo Nikolai (chausinho)/Flickr - Creative Commons, a-nc-sa 2.0 genérico)
Alguns mamíferos têm um período de gestação mais longo que outros, em parte por causa da estrutura da placenta da mãe, de acordo com uma nova pesquisa publicada na "The American Naturalist".
A placenta é o órgão através do qual a mãe passa nutrientes para o feto e o feto envia dejetos.
Pesquisadores da Universidade de Durham e da University of Reading, na Inglaterra, descobriram que, quando os tecidos da mãe e do feto estão altamente interligados na placenta, os nutrientes podem passar entre os dois de forma mais eficiente, e o feto pode se desenvolver mais rapidamente.
Após estudar as placentas de 109 mamíferos, os pesquisadores descobriram que os tecidos em algumas delas pareciam dedos entrelaçados; em outros casos, pareciam uma rede complexa.
"Descobrimos que, quando temos uma estrutura parecida com uma rede, o ritmo de crescimento do bebê no útero é duas vezes mais rápido do que quando temos uma estrutura semelhante a dedos entrelaçados", diz Isabella Capellini, antropóloga da Durham e principal autora do estudo.
Humanos, babuínos, macacos do gênero Macaca e outros primatas antropoides têm interconexão do tipo "dedos entrelaçados" na placenta. Portanto, na comparação com outros mamíferos do mesmo tamanho, seu tempo de gestação é maior.
Macacas do tipo babuíno, por exemplo, possuem um tempo de gestação de cerca de seis meses.
O porco-espinho europeu tem um tamanho similar, mas uma placenta em formato de rede e um período de gestação de dois meses.
Os pesquisadores não sabem por que as estruturas de placenta variam, mas pode ser um "conflito maternal", afirma Capellini.
"Generalizando, há um acordo entre a mãe e a cria para compartilhar nutrientes", ela diz. "Mas há um leve desacordo em relação à quantidade de nutrientes que a mãe deve oferecer de uma vez."

Tabagismo passivo mata 603 mil pessoas no mundo por ano


Tabagismo passivo mata 603 mil 


pessoas no mundo por ano

Desse total, 165 mil eram crianças, afirma a revista médica 'The Lancet'.
Já o 'tabagismo ativo' mata mais de 5 milhões de pessoas anualmente.

Da AFP
Restos de cigarro serão convertidos em adubo no interior de SPCrianças são as primeiras vítimas do fumo passivo (Foto: Jan Håkan Dahlström / Bildhuset Scanpix)
O tabagismo passivo causa mais de 600 mil mortes ao ano no mundo, entre as quais 165 mil crianças, segundo estimativas publicadas nesta sexta-feira pela revista britânica The Lancet.
As crianças são as primeiras vítimas do tabagismo passivo, pois não podem evitar a principal fonte de exposição, quando seus pais fumam em casa, destacam os autores do estudo.
Se somadas estas 600 mil mortes aos 5,1 milhões de falecimentos atribuídos a cada ano ao tabagismo ativo, chega-se a um total de 5,7 milhões de vítimas fatais do tabagismo anualmente.
Trata-se do primeiro estudo que avalia o impacto global do tabagismo passivo. Seus autores, pertencentes ao Instituto Karolinska de Estocolmo e à Organização Mundial da Saúde (OMS) utilizaram dados de 2004, os mais recentes disponíveis no conjunto de 192 países analisados.
No total, 40% de crianças, 33% de homens e 35% de mulheres não fumantes estavam expostos ao tabagismo passivo em 2004.
Segundo estimativas do estudo, a exposição provocou 379 mil mortes coronarianas, 165 mil por infecções das vias respiratórias, 36,9 mil por causa da asma e 21,4 mil por causa de câncer de pulmão. Assim, no total foram constatados 603 mil óbitos por fumo passivo.
Das 165 mil crianças menores de 5 anos que morrem de infecções respiratórias causadas pelo fumo passivo, dois terços estão na África e no sul da Ásia.
Apenas 7,4% da população mundial vivem hoje sob legislação "não fumante". Os autores do estudo recomendam "um reforço imediato" da Convenção Marco da OMS para a luta contra o tabaco, que inclui taxas mais elevadas para o tabagismo, pacotes de cigarros neutros (sem marca) e com mensagens sanitárias.
"É inadmissível que o 1,2 bilhão de fumantes no mundo exponham milhões de não fumantes ao fumo passivo (...)", criticam em editorial Heather Wipfli e Jonathan Samet (University of Southern California, Los Angeles).