terça-feira, 23 de novembro de 2010

Alerta contra o câncer de pele


Alerta contra o câncer de pele

Cariocas terão exames dermatológicos gratuitos no fim de semana. Cristo será iluminado na cor laranja hoje à noite

Rio - De todos os órgãos, a pele é o que tem mais chances de desenvolver câncer. A exposição exagerada ao sol, sem filtro solar, é a principal causa. Pessoas de pele clara correm mais risco. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoverá, sábado, em todo o Brasil, uma campanha de combate à doença. No Rio, 13 postos de atendimento gratuito oferecerão exames  de diagnóstico.
Para fazer o alerta contra a doença, hoje o Cristo Redentor será iluminado na cor laranja. Um dos postos de atendimento estará instalado num caminhão que, sábado, estará em Ipanema e, no domingo, na Barra da Tijuca.
MAIORIA NÃO SE PROTEGE
Segundo dados da campanha 2009 da SBD, 71% dos cariocas não usam filtro solar. Cada paciente que for a um posto (ligue 0800-7013187 para saber o mais próximo) receberá um folheto explicativo e fará um exame cutâneo completo. Aquele que tiver o câncer diagnosticado será encaminhado para tratamento nos serviços credenciados da SBD. 

Segundo o presidente regional Rio da SBD, Carlos Barcauí, é preciso estar atento ao aparecimento das primeiras manchas. “Ferida que não cicatriza em área que fica exposta ao sol ou uma pinta que sangrou, coçou, mudou de cor ou de relevo e formato, são sinais de possível câncer de pele”, afirma.
O médico pede atenção às crianças. Embora o câncer seja mais comum a partir dos 40 anos, é consequência de exposição aos raios ultra-violeta, que têm efeito cumulativo. “Essa população tem mais tempo de ficar exposta. Por isso, temos que protegê-la com filtro solar, sombra, chapéu e não tomar sol entre 10h e 15h”, recomenda Barcauí.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Médicos americanos querem mudar legislação sobre produtos químicos


Médicos americanos querem mudar 


legislação sobre produtos químicos

Universidade da Califórnia estuda vínculo com problemas reprodutivos.
Legislação dos EUA sobre controle de substâncias tóxicas é de 1976.

Da AFP
Puberdade e menopausa precoces, esterilidade... Médicos americanos suspeitam que os produtos químicos, onipresentes em nosso ambiente, são a causa de vários problemas de saúde, sobretudo reprodutivos, e querem mudar a legislação.
"Tenho tratado milhares de pacientes (...), entre os quais homens jovens com uma taxa de espermatozóides muito abaixo da normal ou com câncer de testículos; mulheres jovens, de 17 anos, já na menopausa, e meninas pequenas com sinais de puberdade aos seis ou oito anos" de idade, enumerou na semana passada a doutora Linda Giudice, durante entrevista coletiva.
"Cada vez há mais provas que mostram que contaminantes presentes no meio influem nesses problemas", disse Giudice, que chefia o departamento de obstetrícia e técnicas reprodutivas da Universidade da Califórnia, em San Francisco (UCSF, oeste dos Estados Unidos).
Junto com Tracey Woodruff, diretora do programa de saúde reprodutiva e meio ambiente da UCSF e Andy Igrejas, diretor da campanha da associação 'Safer Chemicals Healthy Families', Giudice faz um apelo à revisão da legislação americana sobre os produtos químicos, que data de 1976.
Segundo a associação, a lei Toxic Substances Control Act (TSCA) não é suficiente para impedir que os produtos químicos invadam os bens de consumo, mesmo quando existe uma relação comprovada com o aparecimento de câncer, asma, atrasos no aprendizado ou problemas reprodutivos.
De acordo com Giudice, a legislação não acompanhou a presença de produtos químicos no entorno, que se multiplicou por 20 desde 1945.
"Hoje, a exposição aos contaminantes está em todas as partes: no ar, na água, na comida, na bebida, nos cosméticos ou em artigos de farmácia, pesticidas, herbicidas e produtos cotidianos do lar", enumerou.
Alguns produtos foram proibidos há décadas, mas "permanecem na cadeia alimentar", explicou Woodruff. Outros estão presentes nos produtos de limpeza domésticos ou em outros produtos com os quais os consumidores têm contato diário.
Entre as mulheres estudadas, a grande maioria - cujos seios começaram a se desenvolver e tiveram a menarca (primeira menstruação) ainda muito jovens, algumas aos sete anos - apresentaram um nível elevado de substâncias químicas no organismo.
Outros estudos já estabeleceram vínculos entre os produtos químicos e uma série de doenças, da asma ao câncer, passando por problemas cardiovasculares.
Um estudo publicado em setembro na revista "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine", da Associação Médica Americana, estabeleceu um vínculo entre taxas elevadas de colesterol nas crianças e um produto usado em antiaderentes por fabricantes de panelas e frigideiras para que a comida não grude.
Apesar de tantos indícios, em 34 anos de existência da lei TSCA, apenas cinco produtos químicos foram objeto de uma regulamentação e os projetos de lei apresentados este ano no Congresso para atualizá-la não tiveram continuidade, disse Igrejas.

EUA autorizam segunda empresa a testar células-tronco em humanos


22/11/2010 13h09 - Atualizado em 22/11/2010 16h27

EUA autorizam segunda empresa a 


testar células-tronco em humanos

Cell Technology vai testar tratamento de forma progressiva de cegueira.
No mês passado, a Geron obteve sinal verde do governo para experimentos.

Da Reuters
Uma empresa norte-americana anunciou nesta segunda-feira (22) que recebeu autorização da FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos) para testar células-tronco embrionárias em pacientes com distrofia macular de Stargardt, uma forma progressiva de cegueira.
É a segunda vez que os EUA autorizam testes com células-tronco embrionárias em humanos. A empresa Advanced Cell Technology disse que vai testar o tratamento em 12 pacientes.
No mês passado, a Geron Corp. recebeu o primeiro voluntário para uma experiência com o uso de células-tronco em pessoas com lesão grave de coluna.
Células-tronco são uma espécie de "livro de receitas" do organismo, capaz de dar origem a qualquer tipo de tecido do organismo. Elas são mais abundantes em embriões, e cientistas afirmam que novas técnicas podem levar à cura de diversas doenças e lesões.
Mas muitos se opõem às pesquisas por envolverem a destruição de embriões humanos.
No ano passado, o governo dos EUA revogou as restrições que existiam ao uso de verbas federais para essas pesquisas, mas o assunto é objeto de uma disputa judicial.
A distrofia macular de Stargardt normalmente se manifesta antes dos 20 anos de idade e causa degeneração do epitélio pigmentado da retina. Atualmente, não existe tratamento.