terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ministro defende a realização de mais de um Enem por ano


Ministro defende a realização de mais de um Enem por ano

Logo Terra
 
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira a realização de mais de um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no mesmo ano. "O aluno fazer mais de um exame por ano vai ser bom, vai gerar menos angústia", disse, ao participar de reunião na Comissão de Educação e Cultura do Senado.

"Se nós tivermos mais de uma edição, teremos menos atropelos, mais parceiros, mais empresas interessadas em trabalhar com o sistema público", afirmou o ministro, dizendo que mais empresas poderão se habilitar para participar do processo, já que o número de inscritos em cada prova será menor. "Esse modelo (do Enem) não se sustenta com só uma prova ao ano".

Haddad lembrou que o Ministério da Educação (MEC) estava se preparando para realizar uma prova em abril ou maio antes do vazamento do exame no ano passado. E que, após o episódio, foi necessário esperar a finalização das investigações feitas pela Polícia Federal para só então retomar as negociações para a aplicação da prova deste ano. "Naquela ocasião manter a primeira prova, seria temerário".

Este ano, um erro em algumas folhas de respostas gerou reclamações de estudantes. O ministro negou que a credibilidade do Enem tenha sido abalada pelas falhas e as classificou de "superáveis".

Datas
O ministro afirmou que a data oficial do novo Enem para os estudantes que quiserem refazer o teste deverá ser divulgada até o final desta semana ou no início da próxima semana. E acrescentou que a divulgação dos resultados seguirá o planejado inicialmente com as instituições de ensino: primeira quinzena de janeiro.

O ministro da Educação ainda disse que nenhum sistema está imune a problemas técnicos e que não se pode colocar a reputação das instituições em dúvida em função de um equívoco. "Ninguém ouviu da parte do Ministério nenhuma acusação a incompetência do setor grafico. Há a compreensão de que elas fizeram o seu melhor".

Segundo Haddad, nas 14 edições do Enem não houve uma única vez que não foram enfrentados problemas técnicos dessa natureza. "Sempre que há um problema há uma solução cabível que não seja o cancelamento da prova".

Médicos apontam falta de investimento no tratamento de câncer terminal


Médicos apontam falta de investimento no tratamento de câncer terminal

Rio - O presidente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luís Antônio Santini, criticou nesta terça-feira, a falta de investimentos e de políticas públicas para tratamento de pacientes com câncer em estágio avançado. Segundo pesquisa sobre qualidade da morte, realizada na Grã-Bretanha pela consultoria Economist Intelligence Unit e divulgada pelo site da BBC Brasil, em julho deste ano, o Brasil ocupa o 38º lugar entre 40 países.


Ao participar do simpósio Expansão dos Cuidados Paliativos no Brasil, que discute meios de amenizar o sofrimento de pacientes terminais, Santini disse que hoje, praticamente não há investimentos para ampliação do acesso aos cuidados paliativos, nem financiamento de ações nessa área. "A iniciativa é dos hospitais, das próprias unidades prestadoras, que não têm cobertura de financiamento pelo SUS [Sistema Único de Saúde].”

Santini afirmou que o envelhecimento da população deve ser levado em conta no estabelecimento desse tipo de política pública. Para ele, o cuidado e o tratamento adequados a pacientes em estado terminal devem constituir uma política importante para o futuro da população brasileira.

A diretora do Hospital do Câncer 4, unidade de cuidados paliativos do Inca, Cláudia Naylor, classifica de "caótica" a situação da qualidade de morte no Brasil. A médica lembra que a expectativa de vida do brasileiro atualmente é de 72 anos e que a população idosa vem aumentando no país. Segundo ela, pelas previsões feitas em todo o mundo para 2015, espera-se que 15% da população do planeta morra com algum tipo de câncer.

Na opinião de Cláudia, uma política de cuidados paliativos não resulta apenas na perspectiva de melhora na qualidade de morte dos 21,5 milhões de pessoas com mais de 65 anos ou na dos 2,9 milhões com mais de 80 que existem hoje no Brasil e que podem vir a sofrer com algum câncer. O tratamento humanizado e digno beneficia também a família dos doentes.

Inaugurado em 1998 no bairro de Vila Isabel, o Hospital do Câncer 4 tem quatro andares de enfermarias, com 56 leitos, e atende a mil pacientes em média por mês. A unidade é responsável pelo atendimento integral a pacientes em processo de morte, o que inclui consultas ambulatoriais, visitas domiciliares, internação hospitalar e serviço de pronto atendimento.

Segundo o Inca, a política de prevenção ao câncer está bem desenvolvida no país, que tem tido sucesso, por exemplo, no controle de tabagismo, um dos fatores que contribuem para o câncer de pulmão. Santini lembrou que o número de fumantes no Brasil passou de 35% para 17% da população, conforme dados do IBGE. O câncer de próstata e o de pulmão são os mais frequentes entre os homens. Entre as mulheres, são comuns o câncer de mama e o de colo do útero.

Infância humana é maior do que a de outros primatas, diz estudo


Infância humana é maior do que a de outros primatas, diz estudo

Logo Terra


Rio - Os Neandertais atingiam a maturidade muito antes dos humanos modernos, segundo um estudo radiológico de seus dentes, que demonstra que uma infância longa é uma característica da nossa espécie e pode ter sido uma vantagem evolutiva. É o que afirma um estudo realizado por cientistas da universidade americana de Harvard, do instituto alemão Max Planck para a biologia evolutiva e do Síncrotron Europeu (ESRF) em Grenoble (França), publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Para chegar a essa conclusão, os cientistas fizeram uma análise radiológica dos dentes de 11 crianças neandertais, incluindo os do primeiro fóssil de um neandertal, encontrado em uma caverna na Bélgica no inverno de 1829-1830. "Os dentes são um registro do tempo que grava cada dia do crescimento de forma muito parecida aos anéis das árvores", afirmou a bióloga da universidade de Harvard Tanya Smith. "O mais impressionante", continuou Tanya, "é que nossos primeiros molares contêm um pequeno 'certificado de nascimento' que, quando encontrado, os cientistas podem calcular, com exatidão, a idade que o jovem tinha quando morreu".

Os poderosos raios X, milhões de vezes mais potentes que os utilizados em um hospital - demonstraram que o fóssil da criança encontrado na Bélgica, que os cientistas imaginavam ter entre 4 e 5 anos de idade no momento de sua morte ao compará-lo com os humanos modernos, não tinha mais de 3 anos.

Segundo Tanya, o estudo mostrou que o crescimento da arcada dentária dos Neandertais - um indicador de seu desenvolvimento global - era significativamente mais rápido que em nossa espécie, incluindo os humanos mais primitivos, que saíram da África há 90 mil ou 100 mil anos. Isto indica que o prolongamento da infância foi um desenvolvimento relativamente recente.

Segundo a bióloga, as novas tecnologias oferecem uma oportunidade única de avaliar as origens de uma condição humana fundamental: a passagem de uma estratégia primitiva de "viver rápido e morrer jovem" para outra de "viver devagar e ficar velho", que permitiu aos humanos se transformarem em um dos organismos de maior êxito do planeta.

"O amadurecimento lento dos humanos pode ter facilitado uma aprendizagem adicional e um conhecimento complexo, dando aos primeiros homo sapiens uma vantagem sobre seus parentes Neandertais", assinala o estudo.

O artigo diz que em algum momento não determinado desde que começou, há seis ou sete milhões de anos, a diferenciação entre os primeiros humanos e os primatas não humanos, o curso da vida mudou e o amadurecimento começou a ser mais prolongado.

Nova espécie de planta carnívora é descoberta no Camboja


Nova espécie de planta carnívora é descoberta no Camboja

Logo Terra


Camboja - Uma nova espécie de planta carnívora foi descoberta por pesquisadores da ONG Fauna & Flora International, nas montanhas Cardamom, no Camboja. Segundo a ONG, a descoberta da planta pode ser um indicativo da diversidade do local e também da falta de pesquisa nas florestas dessas montanhas.
Foto: Divulgação
A descoberta de uma nova espécie indica que há muito o que se encontrar nas florestas do Camboja | Divulgação
A Nepenthes holdenii tem formato de jarro e é vermelha ou verde, podendo chegar a 30 cm de comprimento. Ser carnívora permite à planta ganhar nutrientes adicionais e florecer em improváveis tipos de solo.

Uma adaptação incomum desta espécie é a habilidade de aguentar extensos períodos de seca. As temporadas de seca no Camboja tornam queimadas comuns em suas florestas. Outras espécies foram recentemente encontradas nas montanhas Cardamon, como um sapo e alguns répteis.