terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gestação múltipla traz riscos para mãe e para o bebê

Gestação múltipla traz riscos para mãe e para o bebê

Fertilização in vitro aumenta as probabilidades de fecundação dos embriões

Por Especialistas
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As taxas de gestação múltipla obtidas pela fertilização in vitro, FIV, têm se mantido constante, ao longo dos últimos anos, no mundo. Na Europa, este índice está inalterado há quatro anos, mantendo-se em 26,4%. Deste número, temos 24,4% de gestação gemelar, 2,0% de gestação trigemelar, e 0,04% de quadri-gemelar. Os dados do Registro Latino-americano de Reproducción Asistida são semelhantes, porém ainda se transferem muitos embriões na América Latina. No Brasil, 42% das gestações por fertilização in vitro resultam em gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos e quíntuplos.

O nascimento de múltiplos bebês é considerado um problema de saúde pública devido aos riscos causados às mães, às crianças e pelo alto custo gerado ao sistema público de saúde. Os riscos da gravidez múltipla são muitos. Para a mãe, podemos citar a pré-eclâmpsia, o diabetes gestacional, o rompimento do colo uterino e o parto prematuro. Para o bebê, o maior risco é o da prematuridade, o que pode ocasionar a má-formação dos órgãos. 
"O desafio para as clínicas de Reprodução Assistida hoje é manter bons índices de gravidez, sem aumentar a incidência de gestação múltipla"
Na Europa, os serviços de reprodução humana estão empenhados em reduzir o índice de gravidez múltipla. No registro europeu já se verificou uma redução no número de embriões transferidos no período de 1999 para 2000. A transferência de quatro embriões diminuiu de 9,3% para 6,8% e de três embriões de 39,6% para 33,3%, enquanto aumentou o número de transferências com dois embriões, de 39,2% para 46,7%.

Em muitos desses países, o tratamento da infertilidade é financiado pelo governo, que determina que seja transferido um único embrião, de ótima qualidade, para o útero de mulheres com idade inferior a 37 anos nos procedimentos de FIV. Com a medida, estas nações reduziram pela metade o índice de múltiplos, com quase a mesma taxa de sucesso de gravidez, quando comparado aos índices obtidos com a transferência de dois embriões. 
Implantação do embrião
De uma maneira geral, em termos de reprodução humana, seja pela fertilização in vivo ou pela in vitro, temos poucas chances de sucesso em obter uma gravidez. Como resolver esta questão? Melhorando o índice de implantação do embrião. Para melhorar as chances de gestação, normalmente, são transferidos para o útero mais de um embrião. Isto porque as chances de gestação aumentam, conforme o número de embriões transferidos, até se estabilizar em torno de quatro embriões.

Em outras palavras, transferir mais do que quatro embriões aumenta apenas a chance de gestação múltipla. Quando obtivermos melhores índices de implantação, poderemos diminuir o número de embriões transferidos, sem prejudicar as chances do casal de engravidar. 
Este é um desafio para as clínicas de Reprodução Assistida hoje: otimizar os resultados, manter bons índices de gravidez, sem aumentar a incidência de gestação múltipla. Os laboratórios devem reduzir o número de embriões a ser transferidos quando começam a ter gestações múltiplas. A conduta contrária, de aumentar os índices de gestação, sem se preocupar com a gestação múltipla, é prática inconseqüente. Com o respaldo de um bom embriologista, espera-se que em alguns anos, possamos transferir rotineiramente apenas um embrião, com boas chances de gestação.

Embora o nascimento de um filho por técnicas de reprodução assistida ainda leve consigo o risco de uma gestação múltipla, cabe à medicina aprimorar os métodos de cultivo de embriões e a sua transferência para o útero, o que permitirá otimizar as chances de gestação, sem que ocorra a gestação múltipla.

Devemos desenvolver melhores condições de pesquisa sobre as condições ideais de transferência, sobrevivência intraútero e implantação do embrião. Também é necessário melhorar os protocolos de congelamento e descongelamento de gametas e embriões, pois estas técnicas podem colaborar na redução da gestação múltipla, observa o médico.  
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Enxaqueca: Seis hábitos que você deve evitar para não piorar a dor

Enxaqueca: Seis hábitos que você deve evitar para não piorar a dor

As causas são genéticas, mas os sintomas podem ser desencadeados pelo estilo de vida

Por Andressa Basilio
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A dor de cabeça parece que já faz parte do nosso dia a dia. São tantas as atividades, os problemas, o estresse e as cobranças que é inevitável sentir, ao final do dia, aquelas pontadas latejantes lá no fundo. Pior é quando essas dores passam a ser constantes e intensas. Aí vem aquela sensação de que a cabeça vai explodir, os olhos ficam sensíveis à luz e a qualidade de vida cai muito. O nome disso? Enxaqueca.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. Dentre elas, a enxaqueca é, talvez, a que mais afeta a qualidade de vida dos pacientes. "A enxaqueca é muito mais que uma dor. Dá a sensação de que a cabeça está enorme, pulsando, martelando ou que o cérebro está sendo pressionado num ritmo enlouquecedor. Tudo passa a incomodar: a luz é uma tortura, os odores são um sacrifício, os sons transformam-se em ruídos ensurdecedores, o estômago revira e os vômitos são a consequência natural. Esse martírio pode durar dias, num vai e vem de intensidade maior e menor que impede a realização da maior parte das atividades do dia", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, da Unifesp.  
dor de cabeça - foto: getty images
Segundo a SBC, cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com esse problema e, dentre esses, 75% são mulheres. "Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados aoestresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca", ensina a especialista. Uma pesquisa recente publicada na Nature Medicine descobriu que o DNA pode fazer umas pessoas serem mais propícias a ter enxaqueca do que outras. Tudo por conta da presença de um gene conhecido como Tresk, que faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, inativando-as. Os especialistas agora estão focados na formulação de um medicamento que ative essa área do cérebro.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, para além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que quem quer se livrar de vez da enxaqueca, deve abandonar. Confira a lista abaixo:  
enxaqueca - foto: getty images
1. Abuso de analgésicos
Quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. "O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente do medicamento", explica a neurologista Claudia Klein, especialista do Minha Vida.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a "produzir" a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. "Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada o médico especialista", aconselha Claudia Klein.  
2. Má alimentação
De acordo com a neurologista, alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, por exemplo, o aspartame, condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. "Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca", explica Claudia Klein. Além disso, a especialista afirma que pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado - mais de 4 horas sem comer - ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces, por isso, ter um cardápio equilibrado e controlado é uma ótima medida preventiva.  
cigarro - foto getty images
3. Tabagismo
Que fumar é uma bomba para o organismo, todo mundo já sabe. A novidade é que, além de todos os males, a nicotina ainda é associada à alteração da circulação sanguínea e enrijecimento dos vasos sanguíneos, o que, segunda a neurologista Claudia Klein, também pode acabar provocando a enxaqueca.

Além disso, um recente estudo norueguês publicado pela revista médica Neurology avaliou 6 mil estudantes e descobriu que o tabagismo, associado ao sobrepeso e ao sedentarismo, triplica as chances de jovens desenvolverem enxaqueca. Os autores disseram não ter ficado claro se esses fatores do estilo de vida provocam a cefaleia ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis. Pelo sim, pelo não, é melhor prevenir e ficar longe do cigarro.  
4. Ser sedentário 
Um dos grandes males da população, os hábitos sedentários afetam em muitos aspectos a qualidade de vida. Além de contribuir para o surgimento de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, o sedentarismo é uma porta aberta para a enxaqueca.

Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.
"A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro", explica a neurologista Claudia Klein. 
sedentarismo - foto: getty images
5. Consumir álcool 
Como a enxaqueca é um problema de origem vascular, cuja dor é provocada pela contração e dilatação dos vasos sanguíneos, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser uma opção ruim para quem lida com o problema. A especialista Claudia Klein explica: "As bebidas alcoólicas quando ingeridas em excesso provocam dilatação dos vasos do corpo e do cérebro, o que acaba acentuando o incômodo da enxaqueca." 
6. Se render ao estresse
Tudo o que gera estresse e desequilíbrio para o organismo pode agravar a enxaqueca de quem já tem predisposição. Trabalho em excesso, ficar sem comer por muito tempo, nervosismo, insônia oudormir pouco, chateação e outros problemas emocionais podem ser uma porta aberta para a dor incômoda. Quem sofre com os dramas do estresse, deve procurar tratamento. Buscar métodos, como massagem e acupuntura, e dar mais valor ao momentos de lazer e relaxamento são atitudes importantes. "A acupuntura é bem eficiente, pois provoca microestímulos que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio de forma natural", garante a neurologista Claudia Klein.  
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Consumir ovos é benéfico à saúde

Consumir ovos é benéfico à saúde

Colesterol contido nos ovos não faz mal ao organismo e pode até prevenir doenças

Por Especialistas
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Se você só come a clara do ovo, pode esquecer esse hábito. O ovo inteiro é um dos mais consistentes alimentos com que podemos contar para tornar nossa dieta mais saudável. Décadas atrás, alguém decidiu que o colesterol dos ovos, encontrado principalmente em sua gema, contribuía para o desenvolvimento de uma série doenças cardíacas e para o aumento da obesidade. Essa pessoa errou feio.

O pior disso tudo é que os desavisados engoliram a lorota e passaram a evitar esse alimento. Quem está perdendo com isso é a saúde desses indivíduos. A gordura de ovos, ao contrário do que ainda dizem por aí, é do tipo bom, e previne uma série de complicações em todo o organismo. 
"O ovo é uma boa fonte de colina, que protege o sistema cardiovascular de ataques cardíacos, coágulos sanguíneos, derrame."
O ovo é a melhor fonte de luteína e zeaxantina que existe. Esses nutrientes são essenciais para a manutenção da saúde dos olhos e servem também para facilitar o tratamento de doenças nesses órgãos. Na verdade, muitos estudos atuais têm mostrado que consumir um ovo por dia pode ajudar a prevenir a degeneração macular e diminuir o risco de desenvolver catarata. O ovo é também uma boa fonte de colina, que protege o sistema cardiovascular de ataques cardíacos, coágulos sanguíneos, derrame. 
Mesmo que o ovo seja um bem feitor ao organismo, é preciso cuidado na hora de prepará-lo antes da refeição. Evite comer ovos fritos, pois a gordura em que eles são feitos pode trazer alguns malefícios ao organismo, como o aumento de colesterol.. As melhores opções são os ovos quentes, cozidos e em gemada. Com esses métodos de preparo, os ingredientes que fazem bem do ovo continuam intactos, enquanto o acréscimo de gordura de outras fontes não ocorre.  
Ao comprar os ovos, vale à pena gastar um pouco mais e escolher os orgânicos ou ovos de